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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 19

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 19: Quem comerá quem?!

O mundo está diferente, sinto que ele mudou, ao menos para mim.

Beijei a primeira garota e agora estou com a sensação de que lhe devo um favor ou algo do tipo.

Sinto-me na obrigação de lhe oferecer ajuda e atenção sempre que ela necessitar. Sinto-me estranho e obrigatoriamente amarrado. Isso é, em todos os aspectos, desagradável. O que devo fazer agora? Nunca cheguei nessa fase.

Larissa é uma linda e inteligente garota e, acima de tudo, gostosa pra caralho. Ela não me forçou a fazer nenhuma promessa ou contrato de compromisso, na verdade, esse “sentir amarrado” não deve passar de pura paranoia minha. Acho que ando assistindo muito filme besta de comédia romântica.

O nosso caso, entre Larissa e eu, por enquanto, só pertence a nós. Ninguém mais sabe o que rolou e o que rola entre a gente.

Nem mesmo o Marcos.

Larissa disse que era melhor deixarmos tudo em segredo para evitarmos complicações. Só não sei que complicações são essas e nem o porquê de ela tanto temer. Mas, para ser sincero, nem me importo em saber. Afinal, estou pegando alguém. O resto não me interessa e, se continuar assim, logo poderei comê-la.

Espero que isso aconteça.

Hoje vou até a casa dela. Seus pais estarão fora e ela me fez o inusitado, porém bem recebido convite. Terei mais ou menos três horas para desfrutar daquela criatura deliciosa e de seu corpinho de ninfa.

Já estamos nisso há quatro semanas e tenho consciência de que não irei comê-la hoje – ainda é cedo – mas irei ao menos ver sua calcinha, é minha meta para esta noite: ver como aquela monumental garota fica apenas de roupa íntima. 

Ao aproximar da noite, trato logo de tomar um banho bem delicado. Fico mais tempo no chuveiro do que o costume. E a minha prima deliciosa, gostosa, tesuda Geórgia não deixa de notar que algo está acontecendo, ou melhor, que está para acontecer.

— Por que está demorando tanto no banho, Charlito? Não me diga que ainda está se masturbando — pergunta Geórgia.

Ela precisa falar assim?

Falando assim, até parece que sou um tarado.

— Claro que estou! — Sou irônico. — Quem manda você deixar a portar aberta enquanto se veste?! Acabo ficando com a imagem desse seu bumbum gostoso na cabeça — respondo.

— O quê? O que você disse, Charlito? — Ela parece ter ficado com raiva.

Merda! Que merda foi essa que falei?!

— Diga, Charlito! O que foi que você disse?! Ande, diga novamente!  

Agora lascou foi tudo.

— Por acaso você falou algo sobre o meu bumbum?

— Querida prima, deixe-me terminar o banho. Por favor!

— Você é um tarado. Um tarado — disse ela antes de sair da porta do banheiro.

Terminei o banho e abri a porta bem devagarinho para espiar se a Geórgia se fazia presente.

Não, ela não está por perto.

Corri para meu quarto. Entrei e tranquei a porta.

Ufa! Que sufoco.

Que pena que agora ela vai tomar mais cuidado e fechar a porta do seu quarto toda vez que for se vestir. Logo não poderei mais contemplar aquele bumbum gostoso.

Começo a me arrumar para ir ao encontro de Larissa.

Minutos depois, recebo uma mensagem da mesma:

— E então, você vem?

— Claro que vou — respondo.

— Venha às 19h em ponto. Pai e mãe só voltam depois das 22h.

— Ok. Chegarei no horário.

Até, Charl! E não esquece de pôr muito perfume. Perfume masculino é tudo de bom.

Danadinha. Até!

Olho para a hora na tela do celular. Faltam cinco minutos para às 18h. Demoro uns 20 minutos para chegar até a casa da Larissa. Então devo sair de casa às 18h40.

Volto a me arrumar.

18h:20.

Estou pronto! Bem vestido e muito cheiroso.

— Charlito? — Diz a Geórgia batendo na porta.

— Que foi? Não é sobre seu bumbum, é?

— Não, seu tarado! Tem um menino te procurando. Vou mandá-lo subir.

Um menino? Me procurando? Isso não é nada comum.

— É um menino mesmo, né? — Pergunto.

— Como assim se é um menino mesmo, Charlito?

— Ele olhou para seus lindos peitos?

— Vá se ferrar, seu tarado! Vou mandá-lo entrar.

Que garota estressada.

Ouço batidas, destranco a porta e giro a maçaneta; uma figurinha adentra no meu quarto.

— Olá, Charles! — Diz o visitante.

— Olá, Marcos!

— Quero falar com você, por isso vim aqui.

Óbvio!

— Pois bem, pode falar!

Tranco a porta, ofereço assento ao meu visitante e sento-me na minha cama. Estou preocupado com o horário. Não posso me atrasar para ver a Larissa e já são 18h:25.

— Charles, somos amigos, né?

— Sim, somos.

— Quero confessar uma coisa pra você.

— Marcos, você até que é bonitinho, mas gosto de garotas.

— Não é isso, Charles. Aliás, que papo é esse?

— É brincadeira. (Não é não).

— Tá bom, falando sério. Eu estou gostando de alguém e preciso da sua ajuda.

— Eu sou virgem como você, não tenho nenhum conselho que preste.

— Deixa de piadas, Charles. Me ajude, por favor!

— Ok! Vou fazer o que posso. Pois bem, comece me dizendo quem é a garota.

— É a Larissa.

Opa! Calma aí, ele disse Larissa?

Claro que ele disse Larissa. Mas é a minha Larissa?

Claro que é a minha Larissa. Por que ele quer a minha Larissa?

Claro que ele quer a minha Larissa, pois, além de todo mundo querer ela, ele não sabe que ela já é minha.

— A Larissa? — Pergunto.

— Sim, a Larissa. Estou muito apaixonado. Já faz um tempo que estou sentindo algo por ela e não consigo tirá-la da cabeça.

Eu também não consigo. — Penso em silêncio.

— Você já falou com ela, Marcos?

— Ainda não, não tive coragem e, mesmo assim, acho que ela está ficando com alguém.

Sim, comigo. Chupa!

— O que devo fazer, Charles?

Deve parar de almejar a mulher do próximo. É pecado, ó infeliz!

— Não, sei cara. Talvez você devesse falar com ela.

Já são 18h40. Estou atrasado!

— Certo, Charles. Vou falar com ela. Obrigado, cara!

— Tamo junto. Agora terei que sair. Vou te acompanhar até a porta.

— Claro.

— Até amanhã, Marcos!

—Ei, Charles… Tua prima é gostosa pra caramba, cara!

Primeiro a Larissa e agora minha prima? Vou te matar, ó infeliz!

— Sim, ela é linda. Até amanhã, Marcos!

— Até, Charles!

Fecho a porta e fico observando pela janela até o Marcos sumir de vista.

Devo me apressar para chegar na casa da Larissa no horário marcado para não perder nem um segundo desta rara oportunidade. Se eu aguardar mais um minuto, chegarei atrasado.

Quando abro a porta para sair, ouço uma voz atrás de mim.

— Charlito! — Geórgia me grita lá do alto da escada.

Viro-me.

— Que foi Geórgia?

— Pode vir até meu quarto me ajudar a tirar esse sutiã? Ficou preso e não abre.

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