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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 43

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 43: Santo Bob

Quando as aulas acabaram, fui direto para casa.

Será que ela viu? — Fiquei matutando isso na minha cabeça o caminho inteiro.

Cheguei em casa, fui para o meu quarto, joguei a mochila num canto, tirei os sapatos usando apenas os pés, joguei-me na cama e fiquei a pensar.

Se a Fátima tiver visto, será um grande problema caso ela fale para alguém. Larissa poderá ficar sabendo e estarei ainda mais ferrado.

— Ah! Que droga! — Resmunguei para mim mesmo.

Peguei o travesseiro e empurrei contra o meu rosto.

Escuto batidas na porta.

— Quem é? ؅— Grito.

— Sou eu, papai!

— Ah! Entre, a porta está aberta! — Respondi.

Papai entrou, fechou a porta, puxou a única cadeira disponível e sentou-se. Mesmo estranhando a situação, sentei-me na cama para descobrir do que se tratava a visita do Sr. Marcão.

— Oi, filho? — Ele começou.

— Oi!

— Então, precisamos conversar — ele disse colocando suas mãos sobre seus joelhos e relaxando os ombros. Parece que o papo é sério.

— Claro! O que houve, pai? — Indaguei com muita ansiedade e curiosidade.

— O papo é sério, filho! Por isso vim pessoalmente falar com você, é um assunto que um pai tem a obrigação de tratar com o filho.

Deixa de rodeios e fale, homem!

— Ok! Entendi, pode falar.

— Seja sincero com o seu pai, viu? — Ele adverte com um tom de voz bem sério.

Será se estou enrascado? Ele descobriu que vivo importunando a Geórgia? Estou lascado, né? Que merda, cara! Estou lascado!

Meu coração já está acelerado. Estou com uma sensação de perigo.

Vou saltar pela janela e cair em fuga. — Penso na possibilidade.

— Certo, pai — falo já me preparando para correr. Aquela desgraçada me paga!

— Responda-me, filho! Já comeu alguém?

Que porra de pergunta é essa? Não era sobre a Geórgia? Mas que merda de pergunta é essa.

— O quê? — Pergunto sem entender o que estava acontecendo.

Meu pai cai na gargalhada.

Eu também dou uns sorrisinhos meio que sem jeito.

— Relaxa, guri, sua mãe me forçou a conversar com você sobre coisas de homem, entende? — Ele explicou.

— Ah! Entendi!

— Pois bem, só o que tenho a dizer é: use camisinha e não broxe! — Ele disse e começou a rir novamente, depois me deu um tapa no ombro, levantou-se da cadeira e foi em direção à porta.

O Sr. Marcão abriu a porta, olhou para mim e me convocou:

— Vamos, sua mãe já colocou o almoço na mesa!

— Sim, vamos! — Levantei-me da cama e segui os passos do meu pai.

Broxar? Deve ser foda broxar na hora “H”.

Após o delicioso almoço, volto a me refugiar no meu recanto particular. Deito na minha cama e fico curtindo a digestão.

A preguiça começa a tomar conta do meu corpo, deixando cada músculo relaxado e sem força de vontade; até o meu dedo medinho está pesado demais para se mover e é com essa preguiça que planejo curtir a tarde toda.

— Mas que porraaa! — Dou um salto da cama. A preguiça sumiu devido a um grande justo; alguma coisa tentou comer o meu pé.

— Charlito, você viu o Bob? — Geórgia pergunta após abrir a porta do meu quarto e entrar com violência.

 — Bob? — Indago ainda assustado.

— Meu gatinho! — Ela responde

— Gatinho tipo felino, miniatura de tigre, aquelas coisas que só comem e dormem e são altamente egoístas e vaidosas?

— Nossa, que visão horrível você tem sobre esses animais fofos — Geórgia contesta o meu ponto de vista.

— Hum! Alguma coisa tentou comer o meu pé, então, olhe embaixo da cama, o carnívoro com o potencial de um assassino deve estar aí — digo cruzando os braços e olhando para o lado.

— Você é um babaca, Charlito! — Geórgia fala enquanto se abaixa para olhar embaixo da cama.

— Uau! Que empinada de bumbum magnífica — faço a observação.

— Para de olhar para a minha bunda, tarado!

Risos sonoros calientes.

— Que merda de riso foi esse? — Ela continua falando mesmo com sua cabeça socada embaixo da cama.

— Achou o bichano? — Pergunto.

— Venha cá, Bob! Venha para a mamãe!

Miau! — O gato meio que responde.

Sério?

Ela insistiu por alguns minutos em tentar um diálogo amigável com a bola de pelos, mas não deu certo e ele continua tirando vantagem da minha cama utilizando-a como esconderijo.

Estou com preguiça e preciso dormir. Devo fazer com que essa criatura caia fora daqui o mais rápido possível.

— Charlito, ajude-me a tirar o Bob daqui! — Geórgia suplica.

— Claro! Só um instante! — Digo e saio do quarto.

Poucos instantes depois retorno com um balde, dou a volta na cama e coloco-me em posição. Como Geórgia está com sua cabeça embaixo da cama, ela nem imagina quais são as minhas intenções.

Com o balde em mãos, faço um movimento braçal e arremesso 20 litros d’agua por baixo da cama, o tal Bob sai disparado pelo corredor e Geórgia fica com o rosto encharcado.

— Eu vou te matar, garoto! — Ela berra cuspido água.

Ferrou!

Geórgia dá a volta na cama com os punhos cerrados. Ela quer me matar, eu acho.

Dou mais uns sorrisinhos, dessa vez de quem corre risco de morte, mas deseja encarar isso com otimismo.

— Pare com esse sorrisinho ridículo, seu merda! — Ela está bem brava.

Provoco dando mais sorrisinhos.

— Venha cá, caralho! — Geórgia dar a volta na cama puta da vida, mas não consegue me pegar porque fico pulando de um lado para outro.

Mas por um deslize, ela me encurrala na janela.

— Vou te arremessar janela abaixo, cara de “priquito”!

Onde ela aprende esses insultos?

Minhas opções são: pular e morrer ou ser jogado e morrer.

Olho pela janela para medir a altura da queda e acabo vendo o gatinho saindo de casa.

—Ei, Geórgia, calma aí, olha — aponto além da janela. — O Bob está saindo pra rua, oh! Ele é novinho, então irá fugir ou pode até ser atro…

Geórgia sai disparada do quarto atrás do Santo Bob!

— …pelado. — Termino minha frase mesmo sem ela aqui para ouvir.

Pulo na porta e tranco-a à chave. Trato de enxugar o quarto, ou ao menos de tirar o excesso de água. O resto seca sozinho. Deito-me na cama, fico sonolento e durmo.

Após umas horas de sono, desperto!

Olho no relógio e vejo que são 17h:37min.

— Dormi bastante! — Digo a mim mesmo.

Espreguiço todo o corpo, levanto-me e vou até a janela. Papai já está saindo para o trabalho, mamãe está lhe entregando o jantar e o lanche da noite, tudo bem embalado.

O pai é um homem de sorte por ter a Sófia como esposa, a mãe é a melhor! Quando ergo os olhos para mais adiante do terreno da casa, percebo uma figura se aproximando.

— Verônica?! — Exclamo surpreso.

Após notar que é a Verônica, abaixo-me e fico espiando pela janela. Ela chega até minha mãe e fala algo com ela, mas eu não escuto nada daqui. De repente, mamãe aponta para a janela do meu quarto, por reflexo, jogo-me para trás.

— Por que a mãe apontou para cá? Não acredito que ela deu a liberdade para a Verônica vir até aqui.

Não demora muito e eu escuto passadas pelo corredor.

É ela?

Batem na minha porta.

— Charles?

É ela!

Abro a porta e me deparo com uma linda garota em um justo vestido azul de mangas compridas, sapatilhas, uma pequena bolsa de lado e com um lindo sorriso no rosto.

— Posso entrar?

— Claro! — Falo de um jeito abobalhado.

Ela entra.

— Pode se sentar naquela cadeira — falei apontando para o móvel de repousar a bunda juntamente com as costas.

— Obrigada!

Sento-me na cama e pergunto surpreso:

— Então, o que a traz aqui?

— Vim para pedir desculpas! — Ela respondeu com a voz mais meiga que já ouvi.

Desculpas? Sem chances! Tu és um mostro, menina! Jamais pediria desculpas.

— Sério? — Indago cético.

— Sim! Eu também queria me desculpar com a Larissa, mas não consigo entrar em contato com ela.

Nem eu!

Ficamos em silêncio por um instante.

— Ouvi bastante coisa nesses últimos dias e percebi o quanto estava sendo injusta com meus irmãos. Então, não se preocupe, vou esclarecer tudo para ela e vocês poderão ser felizes juntos novamente — ela fala.

— Obrigado! — Agradeço.

— Mas tem um problema.

— Um problema? Qual? — Pergunto.

— Talvez ela não volte inteira — ela fala colocando suas mãos sobre os joelhos.

— Como assim? — Exijo uma explicação.

— A virgindade dela pode acabar ficando por lá.

Minha respiração para e fico sem ar ao ouvir essas palavras.

Abaixo a cabeça. Eu já tinha pensado nessa possibilidade, mas ao ouvir a própria irmã falar isso, significa que é uma possibilidade real.

— Desculpe por isso também! — Ela se desculpa mais uma vez, mas eu continuo com minha cabeça abaixada.

Estando ali tristonho cabisbaixo, pude, sem querer, olhar fixamente para as coxas da Verônica, que, por sinal, são lindas.

— Era isso o que eu tinha para falar, agora já vou indo — ela fala e se levanta.

Eu quase que não escutei nada da sua última fala, pois estou concentrado em uma observação bem delicada.

Começo olhando os seus pés pequenos nessas sapatilhas de bico redondo, subo a visão por suas pernas depiladas até chegar nos seus belos joelhos. Vou passeando pelo início de suas coxas brancas gostosas até encontrar a borda do vestido azul, continuo a expedição e encontro-me com a região da sua bucetinha que deve ser daquelas rosadinhas, contemplo sua majestosa cintura e chego no belo par de seios: médios e firmes; ergo um pouco mais a cabeça e sou hipnotizado pelos lábios poderosos dessa mulher, quando levanto um pouco mais a visão, me deparo com seus olhos me olhando de volta.

Verônica abre um sorrisinho discreto e caliente. Faz questão de lançar seu olhar direto no fundo dos meus olhos. Fico sem saber o que fazer e sem poder mandar meus olhos pararem de encará-la.

— Por acaso, está querendo me comer, Charles? — Ela indaga.

— O quê? Eu não! — Tento disfarçar.

— Se tem uma coisa que eu sei muito bem é quando um homem quer me comer! — Verônica fala soltando sua bolsa e deixando-a cair no chão.

Ela se levanta.

Fico boquiaberto olhando-a. É linda e muito gostosa. Não sei quanto tempo fiquei desta forma, contemplando-a feito um abestado ou um demente.

Quando resolvi ficar em pé, acabei ficando cara a cara com ela. E uma coragem maluca partiu do meu saco escrotal, passando pelo meu estômago e saindo pela minha boca:

— Tens razão, eu quero comê-la!

Verônica apenas deu um sorrisinho. Dessa vez não era bem um caliente, mas um de vitória. Ou, vai ver, é apenas coisa da minha cabeça.

A gostosa olhou discretamente para trás, por cima do ombro. Quando voltou a olhar para mim, disse:

— Tranque a porta!

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