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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 27

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 27: Namorada – parte 2/2

 

Puta que pariu, que carro é esse?! Máquina potente e glamorosa. Cada pisada no acelerador faz com que seja conjurado o rugido do mais feroz e belo dos animais. Sinto-me extremamente poderoso guiando esta estupenda criação do homem. Sinto-me invencível, arrogante, mesquinho e gostoso. Sinto que perco minha humildade a cada segundo que fico aqui sentado neste luxuoso banco de couro.

A cidade presta louvores com seus olhares a esta beleza motorizada. Admiração e inveja pairam no ar. Esse é o mal de cidade pequena. A Cidade das Palmeiras não é acostumada com esses luxos, pois, sendo sincero, nossa cidade, apesar de bela, não tem nada de riqueza.

Fico tão entusiasmado com o meu bem-estar momentâneo que quase esqueço da minha missão: encontrar a Larissa e fazer as pazes.

Por sorte, assim que viro mais uma esquina, avisto o rabo lindo dela de longe. Pense numa bundinha que acho top. Dá vontade de dar uns tapas.

Encosto o carro ao lado dela.

— Olá, princesa — falo sorrindo.

— Charl? — Ela se assusta — O que você está…, aliás, que carro é esse?

— Vamos, entre — faço o convite.

— Não! Não quero papo com você. E tenho que ir na casa da Lívia — Larissa faz birra e sai andando.

Começo a segui-la.

— Acho que o assunto do seu irmão pode esperar — falo — temos algo mais importante para tratarmos.

— Como assim? — Ela para novamente.

— Sério, entre aqui. Quero te levar a um lugar.

— Que lugar, Charles?

— Um lugar digno — respondo enigmaticamente.

— Um ligar digno? — A garota fica confusa.

— Você vai querer descobrir ou não? — Dou um ultimato.

Ela olha para um lado e para o outro. Respira fundo meio que lutando contra o próprio orgulho.

— Ok! Eu vou, mas saiba que ainda estou muito chateada com você.

— Certo. Eu entendo — falo com um sorriso discreto.

Ela deu a volta no carro e entrou.

— Caramba, esse carro é tão lindo — ela não consegue conter a surpresa ao entrar.

Apenas dei mais um sorrisinho discreto e voltei a colocar a máquina para andar.

Nosso destino é o Lago das Palmeiras, o lugar mais lindo da nossa cidade e região. Inclusive, é um ponto turístico regional em época de férias de verão. Lá é onde a magia acontece. E, como é um sábado pela manhã, estará praticamente vazio. O movimento geralmente só começa pela tarde; sendo assim, teremos um pouco de privacidade.

— Qual o seu plano, Charles? — Larissa perguntou.

— Fiquei tanto tempo admirado com o nosso lance que esqueci que você ainda é nova na cidade.

— Já faz mais de um ano que estou aqui. Não diria que ainda sou “nova na cidade” — ela resmungou. Ainda está chateada comigo.

— Conhece o Lago das Palmeiras então?

— Fui uma vez com meus pais, lembra que contei? Mas não cheguei a entrar no lago.

— Então ainda é nova na cidade — comento dando uma leve gargalhada.

Larissa sorriu, discretamente, mas sorriu.

— Charl, você é um merda — ela disparou de repente — mas é um merda fofo.

Olhei para ela.

— Desculpe! — Exclamei.

— Eu que devo desculpas, afinal, qualquer garoto da sua idade olharia para aquele par de peitos — ela comenta fazendo cara feia.

Apenas sorri do que ela disse.

Ela percebeu que eu sorria, colocou sua mão esquerda na minha coxa direita e apertou-a me machucando com suas unhas, depois chegou perto do meu ouvido e disse baixinho:

— Faça aquilo de novo que te mato!

— Contanto que seja de prazer, eu aceito essa morte — brinco.

Ela sorriu e deu uma leve mordida na minha orelha direita. Chega arrepiou os cabelos do cu.

— Você é um tarado, Charl! O meu tarado! 

Chegamos ao lago.

— Quer entrar na água comigo? — Faço o convite.

— Eu não estou com roupas de banho.

— Nem eu.

Ela riu novamente. Nossa, sério mesmo, esse Mustang 69 é lindo pra cacete, mas o sorriso da Larissa é muito mais belo.

— Sério, Charl. Não posso entrar no lago assim.

— Tire a calça.

— Quer que eu fique só de calcinha?

— Adoraria!

Ela riu.

— Mas e se alguém me ver? Se fosse ao menos um biquíni.

— Não há ninguém por aqui no momento e, mesmo assim, é um local de banho; é normal pessoas andarem com poucas roupas aqui.

— Tá, vou tirar minha calça, mas olhe para lá.

— Vou logo para o lago, espero você lá.

— Certo.

Desci do carro e caminhei em direção ao lago. Tirei minha calça e camisa no caminho. Fiquei apenas com a roupa íntima. Uma única peça de roupa.

Entrei na água, que está agradável, e dei alguns mergulhos. O sol está moderado e o silêncio emoldura o belo cenário. Todas as barraquinhas de vendas estão fechadas, só abrirão pela tarde. O local está deserto, só há duas figuras aqui: eu e a minha dama.

Dou mais um mergulho e, quando retorno para a superfície, vejo ela caminhando em minha direção.

Sem sua blusa, descalça e sem a calça jeans, mas com um troço azul enrolado na cintura dela que impediu que eu contemplasse sua calcinha. Seu sutiã azul me fez crer que sua calcinha tem a mesma cor.

De qualquer forma, ela está linda.

Suas coxas são bem mais claras que as partes de seu corpo que ficam expostas ao sol. Sua barriguinha OMG!!!! Coisa mais linda!!! Ela é maravilhosa!!!

O jeito delicado que ela pisa na areia em cada passo, com suas mãos de lado ajudando-a a se equilibrar, é super, mega fofo.

Ela entra na água e chega perto de mim.

— Pronto! — Disse ela com um sorrisinho.

— Onde arranjou esse pano?

— Estava no carro. Não tem problema eu usar, né?

(Claro que tem, quero a calcinha.)

— Não, sem problemas. Agora, venha cá! — A puxei para perto e a beijei.

Coloquei minha mão direita em sua nuca, para assim poder ditar a velocidade e intensidade do beijo. A minha mão esquerda ficou de plantão em sua perfeita cinturinha, só aguardando a oportunidade de palpa-lhe o bumbum, mas ela foi mais rápida.

Não conseguindo pegar no bumbum dela, contentei-me com os beijos.

De repente senti um calafrio pelo corpo. A sensação foi provocada porque ela estava apertando o meu bumbum. Não reclamei e fiz o mesmo. O beijo continuou por um tempo.

— Charl?

— Larissa?

Nós dois estávamos ofegantes, drogados pela adrenalina da emoção. Nossos corpos estavam quase ocupando o mesmo espaço de tão colados. Eu a olhava nos olhos e ela me devolvia o olhar.

Nossas respirações estão rebeldes, nossos corações estão carnavalescos, todas as células dos nossos corpos torcem para se unirem e juntos realizarem uma festa ardente de paixão. Até o sol se colocara ao nosso favor, se escondeu atrás de uma nuvem para nos dar privacidade e, ao mesmo tempo, a luminosidade correta.

O vento trouxe os cantos de todos os pássaros da redondeza e o som do balançar das grandes árvores, formando, assim, uma “sinfonia” exclusiva para nós. Meu cérebro formou a frase a mando do coração e a boca ficou com a obrigação de repassar a mensagem.

A emoção do momento me fez pensar poeticamente; mas confesso que não deixei de pensar sobre quanto tempo ela aguentaria prender o fôlego em um boquete submerso.

 — Larissa? — Comecei.

— Sim? — Respondeu ela com brilhos nos olhos e com o rosto apreensivo. Senti seu coração acelerar mais forte e mais feroz do que o motor da máquina estacionada logo ali.

Segurei delicadamente seu rosto. Coloquei cada uma de minhas mãos em suas bochechas. Dei um selinho em sua testa, depois, em sua boca. Tomei ar e falei:

— Claro! Eu aceito ser seu namorado!

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