Faça Alguém Gozar!
Capítulo 05: Mensagem
Lá fora está uma manhã feia de domingo. Digo isso para não sentir inveja de quem está lá gozando de liberdade e aproveitando o dia. Diferente da minha atual situação. Hoje é o sexto dia que estou trancafiado no meu quarto cumprindo pena. Faz parte do castigo que minha mãe me aplicou, fora as porradas que levei.
Já assisti a todos os meus DVDs de filmes, já passei o olhar em todas as minhas HQs e não posso usar o celular. Sendo assim, desde sexta que não tenho mais nada para me entreter e me tirar do tédio. O motivo de ter sido castigado e surrado pela minha mãe: convidei, em público, uma coleguinha de turma para transar. Mas não acho que teria sido diferente se eu tivesse pedido em particular.
Depois do convite muito premeditado que fiz, ela saiu correndo. Mas não antes de marcar o meu rosto com uma forte bofetada. Doeu tanto que até hoje a minha cara arde. No entanto, foi muito legal sentir a pele dela tocando na minha.
Em suma, na manhã do dia seguinte, ela apareceu na escola e trouxe consigo a mãe. As duas se parecem tanto que quase eu não soube dizer quem era quem quando as vi de longe. Tal gostosa, tal gostosinha. Enfim, aconteceu que fui convocado pela direção da escola. Meus pais foram chamados e a história foi exposta.
Quando cheguei em casa, levei uma bela surra da minha envergonhada mãe. Tapas na orelha e cintadas na bunda. Já o meu pai teve uma conversa de homem comigo, após Sófia obrigá-lo. Ainda no fim daquele dia, Rodrigo me ligou e disse: — “Ah, moleque! Botei fé! Destemido, macho alfa. Chamou logo para os finalmente, sem enrolação. Não aprovo o método, que poderia ter sido melhor, mas a intenção foi maravilhosa.” Não entendi nada do que ele disse, mas parece que não estava me repreendendo.
Enfim.
Amanhã poderei retornar à escola, mas não sei se ainda quero ir.
Não tenho coragem alguma para encarar a Luara. Aliás, nem sei se ela ainda estuda lá. Pois pode ser que os pais dela a tenham mudado de escola, de turma ou de turno. Não sei, só sei que dificilmente ainda estaremos na mesma turma. Não sei se isso é bom ou ruim.
Geórgia soube do ocorrido e até tirou sarro da minha cara perguntando o que eu faria se a garota tivesse aceitado o meu convite. Acho que minha prima pensa que não dou conta do recado.
Como minha mãe tomou meu celular, não pude usar ele para ver as fotos das minhas musas. Ainda bem que tirei o cartão de memória antes dela me tomar o aparelho, porque senão mais tapas na orelha eu iria pegar. Sófia Galdino não quer um tarado na família. O que é estranho, porque a família Galdino é uma família de tarados, ao meu ver.
Por falar na minha prima, ontem flagrei Geórgia saindo na surdina, altas horas, e indo para a casa ao lado. Acho que ela foi dar a buceta para o senhor Luís. Ele é um coroa que curte as novinhas. Oferece dinheiro e agrados para elas em troca de favores sexuais. Deve ser por isso que a minha prima só anda com roupas da hora; ela diz para a minha mãe que garante um dinheiro revendendo uns produtos aí de uma tal de cosméticos.
Sei bem qual o produto que ela anda vendendo.
— Ah, se eu tivesse grana!
Mas acho que eu não dava dinheiro para transar. Certa vez vi uma fala de um dos irmãos daquele seriado de demônios, uns que andam em um carro preto e caçam fantasmas, que gostei muito. Se não me engano, foi o menor deles que disse que não paga por sexo. Dou mó valor para esse princípio de vida.
Pensando bem, sabe, até que essa minha vida de presidiário teve suas vantagens. Hoje, pela tarde, eu estava saindo do quarto para beber água e, ao passar pelo corredor onde fica o banheiro de uso livre do segundo piso da casa, a porta do mesmo estava entreaberta; escutei o choque da água do chuveiro entrando em colisão com algo sólido, no caso, o corpo de uma pessoa.
Era a Geórgia no banho.
Fiquei parado observando pela pequena falha de privacidade que ela cometeu e, pela primeira vez, consegui ver a buceta dela. É depilada, gordinha e realmente é como nos filmes. Meu pinto até tremeu.
Sorte a minha que ela estava com espuma no rosto. Assim pude observar mais um pouco. Minha nossa, que rabo gostoso, seios deliciosos. Acabo me decidindo mais ainda: irei comê-la!
O resto do domingo passa que nem vejo, depois do almoço, durmo sem planos para o futuro. Quando acordo, levanto e vou até a janela. Assim que afasto as persianas, a escuridão da noite se apresenta.
Caminho até o banheiro. Antes do banho, bato umas punhetas homenageando a minha prima. Após o banho, me visto no quarto antes de descer para a cozinha. Lá encontro o pessoal já jantando. Sento calado, após cumprimentar a todos, e degusto a minha refeição. No fim, ajudo a lavar os pratos e a limpar a mesa.
— Tome — minha mãe fala enquanto estende a mão. É o meu celular.
Recolho o aparelho com enorme felicidade, mas não a expresso. Vai que ela veja minha felicidade como sendo uma afronta e reconsidere. Subo para o quarto, ligo o aparelho e coloco para tocar músicas. Ponho o fone de ouvido, deito olhando para o teto e assim fico.
Não faço nem questão de verificar minhas redes sociais, pois, tecnicamente, não as tenho, uma vez que só fiz as contas, coloquei fotos de desenho no perfil e só as uso para olhar os perfis das garotas. E as mensagens de whatsapp… praticamente não recebo. Não tenho amigos para isso. Só uso por causa do grupo da família.
Relaxado e ouvindo boas músicas, fecho os olhos lentamente para potencializar o deleite musical. No entanto, assim que fecho os olhos completamente, a imagem nítida da Luara surge.
— Puta que pariu! — Exclamo em voz alta.
Como diabos que pude falar aquela merda para ela?! Eu já não tinha chances, agora é que não tenho mesmo. E o pior, estou com vergonha dela e de todos na escola. Como irei dar às caras por lá amanhã? Com certeza todos já me chamam de tarado, maníaco etc.
— Ah, foda-se! Já foi! — Decido não mais pensar no assunto.
Paro com a música, programo o alarme no celular, após aposentar obrigatoriamente o despertador tradicional depois de dá-lhe uma porrada numa certa manhã, e o coloco sobre uma mesinha que fica ao lado da minha cama. Viro-me para o lado da parede e aninho minha cabeça no travesseiro. Fecho os olhos.
Já quase pegando no sono, uma coisa muita estranha me fez despertar. Abro os olhos de imediato ao escutar o som de notificação de mensagem que meu celular emitiu. O grupo da família é silenciado, assim como mãe, pai, Geórgia e Rodrigo. Então é uma mensagem privada de outra pessoa. Quem é?
Viro-me para onde está o celular, só faltou uma trilha sonora de filme de suspense para acompanhar a cena da minha aproximação cautelosa e desconfiada ao aparelho. Olhei por cima e vi “1 mensagem enviada por…” não tenho esse número salvo e não sei a quem pertence.
Desenho a senha de desbloqueio. Abro o aplicativo whatsapp. Vejo a conversa em questão e clico em cima.
— Oi, Charles? Aqui é a Luara! Tudo bem com vc?
2 replies on “FAG – Capítulo 05”
Vou acompanhar aquii
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Perfeito!
Boa leitura!
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