Faça Alguém Gozar!
Capítulo 34: Cupido – parte 2/3 ‘Mudanças’.
O deus erótico existe e ele conspira a meu favor!
Minhas esperanças estavam nas últimas. Cheguei a me levantar para ir embora. Porém, antes que eu me retirasse, fui agraciado com uma linda visão: bati meus olhos em um dos monitores do computador do André e lá notei várias fotos da Lívia.
Claro que isso não era o suficiente para confirmar o interesse dele nela, mas já era mais que o suficiente para eu iniciar o meu jogo. Com algumas indiretas e diretas, o garotinho acabou confessando.
— Como você descobriu? — Ele perguntou envergonhado.
— Não foi difícil! — Respondi com confiança.
— Foi o jeito que eu olho para ela na sala?
Você olha para ela?
— Sim, foi exatamente isso. Você não deve olhar muito para uma garota, pois levanta suspeitas.
— Entendo.
Aquele garoto ignorante e agressivo se transformou em um garotinho assustado e envergonhado. Deu-me até uma vontade de rir.
Saber que ele gosta dela vai me fazer poupar muito tempo e energia. Na verdade, eu não tinha ideia de como iria fazê-lo sentir atração por ela se já não estivesse atraído. É um grande alívio para mim.
— Você não vai falar para ninguém, né? — Ele pergunta.
— Posso comer algumas batatinhas? — Pergunto.
— Pode pegar qualquer uma, olhe, tem um pacote aí do seu lado direito — ele disse apontando.
Peguei o pacote de batatinhas, abri e comecei a levar algumas até minha boca. André também pegou um dos pacotes e fez o mesmo, só que ele comia com mais vigor do que eu, como se estivesse comendo para aliviar a tensão. Realmente ele está nervoso.
— Então? Já falou com ela? — Indaguei.
— Com quem?
— Com a Lívia! Com quem mais poderia ser?
— Não, não! Não falei com ela.
— Por que não?
— Não vou te falar sobre minha vida pessoal — ele disse aparentando querer voltar a ser o chato irritante de antes.
— Como você quiser.
Terminei de comer as batatinhas do saco e peguei outro. Esse quarto está infestado de pacotes de batatinhas e salgadinhos.
— Acho melhor você ir embora antes que coma todo o meu suprimento — André fala.
Suprimentos? Que merda de suprimentos? Por acaso está se preparando para um apocalipse zumbi ou algo do tipo? Aliás, quem diabos tem batatinhas e salgadinhos como suprimentos?
— Quer ajuda? — Indaguei.
— Ajuda com o quê?
— Com a Lívia.
— Como assim?
— Posso te ajudar a conquistar ela — afirmei.
— Quem disse que quero conquistar ela?
— Não quer? Então tá! — Falei e fiquei aguardando.
Tenho certeza de que ele vai perguntar se posso mesmo ajudar. Afinal, está mais do que claro que ele se amarra nela. Até parece um pouco comigo na época em que conheci Luara: apaixonado, envergonhado e incubado.
Depois de alguns instantes de silêncio, ele voltou a falar:
— Você pode, sabe, pode mesmo me ajudar? — Ele quase não fala. Quanto orgulho.
— Claro! Sou o mais indicado para te ajudar, olha aqui a gata que eu tô pegando — mostrei-lhe uma foto no celular.
— Hei, essa é minha irmã!
— Eu sei! — Disse rindo e recolhendo o celular. Ele ficou emburrado.
— Então, vai me ajudar? — Ele perguntou.
— Com uma condição! — Falei.
Eu tenho que ajudá-lo de qualquer forma, mas vou ver se consigo algo a mais com esse serviço de cupido.
— Condição? — Ele indagou desconfiado.
— Sim, uma condição.
Não tenho nada em mente no momento.
— Qual?
— Nada no momento, mas fica me devendo uma.
— Hum! Ok!
— Certo! — Falei esticando o braço e apertamos as mãos para confirmarmos nosso acordo.
André ficou estranhamente com um sorrisinho no rosto.
— Por onde começamos? — Ele perguntou ansioso.
— Vamos começar abrindo as janelas desse quarto — falei.
— Por quê?
— Lívia é uma garota cheia de espírito, então você também deve ter um. E como sol é vida, vamos enfiar vida no teu espírito.
Só falei bobagem, na verdade só quero ver a luz do sol neste quarto escuro e abafado do caralho.
Abrimos as janelas e a luz revelou que o quarto estava bem mais bagunçado e imundo do que eu pensava.
— Que merda de quarto! — Exclamei.
André não falou nada, até ele concorda que está mesmo uma merda.
—Vamos limpá-lo! — Exclamei tirando a camisa.
— Por que temos que limpar o quarto e por que diabos está ficando nu aqui?
— Você vai trazê-la para cá em algum momento, então é bom ter um quarto agradável. E não vou ficar nu, porra! Anda, vamos começar.
Começamos a limpar o quarto e muitos minutos se passaram. Larissa notou que já estávamos no quarto a bastante tempo e veio verificar.
Ela bateu na porta.
— Quem é? — Gritou André.
— Sou eu! — Larissa respondeu. André reconheceu a voz.
— O que foi? — Ele indagou.
— Está tudo bem? O que estão fazendo? E essa música aí? Você não matou meu namorado, né?
— Estamos limpando — André respondeu.
— Limpando o quê? — Ela perguntou.
— O quarto! — Ele disse
— Sério? — Ela indagou cética.
— Sério! A propósito, pode trazer alguma coisa para bebermos? Já faz um tempo que não bebo nada — entrei na conversa.
Larissa não respondeu nada.
— Mor? — Gritei.
Ela não respondeu.
Fui até a porta e a abri devagarinho. Uma mão me puxou para fora e depois fechou a porta.
— Hei, o que foi? Tudo bem? — André gritou.
— Só um momento, André. Já ele volta — Larissa falou.
Larissa me empurrou contra a parede.
— Que porra é essa? — Ela perguntou falando baixinho.
— O quê?
— Meu irmão te odeia! E mesmo assim vocês estão limpando o quarto dele que, por sinal, ele nunca limpa, e se divertindo sem camisa ao som de música eletrônica. Que porra é essa?
— Seu irmão não me odeia!
— Claro que odeia. Ele odeia qualquer um que fique com alguma de suas irmãs.
— Irmãs?
— Sim, não me diga que não te falei isso?
— Não, você não me falou. Achei que seu único irmão era o André.
— Aff! Mas não tem importância, ela pouco conviveu conosco. Mora com nossos tios na Espanha.
— Como é o nome dela?
— Verônica, ela é nossa irmã mais velha, apenas alguns anos a mais, tem 21. Enfim, como fez essa mágica em fazer o meu irmão gostar de você e limpar o quarto?
Se chama B.U.C.E.T.A – pensei rindo mentalmente. Mas acabei rindo um pouco na real.
— O quê? Por que está rindo?
— Acho que você já pode me soltar — comentei.
Ela olhou e percebeu que estava com sua mão direita sobre meu peitoral suado.
— Nossa! — Ela exclamou.
— O quê?
— Já tá ficando definido.
Fiquei quase com vergonha quando ela falou isso.
Larissa desceu a mão do meu peito, passando pelos morrinhos do meu abdômen e continuou até colocar alguns dedos dentro da minha calça. Senti meu pênis ser levemente cutucado por suas unhas. Então ela me puxou e me encostou no seu corpo.
— Gostoso! — Ela disse suspirando.
Fiquei excitado.
— Eu poderia te comer aqui e agora — ela continuou.
O quê? — Pensei.
— Hei!? — André gritou. Pelos sons de seus passos, ele está a caminho da porta.
Larissa me soltou pouco antes dele abrir a porta.
— Então? Vamos logo acabar com isso, ainda falta muita coisa — André falou.
— Vou pegar algo para vocês beberem — Larissa disse e saiu, mas não antes de me dar uma olhadinha bem safadinha.
Nossa, ela é linda e perigosa.
— Para de olhar para o bumbum da minha irmã — André resmungou ao me notar encarando o rebolado da jovem.
Eu sorri mentalmente.
— Vamos logo com isso! — Exclamei entrando no quarto.
Em poucos minutos Larissa trouxe um lanchinho.
ALGUM TEMPO DEPOIS…
Levou algumas horas, mas deixamos o quarto uma beleza. Estando limpo, é um quarto de dar inveja. Grande e bem mobilhado.
— Pronto, perfeito! — Falei suspirando.
— Até que ficou bacana — meu cunhado comentou.
— Agora é a sua vez! – Afirmei.
— Minha vez? Do quê?
— Você deve fazer algumas mudanças no visual. Seu cabelo é bacana, mas precisa de um corte adequado. Também devemos cuidar dessa pele pálida de tanto ficar em um quarto escuro e, principalmente, mudar o seu modo desajeitado de se vestir.
— Vai tomar no cu! — Reclamou.
— Esse é o espírito! Vamos lá.
— Pra onde?
— Procurar um salão para cuidar do seu cabelo.
— Nem a pau eu vou!
— Sério? Tá bom — fiz papel de desinteressado.
— Ok! Vamos! Mas já é quase noite
— Então vamos logo!
Depois de um bom tempo no salão, deu certo.
Quando voltamos para a casa dele, já era noite. Ao entrarmos na sala, lá estavam a Larissa e a mãe dela nos aguardando.
— Até que enfim chegaram! — Exclamou Larissa.
— Nossa! Gostei do cabelo, filho! — A mãe de André se manifestou.
André ficou envergonhado. Pediu licença e foi, segundo ele, tomar um banho.
Fiquei na sala com as duas. É a primeira vez que vejo a mãe da Larissa.
Já namoramos a um bom tempo, mas eu nunca cheguei a conhecer a mamãe e nem o papai dela.
— Então? — A mãe perguntou com aquelas torces fingidas apenas para chamar a atenção.
— Então, mãe! Esse é o Charles, meu namorado! E Charles, essa é a minha mãe, Mônica — Larissa fez as apresentações.
— Muito prazer, dona Mônica! — Falei segurando o máximo a timidez.
Ela deve ter uns 40 anos, mas com a juventude de uma mulher nos auge dos vinte e tantos anos.
— Então você é o sujeito que tem dado motivos para a minha filha sempre andar com esse sorriso no rosto e, agora, é também o responsável por colocar o complicado André na linha? Com certeza o prazer é todo meu, mas não precisa me chamar de “dona”. Chame apenas de Mônica — ela disse rindo levemente.
Eu dei um sorrisinho só para parecer simpático.
— Bem, vou deixar vocês a sós. Mas, Charles, acho que já é tarde para você ir para casa, meu marido não está aqui com o carro dele e o meu se encontra na oficina; então você pode dormir aqui se quiser. Temos quarto de hóspede, mas ele estar a muito tempo sem uso, então não vai lhe servir bem, mas você pode dormir no quarto do André, temos alguns colchonetes de acampamentos e você pode usar um.
Eu pensei em recusar, pois dormir assim na casa de outra pessoa nunca foi a minha praia. Porém, quando olhei para a Larissa, para o rostinho lindo dela, o seu corpo delicioso e, ao lembrar da garota quente que ela é, não pude recusar tamanha oportunidade de passar uma noite embaixo do mesmo teto que ela.
— Muita gentileza sua, vou apenas avisar aos meus pais. Obrigado! — Respondi e agradeci.
— Você é sempre bem-vindo nesta casa — dona Mônica comentou e se retirou em seguida.
Olhei para a Larissa e trocamos um olhar carregado de segundas intenções. E depois ela seguiu a mãe.
Fui até o quarto do André lhe contar a novidade. Ele aceitou de bom grado. O que já não é mais estranho, pois estamos trabalhando muito bem em sua jornada para conquistar a Lívia e ele está entusiasmado.
Tomei um banho, André me emprestou um calção esportivo e uma camiseta. Jantamos em seu quarto, porque o horário da janta da família passara antes de chegarmos em casa, jogamos um pouco de vídeo game e nos deitamos.
— Charles?
— Sim?
— Acha que ela tem namorado?
— Não sei!
— Como vamos descobrir?
—Não se preocupe, conheço alguém que irá nos ajudar.
— Quem?
— Relaxa!
Ficamos em silêncio por um instante.
— Charles?
— Sim?
— Valeu, cara!
— O quê?
— Você fez uma enorme mudança na minha vida em apenas uma tarde. Agradeço por isso, fazia tempo que minha mãe não me elogiava. Nem minhas boas notas estavam mais agradando-a. Então, sou grato a você.
— Não foi nada cara, afinal, você é o meu cunhadinho e somos amigos.
— Amigos? — Ele perguntou surpreso.
— Sim!
— Eu nunca tive amigos. — Ele disse.
No fim das contas, André não é tão diferente de mim.
— Agora tem. — Falei.
— Valeu, amigo! — Ele disse.
Ficamos em silêncio por mais um instante. O relógio falta pouco para marcar duas horas da manhã, ou madrugada, para os boêmios.
— Ei, Charles?
— O quê?
— Pode ir lá no quarto dela, se quiser. Mamãe já está dormindo e tem sono pesado.
— Sério? — Perguntei me levantando.
— Sério, vai lá cara, só não faça bobagens, hein!
— Valeu, cara! — Agradeci e dei no pé.
Atravessei a casa e cheguei na porta do quarto dela. Quando eu ia bater, a porta se abriu.
— Você demorou, hein! Vamos, entre! — Larissa disse.
Entrei e ela trancou a porta travando-a a fechadura.
Larissa está em um vestidinho de seda verde-fraco bem fino e curto. É tão fino que consigo ver sua pequena calcinha verde. O decote extravagante e justo aperta seus seios lindos. O belo cabelo solto e os pés descalços me deixam ainda mais louco. Ela se senta na cama.
— Tire o calção, a camisa e venha, Charl!
Faço como o ordenado. Aproximo-me da cama e Larissa se deita. Deito-me por cima dela e começo a beijá-la.
Enquanto beijo a deliciosa boquinha dela, levo minha mão direita até sua coxa esquerda e aperto-a bem firme. Larissa suspira. Subo minha mão por baixo do vestidinho, chego na cinturinha dela e vou até seu seio esquerdo e apalpo-o. Larissa solta suspiros mais fortes.
— Fique em pé! — Ordeno.
Larissa fica de pé e eu também me levanto. Afasto a alça direita do seu vestido até escorregar pelo seu braço direito e faço o mesmo com a alça esquerda. O vestidinho cai aos seus pés e eu fico diante do corpinho quase nu dessa linda garota.
— Gostosa! — Digo. Ela dá um sorrisinho.
Sem nada falar, ela pôs suas mãos nos meus ombros e fez força para que eu me abaixasse.
Fiquei de joelhos.
Cara a cara com sua calcinha, movi minhas mãos para desatar os nós que seguram a peça em seu corpo, mas quando toquei nela, Larissa deu tapas nas minhas mãos.
— Não, não. Use apenas a boca. — Ela instruiu.
Olhei para ela e ela me deu mais um sorrisinho.
Desatei ambos os nós usando apenas a boca, então a pequenina calcinha também caiu. Fiquei diante de uma linda, lisa e claramente apertada bucetinha. Não deu outra, caí de boca. No momento em que minha língua tocou seu clitóris, suas coxas apertaram minha cabeça e ela gemeu.
Suas mãos grudaram nos meus cabelos. Ela botou tanta força que cheguei a pensar que queria enfiar meu rosto nela.
Igualmente animado, minha língua subia e descia entre seus lábios vaginais. Separando-os como se fosse gelatina. Sua buceta foi ficando mais molhada a cada lambida. Quando mamava seu clitóris, ela gemia o meu nome.
Depois de um enorme gemido dela, parei e a encarei.
—Que foi? Continue! — Ela disse.
Derrubei-a na cama, separei suas coxas e voltei a massagear com a boca esta bucetinha gostosa.
Coloquei dois dedos sobre o clitóris e comecei a estimulá-lo. Suas coxas me apertaram novamente e ela puxou forte meus cabelos e voltando a gemer bastante. De repente, ela cruzou suas pernas em volta do meu pescoço, colocou as duas mãos na minha cabeça e me puxou com muito mais força.
— Vamos! Mais forte! — Ela ordenava.
Quase entrei nela. Minha língua começou a ganhar espaço e a entrar fundo. Larissa gemeu tão alto dessa vez que, se o quarto não fosse bem isolado acusticamente, até mesmo o André ou sua mãe teria escutado.
Um rio se formava entre suas pernas. A língua entrava fundo e os dedos se movimentavam rapidamente. Seu corpo começou a tremer e ela começou a gritar meu nome entre gemidos abafados; a garota colocou suas mãos na própria boca porque já não estava mais aguentando. Suas pernas abriram libertando minha cabeça. Olhei para ela e aumentei a velocidade dos dedos sobre o clitóris e, momentos depois, aconteceu! Ela gozou!
Os panos sobre a cama ficaram encharcados. Larissa, que estava esticada e totalmente exausta, olhou-me.
— Venha, deite-se comigo, Charl!
Deitei-me ao seu lado e ficamos olhando um para o outro. Ela passou a mão no lado direito do meu rosto.
— Na próxima você me terá, está bem? — Ela disse.
Olhei para ela. É tão linda!
— Agora, vamos. Sua vez de gozar!
Deitado, olhei para o teto e aguardei. Senti ela tirando minha cueca e beijando minha barriga. Depois senti ela pegando o meu pau que estava estourando de duro. Continuei olhando para o teto até que minha visão começou a falhar quando senti algo gelado e quente ao mesmo tempo entre as pernas.
Antes dos meus olhos revirarem por completo de tanto prazer, ainda pude ver a cabeça dela subido e descendo entre minhas pernas. Depois disso fechei-os e o meu corpo começou a formigar.