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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 25

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 25: Dois Galdinos e um tapa.

Virei-me de imediato para ver quem entrara no meu quarto com tanta liberdade.

— Olha só — falou o invasor — então é isso! 

Saí rapidamente de cima da Larissa e fiquei espantando com a figura que se apresentou diante de nós. De muitas pessoas, essa era uma das poucas que eu queria aqui e agora.

— Quando você iria me contar sobre isso? — Ele indagou.

Nunca. Não sou obrigado a nada.

— Charl? — Larissa puxou a minha camisa. Ela está um pouco envergonhada, eu diria.

— Calma, eu resolvo isso — falei.

— Olá, Larissa! — O invasor lhe dirigiu a palavra.

— Oi! — Ela respondeu timidamente.

Afinal, por que estou surpreso? Fora a mamãe, que entra onde quer na hora que quer e foda-se todo mundo, apenas duas pessoas entrariam assim tão descaradamente no meu quarto, uma delas é o meu pai. A outra, o antigo dono.

— Devia bater antes de entrar — reclamo.

— Preciso bater para entrar no meu próprio quarto? — Ele retrucou.

— Meu quarto! Meu quarto! — Deixei claro.

Enquanto o debate pelo quarto continuava, Larissa me puxou pela camisa e perguntou quem era o sujeito com quem eu batia boca fervorosamente.

Ele acabou escutando a pergunta e, como sempre, se intrometeu:

— Olá, Larissa, prazer! Sou o seu cunhado, irmão mais velho do pequeno Charles! Meu nome é Rodrigo Galdino — ele se apresentou se aproximando e estendo a mão para a Larissa.

Cunhado?

Larissa segurou a mão dele.

— Prazer — disse ela.

Exagerado como sempre, ele beijou as costas da mão dela antes de soltá-la.

— Charl, como ele sabe o meu nome? — Larissa perguntou.

— Ele apenas sabe, não se incomode com isso — respondo.

Pensando em silêncio, notei que minha situação é a seguinte: preciso me livrar do meu irmão nos próximos cinco minutos. Mais do que isso, ele acaba se tornando cada vez mais agradável e pode ocorrer de Larissa começar a me comparar negativamente com ele.

Passei um bom tempo da minha infância estudando esse cara, por isso sei que, quanto mais tempo ele ficar perto da Larissa, pior para mim. Não quero que ela fique com a sensação de que escolheu o irmão errado.

— Então, por que não me disse que estava namorando uma garota tão linda, pequeno Charles?

Aí vem ele! Começou com um elogio inocente. Ele sabe muito bem que ainda não somos namorados, mas fingiu não saber apenas para ter a oportunidade de elogiar ela indiretamente.

O foda é que ela gostou.

Qual a resposta que devo dar? Se eu assumir o namoro, ganharei pontos com ela, mas, em contrapartida, não sei bem se quero namorar alguém no momento. Um namoro agora me traria problemas, e ainda tem o Marcos.

Minha alternativa mais viável, claro, é mudar de assunto.

— O que veio fazer aqui, Rodrigo? — Pergunto.

— Estou passeando — ele respondeu. — Tirei folga das minhas obrigações e decidi visitar minha família e ver meu irmãozinho. Acabei dando sorte e conheci também a adorável garota dele. — Ele fala com malícia no olhar.

Olho para Larissa, suas bochechas estão coradas.

Esse filho da puta!

— Por que nunca me falou sobre seu irmão, Charles? — Indagou Larissa.

Ela disse “Charles” e não “Charl”. Isso é um mau sinal. Mais uma investida do Rodrigo e eu serei descartado desta conversa. E é exatamente o que ele quer fazer.

Por que diabos ele tá paquerando a garota que está com o irmão dele? Só pode tá querendo me provocar. E tá conseguindo.

— Larissa? — Ele a chamou.

Devo interver agora ou já era. Mas não tenho nenhuma ideia.

De repente, mais uma figura adentra no meu quarto. Geórgia.

— Olá, Rodrigo! — Disse ela.

Ufa! Salvo pelo gongo. — Relaxei.

— Charles, essa é a sua prima? — Indagou Larissa.

Fudeu!

Rodrigo percebeu que tinha algo errado e resolveu atacar.

— Larissa, essa é a nossa prima, Geórgia. Mas creio que o pequeno Charles já tenha apresentado vocês. — Disse ele.

Geórgia veio em nossa direção.

— Prazer, Geórgia!

— Prazer, Larissa!

O clima ficou pesado para mim. Larissa me beliscava as costas com muita raiva. Mas sorria para os demais presentes no quarto.

Rodrigo já preparava o próximo ataque. Olhei para o relógio, quase cinco minutos. Tenho que tirar ele daqui agora.

— Larissa… — disse ele até eu interrompê-lo.

— Nat! — Falei.

Só falei “Nat” e ele entendeu que me referia à Nathalia, e logo sessou sua fala. Geórgia, às vezes, é ciumenta e violenta, e odeia todas que se envolve com o Rodrigo. Ela não sabe que ele e Nathalia estão tendo um caso novamente. Joguei a sigla, ele logo notou o perigo e se calou.

 Xeque-mate, babaca!

Não demorou muito para Rodrigo arrumar uma desculpa e sair do quarto. Geórgia saiu logo em seguida. Talvez tenha ido dar para ele.

O problema é que acabei ficando sozinho com uma garota muito furiosa.

— Então aquela é a sua prima? — Perguntou ela com os braços cruzados e de cara fechada.

— Sim.

Fui atingido por um forte tapa. Muito mais forte que os tapas da Luara. Meu rosto foi jogado para o lado e senti arder pra caralho.

Larissa se virou e andou em direção à porta.

— Idiota, tarado! Pensa que não vi você olhando para os peitos dela? Seu tarado! — Ela esbravejou.

— Para aonde você está indo? — Perguntei.

— Vou na casa da Lívia perguntar se ela terminou com o meu irmão, pois ele está isolado do mundo como sempre e já esperei demais. E, além do mais, não é da tua conta!

Ela bateu a porta e partiu.

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