Faça Alguém Gozar!
Capítulo 14: Segunda rima com bunda.
Já estou quase no fim da adolescência, e nunca fui convidado para conversar com uma garota. Essa situação é uma tremenda novidade na minha vida, por isso estou muito nervoso. Mas, por outro lado, também estou com uma sensação de felicidade interna. Até parece que já tenho uma transa garantida. Calma, Charles. É apenas uma conversa. Talvez seja apenas uma piada dela para zoar com a sua cara. Então, tenha calma.
Passo metade da noite me remexendo na cama, meus pensamentos de ansiedade não me deixaram dormir fácil. Quando fui pegar no sono, já estava quase de manhã. Meu celular tocou o despertador. Pronto, manhã de segunda-feira. Praticamente não dormir.
Levanto-me e corro para o banheiro. Punheta, sabonete, chuveiro, escova, creme dental, pia, punheta, chuveiro, toalha, punheta, chuveiro, toalha. Corro para o quarto o mais depressa possível.
Visto-me como o costume, só que dessa vez uso mais gel no cabelo e me banho de perfume. Fiz as unhas ontem à noite, no meio da noite enquanto a insônia de ansiedade me consumia. Pintei com base. Estou vaidoso, muito vaidoso.
Fui para a cozinha tomar meu café. Papai e mamãe já estão na mesa. Geórgia ainda não veio do quarto. Nossa, pela primeira vez, em muito tempo, eu estou aqui primeiro do que ela.
— O que foi, Charlinho? — perguntou mamãe.
— O que foi o quê, mãe?
— Você está todo arrumadinho, cheiroso e ainda acordou bem cedo. Tem algo a contar para a mamãe?
— Não, mãe. Só estou querendo ir pra escola mesmo. Acordei com vontade hoje. Só isso.
Minha mãe olhou para o meu pai e ambos deram um sorrisinho muito estranho, como se soubessem de algo além do que estou revelando.
— Como é o nome da garota, Charlão? — Indagou-me o pai na lata.
— Que garota, pai? Não tem garota nenhuma.
Eles sorriram novamente. Não estão acreditando em mim, certeza. Isso aqui ficou estranho. Essas perguntas… não é exagero dizer que estou quase ficando constrangido. Olho para a escada e vejo Geórgia descendo. Que garota linda! Essa calça que ela está usando colada ao seu corpo é demais. Deixa-a ainda mais gostosa.
Ah, como eu gostaria de colocar a cabecinha da minha rola na entrada da bucetinha dela e empurrar gostoso. Acho que gozaria na quinta ou sexta metida. Ela é gostosa demais. Não tem mais gostosa. E essa bunda agora, hum, é volumosa e o sexo anal com certeza é delicioso.
Ela vem e senta à mesa.
— Hum, pequeno Charles tá bonitão hoje. Vai pegar alguém? — Geórgia comentou com o mesmo sorrisinho da mamãe e papai.
Sim, é você quem quero pegar. Sua puta do caralho. Não fica me zoando, bucetuda que amo homenagear com umas punhetas.
— Vocês podem parar com isso? — Reclamo.
Todos sorriram.
Fiquei encabulado. Peguei minhas coisas, dei tchau.
— Quer carona para a escola, filhão?
— Não, pai. Tá cedo, vou caminhando mesmo.
— Vai encontrar com ela no caminho não é, Charlão? — ele insiste.
— Que isso, pai?! Nada disso. Tchau!
Minha família gosta de pegar no meu pé. Odeio isso.
Saio de casa e começo o meu trajeto para a escola. Fico observando todas as beldades que levantam cedo para irem à escola ou fazer caminhada. Essas minas, todas gostosas, mas nenhuma é minha. Trágico.
— Oi, Charles, tá bonito hoje — gritou Nathalia quando passei na frente de sua casa.
Acenei, dei um sorriso meio sem graça e segui em frente. Nathalia é muito gata, mas eu reconheço que é muita areia para o meu caminhãozinho. Muita areia mesmo.
Finalmente chego onde fica a escola da minha prima. Hoje ela não está lá, afinal, eu saí primeiro de casa.
Essas garotas da escola dela são demais, aposto que todas fodem muito. Cada bucetão disponível. Queria ter estudado aqui. Talvez eu teria tido mais sorte aqui do que lá naquela escola.
Continuo caminhando. Vejo as mulheres com seus cachorros. Os garis limpando as ruas. As padarias funcionando a todo vapor. O pessoal indo para a escola ou trabalho. A polícia fazendo sua primeira ronda do dia. Os gatos indo dormir. Os passarinhos dividindo o estrelato dos cantos junto com os galos. O sol, ah o sol, surgindo no horizonte. Está tão lindo que parece até que veio para me desejar sorte. Vou precisar.
Vamos ver o que sei sobre a Larissa:
É gata;
É gostosa;
É inteligente;
Temos a mesma idade, apesar de ela ser alguns meses mais velha;
Veio de uma cidade vizinha;
Seu irmão é o outro novato, André;
André e ela são gêmeos; tenho até que tomar cuidado para não tentar comer a pessoa errada;
É gata;
É gostosa;
Cabelos negros, lisos e grandes;
É quase tão linda quanto a Luara, ou mais.
É gata e gostosa.
Ah! Luara, como eu gosto daquela menina. Pena que ela me odeia. Fiquei meses correndo atrás dela, mas, no fim, não consegui nada além de vários insultos. E ainda não descobri se ela é virgem ou não. Enfim, gosto muito dela, mas não vou ficar babando quem não me quer. Estou crescendo, vou deixar de ser besta.
Chego na escola.
Como sempre, fico do outro lado da rua aguardando os portões abrirem e o pessoal entrar. As pessoas já não se importam com a minha presença, acho que alguns nem sabem mais meu nome ou se ainda estudo nesta escola. Melhor assim. Gosto da solidão porque ela não me machuca, não mente para mim e nem me abandona. Ela é mais leal do que qualquer companhia.
Pena que não dar para meter na escuridão.
Luara chegou. Linda como sempre. Não sei como um anjo como ela conseguiu a permissão para andar no meio de nós humanos. Os portões abriram e todos começaram a entrar.
— Oi, Charles — disse uma voz atrás de mim que me fez arrepiar até os pelos do cu de tão gostosa.
Virei-me para espiar quem era e vi a Larissa com um sorriso lindo de matar no rosto.
— Oi, oi, oi, Larissa — me embolei no oi.
Ela se sentou ao me lado.
— Agora eu entendi o motivo de você sempre ficar aqui antes da entrada. É uma cena engraçada assistir a todas aquelas pessoas brigando para entrarem naquele portão — Larissa comenta.
— Concordo, é uma cena engraçada. Mas o que faz aqui, Larissa?
— Eu? Ah, eu te observo há dias, Charles. Sei que você sempre fica aqui. Então decidi vir aqui também. Não posso?
— Sim, claro. Não posso impedir as pessoas de ficarem aqui também — falo sem jeito.
Ela sorriu.
— Você é uma figura, Charles. Estou ansiosa para te conhecer. Mas, agora, vou entrar, nos vemos lá dentro.
— Até mais — respondi.
Eu não faço a mínima ideia do que está acontecendo. Não sei o motivo dessa gatinha querer me conhecer. Não sou rico, nem famoso, muito menos popular. Sou apenas um tarado que vive se metendo em confusão. Ela, por outro lado, é facilmente top 5 da cidade na sua faixa-etária, é uma garota linda e com certeza será uma mulher tão bela quanto a Nathalia, ou mais.
Enfim, não sei de nada, só sei que a bunda da Larissa é linda.