Categorias
Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 24

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 24: Quando tudo ia bem…

Estou deitado na minha cama. É um sábado. Um calmo e tedioso sábado.

Já faz três dias desde o episódio com a Larissa. Já faz três dias que não a vejo; já faz três dias que não temos nenhum tipo de contato. Nem mesmo ir à escola ela tem ido. Pergunto-me se ela está doente ou simplesmente não quer ver a minha cara.

Eu posso superar isso!

Posso superar o fato de que perdi a maior oportunidade na minha vida de comer alguém.

Em meio a toda essa decepção, sinto orgulho de não ter colocado meus desejos carnais acima dos sentimentos de uma mulher. Fui homem por não a ter usado naquelas condições.

Que nada!

Baboseira minha!

Acredito que não aconteceu porque fui fraco, eu não fui homem o suficiente. Fiquei inseguro diante da oportunidade real de comer alguém. Inventei uma desculpa qualquer e saí correndo como uma criancinha assustada. Sou um cão que muito late. Fui fraco!

Mesmo assim, posso suportar essa decepção.

Posso suportar a ausência da Larissa. Afinal, já me acostumei com a ausência das pessoas.

Porém, Marcos parece não conseguir. Vive me chamando para ir até a casa dela ver como ela está. Eu sempre invento uma desculpa. Desculpas que devem ser mais elaboradas a cada dia, mas sei que um dia elas não mais servirão.

Ele realmente gosta dela e não sei qual seria a reação dele caso descobrisse o que aconteceu entre nós.

Estou confuso, muito confuso. Eu a quero, mas não sei como prosseguir.

Não tenho sequer a face dela para contemplar, muito menos para me desculpar. Sem contar a possibilidade de ela já ter descoberto que menti sobre o caso do irmão com a Lívia. Se ela tiver descoberto isso, o jogo acabou para mim.

Preciso descobrir se fui descoberto.

Estou decidido! Vou falar com a Larissa.

Arrumo-me com o intuito de fazer uma visita a ela. Minha intenção é avaliar a situação; saber o tamanho do estrago e saber se ainda tem reparo.

Vou para o banheiro, ligo o chuveiro – estou tenso demais para me masturbar – masturbo-me para aliviar a tensão para assim me masturbar relaxado. Termino o meu banho e volto para o quarto.

Visto-me e estou quase pronto, faltam apenas o perfume e a coragem.

— Charlinho? — Mamãe me chama.

— Sim, mãe?

— Você tem visita. Mando subir ou digo para te esperar na sala?

Conversar no meu quarto é sem dúvida a melhor opção, não importa com quem seja. Provavelmente deve ser o Marcos mesmo.

— Pode dizer para subir aqui, mãe! — Grito.

— Tá bom!

Ouço passos avançando sobre os degraus da escada. Passos leves e sincronizados. Fico confuso porque geralmente os garotos não caminham assim. Parece se tratar de um caminhado mais delicado do que o caminhado do Marcos ou de qualquer outro garoto da minha idade. Se for um garoto, deve ser uma criança bem leve, por isso não tem peso nos passos.

Pauso minhas deduções para continuar me perfumando. 

Ouço batidas na porta.

— Pode entrar! Está aberta! — Digo.

A maçaneta da porta se movimenta e a prancha de madeira se desloca dando espaço para penetrarem no meu quarto.

Não me incomodo em virar-me para verificar de quem se trata. Estou com minha atenção voltada para os botões da minha camisa.

A porta volta a ser fechada e uma voz me convoca:

— Oi, Charl?

Minha atenção abandona os botões, pois descubro de quem se trata minha visita e me surpreendo por ser ela.

Viro-me.

— Olá!

Fico parado olhando-a.

— Não vai me oferecer assento?

— Ca..ca…claro. Venha, sente-se aqui.

— Na sua cama?

— Algum problema?

— Não.

Ela se senta na minha cama e sento-me na única cadeira que tem no meu quarto. É uma cadeira de escritório giratória que uso para me sentar perto da escrivaninha ou para ficar usando como veículo para ir de um lado ao outro do quarto.

— Então…. — Tento falar, mas ela me interrompe.

— Me desculpe, Charl! Me desculpe por aquele dia!

Isso eu não esperava.

— Tudo bem, não se preocupe.

— Você tinha razão. Eu estava fora de mim. Agradeço por você ter sido atencioso comigo e não ter se aproveitado.

Na verdade, eu bem que queria. Faltou foi coragem. Eu acho.

— Não foi nada.

Ficamos em silêncio.

Larissa está bem vestida, como sempre. Usa uma blusa regata bege, calça jeans escura. Sua blusa está colocada por dentro da calça. Um lindo cinto preto de couro e uma sapatilha azul escuro completam a vestimenta. Seus lindos e longos cabelos pretos e uma linda, porém, nada exagerada maquiagem complementam o look da ninfa posta em minha presença.

Ela ainda traz consigo uma pequena bolsa de lado na cor azul-escuro. Olhando-a com um pouco mais de atenção, percebo que ela não está usando brincos; mas usa um colar com uma insígnia de ave e as unhas de suas mãos estão pintadas de preto. Ela está irresistível como sempre.

— Ainda gosta de mim? — Ela quebrou o silêncio.

— Por que não gostaria?

— Por eu ter te expulsado, sei lá.

— Esqueça o passado, Larissa.

Levantei-me e fui em sua direção. Fiquei em sua frente. Curvei-me colocando minhas mãos em suas coxas. Ficamos cara a cara, olho no olho.

— Senti saudades desses lábios — falei.

— Mes.. mes.. mesmo? — Indagou-me já começando a ficar vermelha.

— Mesmo. Deu até vontade de te beijar — comentei.

— Você pode me beijar, se quiser.

Joguei minha cabeça para frente lentamente. Quando nossas bocas ficaram próximas o suficiente, ela fechou os olhos e ficou na expectativa. Toquei meus lábios nos dela, mas parei aí mesmo. Ela, percebendo a minha hesitação, abriu os olhos e me flagrou admirando-a.

— Que foi, Charl? Vai dizer que agora não pode me beijar também?

— Você é linda! – Elogiei.

Ela ficou corada e seus grandes e profundos olhos brilharam.

— Posso começar pelos seus pés? — Perguntei.

— O quê?

— Quero beijar seus pés.

— Am? Eu hein! Que estranho, mas se você quer, tá bom!

Ela fez movimento para tirar as sapatilhas, mas eu a impedi de imediato.

— Ué, você não disse que queria beijar os meus pés? — Ela protestou.

— Eu mesmo tiro as suas sapatilhas.

Após fazer uma cara de desconfiada, ela relaxou.

Ajoelhei-me diante dela e peguei seu pé esquerdo. Tirei sua sapatilha e, em seguida, fiz o mesmo com o direito.

Com os dois pés nus, peguei primeiro o esquerdo e o massageei delicadamente, apertando com carinho cada ponto sensível dele. Larissa demostrou gostar. Depois fiz o mesmo com o pé direito e ela logo se deitou na minha cama relaxando e curtindo.

Peguei seus dois pés lindos, com as unhas bem-feitas e quadradas, e dei muitos selinhos neles. Quando dei por mim, estava excitado.

— Ei, Charl?

— Sim?

— Isso é muito bom.

— Eu sei.

Continuei meu namoro com os pés dela.

— Charl, vem cá!

O jeitinho com o qual ela me chamou me deu arrepios, levantei-me quase que de imediato.

— Estou aqui — falei deitando sobre ela.

Ela esfregou com carinho o lado direito do meu rosto enquanto me encarava com intensidade.

— Como é o seu sobrenome?

— Galdino!

— Charles Galdino?

— Sim.

Ela continuou a acariciar o meu rosto e depois os meus cabelos.

— Você é lindo, Charles Galdino!

Confesso que fiquei com alguma vergonha.

— Você é mais! – Respondi e lhe dei um selinho.

Do selinho, partimos para um beijo mais longo. Longo, profundo e bem envolvente. A danada se empolgou tanto que até deu uma apertada no meu bumbum. Quando senti o aperto, parei o beijo e a encarei. Ela sorriu e pediu desculpas. Disse que sua mão estava tarada hoje. Eu sorri e continuamos o beijo.

Depois dos pegas, ficamos deitados juntinhos. Ela acariciando o meu rosto; e eu, os seus cabelos.

— Charl?

— Sim?

— Quer ser meu namorado?

Tipo, uau! Foi essa a minha reação.

Como assim ser o namorado de alguém? E ainda mais desta gata? Uma explosão de sentimentos acontece dentro de mim, mas não sei dizer se é de felicidade ou de pânico.

Antes que eu pudesse reagir, alguém entra no quarto.

One reply on “FAG – Capítulo 24”

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora