Categorias
Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 23

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 23: Não pode ser por impulso!

Foi tudo tão repentino.

Rápido como a queda de um raio, um incêndio em uma fábrica de produtos inflamáveis ou uma avalanche do caralho.

Foi tudo surpreendente avassalador e rápido demais.

Foi a primeira vez que fiz alguém gozar.

Foi a primeira vez que alguém me fez gozar.

Na parte em que eu estava no chão – após ser nocauteado por um sexo oral magnífico – eu já estava mais que satisfeito. Mas ela, a doce e maravilhosamente gostosa Larissa, me ofereceu uma nova proposta: tirar-lhe a virgindade.

Confesso que foi uma proposta tentadora, mas eu não poderia aceitar. Não naquelas condições.

Era a minha primeira vez nesse mundo dos prazeres carnais e, provavelmente, também era a primeira vez dela. Não poderia ocorrer daquela forma. Seria um ato condicionado pelo calor do momento e, com certeza, ela iria repensar e se arrepender dias depois. Seria algo trágico; então, eu não poderia de forma alguma me aproveitar de uma garota “fora de si” e embriagada de tesão.

Ainda lembro do diálogo que se sucedeu ontem na casa dela:

— Você não quer? — Ela perguntou surpresa após minha recusa.

— Não é que eu não queira…é que…

— Fala sério! Não me acha atraente o suficiente?

— Claro que você é atraente. Você é linda, Larissa!

— Linda?

— Tá, tá… Você é linda e gostosa.

— Então por que não me quer?

— Isso não é certo, estamos agindo por impulso. Você está agindo por impulso. Não deve entregar sua virgindade por impulso.

— Mas eu sei o que estou fazendo, Charl!

— Sabe?

— Sim, eu sei.

— Então qual é o meu sobrenome, Larissa?

— Seu sobrenome?

— Sim, meu sobrenome. Qual é?

Ela pensou por um tempo.

— Eu não sei — respondeu um pouco envergonhada.

— Viu? Quer entregar sua virgindade para um cara que você nem se quer sabe o sobrenome?

Ela saiu imediatamente de cima de mim, sentou-se na cama, abaixou a cabeça e, escondendo o rosto com as mãos, começou a chorar.

Eu me levantei e me vesti. Depois me aproximei. Sentei ao seu lado e a abracei.

— Vamos com calma, tá? Se um dia tiver que acontecer, faremos do jeito certo. — Falei.

— Charl?

— Sim, pode falar.

— Você poderia ir embora?

Fiquei de cara com tal pedido, mas não fiz drama. Levantei-me da cama e fui logo calçando os meus sapatos. Retornei até ela e depositei um beijinho em sua testa. Retirei-me logo a seguir em silêncio. Assim que eu passei pela porta, e instantes antes de fechá-la completamente, pude escutar o choro dela.

Fechei a porta com um aperto no peito e fui embora.

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora