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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 17

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 17: Aconteceu.

UM ANO DEPOIS

Ainda sinto quando me recordo daquele dia. É difícil lembrar daquela sequência trágica de acontecimentos sem derramar lágrimas. Contudo, o mais difícil é não saber o que aconteceu depois.

Tudo o que eu sei é que a Luara foi socorrida e levada para o hospital da cidade. No entanto, como o hospital local não tinha a estrutura adequada para a gravidade do estado dela, seus pais, bons de condição, a levaram para a Capital Estadual, de lá, após estabilizada, foi transferida para outro local. Falam até em fora do país. Ninguém mais soube de nada. Ninguém!

Luara e sua família simplesmente sumiram.

Toda a escola ficou comovida, afinal, Luara era muito querida e popular. Muitos choraram como se ela tivesse morrido, mas ninguém sabia ao certo, nem mesmo a diretora conseguiu contato com a família.

Talvez ela tenha morrido, pois já se passou um ano e ela nunca mais entrou em contato. Nem com suas amigas, nem com ninguém. Ela não se ausentaria dessa forma, a não ser que não tivesse escolha.

Todos ficaram tristes com o que aconteceu, mas ninguém ficou mais triste do que eu. Sofri bastante. Ainda sofro. Passei dias sem comer, beber, tomar banho ou sair do quarto. Papai e mamãe ficaram bastante preocupados. Até Geórgia veio me consolar. Foi a primeira vez que fiquei tão perto dos seios dela.

Meu irmão ligou, conversou bastante comigo e, depois de um tempo, recomecei. Eu tinha que recomeçar. Compreendi que ainda sou jovem, não posso ficar em um estado de depressão. Não posso ficar de luto por uma pessoa que eu tenho certeza que ainda está viva. Ela precisa estar! 

Depois daquele dia, a galera da escola parou de implicar comigo. Acabei me dissolvendo no meio do povão e me misturando até me tornar comum. Coisa que o tempo faz com tudo e com todos.

Passei de ano sem dificuldades. E agora estou pronto para começar o 2º ano ensino médio, e farei 18 anos em alguns meses. Acabei ganhando algumas companhias que posso chamar de amizades: Larissa, a novata do ano passado; e Marcos, o garoto que senta na minha frente. 

Enfim…

Quando se chega ao fim do 1º ano do médio, vem a grande questão: “quem ainda é virgem? E quem está pronto para deixar de ser?”

As conversas agora passam a ter um conteúdo mais erótico. E deve ser por isso que minha popularidade vem aumentando, afinal, quando se trata de putaria, eu sou um deus.

No intervalo, as minas e os cabras se reúnem numa roda para dialogarem, e geralmente sou convocado para participar das conversas. Quando estou na roda, sou o centro das atenções. Todos me dão ouvidos, aliás, é só falar de buceta e cacete que automaticamente todos ficam atentos. Mas quando a roda termina, volto a ter apenas duas amizades.

Por mim, tudo bem. Assim é melhor.

Na semana passada, Larissa me mandou umas mensagens impactantes. Primeiro perguntou o que eu achava do corpo dela. É um corpo lindo e gostoso, que terá 18 aninhos em algumas semanas. Eu respondi que achava lindo. Aí ela perguntou por que eu nunca dei em cima dela. Na verdade, depois da Luara, eu não tinha mais pensado nisso.

Até agora.

Já havia se passado mais de um ano e ela já deve ter se recuperado e seguido com a vida. Ao menos é nisso que quero acreditar, ao invés de acreditar na possibilidade de que ela esteja morta. Sendo assim, acho que devo seguir com a segunda vida que ela me deu.

Não respondi nada para a Larissa naquela vez. Fui dormir e a deixei no vácuo.

Hoje é segunda-feira, pretendo recomeçar a partir de hoje. Recomeçar a minha missão de vida: Comer bucetas. É isso aí!

Ou pelo menos tentar.

Levanto-me da cama e vou para o banheiro, tomo banho depois de três jornadas de punhetas. Saio do banheiro e decido ir dá uma espiadinha no quarto da Geórgia, ela deve estar penteando o cabelo e nua, como sempre.

Acertei! Ela está nua, com sua atenção voltada para o espelho. Uau! Que bunda linda. Duas grandes montanhas companheiras. Lindas que só.

Punhetinha rápida ao voltar para o banheiro.

Termino o banho e vou para o quarto. Checo minhas mensagens; sim, agora recebo mensagens. Uma da Larissa e uma do Marcos, ambas de “bom dia”. Isso é legal! Respondo os dois com a mesma saudação.

Após me vestir, desço para a cozinha onde o café da manhã me aguarda. Quando chego, vejo que todos já estão presentes.

— Bom dia, Charlinho! — Berra Geórgia.

— Bom dia — respondo.

— Você parece feliz hoje, filho — observou mamãe.

— Um novo dia, mãe — respondo com um sorriso idiota.

— Vai transar? — Papai brinca, eu acho.

Fico constrangido e todos gargalham.

Após terminar o café, Geórgia sobe a escada para realizar a higiene bucal. Em instantes, torna a descer os degraus. Ela senta no sofá da sala e fica esperando. Agora, sempre meu pai nos leva para a escola.

Alguns minutos depois já estou sentado no banco da frente, onde me sinto importante. Deixamos a minha prima na escola dela e seguimos para a minha. Meu pai sempre com o papo e perguntas de homem dele. Respondo na medida do possível.

Chegamos!

Despeço-me do meu pai e desço do carro. Caminho direto para o meu local de sempre, onde Larissa e Marcos já me aguardam. Ficamos sentados conversando e aguardando o portão abrir.

— Como foi o final de semana de vocês? — Indaga Larissa.

— O meu foi comum. Joguei muito vídeo game — respondeu Marcos.

— Foi ótimo — respondi.

— E o seu, Larissa? — Perguntou Marcos.

— Ah! Bem, o meu foi fantástico. Fui ao Lago das Palmeiras com meus pais; e no domingo, ao cinema depois da missa — respondeu Larissa com todo o seu charme.

Ficamos conversando até o portão abrir. Caminhamos até a faixa de pedestre e aguardamos o sinal ficar verde para nós. Depois do acidente envolvendo a Luara, o local ganhou sinalização.

Entramos na escola, na nossa sala e sentamos nos nossos lugares. Eu no canto, Marcos na minha frente e a Larissa na fila do lado. Ficamos sempre bem próximos. As aulas começam.

O intervalo chega.

A roda da putaria começa a ser formada, Marcos já foi para lá. Quando faço o movimento com a intenção de ir me juntar a eles, Larissa segura o meu braço.

— Preciso falar com você — disse ela.

Olhei para a mão dela me segurando e depois para seu intenso olhar.

— Claro — respondi.

— Não aqui. Vamos para um lugar mais reservado.

— Sem problemas — respondi estranhando.

Ela me guiou para a biblioteca da escola que, além de ficar do outro lado do prédio, costuma ficar sempre vazia no intervalo e em qualquer outro momento. A galera não curti muito ler. Apenas quando recebem trabalhos de classe.

Ao entrarmos na biblioteca, a garota segue para o fundo, para detrás das prateleiras. Eu a sigo sem fazer perguntas. Quando ela finalmente para, noto que estamos completamente escondidos.

— Então. O que deseja falar comigo? — Perguntei.

— Você é muito lerdo — ela resmunga.

— O quê?

— Eu quero que você me beije — ela respondeu.

Fiquei parado. Parado mesmo. Quase infarto. É a primeira vez que alguém me pede um beijo. Eu sempre esperei e almejei por esse momento, e agora que ele chegou, não sei o que fazer. Como que eu faço isso, caralho?

— Você me escutou? — Ela questiona.

— Sim, escutei — respondi.

— Então? Vai me beijar?

— Não, eu não posso — respondi com uma dor no peito.

— Por que não? — Ela perguntou meio supressa.

— Porque sou um babaca, virgem e tarado. Se eu te beijar, vou desejá-la nua.

— Eu sei.

— Sabe? — indaguei. — Como assim?

— Eu te observo desde o primeiro dia que te vi e também ouço suas conversas naquele grupinho na hora do intervalo, tudo o que sai da sua boca é erótico. Não é difícil notar o quão tarado você é — ela fala contendo o riso.

Minha nossa, que linda! Esse rostinho macio, esse sorriso inocente, porém, indecente na mesma intensidade. Quem não a conhece de perto, pode jurar que ela tem vocação para ser freira. Mas quem se aproxima o suficiente, consegue ver a malícia que se esconde em cada olhar inofensivo e em cada canto desse sorriso puro.

— Licença! — Exclamo.

— O quê?

Antes que ela reagisse, eu a beijei.

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