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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 36

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 36: Um carro familiar

Já faz um tempo que Geórgia encerrou seus negócios com o velho do Sr. Luís, nosso vizinho. Acho que, de alguma forma, ela criou juízo. Ou algo parecido.

Aquela gostosa dos peitos airbag e bumbum abençoado completou vinte aninhos nesse ano. Eu a vi se transformar em uma mulher invejável e desejável. 

Geórgia terminou o ensino médio e está focada estudando em um pré-vestibular. É muito provável que ela parta ano que vem, pois fiquei sabendo que, se ela conseguir passar no vestibular, o Rodrigo se prontificou a lhe dar apoio financeiro para que ela se mantenha enquanto faz o curso superior na Capital Estadual. Para a minha tristeza.

Embora isso me desanime, estou confiante de que entrarei em sua calcinha antes que ela parta.

Levanto da cama decidido a tomar um banho para sossegar o tesão que aflora com os meus pensamentos sobre a minha prima. Abro a porta do meu quarto e caminho pelo corredor em direção ao banheiro.

Após avançar um pouco, escuto o ranger da porta da Geórgia. Paro e fico a observar, completamente imóvel, como um felino predador que detectou uma possível presa.

Os peitos dela foram as primeiras partes de seu corpo a surgirem, o que não é nenhum espanto. Os grandões estão quase que expostos ao mundo, se não fosse o top que ela usa.

Peitos lindos!

Fiquei babando os peitos dela por tanto tempo que não percebi que ela me notou. Quando dei por mim, Geórgia já me encarava.

— Charles?

— Olá! — Falo e desvio o olhar de seus peitos.

— Irá usar o banheiro? — Ela pergunta enquanto amarra o cabelo.

Ao desviar os olhos dos seios, olhei para baixo. Dei de cara com um short mais curto do que pau de gato.

Controlei-me como pude para não ficar excitado. Estou de calção de malha fina e sem cueca, se meu pau endurecer, ela irá perceber com toda a certeza.

— Pode ir logo, se quiser — falo.

— Estou sem pressa — ela replica — pode ir você.

Após me responder, Geórgia se senta no piso e fica recostada na parede. Olho para seus peitões, para suas coxas, para toda a sua gostosura. Puta que pariu o deus erótico, essa mulher é gostosa pra cacete!

Fui para o banheiro.

A necessidade de descabelar o palhaço falou mais alto.

HORAS DEPOIS…

Ao cair da noite, encontro-me largado no sofá da sala. Meu pai e minha mãe saíram agora a pouco. Foram para uma festa de reencontro com amigos. É um tradicional evento que acontece anualmente, organizada e preservada pela geração deles.

Eu não sei muito bem o que acontece lá. E nem quero saber.

Entediado, levanto-me e vou até a cozinha. Ao entrar no cômodo, encontro minha prima tomando água. Mas não foi isso que me chamou a atenção. Ela está toda produzida.

— Irá sair? — Pergunto.

— Na verdade, irei receber alguém — ela responde suavemente enquanto guarda na geladeira a jarra d’água. — Algum problema?

— Não, não. Não tem problema algum. Namorado? Um lance? Um rolo? (Uma rola?).

— Não. Apenas uma visita — ela responde evasivamente.

Não tive vontade de perguntar mais nada. Afinal, tenho outras coisas para fazer como estudar para as provas da semana que vem.

— Estarei no meu quarto estudando. Tenho que manter as minhas notas no topo, onde sempre estiveram. E sim, estou usando a frase do Light Yagami. Não posso perder para o L, quero dizer, para o André — falo.

— Que cacete você está falando, Charles?

— Sou um otaku, prima! — Exclamo orgulhoso.

— Está com dor no cu?

Na moral, parei contigo!

Geórgia rir. Estava debochando de mim desde o princípio.

Aponto o dedo do meio para ela e me retiro.

Chego no meu quarto, preparo meu material de estudos e mando bala. Fico, como diria o Rick, de Rick and Mory, tranquileba.

Depois de umas duas horas de estudo, sou incomodado por alguns pequenos barulhos provindos do quarto da Geórgia. Na verdade, nem chegam a me incomodar, mas são o suficiente para me fazer querer dar uma espiadinha.

Como um bom tarado deve ser, tratei logo de ir conferir.

Sorrateiramente, chego até a porta do quarto da peituda. Coloco meu olho direito na tentativa de observar algo pela fechadura e descubro que não dá para ver porra nenhuma.

Devo tentar o teto? — Penso.

Não! O quarto é forrado!

Fiquei frustrado.

Sentei ao pé da porta e fiquei a pensar. Adormeci nos meus pensamentos e só voltei para realidade quando a porta abriu pegando-me de surpresa. Como eu estava encostado nela, caí rolando quarto a dentro.

— Charles? — Geórgia sussurrou.

— Que foi? Aconteceu algo? — Indagou um sujeito que não conseguia ver nada porque estava vendado e amarrado na cama.

— Opa, prima, tranquilo? — Não tive nada melhor para falar. Mas tive a decência de sussurrar para o sujeito não me ouvir.

Geórgia puxa-me pela orelha, retira-me do quarto e fecha a porta.

— O que você estava fazendo aqui? Estava me espionando? — Ela está brava.

Não tenho nada para falar.

— Responda, Charles!

Não tenho nada para falar.

— Olha — tento explicar — não faço a mínima ideia. Eu estava ali no meu quarto e agora estou aqui.

— Mas que merda de desculpa foi essa, garoto? Não basta você ter paquerado sua prima, agora deu para espioná-la também?

— Olha, me libere! Eu vou para o meu quarto e você continua com o que estava fazendo. Foi mal, não vou mais fazer isso. Ok?

— Nunca mais faça isso, ouviu, Charles?

Retiro-me de fininho. Minha prima volta para o quarto e tranca a porta.

Puta vacilo esse meu.

Entro no meu quarto, tranco a porta e me jogo na cama.

Procuro o meu celular e o encontro repousando na escrivaninha. Há algumas mensagens, uma da Bianca, outra da Amanda, outra do André e também tem da Larissa. Dou prioridade para as mensagens da minha namorada.

Mensagens:

— Oi?

— Oi, cadê você?

— Charl? Por que não responde?

— Já que não vai me responder, boa noite!

— Ei, é sério, me responda! Minha irmã chega amanhã, você pode nos acompanhar até o aeroporto da cidade vizinha?

— Eu sei que vai fazer isso por mim, então, até amanhã! Não se preocupe, compreendo que deve estar ocupado estudando para as provas. A gente se vê amanhã, beijos!

A irmã?

Na nossa cidade não tem aeroporto, dependemos do aeroporto da cidade vizinha que fica a algumas horas de estrada. É uma cidade de referência industrial bem mais desenvolvida, populosa e violenta.

Confiro as demais mensagens:

— Minha tarde com o Felipe foi ótima. Foi um prazer fazer negócio com você! — Mensagem de Bianca.

— Boa noite, lindo! Sua ruivinha te aguarda ansiosamente. Beijos! — Mensagem da Amanda.

— Hei, mano, minha irmã chega amanhã. Venha conosco recebê-la no aeroporto. Minha mãe faz questão da sua presença. Aí aproveitamos e conversamos um pouco, pois preciso de dicas sobre o namoro. Falou! — Mensagem do André.

Só me dei ao trabalho de responder o André e a Larissa.

Mais uma mensagem chega:

— Hei, vacilão, você vai ver! — Mensagem do Marcos.

O virgem punheteiro ainda sente dores. Não acredito que um dia o chamei de amigo. Estico-me na cama e fico relaxado até ouvir um barulho de carro, deixo o celular em cima da cama e vou até a janela. É o sujeito que estava com a Geórgia indo embora. Não consegui ver direito porque já estava longe, mas acho que conheço aquele carro.

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