Faça Alguém Gozar!
Capítulo 35: Cupido – parte 3/3 ‘Desfecho’.
Voltei para o quarto do André um pouco antes das 5h da manhã. Cheguei e abri a porta bem delicadamente para não acordá-lo.
— Você demorou, hein! Eu já estava quase indo lá te buscar. Mamãe acorda às 5h — ele resmungou.
— Eu achei que ainda estivesse dormindo — comentei entrando e fechando a porta em seguida.
— O calção está colocado do lado errado.
Olhei para abaixo da minha cintura e concordei. O calção deveria estar com o número na frente e não atrás.
— Vocês não… — ele indagou desconfiado.
— Relaxa, não aconteceu!
Ele deitou na cama; e eu, no colchonete. Tratei logo de ajustar o calção do jeito correto.
— Quando acontecer, não me deixe saber. Não quero olhar para a minha irmã e imaginar você dentro dela.
Eu dei um sorrisinho silencioso. E uma gargalhada mentalmente.
— Então, qual nosso próximo passo? — André perguntou entusiasmado.
— Calma, eu já disse que tem uma pessoa que vai nos dar uma força.
— Se fosse você, o que faria? O que você acha que daria certo?
— Na minha primeira tentativa com alguém da escola, eu convidei a garota pra transar.
— Eu soube dessa.
— Pois é!
Ficamos em silêncio.
— Mas eu sempre acreditei que um beijo surpresa resolve — falei.
— Mesmo?
— Eu acho, imagine você chegar na garota e dizer “oi” e no momento que ela for te responder, você dar-lhe um beijo sem aviso. Deve ser bem maneiro.
André ficou pensativo.
— Mas não faça isso. Em filmes funciona, mas na realidade será meio difícil conseguir sucesso com um método maluco desse — falei com firmeza, mas ainda acho que ele ficou com a ideia na cabeça.
— Vamos, hora de levantarmos! O café será servido em alguns minutos. Vá tomar seu banho primeiro, depois eu irei — André falou dando um salto da cama.
— Café? Acho que eu deveria ir para a minha casa.
— Calma, o café vai servir para você conhecer o meu pai e, depois, ele vai te deixar em casa.
Fiquei um pouco nervoso.
Tomei meu banho e André tomou o dele em seguida. Vesti minhas roupas de ontem. Não estou com minhas roupas da escola.
André já começara a se vestir para a escola. Mas, fora o cabelo, o visual continuava o mesmo sem graça de sempre.
— Não, não! Você não vai assim! — Adverti
— Mas eu sempre vou assim — ele disse abrindo os braços.
— Por isso nunca pegou ninguém — resmunguei — vamos mudar isso aí.
— Você entende de moda por acaso? — Ele perguntou meio irônico.
Eu sei me vestir, mas não sou muito bom em vestir outras pessoas.
— Pegue o seu celular! — Ordenei
— Para quê?
— Minha prima vai ajudá-lo a se vestir bacana. Vou dar um telefonema e ela irá te guiar através de vídeo-chamada.
— Você quer que eu fique me vestindo na frente de uma garota?
— Se veste fora da visão da câmera, você só precisa aparecer quando estiver vestido para que ela faça as críticas e lhe dê dicas.
— Hum, ok!
Geórgia é uma especialista no assunto, não tenho outra pessoa em mente para fazer isso. A Larissa também conseguiria, mas ela não pode saber da nossa trama. Liguei para a Geórgia e depois de várias perguntas, ela concordou. Os dois “ficaram no quarto” via internet e eu me retirei.
***
Agora o próximo passo é conseguir informações. Peguei meu celular, procurei o nome dela na agenda e liguei.
— Alô? — Ela pergunta.
— Bianca?
— Sim, sou eu. É você, Charles?
— Você já tinha meu número? — Indaguei confuso.
— Sempre! — Ela disse rindo.
Estranho.
— Então, preciso de um favor — falei.
— O quê?
Bem, esse é o momento para agir com cautela. Eu quero saber se a Lívia tem namorado, mas mesmo que a Lívia não tenha, a Bianca pode mentir e dizer que sim, afinal, ela me quer e vai achar que eu quero a sua amiga fazendo tal pergunta.
Para ela não ter chances de mentir, vou perguntar o nome do namorado da Lívia ao invés de perguntar se ela tem ou não namorado.
Por que assim?
Porque se pergunto apenas se ela tem, fica simples para ela mentir, afinal, só há duas alternativas: SIM OU NÃO. Contudo, se eu pergunto o nome do sujeito de imediato, o cérebro dela não terá tempo para inventar um e, caso não exista um namorado, a sua resposta, por reflexo, será NÃO.
Caso Lívia tenha namorado, ela vai divulgar o nome automaticamente.
Nosso cérebro retém informações que são liberadas automaticamente por simples reflexo: quando uma pessoa pergunta quanto é 2×2, sua resposta será 4, por reflexo, sem nenhuma espécie de cálculo; isso é tão verídico que se alguém disser que sua resposta está errada, você vai parar para refletir, sentido dúvidas em uma coisa que tem certeza.
É tudo uma questão de respostas por reflexo.
— Qual o nome do namorado da Lívia?
— Namorado? Ela não tem!
Viram só?
— Pode fazê-la topar um encontro com um amigo meu?
— Hum, poder eu até posso, mas…
Lá vem coisa!
— Diga o que quer?
— Quero você, peladinho!
— Tenho namorada e você sabe disso.
— Assim as coisas ficam até melhores.
— E se ao invés de mim eu lhe arrumasse outro?
— Não quero outro!
— Que tal o Felipe?
— Felipe? O Felipe?
— Sim, “O” Felipe!
— Hum, acho difícil. Eu já tentei!
— Eu o consigo para você! Arranje-me o encontro.
— Hum, ok! Mas arranjar um encontro vai ser complicado. Não é assim que as coisas funcionam, não mais. O garoto que deve marcar, então eu vou preparar o terreno e até deixar ela na expectativa. Manda seu garoto convidá-la na hora que o intervalo da escola começar, mas manda ele usar as palavras corretas, Lívia é um pouco tímida, você sabe disso.
Acho que dessa forma também pode funcionar, embora as chances diminuam, pois contar com uma atitude dessas vindo do André é meio complicado, mas irei encorajá-lo.
— Ok! Estamos combinados! — Falei.
— Certo! E o Felipe?
— Vá amanhã à tarde na casa dele. Tudo vai estar certo, pode confiar.
— Hum! Ok!
— Certo! Tchau, Bianca!
— Tchau, meu gostoso! — Ela disse rindo.
Desliguei o celular.
— Oi, mor? — Larissa disse aparecendo segundos depois que encerrei a ligação.
— Olá, meu anjo!
Nos beijamos!
Larissa já está vestida para a escola. Como sempre, linda, né!?
— Vamos, mamãe e papai já estão aguardando para a refeição matinal. Fez os exercícios?
Putz, esqueci!
— Sim!
— Bom garoto! Vamos!
Larissa me guiou até a sala de refeições onde dei de cara com uma enorme mesa com cerca de dez cadeiras e recheada de comida. Mônica e um sujeito estavam ocupando duas das cadeiras.
— Pai, esse é o Charles, meu namorado e, agora, melhor amigo do André — Larissa me apresentou.
O sujeito se levantou. Ele é enorme, alto, forte e vistoso.
— Até entendo você namorar minha linda filha, mas ser amigo do meu garoto? Hum! Você é bem peculiar, meu jovem. Prazer! Sou Rubens Boaventura.
Boaventura? Seu sobrenome que é peculiar, tiozão!
— Prazer, meu nome é Charles Galdino.
— Galdino? — Ele perguntou.
— Sim.
— Por acaso você é parente do Marco Galdino?
— Sim, é meu pai.
— Eu o conheci quando ele foi encaminhado lá para o hospital em que trabalho. Felizmente ele não foi atingido por nenhuma bala naquele infeliz tiroteio, mas ele teve que passar por enxames obrigatórios. Enfim, um bom sujeito. Sente-se conosco para degustarmos juntos esta maravilhosa refeição. Logo após, te deixarei em sua casa, cumprimentarei pessoalmente o seu pai e demonstrarei minha total aprovação quanto ao relacionamento entre nossos filhos.
Então ele conhece o meu pai. Isso é bom ou ruim? Reflito.
Ele é médico? Agora entendo essa voz firme e postura rígida. Parece que deu tudo certo. Tenho carta livre para ficar com a minha dama.
Sento-me ao lado da Larissa e fico observando o Sr. Rubens. Percebo que há uma marca no seu dedo anelar da mão esquerda. Parece que ali deveria haver uma aliança, afinal, ele é casado. Mas ele é médico, talvez ele tire enquanto está no trabalho. Olho para ele e ele devolve o olhar, faço um gesto discreto (coço meu dedo anelar esquerdo) e logo ele percebe que está sem aliança, imediatamente ele esconde as mãos por baixo da mesa.
Estranho isso, bem estranho.
— Volto já! — Ele diz ao mesmo tempo que se retirava da mesa.
Pouco tempo depois ele retorna com sua aliança no dedo. Olha para mim e faz um pequeno movimento com a cabeça como se estivesse me agradecendo ou algo do tipo.
— Cadê o André? — Mônica pergunta.
Segundos após a pergunta, André aparece.
— Uau! — Exclama a mãe dele.
Não foi somente ela que ficou surpreso. Todos ficamos. O cabelo, a calça, a blusa, a jaqueta, o cinto e os sapatos estão em perfeita harmonia.
— Nossa, irmão! Você está um gato! — Larissa fala.
— Se me permite, jovem André, você está lindo — a empregada da casa também concordou.
Até agora eu não a tinha conhecido. É uma jovem mulher de uns trinta e poucos anos. Pele clara, cabelos pretos ondulados maravilhosos. Corpo já desenvolvido, mas o uniforme não deixa a beleza desse corpinho se manifestar totalmente. Ao contrário dos filmes pornográficos, o uniforme de empregada dela não é sex.
— Filho, você está bem charmoso. Isso é coisa sua, Sr.Charles? — perguntou o sogrão.
Sr.Charles?
— Sim, pai! Ele tem sido um ótimo amigo. Queria pedir para o senhor permitir que…
O Sr. Rubens o interrompeu.
— Claro! O Sr.Charles é sempre bem-vindo nesta casa.
Larissa segurou minha mão que estava sobre minha coxa e sorriu para mim.
—Vamos comer! — Disse o pai da minha garota.
Terminada a refeição, O Sr.Rubens me levou para casa.
Conversamos algumas coisas no caminho, mas nada de importância. A não ser um bilhete do Motel das Palmeiras, o mais famoso motel da cidade, que estava entre uma pilha de papéis alocados entre o banco do passageiro e o do motorista. Fingi e ignorei, afinal, não é da minha conta.
Chegamos em casa. Entramos e minha família já estava preste a iniciar a refeição da manhã. Apresentei o pai da Larissa, mas papai já o conhecia desde o hospital e se trataram como velhos conhecidos.
Mamãe o convidou para se juntar a nós, eu percebi que ele ia recusar, afinal, tinha acabado de se alimentar em sua casa, mas, quando Geórgia apareceu, ele ficou parado por alguns segundos olhando-a, então aceitou o convite da mãe e se sentou na mesa conosco.
Ninguém mais percebeu, mas eu notei que ele sentiu desejo pela minha prima. Seus lábios ficaram úmidos e ele serrava os punhos como se estivesse fazendo uma grande força para manter uma fera sobre controle. Achei bem estranho, mas ignorei.
Após a refeição, ele se despediu e foi embora, mas, antes, ainda deu mais uma olhadinha na Geórgia, dessa vez ela também notou.
Fui para o quarto, preparei-me para a escola. E minha rotina prosseguiu.
Cheguei, encontrei Larissa no mesmo local, mas ela não estava sozinha, André estava junto. Aproximei-me.
— Bom dia! — Disse e ambos me cumprimentaram. O portão abriu e entramos na escola.
Quando passamos pelo pátio, vários ou talvez todos os olhares se voltaram para nós. Algumas coisas eram surpresas para eles: primeiro, o fato de o André estar junto comigo. Todos sabem que ele me odeia ou pelo menos me odiava. Segundo, André está mudado e as meninas gostaram da mudança.
O visual bem escolhido, cabelo bem feito, e o fato dele ter boa aparência natural que só precisava ser bem usada fazem dele um partido promissor e desejado. Sem contar que é filho de médico e muito inteligente.
Por um instante, senti-me superado, mas lembrei que não importa, ele nunca vai conseguir ter a garota mais linda da escola, afinal, essa garota é irmã dele — pensei e fiquei rindo por dentro.
Na sala, André sentou na minha frente (antigo lugar do Marcos). Geral estranhou, mas, beleza.
As meninas não paravam de olhar em nossa direção. Larissa não gostou e encarou várias delas de volta, a maioria se conteve. Larissa mete medo!
— Então? — Ele perguntou.
— Você vai convidá-la para sair! — Respondi.
— O quê? — Ele se mostrou nervoso.
— Vai dá tudo certo, basta você chegar nela quando o intervalo começar e fazer o convite. Ela vai até ficar aqui na sala. Já combinei com uma pessoa que vai arrumar tudo.
— Hum!
— Sério mesmo, basta chegar e fazer o convite, mas não vá fazer nenhuma besteira. Lembre-se que ela é tímida.
Nossa conversa em cochichos fazia a galera estranhar. Larissa ficou curiosa para saber e até me perguntou o que tanto conversávamos, mas eu disse que não era nada demais, era só papo de homens. Ela ficou com o biquinho fofo de chateada.
A professora chegou e as aulas começaram.
Bianca me mandou uma mensagem.
—Tudo certo?
— Sim!
— Nossa, André está lindo! Deu vontade de ficar com ele para mim.
— Nem pensar, lembre-se do nosso trato.
— Hum, eu sei. Já falou com o Felipe?
Na verdade, ainda não!
— Não se preocupe! Já falou com a Lívia?
— Sim! Ela suspeita que seja o André. Desde ontem ela suspeita e hoje, quando ela o viu gato desse jeito, ficou até mais animadinha, mas ela é tímida, manda ele ir com cuidado, mas, qualquer coisa, se não der certo, eu o pego para mim.
Ela suspeita? Eu sei que você abriu o bico depois que eu te mandei uma mensagem.
— Contenha-se, garota!
— Estou brincando, meu gostoso!
— Hum! Tchau!
— Tchau!
Bianca cumpriu sua parte do trato. Hora de eu cumprir a minha.
Com a permissão da professora, vou ao banheiro. Chegando lá, faço uma ligação.
— Fala, pequeno Charles!
— Rapaz, eu queria te agradecer pela sua ajuda com o assunto da Lívia e sempre quis te agradecer por ter me protegido naquele tempo.
— Não esquenta, pequeno Charles. Naquela época, seu irmão que tinha me pedido para cuidar de você.
— Mesmo assim, quero agradecer. Estou lhe enviando um presente amanhã à tarde.
— Um presente?
— Sim, receba ela e aproveite.
— Do que você está falando, pequeno Charles?
— Quero que você coma a Bianca.
— O quê? Que papo é esse?
— É um troço que combinamos. Vá, faça isso, não é nenhum sacrifício.
— Você é tão maluco quanto seu irmão, pequeno Charles.
— Então, beleza?
— Darei meu jeito então.
— Cuidado, porque acho que ela vai te dá trabalho.
— Certo!
— Até, Felipe!
— Até, pequeno Cafetão!
Cafetão?
Quando eu ia saindo do banheiro, esbarrei-me com a Amanda. Claro que ela premeditou esse esbarro.
— Oi? — Ela disse.
— Olá! — Respondi.
Ela me olhou de cima a baixo.
— Você é um tesão, Charles!
Olhei para ela de cima a baixo.
— Não posso negar! Você é uma ruiva tesuda!
— Tem certeza que não quer experimentar? — Ela disse colocando a mão esquerda no decote discreto da sua blusa de farda.
Fiquei com tesão. Cheguei a passar a língua pelos lábios.
— Não posso! Tenho que ir — falei.
Ela segurou no meu braço direito.
— Você não pode resistir a seus desejos, Charles. Eu sei o que você quer.
Quando ela me soltou, me afastei e fui para a sala. Amanda é uma ruiva tesuda pra caralho! É uma tentação! — Fiquei pensando.
Cheguei, sentei-me e fiquei aguardando o intervalo.
Hora e outra eu tinha que acalmar o André que ficava cada vez mais tenso. Parecia muito com a minha situação no passado, mas vou me certificar de que ele não faça a mesma besteira que fiz.
— Você chega, diz “oi” e faça o convite, convide para irmos ao cinema. Ela e você, eu e a Larissa. Ter a companhia de uma garota vai mantê-la mais calma. Entendeu?
Depois que eles estiverem juntos, pouco importa que a Larissa descubra que menti naquele tempo. O irmão vai estar feliz e ela também ficará.
O intervalo toca e o pessoal começa a sair da sala. Olho para a Bianca e ela me faz um sinal de positivo. André está nervoso pra caramba.
— É agora garoto, ela está lá, pronta para ti. Aguardando você; vá, mas vá com calma.
Acho que a Bianca também está acalmando a Lívia. Eu não tinha parado para observar, mas a Lívia está gata pra caralho. Aquela garota desajeitada (parecida com o André antigo) se transformou numa formosa e atraente jovem. Até eu fiquei com vontade de pegar.
— Eu vou agora! — André disse.
Fiquei apreensivo olhando-o atravessar a sala em direção a ela. Bianca se afastou um pouco da Lívia. Algumas pessoas ainda estavam na sala, Larissa estava do meu lado sem saber aonde o irmão estava indo.
Passo a passo o meu garoto se aproximava do objetivo. (Eu sei, “meu garoto” soou estranho.)
Eu estava tenso, ele estava tenso, Lívia estava tensa, Bianca também. As pessoas ao redor começaram a notar que algo ia acontecer e também ficaram tensos. A Larissa agarrou no meu braço direito e me perguntou bem tensa:
— É a primeira vez que ele vai falar com ela, não é?
— Sim! — Falei, não tinha mais motivos para mentir.
— Sempre desconfiei!
— Desculpe!
— Não tem problemas, obrigado por ajudar tanto assim o meu maninho.
André se aproximou mais ainda e Larissa apertou meu braço. A tensão tomou conta do ambiente.
Finalmente ele chegou. André e Lívia estão cara a cara. As pessoas, que outrora saiam e saíram da sala, ficaram e retornaram para presenciarem o que estava preste a acontecer.
Só faltou uma música romântica, porque o clima está perfeito, tão perfeito quanto o melhor dos filmes românticos.
— Ele travou? — Larissa me perguntou. Todos estavam se perguntando isso, até eu.
Eles se encaravam olho a olho e isso só aumentava o clima e a tensão na sala.
Porra, vou morrer de ansiedade. Caralho, vou gozar com essa ansiedade! Fala alguma coisa, PORRA!!!
— Oi? — Ele falou! POoooooooorrrraaaaaa, ELE FALOU!!! Todos se recusavam a piscar os olhos, as respirações cessaram e apenas as batidas dos corações do potencial casal eram escutadas.
— Oi! — Ela respondeu! Pooooooorrrrraaaaa, ELA RESPONDEU!!!
A galera foi à loucura!!! Todos se perguntavam: E AGORA???? E AGORA, PORRAAAA????
Não consegui, fechei os olhos. Era muita ansiedade para o meu coração.
De repente, escutei os gritos de louvores da galera. Assustei-me e pensei: ELE LEVOU UM TAPA!
Larissa me sacudiu.
— Charl, olha! Charl, olha! Abre os olhos e olha!!!
Abri os olhos lentamente e quase tive um infarto.
Olhei para a Larissa e ela estava elétrica dando pequenos saltos de alegria e me sacudindo. Olhei para o público e todos estavam aplaudindo e gritando. Então, finalmente, olhei para o casal e lá estavam eles com seus lábios conectados.