Faça Alguém Gozar!
Capítulo 29: O seu bobinho.
Não conseguiria descrever nem se eu quisesse.
Eu até gostaria de pôr em palavras o que se sucedeu naquele quarto, naquela ocasião providenciada pelo destino a serviço do deus erótico, que influencia nossas vidas.
Mas, não dar.
Tudo o que posso dizer é que consegui beijar no lugar que eu desejava, abaixo do umbigo dela. Todas as células de seu delicioso corpo reagiram quando meus lábios tocaram sua pele. Com bastante habilidade, fui capaz de desabotoar os botões daquele shortinho usando apenas a boca.
Assim que desabotoei o short, saquei logo que ela estava entrando no clima. E confirmei a vontade dela no momento que suas coxas relaxaram e sua respiração se tornou ofegante. Naquela altura, minhas intenções instintivas não poderiam ser mais claras: quis comê-la. Mas eu estava decidido a brincar com ela sem precisar despi-la completamente.
Não cheguei a beijar em sua boca. Eu fiquei em dúvida se tinha a liberdade para tal coisa.
Passei alguns minutos cuidando daquele corpo maravilhoso. Arranquei dela suspiros, gemidos tímidos e muita surpresa. No fim, algo aconteceu. Ela apertava os lençóis da cama com tanta força que eu achava que iria rasgá-los; e seus gemidos de prazer e de total aceitação do que estava acontecendo eram verídicos.
Depois de tudo, dei-lhe alguns segundos para recuperar o fôlego.
— Uau! — Ela exclamou.
— Gostou, pelo visto — comentei com malícia.
— Charles, ninguém pode saber disso — ela falou bastante apreensiva.
— Ninguém saberá.
— E isso não pode mais acontecer, entendeu?
Fiquei frustrado. Achei que ela já marcaria uma próxima. Contudo, até entendo a preocupação dela. Mas algo me diz que suas palavras não condizem com o seu real desejo.
Mesmo assim, não posso insistir.
Eu tenho namorada agora, acho que não posso ficar fazendo essas coisas, mesmo que meu tesão pela Geórgia seja gigantesco. Afinal, ela é o meu sonho de consumo, sempre foi.
Apenas concordei com um aceno de cabeça e me retirei do quarto em seguida.
UMA SEMANA DEPOIS
Acordo antes do despertador tocar. Salto da cama, faço meus alongamentos e os exercícios matinais (100 flexões de braços, 100 abdominais e 100 agachamentos). Essa rotina de exercícios tem dado resultado, sinto-me leve e cheio de energia durante o dia, além do meu corpo estar manifestando amadurecimento aos poucos. Mas devo isso à Larissa, ela que insistiu para eu cuidar da saúde física e não ser um sedentário.
Depois de suar bastante, entro no banheiro.
Tomo um banho delicioso e lavo bem o pau, claro. Por falar em pau, eu gosto do meu. É bem imponente com uma leve curva na extremidade, nada muito perceptível, mas, creio, que dentro de uma buceta, essa curva provoca uma sensação bem deliciosa. Quando duro, aparecem as veias e ficam bem visíveis, já que ele é branco, ou seria galego? Enfim, da cabecinha rosada.
Após o banho, retorno para o quarto. Visto-me e desço para a cozinha.
— Bom dia, filho — Sófia Galdino, minha mãe, saúda-me.
— Bom dia, mãe!
— Bom dia, Charlão — agora foi o papai.
— Bom dia, pai!
— Bom dia, Charles. — Geórgia me cumprimenta, mas apenas para cumprir tabela, sem nenhuma empolgação. Ela mudou bastante comigo após o acontecido. Ela nem se quer me chama mais de “Charlito”. Vai ver ela finalmente percebeu que cresci e está evitando a tentação que eu sou.
(Risos mentais calientes).
— Bom dia, Geórgia.
— Aqui está o seu “café delicado” — diz minha mãe ao trazer consigo uma bandeja e a colocando na mesa.
Todos dão risadas.
Sófia adora tirar sarro da minha nova dieta alimentar. Foi o papai que apelidou meu café da manhã de “café delicado” e acabou pegando.
— Fique sabendo que estou feliz em ver que você já se preocupa tanto com a saúde — minha mãe disse tentando me confortar após a piada.
— Então vamos lá, hora de agradecer pelo pão de cada dia — Marco Galdino fala puxando o momento de agradecimento matinal ao Todo Poderoso.
Meu pai se tornou bem mais religioso após se envolver em um tiroteio no trabalho e escapado ileso.
Concluída a prece, degustamos a refeição.
Após me alimentar, subi para o meu quarto, escovei meus dentes, peguei a mochila, dei tchau para a mãe e fui para o carro onde meu pai e minha prima já aguardavam. Geórgia terminou o ensino médio ano passado, agora está fazendo um pré-vestibular para fazer uma prova importante no fim do ano. Se ela passar, irá estudar fora.
— Bom dia, Marcão! — Gritou o vizinho, o barrigudo do seu Luís.
— Bom dia, Luisão! — Respondeu o pai.
Sempre que isso acontece, Geórgia vira o rosto. Deve se ressentir de um dia ter feito coisas com o velho Luís.
Após o cumprimento dos vizinhos, seguimos o nosso caminho.
Após descer do carro e me despedir do pai, fui para o local de sempre. Larissa já estava lá sentada observando o movimento no portão da escola. Cheguei por trás e dei um beijo na cabeça dela.
— Bom dia, meu sol! — Falei.
— Bom dia, mor! — Larissa respondeu inclinando a cabeça para trás para me ver.
Lembram do famoso beijo do homem aranha? Foi quase isso, nossas faces estavam invertidas uma em relação a outra.
Sentei ao lado dela e assim ficamos.
— Ele logo vai chegar aqui — Larissa quebrou o silêncio.
— Eu sei — respondi.
— O que faremos? — Ela indagou.
— Contaremos tudo.
— Vamos assumir nosso namoro?
— Não vejo motivo para ficarmos escondendo isso. Ele terá que entender, mesmo que seja difícil. Aliás, tem algum problema com isso? Tem vergonha de as pessoas saberem que você namora comigo?
— Charl?
— O quê?
— Você é um bobo!
— Por quê?
— Você não percebeu nada?
— Perceber o quê?
Ela sorriu.
— Você acha que você é sortudo por me ter, está estampado na sua cara isso. Mas o contrário também é verdade — Larissa comenta.
— Como assim?
— Acho que você não percebeu nada mesmo, seu bobo — ela disse rindo e bagunçando o meu cabelo.
— Do que você está falando, Larissa? — Perguntei confuso.
— Você é desejado por muitas —disse ela abraçando seus joelhos e apoiando o queixo neles.
— Eu?
— Sim, elas não falam para você, mas, nas rodas de meninas, o seu nome é o mais comentado.
— Ah! Isso porque sou um idiota — falei rindo.
— Mas isso só faz você ser mais fofo — Larissa comentou aparentemente chateada.
— Mas Larissa… — Tentei falar, mas ela me cortou.
— Você é lindo! Olha só você, esse seu cabelo com esses fios grandes, rebeldes e delicados. Seu rosto com todos os componentes em total harmonia. Sua boca pequena com esses lábios tentadores. Seus olhos…, esses olhos que despertam paixão e fazem qualquer uma querer se aventurar com você. O seu jeito de se expressar, sua voz, o seu carisma que do nada apareceu. Sua pele bem cuidada. Você se tornou um garoto vaidoso e é inteligente, suas notas são as melhores da escola. Ninguém atrai tantos ouvintes quanto você nas rodas de conversa no intervalo. As pessoas só têm medo de revelar, mas elas amam sua presença. Seu jeito conservado, misterioso e fechado é o que impede delas estarem aqui, ao seu redor, sentadas com você ao invés de mim. E falta pouco para você ter 18 anos e até as garotas mais maduras passarem a vir atrás de você. Então deixa de se fazer de bobo, idiota!
Assim que ela terminou de desabafar, me dei conta de que estou perto de completar os 18 anos. Larissa já completou há algumas semanas. E também fiquei pasmado com todo o resto que acabei de ouvir.
Senti uma sensação estranha dentro de mim. Um orgulho idiota e tratei logo de esmagar esse sentimento. Não quero esse sentimento besta que só cabe aos metidos. Olhei para Larissa e ela estava na mesma posição, abraçando seus joelhos e repousando seu queixo neles. Ela estava com um biquinho de chateada e insegura.
Cheguei perto dela e lhe dei um cheirinho atrás da orelha.
— Isso tudo é bobagem, e mesmo que fosse verdade, não faria diferença. Então, olhe para mim, deixe-me contemplar a beleza que fui abençoado para ter como namorada.
Ela riu e me olhou.
— Você é um bobinho, sabia?
— O seu bobinho!
Nos beijamos.
Nossos lábios ainda estavam juntos quando Marcos apareceu.