Faça Alguém Gozar!
Capítulo 40: Goze antes!
No intervalo das aulas, Larissa e eu nos refugiamos na biblioteca. Durante o nosso pega-pega, ela enfiou as mãos nas minhas calças e colocou o meu pau para fora. Não a impedi, afinal, não dispenso uma punheta.
Ela tocou uma punheta tão bem tocada que eu suspeitaria que ela tinha um pau caso eu já não a tivesse visto nua. Fiquei, literalmente, nas mãos dela. O corinho da minha pica ia e voltava em um ritmo muito delicioso.
A garota é tão boa nisso que talvez seja até melhor do que eu. Eu diria que ela é a reencarnação da deusa da masturbação, irmã do deus erótico e prima do deus cu de galinha.
Após o ato de sacanagem, retornamos para a sala de aula com uma prova de História a nossa espera. Com a mente leve, espírito restaurado e corpo relaxado, a prova foi algo muito simples de se fazer.
Vai fazer alguma prova? Se sim, goze antes!
Após a prova, nos reunimos na saída.
— Como foi a prova? — Larissa perguntou.
— Elementar! — Respondi com a confiança de ter sido perfeito na avaliação.
— Elementar? — Lívia indagou.
— Elementar é quando algo é simples ou fácil — André se dispôs a explicar.
— “Elementar, meu caro Watson!” — Larissa exclamou.
— Sherlock Holmes? — Lívia tornou a indagar.
— Sim, minha cara! — André tornara a responder à amada.
— Tecnicamente, Holmes nunca falou essa frase! — Adverti.
— Não mesmo, pelo menos não nas obras originais de Sir Arthur Conan Doyle — André reforçou minha colocação.
— Mas eu já o ouvi falar nos filmes — Lívia comentou.
André e eu sorrimos da ingenuidade da Lívia.
— O bordão foi usado pela primeira vez em um seriado de TV e ganhou fama em um dos primeiros filmes sobre o grande detetive — André esclareceu.
— Eu não sabia, não é minha praia. Apenas gostei dos filmes, mas nunca pesquisei nada sobre isso — Lívia justificou.
Lívia é uma garota muito inteligente, ela apenas não tinha conhecimento desse detalhe, o que é muito normal.
— Que papo nerd entediante! Vamos relaxar um pouco! — Larissa propôs.
Todos sorriram.
Observando André e Lívia, percebo o quão certo eles se dão. Parecem felizes, mais felizes do que qualquer outro casal. A diferença neles é que o amor é evidente, fluente, de mão dupla.
Larissa já falou de “amor”, mas eu nunca me senti à vontade de falar o mesmo. Acho que ela deve se ressentir um pouco por falta de uma declaração desse tipo por minha parte; mas o que posso fazer? Falar por falar apenas para agradar aos seus ouvidos e iludir o coração? Não acho que seria justo usar minha boca para desferir tão baixo golpe contra quem só me quer bem.
Eu não tenho dúvidas de que um dia falarei isso de forma livre e espontânea, pois é impossível não amar esta garota tão adorável que tanto se importa comigo.
— Vamos até a sorveteria da esquina? — Larissa deu a ideia.
— Claro! Vamos André? — Lívia concordou e logo fez o convite ao namorado.
Foi unânime! Ninguém recusaria tomar um sorvete num dia tão atacado pelo sol como este.
Caminhamos por alguns metros e chegamos ao nosso destino. Nos colocamos à mesa e aguardamos o atendente.
— Fala, pequeno Charles! — Gritou um funcionário da sorveteria que se aproximava.
— Opa, Felipe! Trabalha aqui? — Perguntei ao reconhecê-lo.
— Tipo isso! — Ele respondeu colocando as mãos no meu ombro.
Apresentei-o a todos. Lívia já o conhecia. André só sabia o nome e Larissa o tinha visto no Luau da minha família, mas não tinham sido apresentados.
— Garotas bonitas, cuidem bem delas, hein, rapazes! — Ele falou.
— Com certeza! — André respondeu por nós.
— Então, quanto aos pedidos?
Fizemos nossas escolhas de sabores e Felipe foi providenciá-los.
— Ele parece legal! — Larissa comentou.
— Sim, já me livrou de umas encrencas — respondi colocando meu braço direito sobre seus ombros. Ela aproveitou e se encostou em mim repousando sua cabeça perto do meu peito.
— Eu nunca tive a oportunidade de falar isso, mas vocês formam um casal tão perfeito! — Lívia nos surpreende com o comentário.
Minha reação foi a de dar um sorrisinho tímido. Larissa agradeceu por nós.
Felipe retornou com os sorvetes e degustamos todos em questão de minutos.
Deliciosos!
Levantei e fui até o balcão pagar a conta.
— Quanto? — Perguntei o valor.
— Já está tudo certo! — Felipe respondeu.
— Como assim? — Indaguei surpreso.
— Mais um presente do seu irmão! Ele conhece bem o clima da cidade e sabe que nessa época do ano as coisas esquentam por aqui, e, como a sorveteria é perto da sua escola, ele previu que você apareceria por aqui e lhe garantiu esse agrado — Felipe explicou.
— Está dizendo que tenho direito à sorvete grátis sempre que quiser?
— Tipo isso, só não lasque seu irmão oferecendo sorvete para a escola toda.
Despedi-me do Felipe, contei o que houve para a galera e saímos do estabelecimento.
— Seu irmão é sinistro! — André comentou.
— Verdade! Bem sinistro! — Lívia concordou.
— O que ele é, afinal? — Larissa indaga.
— Não faço a menor ideia — falei rindo.
— Por que você não aproveita e pede um carro a ele? — André deu a sugestão.
— Não é uma má ideia — respondi.
— Irmão, há uma enorme diferença entre dar sorvetes e dar um carro. Hum! — Larissa disse arrancando sorrisos da Lívia.
Eu também acabei sorrindo.
Chegamos no ponto onde André e Larissa devem tomar um rumo diferente.
— Até amanhã, Charl! — Larissa disse enquanto me abraçava.
— Até! — Abracei-a bem forte.
André estava se despedindo de Lívia.
— Mana, você não vai convidá-lo para o jantar lá em casa hoje? Eu já convidei a Lívia!
— Ah, é verdade! Mamãe faz aniversário hoje e faremos um jantar. Ela quer sua presença e eu também, então, não ouse faltar, viu, mocinho? — Ela disse esfregando o dedo indicador da sua mão direita na ponta do meu nariz.
— Claro que irei! — Confirmei e, em seguida, mordi de leve o seu dedinho.
— Então, tchau e até mais! Tchau, Lívia! — Larissa se despediu de mim e da Lívia.
— Tchau, Larissa! — Lívia correspondeu.
Puxei André e falei baixinho no seu ouvido:
— Vai apresentar Lívia para seus pais? E a Verônica?
— Pensei bastante sobre isso e que se dane a Verônica, cara! — Ele respondeu.
Dei umas tapinhas nas costas dele e apertamos as mãos.
Esse é o meu garoto!
Larissa e André foram para um lado; Lívia e eu, para outro.
— Charles, posso lhe perguntar uma coisa? — Lívia indaga.
— Claro!
— Você ama a Lara?
Fico surpreso com a pergunta.
Lívia nota minha hesitação e recua mudando a pergunta.
— Ainda gosta da Luara, né? Ainda acredita que ela está viva? — Ela insistiu.
— Estou com a Larissa e nada mais importa — respondi.
— Espero que isso seja verdade. — Lívia insinuou. — Tchau, Charles! Até mais tarde, no jantar.
— Tchau!
Chegando em casa, tomei um banho e fui almoçar com a minha amada família. Após o almoço, fui tirar uma soneca de tipo algumas horas.
ALGUMAS HORAS DEPOIS.
A noite caiu e eu já estou na casa da Larissa. Foi um convite feito em cima da hora, mas tive tempo de adquirir um presente.
Estou sentado na sala principal. Cheguei cedo demais! Ainda estão arrumando os últimos detalhes do bufê. Uma equipe foi especialmente contratada para organizar tudo.
Depois de algumas poucas dezenas de minutos, vários carros começaram a parar frente à residência. A rua se tornara um congestionado estacionamento. Familiares e amigos da família Boaventura chegavam aos montes.
— Olá, Charles? — Chamaram-me.
— Olá, Verônica! — Respondi após notá-la.
Não gosto dela, mas não posso negar o quão linda ela está: com um vestido justo brilhante de cor azul forte, saltos altos pretos, cabelo impecável e maquiagem caprichada. Verônica é uma mulher incrível. Seu corpo desenvolvido é uma delícia de olhar, o seu jeito europeu de falar e se portar também é um charme à parte. E o cheiro do perfume, hum! Acho que nem as rosas dos mais belos jardins possuem tão delicada fragrância.
Para a minha sorte, Larissa chegou logo após a irmã.
Com um vestido justo preto com detalhes em bege, saltos pretos, cabelo brilhando no tom negro e maquiagem sutil, porém, bem colocada, principalmente o sangue nos lábios. Eu jamais vira Larissa tão linda quanto hoje.
São duas irmãs incrivelmente lindas.
— Perdeu algo aqui, irmã? — Larissa pergunta à Verônica.
Verônica dar de ombros e se retira.
—Eu já disse para tomar cuidado. Hum! — Larissa me dar uma bronca. — Venha, vamos! — Ela agarra no meu braço e me leva para conhecer a todos.
Por sorte, estou bem trajado para a ocasião. Um blazer branco, calça da mesma cor, blusa interna preta, e um belo sapato social me deixa deliciosamente destacado; um caro relógio no pulso esquerdo (presente do Rodrigo), unhas e cabelos bem feitos e um aroma delicado e sedutor. Estou gato pra caralho!
— Você está uma delicinha, Charl! — Larissa comentou depois que me levantei do sofá!
— Você que está maravilhosamente linda! — Comentei.
— Não olhe para nenhuma de minhas primas, ouviu? — Ela deu o aviso.
Ela me apresentou para muita gente. Suas primas são deliciosas, mas não pude olhar muito.
No meio do pessoal, encontramos André e Lívia. Admito que ambos estão bonitos, principalmente a Lívia. O grande jantar começou e a equipe do bufê trabalhou quente para servir a todos. A comida estava ótima.
Após a refeição, avisei para a Larissa que precisava ir ao banheiro. E me retirei.
Após usar o banheiro, retorno. Mas, assim que avanço por um dos corredores da grande casa, encontro-me com Verônica. Suspeito que ela estava no meu aguardo.
— Olá? — Ela volta a me cumprimentar.
— Olá! — Correspondo.
— Você está lindo! — Ela diz.
— Obrigado! — Agradeço — Você também está linda!
Não consigo evitar e acabo olhando para o seu decote.
— Quer apalpar? — Ela indaga.
— O quê? — Pergunto confuso — Seus seios?
— Sim! — Ela responde.
A tentação é grande, mas resisto. Não posso fazer isso. Larissa ficaria puta da vida comigo.
— Eu também deixo você tocar embaixo! — Ela continua.
Eita meu pau!
Não consigo resistir e começo a levar minhas mãos em direção aos lindos seios da Verônica. No momento em que chego a poucos centímetros de tocar os peitos da irmã da minha namorada, escutou passos; imediatamente desisto da minha ação.
Quando a pessoa, dona dos passos, finalmente aparece, descubro que se trata da Larissa. Verônica, percebendo que a irmã chegara cabisbaixa, investiu contra mim um beijo e quando Larissa levantou a cabeça e bateu o olhar, viu-me beijando a sua irmã.
Ela ficou paralisada e acabou deixando cair as taças de vinho que trazia consigo. Soltando-me das garras da Verônica, corri até ela. Mas, quando cheguei perto, recebi um forte tapa. Após me bater, Larissa virou-me as costas e se retirou apressadamente.