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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 43

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 43: Santo Bob

Quando as aulas acabaram, fui direto para casa.

Será que ela viu? — Fiquei matutando isso na minha cabeça o caminho inteiro.

Cheguei em casa, fui para o meu quarto, joguei a mochila num canto, tirei os sapatos usando apenas os pés, joguei-me na cama e fiquei a pensar.

Se a Fátima tiver visto, será um grande problema caso ela fale para alguém. Larissa poderá ficar sabendo e estarei ainda mais ferrado.

— Ah! Que droga! — Resmunguei para mim mesmo.

Peguei o travesseiro e empurrei contra o meu rosto.

Escuto batidas na porta.

— Quem é? ؅— Grito.

— Sou eu, papai!

— Ah! Entre, a porta está aberta! — Respondi.

Papai entrou, fechou a porta, puxou a única cadeira disponível e sentou-se. Mesmo estranhando a situação, sentei-me na cama para descobrir do que se tratava a visita do Sr. Marcão.

— Oi, filho? — Ele começou.

— Oi!

— Então, precisamos conversar — ele disse colocando suas mãos sobre seus joelhos e relaxando os ombros. Parece que o papo é sério.

— Claro! O que houve, pai? — Indaguei com muita ansiedade e curiosidade.

— O papo é sério, filho! Por isso vim pessoalmente falar com você, é um assunto que um pai tem a obrigação de tratar com o filho.

Deixa de rodeios e fale, homem!

— Ok! Entendi, pode falar.

— Seja sincero com o seu pai, viu? — Ele adverte com um tom de voz bem sério.

Será se estou enrascado? Ele descobriu que vivo importunando a Geórgia? Estou lascado, né? Que merda, cara! Estou lascado!

Meu coração já está acelerado. Estou com uma sensação de perigo.

Vou saltar pela janela e cair em fuga. — Penso na possibilidade.

— Certo, pai — falo já me preparando para correr. Aquela desgraçada me paga!

— Responda-me, filho! Já comeu alguém?

Que porra de pergunta é essa? Não era sobre a Geórgia? Mas que merda de pergunta é essa.

— O quê? — Pergunto sem entender o que estava acontecendo.

Meu pai cai na gargalhada.

Eu também dou uns sorrisinhos meio que sem jeito.

— Relaxa, guri, sua mãe me forçou a conversar com você sobre coisas de homem, entende? — Ele explicou.

— Ah! Entendi!

— Pois bem, só o que tenho a dizer é: use camisinha e não broxe! — Ele disse e começou a rir novamente, depois me deu um tapa no ombro, levantou-se da cadeira e foi em direção à porta.

O Sr. Marcão abriu a porta, olhou para mim e me convocou:

— Vamos, sua mãe já colocou o almoço na mesa!

— Sim, vamos! — Levantei-me da cama e segui os passos do meu pai.

Broxar? Deve ser foda broxar na hora “H”.

Após o delicioso almoço, volto a me refugiar no meu recanto particular. Deito na minha cama e fico curtindo a digestão.

A preguiça começa a tomar conta do meu corpo, deixando cada músculo relaxado e sem força de vontade; até o meu dedo medinho está pesado demais para se mover e é com essa preguiça que planejo curtir a tarde toda.

— Mas que porraaa! — Dou um salto da cama. A preguiça sumiu devido a um grande justo; alguma coisa tentou comer o meu pé.

— Charlito, você viu o Bob? — Geórgia pergunta após abrir a porta do meu quarto e entrar com violência.

 — Bob? — Indago ainda assustado.

— Meu gatinho! — Ela responde

— Gatinho tipo felino, miniatura de tigre, aquelas coisas que só comem e dormem e são altamente egoístas e vaidosas?

— Nossa, que visão horrível você tem sobre esses animais fofos — Geórgia contesta o meu ponto de vista.

— Hum! Alguma coisa tentou comer o meu pé, então, olhe embaixo da cama, o carnívoro com o potencial de um assassino deve estar aí — digo cruzando os braços e olhando para o lado.

— Você é um babaca, Charlito! — Geórgia fala enquanto se abaixa para olhar embaixo da cama.

— Uau! Que empinada de bumbum magnífica — faço a observação.

— Para de olhar para a minha bunda, tarado!

Risos sonoros calientes.

— Que merda de riso foi esse? — Ela continua falando mesmo com sua cabeça socada embaixo da cama.

— Achou o bichano? — Pergunto.

— Venha cá, Bob! Venha para a mamãe!

Miau! — O gato meio que responde.

Sério?

Ela insistiu por alguns minutos em tentar um diálogo amigável com a bola de pelos, mas não deu certo e ele continua tirando vantagem da minha cama utilizando-a como esconderijo.

Estou com preguiça e preciso dormir. Devo fazer com que essa criatura caia fora daqui o mais rápido possível.

— Charlito, ajude-me a tirar o Bob daqui! — Geórgia suplica.

— Claro! Só um instante! — Digo e saio do quarto.

Poucos instantes depois retorno com um balde, dou a volta na cama e coloco-me em posição. Como Geórgia está com sua cabeça embaixo da cama, ela nem imagina quais são as minhas intenções.

Com o balde em mãos, faço um movimento braçal e arremesso 20 litros d’agua por baixo da cama, o tal Bob sai disparado pelo corredor e Geórgia fica com o rosto encharcado.

— Eu vou te matar, garoto! — Ela berra cuspido água.

Ferrou!

Geórgia dá a volta na cama com os punhos cerrados. Ela quer me matar, eu acho.

Dou mais uns sorrisinhos, dessa vez de quem corre risco de morte, mas deseja encarar isso com otimismo.

— Pare com esse sorrisinho ridículo, seu merda! — Ela está bem brava.

Provoco dando mais sorrisinhos.

— Venha cá, caralho! — Geórgia dar a volta na cama puta da vida, mas não consegue me pegar porque fico pulando de um lado para outro.

Mas por um deslize, ela me encurrala na janela.

— Vou te arremessar janela abaixo, cara de “priquito”!

Onde ela aprende esses insultos?

Minhas opções são: pular e morrer ou ser jogado e morrer.

Olho pela janela para medir a altura da queda e acabo vendo o gatinho saindo de casa.

—Ei, Geórgia, calma aí, olha — aponto além da janela. — O Bob está saindo pra rua, oh! Ele é novinho, então irá fugir ou pode até ser atro…

Geórgia sai disparada do quarto atrás do Santo Bob!

— …pelado. — Termino minha frase mesmo sem ela aqui para ouvir.

Pulo na porta e tranco-a à chave. Trato de enxugar o quarto, ou ao menos de tirar o excesso de água. O resto seca sozinho. Deito-me na cama, fico sonolento e durmo.

Após umas horas de sono, desperto!

Olho no relógio e vejo que são 17h:37min.

— Dormi bastante! — Digo a mim mesmo.

Espreguiço todo o corpo, levanto-me e vou até a janela. Papai já está saindo para o trabalho, mamãe está lhe entregando o jantar e o lanche da noite, tudo bem embalado.

O pai é um homem de sorte por ter a Sófia como esposa, a mãe é a melhor! Quando ergo os olhos para mais adiante do terreno da casa, percebo uma figura se aproximando.

— Verônica?! — Exclamo surpreso.

Após notar que é a Verônica, abaixo-me e fico espiando pela janela. Ela chega até minha mãe e fala algo com ela, mas eu não escuto nada daqui. De repente, mamãe aponta para a janela do meu quarto, por reflexo, jogo-me para trás.

— Por que a mãe apontou para cá? Não acredito que ela deu a liberdade para a Verônica vir até aqui.

Não demora muito e eu escuto passadas pelo corredor.

É ela?

Batem na minha porta.

— Charles?

É ela!

Abro a porta e me deparo com uma linda garota em um justo vestido azul de mangas compridas, sapatilhas, uma pequena bolsa de lado e com um lindo sorriso no rosto.

— Posso entrar?

— Claro! — Falo de um jeito abobalhado.

Ela entra.

— Pode se sentar naquela cadeira — falei apontando para o móvel de repousar a bunda juntamente com as costas.

— Obrigada!

Sento-me na cama e pergunto surpreso:

— Então, o que a traz aqui?

— Vim para pedir desculpas! — Ela respondeu com a voz mais meiga que já ouvi.

Desculpas? Sem chances! Tu és um mostro, menina! Jamais pediria desculpas.

— Sério? — Indago cético.

— Sim! Eu também queria me desculpar com a Larissa, mas não consigo entrar em contato com ela.

Nem eu!

Ficamos em silêncio por um instante.

— Ouvi bastante coisa nesses últimos dias e percebi o quanto estava sendo injusta com meus irmãos. Então, não se preocupe, vou esclarecer tudo para ela e vocês poderão ser felizes juntos novamente — ela fala.

— Obrigado! — Agradeço.

— Mas tem um problema.

— Um problema? Qual? — Pergunto.

— Talvez ela não volte inteira — ela fala colocando suas mãos sobre os joelhos.

— Como assim? — Exijo uma explicação.

— A virgindade dela pode acabar ficando por lá.

Minha respiração para e fico sem ar ao ouvir essas palavras.

Abaixo a cabeça. Eu já tinha pensado nessa possibilidade, mas ao ouvir a própria irmã falar isso, significa que é uma possibilidade real.

— Desculpe por isso também! — Ela se desculpa mais uma vez, mas eu continuo com minha cabeça abaixada.

Estando ali tristonho cabisbaixo, pude, sem querer, olhar fixamente para as coxas da Verônica, que, por sinal, são lindas.

— Era isso o que eu tinha para falar, agora já vou indo — ela fala e se levanta.

Eu quase que não escutei nada da sua última fala, pois estou concentrado em uma observação bem delicada.

Começo olhando os seus pés pequenos nessas sapatilhas de bico redondo, subo a visão por suas pernas depiladas até chegar nos seus belos joelhos. Vou passeando pelo início de suas coxas brancas gostosas até encontrar a borda do vestido azul, continuo a expedição e encontro-me com a região da sua bucetinha que deve ser daquelas rosadinhas, contemplo sua majestosa cintura e chego no belo par de seios: médios e firmes; ergo um pouco mais a cabeça e sou hipnotizado pelos lábios poderosos dessa mulher, quando levanto um pouco mais a visão, me deparo com seus olhos me olhando de volta.

Verônica abre um sorrisinho discreto e caliente. Faz questão de lançar seu olhar direto no fundo dos meus olhos. Fico sem saber o que fazer e sem poder mandar meus olhos pararem de encará-la.

— Por acaso, está querendo me comer, Charles? — Ela indaga.

— O quê? Eu não! — Tento disfarçar.

— Se tem uma coisa que eu sei muito bem é quando um homem quer me comer! — Verônica fala soltando sua bolsa e deixando-a cair no chão.

Ela se levanta.

Fico boquiaberto olhando-a. É linda e muito gostosa. Não sei quanto tempo fiquei desta forma, contemplando-a feito um abestado ou um demente.

Quando resolvi ficar em pé, acabei ficando cara a cara com ela. E uma coragem maluca partiu do meu saco escrotal, passando pelo meu estômago e saindo pela minha boca:

— Tens razão, eu quero comê-la!

Verônica apenas deu um sorrisinho. Dessa vez não era bem um caliente, mas um de vitória. Ou, vai ver, é apenas coisa da minha cabeça.

A gostosa olhou discretamente para trás, por cima do ombro. Quando voltou a olhar para mim, disse:

— Tranque a porta!

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FAG – Capítulo 42

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 42: Quase lá!

O que Larissa estará fazendo nesse momento? Beijando outro?

A incerteza me consome por dentro, e o pior de tudo é que não consigo entrar em contato com ela.

Mas se ela estiver com outro, é problema meu? Devo me sentir mal com isso? Acho que sim. Não sei bem.

É certo que eu decidi ficar com a Larissa porque ela é muito linda e foi a primeira que me quis. No entanto, acho que o que sinto por ela amadureceu durante o tempo em que ficamos juntos. Sinto sua falta.

Sinto ciúmes!

Mas não me resta mais nada a não ser aguardar o retorno dela, ou ao menos uma ligação. Até uma mensagem serve.

Estou na janela do meu quarto lamentando a minha condição enquanto olho para o céu pouco estrelado. Já é tarde e a rua está completamente sem movimento. A cidade toda dorme. De repente, surge um leve ruído que rasga o silêncio do bairro. Vejo o clarão dos faróis de algum veículo se aproximar.

O carro para na frente de casa e é minha prima quem desce dele. Assim que desceu, logo me notou observando-a.

Ela entrou em casa e o carro foi embora. Não demorou muito para eu ouvir batidas na porta do meu quarto.

— Já estou deitado — resmungo.

— Abra a porta. — Ela insiste.

— Vá dormir, menina!

Geórgia insistiu com as batidas em um ritmo irritante.

— Não vou abrir.

— Tenho algo para te mostrar — ela fala tentando me ganhar pela curiosidade.

— Não quero.

— Abra!

— Já disse que não, oras!

— É vermelha e de renda. Deixo até você tocar nela.

Que merda!

Levanto-me e abro a porta.

Geórgia entra violentamente, tranca a porta e se senta na minha cama. Mantenho distância.

— O que foi, pequeno Charlito? Por que está tão longe? Você não vive me desejando? Venha, aproxime-se — ela me seduz cruzando as pernas e fazendo com que o justo vestido roxo suba, revelando as partes mais íntimas de suas coxas.

Isso não está normal, tem algo suspeito aqui.

— Está bêbada? — Desconfio.

— Bêbada? Não. Nada disso. Só estou curiosa — ela responde.

— Curiosa com o quê?

— Você sabe chupar uma buceta, Charlito?

Ok! Pausa!

Fico parado olhando-a desconfiado. Deve ser uma pegadinha, só pode.

— Por que isso agora? — Pergunto.

— É o meu último ano por aqui, só quero aproveitar antes de seguir para a vida adulta. Então, apenas responda, sabe chupar?

— Sei — respondo timidamente.

— Maravilha! — Ela exclama.

Ela está bêbada! Ela diz que não, mas o ar está começando a ter um cheiro forte de álcool.

Fico paralisado assistindo minha prima enfiar as duas mãos por baixo do vestido e puxar sua calcinha vermelha de renda. Ela escorrega a peça íntima pelas lindas coxas e pernas até finalmente retirá-la e rodá-la no ar como um caubói gira seu laço.

Puta que pariu!

Ok! Está realmente bêbada.

— Vai continuar parado aí feito um bobo? — Ela provoca.

— Posso comer você? — Resolvi brincar com a situação vulnerável dela.

— Me comer? Vai depender do resultado da sua chupada.

— Isso é injusto! — Digo.

— Não achará injusto quando pôr a boca em mim. É bem carnudinha.

Puta que pariu!

Pau ficou duro feito pedra.

Geórgia deitou-se na cama, respirei fundo e fui até ela.

Cheguei perto, olhei a linda, tesuda e lisa bucetinha dela e a desejei como nunca. Acho difícil alguém aguentar um minuto introduzindo e retirando o pênis dessa vagina em movimentos harmônicos e intensos sem gozar.

— Você é demais, Geórgia! — Fiz o comentário.

Ela não respondeu nada.

— Geórgia? — Notei que ela estava silenciosa demais.

Olhei para o seu rosto e vi que ela estava sonolenta

Minha chance de comê-la — pensei.

Coloquei o cobertor sobre ela e me sentei na minha cadeira perto da escrivaninha. Não posso abusar de uma bêbada dorminhoca. Que merda! Apoiei minha cabeça na escrivaninha e cai no sono.

— Ei, garoto! Acorda! — Geórgia me desperta com tapas na cabeça.

— Que porra é essa? — Desperto.

— O que estou fazendo no seu quarto, na sua cama e sem calcinha?

—Eu sei lá, você quem veio para cá — respondi bocejando e esfregando meu cabelo.

— Por que diabos acordei cheio de tesão e molhada? — Ela continuou.

— Eu sei lá!

— Você não abusou de mim, né? — Ela perguntou desconfiada.

— Você pediu para eu chupar você, mas caiu no sono antes que eu começasse. Não fiz nada! — Respondi me levantando.

— Hum!

— Buceta linda! — Falei.

— O quê? Você viu?

— Pensei até em fodê-la!

Ela desfere um tapa bem forte no meu rosto. Depois se vira e caminha em direção à porta.

— Obrigado por não ter se aproveitado de mim. Tome aqui, fique como lembrança — ela falou, me jogou sua calcinha e saiu.

Depois que a porta bateu, olhei para a calcinha em mãos, levei-a até o nariz e tratei de inspirar bem forte.

Cheirinho de buceta! Massa!

Quando cheguei na escola, fui logo a procura do André.

— Alguma notícia dela? — Indago.

— A mãe falou com a tia ontem, ela está bem, mas não quer falar com mais ninguém.

— Entendo!

— Relaxa, cara! Semana que vem ela estará de volta, aí você terá a chance de se explicar.

As aulas começam e vão se sucedendo uma após a outra até chegar o intervalo. André e Lívia, como o novo costume, saem juntos para o pátio; como não tenho motivos para sair, ficarei por aqui.

Amanda entra na sala e caminha na minha direção.

Era só o que me faltava.

— Olá? — Ela me cumprimenta.

— Olá! — Respondo por educação.

Ela se senta na carteira do André e fica de frente para mim.

— O que foi? — Indago.

— Percebi que Larissa não tem aparecido ultimamente, estão brigados?

— Não!

— Sei.

— Mesmo assim, o que você tem a ver com isso? — Sou grosseiro.

— Nada, relaxa, lindo!

— Hum!

— Você é virgem, não é? — Ela pergunta sussurrando.

— Por que acha isso?

— Já faz um tempo que estou facilitando e você não aproveita. Até entendo que tem namorada, mas cá entre nós, você tem medo, não é? Não sabe como fazer, não é? — Ela provoca.

Na verdade, até que ela não está errada.

— Hum! — Olho para o lado.

— É fácil, eu te ensino! — Ela fala passando a mão na minha coxa esquerda.

— Não quero!

— Ah, quer sim, olha só, está até durinho. — Ela está tocando no monte que se revela sob minha calça.

Coloco minha mão sobre a dela com a intenção de contê-la, mas ela aperta bem gostoso e eu sinto um arrepio nas pernas.

— Deixe-me ver se um Galdino é mesmo tão gostoso quanto me disseram.

— O quê?

— Sua prima Geórgia; frequentamos as mesmas festas e já somos amigas há algum tempo, uma vez ela me revelou um lance que tinha com o seu irmão. Fiquei com muito tesão, mas seu irmão já não está mais disponível, porém, ela comentou sobre o Galdino mais novo que vive surpreendendo-a.

Que bizarro.

— Deixe-me ficar com sua virgindade, Charles! — Ela fala.

— Tire as mãos de mim, está difícil me controlar — advirto.

— O que acontece se perder o controle?

— Eu ainda não sei, mas é algo perigoso para você.

— Ui! — Ela exclama sorrindo e tira a sua mão de mim.

Amanda se levanta e fica do meu lado, meu olhar fica em sua barriga. Ela coloca suas mãos na minha cabeça e empurra um pouco para baixo, meu nariz toca o botão de sua saia.

— Está sentindo? — Ela pergunta.

— Sentido o quê?

— O cheirinho do mel que escorre nesse momento de dentro de mim deixando-me prontinha.

Puta que pariu!

Olho para o lado e outro e só vejo uns carinhas lá do outro lado da sala concentrados em um joguinho de tabuleiro.

Levanto a cabeça e olho para o rosto da Amanda.

— Eu avisei! — Digo

Coloco minhas mãos por debaixo de sua saia até chegar na calcinha que está encharcada, me esquivo dela e introduzo meu dedo indicador na bucetinha da Amanda, foi uma socada bem firme, de baixo para cima. Imediatamente ela puxa meus cabelos e dá um leve suspiro.

Após chegar bem fundo em sua vagina, retiro o dedo antes que alguém pudesse notar a putaria que estava rolando.

— Uau! — Ela exclama.

— Não me provoque! — Volto a adverti-la.

O sinal toca anunciando o fim do intervalo. Amanda se curva até ficar frente a frente com o meu rosto, sem anúncio, ela me dá um selinho e se retira em seguida.

Quando passo o olhar para verificar se alguém tinha visto o beijinho que a Amanda me deu, percebo a Fátima olhando firme na minha direção.

Ela viu?

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FAG – Capítulo 41

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 41: Pensamentos Negativos

— O que aconteceu? Por que Larissa saiu daqui chorando? Você não bateu nela, né? Se tiver batido nela… — André chega já um pouco alterado.

— Calma! Eu não toquei nela — o interrompo.

— Hum! Por que ela saiu daqui chorando?

Ele parece querer me dar um soco. Se vier para cima, vou dar nele!

— Verônica.

André não precisou de mais do que isso para entender o que havia ocorrido.

— Eu deveria ter vindo junto contigo — ele parece se lamentar. — Não entendo a Verônica, não entendo mesmo.

— Ela me roubou um beijo. Voou para cima de mim e me beijou. A Larissa acabou vendo, mas não acho que ela acredita que tenha sido um beijo contra a minha vontade.

Ele ouviu em silêncio.

— Acho melhor eu ir embora — falo.

— Larissa não vai querer ver sua cara hoje — André comenta com sua tradicional sinceridade. — Também acho melhor você ir. Chamarei meu primo para te deixar em casa.

O namorado da Lívia me acompanhou até o portão. Foi cortês ao se despedir e ainda me desejou sorte.

— Cara, você é um baita sortudo — o primo do André quebra o silêncio que pairava dentro do carro.

— Por quê?

— A Larissa — ele explica — qualquer um que a namore pode se considerar um sortudo. Aliás, me chamo Bruno!

— Sou o Charles!

— Charles? Nome bacana, mas, diga-me, como conseguiu a façanha de namorar com ela?

Realmente não estou interessado na conversa. Minha cabeça está borbulhando e meu peito apertado, não sei se de raiva ou de pânico.

Após dar uma leve olhada para o lado, pude ver que o meu motorista tem uns vinte e tantos anos. Reconheci ele do jantar, conversava com todos como um legítimo membro da família. Então, acredito que saiba algo sobre a rixa das primas.

— Larissa e Verônica não se dão bem — comento — sabe qual o motivo?

Ele deu um sorrisinho como quem já esperava por tal pergunta.

— Você percebeu a guerra entre a duas, foi rápido!

— Infelizmente.

— Entendo. Você já percebeu que a origem do conflito é a Verônica?

— Sim, percebi. Por que ela odeia a irmã?

—Ela não odeia a irmã. É pior, ela a inveja.

— Qual o motivo? — Perguntei.

— Larissa é inteligente, querida pelos pais e amigos e é incrivelmente linda — ele responde.

— Mas a Verônica também é inteligente, faz curso superior na Espanha, é amada pelos pais e também é uma garota muito linda — explanei com toda a ingenuidade.

Bruno sorriu.

— É verdade, mas Verônica não ver assim. Ela tem uma inveja cega, meio que sem sentido, mas que já causou muito sofrimento para a pequena Lala.

Pequena Lala? Que intimidade é essa, rapaz? Quer levar porrada?

— É, já ouvi falar de alguns desses ataques. Ela já até tomou um namorado da irmã — comento.

— Já que você foi embora meio que pelas portas dos fundos, presumo que Verônica também tentou tomar você dela — ele fez a observação e acertou em cheio.

— Isso aconteceu. — Respondo voltando o olhar para a janela do carro.

— Ela te seduziu ou roubou-lhe um beijo?

— Os dois! — Digo envergonhado.

— Não sinta vergonha. Não é fácil resistir a uma bela mulher como Verônica. Ainda mais você.

— Como assim “ainda mais você”? — Pergunto, pois me senti ofendido.

— Calma, só estou me referindo a sua idade. 16?

— 17.

— Mesma idade que a Lala.

— Quem completa primeiro: você ou ela?

— Ela.

— Você realmente é incrível por ter conseguido tê-la como namorada. Tenho 19 e confesso que já tentei conquistá-la uma vez.

— 19? E eu achava que teria uns vinte e pouco.

Espera aí, já tentou conquistar minha Larissa?

— Claro que foi bem antes dela namorar com você — ele completa sua fala.

Hum!

Depois de alguns minutos e muito papo, chegamos no destino final.

— É isso ai! Até mais, Charles! — Bruno se despede enquanto saio do carro.

— Obrigado! Até mais!

—Charles? Chegou mais cedo do que eu esperava — sou recebido por Geórgia sentada na varanda de casa.

— Pois é! — Respondo.

Escuto a porta do carro bater.

— Ei, Charles? Quem é ela? Apresenta-me, pow! — Bruno fala ao pé do meu ouvido.

Você não já estava indo embora, ó infeliz?

— Geórgia, esse é… — Começo as apresentações.

—Bruno, prazer! — Ele toma à frente.

— Geórgia! — Ela responde.

— Ok! Estou entrando — digo, mas nenhum dos dois me deu atenção.

Subo as escadas do primeiro para o segundo piso, passo pelo corredor e chego no meu quarto. Tiro meus sapatos e me jogo na cama afundando a cara no travesseiro.

Acordo no dia seguinte atordoado. Rezo para que tudo tenha sido um pesadelo, mas, ao ver a roupa que estou vestindo, aceito a realidade.

Fico pelado e vou para o banheiro. No meio do caminho, percebo que não trouxe a toalha, então viro-me para retornar ao meu quarto.

— Uau! Bumbum lindo, hein! — Uma voz atrás de mim faz o ousado comentário.

Viro-me rapidamente.

— Uau! Que coisa mais linda você tem aí no meio das pernas — mais um comentário ousado é feito.

Trato logo de colocar minhas mãos para cobrir meu instrumento. 

— Está fazendo o que aqui, Bruna? — Indago.

— Geórgia me convidou — ela respondeu.

— Como assim? Ela não odiava você?

— Pois é, mas estamos em paz agora e reatamos.

De repente, mais uma figura sai do quarto da Geórgia.

— Iaê, Charles!

— Bruno? — Espanto-me.

Mas que porra está acontecendo aqui?

Foda-se!

Dou um breve olá e sigo para meu quarto. Pego a minha toalha, quando volto para o banheiro, não vejo mais ninguém no caminho.

Depois de todo o procedimento matinal, sigo para a escola.

Ao chegar nas proximidades da escola, não encontro Larissa no nosso local de sempre. Mas, lá do outro lado, na multidão, vejo André e Lívia.

Já na sala de aula.

— Cadê ela? — Pergunto por Larissa.

— Viajou para a casa da Tia! — André responde.

— Casa da tia?

— Sim. Na nossa antiga cidade.

— Mas por quê? — Indago.

—Oras porquê?! Ela está puta com você. Achou melhor não correr o risco de ver sua cara, e também quis se afastar da Verônica.

— Entendo!

— Falando em Verônica, mamãe não suportou o que ela fez ontem e lhe deu uma mega bronca. Na verdade, muitos dos familiares repreenderam-na por sempre atentar contra a felicidade da irmã.

Fico relaxado com a esperança de Verônica explicar para Larissa o que realmente se sucedeu. Mas meu estado relaxado não dura muito, pois André me deixa bastante preocupado com sua fala seguinte.

— Vou te falar porque somos amigos, mas acho que ela vai se encontrar com o Sebastian por lá. Ele é um antigo namorado dela. Tente falar com ela antes que alguma coisa aconteça, se é que me entende.

Abaixo a cabeça sobre a carteira e fico em silêncio até o fim das aulas.

Chego em casa e vou direto para o meu quarto. Faço várias tentativas de ligações e mensagens, mas nada dar certo. Ligo para o André e pergunto se ele consegue ligar para a irmã, ele disse que não porque ela, com uma raiva do caralho, quebrou o celular na noite de ontem.

Então como diabos vou falar com ela, infeliz?

Sem ter como me comunicar para tentar remediar a situação, só me resta ficar aqui, agarrado com meu travesseiro e viajando em meus pensamentos negativos.

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FAG – Capítulo 40

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 40: Goze antes!

 

No intervalo das aulas, Larissa e eu nos refugiamos na biblioteca. Durante o nosso pega-pega, ela enfiou as mãos nas minhas calças e colocou o meu pau para fora. Não a impedi, afinal, não dispenso uma punheta.

Ela tocou uma punheta tão bem tocada que eu suspeitaria que ela tinha um pau caso eu já não a tivesse visto nua. Fiquei, literalmente, nas mãos dela. O corinho da minha pica ia e voltava em um ritmo muito delicioso.

A garota é tão boa nisso que talvez seja até melhor do que eu. Eu diria que ela é a reencarnação da deusa da masturbação, irmã do deus erótico e prima do deus cu de galinha.

Após o ato de sacanagem, retornamos para a sala de aula com uma prova de História a nossa espera. Com a mente leve, espírito restaurado e corpo relaxado, a prova foi algo muito simples de se fazer.

Vai fazer alguma prova? Se sim, goze antes!

Após a prova, nos reunimos na saída.

— Como foi a prova? — Larissa perguntou.

— Elementar! — Respondi com a confiança de ter sido perfeito na avaliação.

— Elementar? — Lívia indagou.

— Elementar é quando algo é simples ou fácil — André se dispôs a explicar.

— “Elementar, meu caro Watson!” — Larissa exclamou.

— Sherlock Holmes? — Lívia tornou a indagar.

— Sim, minha cara! — André tornara a responder à amada.

— Tecnicamente, Holmes nunca falou essa frase! — Adverti.

— Não mesmo, pelo menos não nas obras originais de Sir Arthur Conan Doyle — André reforçou minha colocação.

— Mas eu já o ouvi falar nos filmes — Lívia comentou.

André e eu sorrimos da ingenuidade da Lívia.

— O bordão foi usado pela primeira vez em um seriado de TV e ganhou fama em um dos primeiros filmes sobre o grande detetive — André esclareceu.

— Eu não sabia, não é minha praia. Apenas gostei dos filmes, mas nunca pesquisei nada sobre isso — Lívia justificou.

Lívia é uma garota muito inteligente, ela apenas não tinha conhecimento desse detalhe, o que é muito normal.

— Que papo nerd entediante! Vamos relaxar um pouco! — Larissa propôs.

Todos sorriram.

Observando André e Lívia, percebo o quão certo eles se dão. Parecem felizes, mais felizes do que qualquer outro casal. A diferença neles é que o amor é evidente, fluente, de mão dupla.

Larissa já falou de “amor”, mas eu nunca me senti à vontade de falar o mesmo. Acho que ela deve se ressentir um pouco por falta de uma declaração desse tipo por minha parte; mas o que posso fazer? Falar por falar apenas para agradar aos seus ouvidos e iludir o coração? Não acho que seria justo usar minha boca para desferir tão baixo golpe contra quem só me quer bem.

Eu não tenho dúvidas de que um dia falarei isso de forma livre e espontânea, pois é impossível não amar esta garota tão adorável que tanto se importa comigo.

— Vamos até a sorveteria da esquina? — Larissa deu a ideia.

— Claro! Vamos André? — Lívia concordou e logo fez o convite ao namorado.

Foi unânime! Ninguém recusaria tomar um sorvete num dia tão atacado pelo sol como este.

Caminhamos por alguns metros e chegamos ao nosso destino. Nos colocamos à mesa e aguardamos o atendente.

— Fala, pequeno Charles! — Gritou um funcionário da sorveteria que se aproximava.

— Opa, Felipe! Trabalha aqui? — Perguntei ao reconhecê-lo.

— Tipo isso! — Ele respondeu colocando as mãos no meu ombro.

Apresentei-o a todos. Lívia já o conhecia. André só sabia o nome e Larissa o tinha visto no Luau da minha família, mas não tinham sido apresentados.

— Garotas bonitas, cuidem bem delas, hein, rapazes! — Ele falou.

— Com certeza! — André respondeu por nós.

— Então, quanto aos pedidos?

Fizemos nossas escolhas de sabores e Felipe foi providenciá-los.

— Ele parece legal! — Larissa comentou.

— Sim, já me livrou de umas encrencas — respondi colocando meu braço direito sobre seus ombros. Ela aproveitou e se encostou em mim repousando sua cabeça perto do meu peito.

— Eu nunca tive a oportunidade de falar isso, mas vocês formam um casal tão perfeito! — Lívia nos surpreende com o comentário.

Minha reação foi a de dar um sorrisinho tímido. Larissa agradeceu por nós.

Felipe retornou com os sorvetes e degustamos todos em questão de minutos.

Deliciosos!

Levantei e fui até o balcão pagar a conta.

— Quanto? — Perguntei o valor.

— Já está tudo certo! — Felipe respondeu.

— Como assim? — Indaguei surpreso.

— Mais um presente do seu irmão! Ele conhece bem o clima da cidade e sabe que nessa época do ano as coisas esquentam por aqui, e, como a sorveteria é perto da sua escola, ele previu que você apareceria por aqui e lhe garantiu esse agrado — Felipe explicou.

— Está dizendo que tenho direito à sorvete grátis sempre que quiser?

— Tipo isso, só não lasque seu irmão oferecendo sorvete para a escola toda.

Despedi-me do Felipe, contei o que houve para a galera e saímos do estabelecimento. 

— Seu irmão é sinistro! — André comentou.

— Verdade! Bem sinistro! — Lívia concordou.

— O que ele é, afinal? — Larissa indaga.

— Não faço a menor ideia — falei rindo.

— Por que você não aproveita e pede um carro a ele? — André deu a sugestão.

— Não é uma má ideia — respondi.

— Irmão, há uma enorme diferença entre dar sorvetes e dar um carro. Hum! — Larissa disse arrancando sorrisos da Lívia.

Eu também acabei sorrindo.

Chegamos no ponto onde André e Larissa devem tomar um rumo diferente.

— Até amanhã, Charl! — Larissa disse enquanto me abraçava.

— Até! — Abracei-a bem forte.

André estava se despedindo de Lívia.

— Mana, você não vai convidá-lo para o jantar lá em casa hoje? Eu já convidei a Lívia!

— Ah, é verdade! Mamãe faz aniversário hoje e faremos um jantar. Ela quer sua presença e eu também, então, não ouse faltar, viu, mocinho? — Ela disse esfregando o dedo indicador da sua mão direita na ponta do meu nariz.

— Claro que irei! — Confirmei e, em seguida, mordi de leve o seu dedinho.

— Então, tchau e até mais! Tchau, Lívia! — Larissa se despediu de mim e da Lívia.

— Tchau, Larissa! — Lívia correspondeu.

Puxei André e falei baixinho no seu ouvido:

— Vai apresentar Lívia para seus pais? E a Verônica?

— Pensei bastante sobre isso e que se dane a Verônica, cara! — Ele respondeu.

Dei umas tapinhas nas costas dele e apertamos as mãos.

Esse é o meu garoto!

Larissa e André foram para um lado; Lívia e eu, para outro.

— Charles, posso lhe perguntar uma coisa? — Lívia indaga.

— Claro!

— Você ama a Lara?

Fico surpreso com a pergunta.

Lívia nota minha hesitação e recua mudando a pergunta.

— Ainda gosta da Luara, né? Ainda acredita que ela está viva? — Ela insistiu.

— Estou com a Larissa e nada mais importa — respondi.

— Espero que isso seja verdade. — Lívia insinuou. — Tchau, Charles! Até mais tarde, no jantar.

— Tchau!

Chegando em casa, tomei um banho e fui almoçar com a minha amada família. Após o almoço, fui tirar uma soneca de tipo algumas horas.

ALGUMAS HORAS DEPOIS.

A noite caiu e eu já estou na casa da Larissa. Foi um convite feito em cima da hora, mas tive tempo de adquirir um presente.

Estou sentado na sala principal. Cheguei cedo demais! Ainda estão arrumando os últimos detalhes do bufê. Uma equipe foi especialmente contratada para organizar tudo.

Depois de algumas poucas dezenas de minutos, vários carros começaram a parar frente à residência. A rua se tornara um congestionado estacionamento. Familiares e amigos da família Boaventura chegavam aos montes.

— Olá, Charles? — Chamaram-me.

— Olá, Verônica! — Respondi após notá-la.

Não gosto dela, mas não posso negar o quão linda ela está: com um vestido justo brilhante de cor azul forte, saltos altos pretos, cabelo impecável e maquiagem caprichada. Verônica é uma mulher incrível. Seu corpo desenvolvido é uma delícia de olhar, o seu jeito europeu de falar e se portar também é um charme à parte. E o cheiro do perfume, hum! Acho que nem as rosas dos mais belos jardins possuem tão delicada fragrância.

Para a minha sorte, Larissa chegou logo após a irmã.

Com um vestido justo preto com detalhes em bege, saltos pretos, cabelo brilhando no tom negro e maquiagem sutil, porém, bem colocada, principalmente o sangue nos lábios. Eu jamais vira Larissa tão linda quanto hoje.

São duas irmãs incrivelmente lindas.

— Perdeu algo aqui, irmã? — Larissa pergunta à Verônica.

Verônica dar de ombros e se retira.

—Eu já disse para tomar cuidado. Hum! — Larissa me dar uma bronca. — Venha, vamos! — Ela agarra no meu braço e me leva para conhecer a todos.

Por sorte, estou bem trajado para a ocasião. Um blazer branco, calça da mesma cor, blusa interna preta, e um belo sapato social me deixa deliciosamente destacado; um caro relógio no pulso esquerdo (presente do Rodrigo), unhas e cabelos bem feitos e um aroma delicado e sedutor. Estou gato pra caralho!

— Você está uma delicinha, Charl! — Larissa comentou depois que me levantei do sofá!

— Você que está maravilhosamente linda! — Comentei.

— Não olhe para nenhuma de minhas primas, ouviu? — Ela deu o aviso.

Ela me apresentou para muita gente. Suas primas são deliciosas, mas não pude olhar muito.

No meio do pessoal, encontramos André e Lívia. Admito que ambos estão bonitos, principalmente a Lívia. O grande jantar começou e a equipe do bufê trabalhou quente para servir a todos. A comida estava ótima.

Após a refeição, avisei para a Larissa que precisava ir ao banheiro. E me retirei.

Após usar o banheiro, retorno. Mas, assim que avanço por um dos corredores da grande casa, encontro-me com Verônica. Suspeito que ela estava no meu aguardo.

— Olá? — Ela volta a me cumprimentar.

— Olá! — Correspondo.

— Você está lindo! — Ela diz.

— Obrigado! — Agradeço — Você também está linda!

Não consigo evitar e acabo olhando para o seu decote.

— Quer apalpar? — Ela indaga.

— O quê? — Pergunto confuso — Seus seios?

— Sim! — Ela responde.

A tentação é grande, mas resisto. Não posso fazer isso. Larissa ficaria puta da vida comigo.

— Eu também deixo você tocar embaixo! — Ela continua.

Eita meu pau!

Não consigo resistir e começo a levar minhas mãos em direção aos lindos seios da Verônica. No momento em que chego a poucos centímetros de tocar os peitos da irmã da minha namorada, escutou passos; imediatamente desisto da minha ação.

Quando a pessoa, dona dos passos, finalmente aparece, descubro que se trata da Larissa. Verônica, percebendo que a irmã chegara cabisbaixa, investiu contra mim um beijo e quando Larissa levantou a cabeça e bateu o olhar, viu-me beijando a sua irmã.

Ela ficou paralisada e acabou deixando cair as taças de vinho que trazia consigo. Soltando-me das garras da Verônica, corri até ela. Mas, quando cheguei perto, recebi um forte tapa. Após me bater, Larissa virou-me as costas e se retirou apressadamente.

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 39

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 39: Poderoso, frágil e delicado.

— Imprevistos acontecem, e são eles que adoçam as nossas vidas. Os mais cautelosos dos planos estão sujeitos a sofrerem alterações no momento da ação. A teoria, por muitas vezes, se distancia da prática. Certo que certas práticas são perfeitamente fiéis às suas teorias. Se come pela boca, por exemplo, cagarás pelo ânus. Caso coma pelo ânus, ainda assim, cagarás pelo ânus. O ânus, em situações naturais, vai sempre cagar, você queira ou não.

— Espere ai, Charles! Aonde você quer chegar com essa sua fala? — Indagou a professora de Português.

Estou no meio de uma apresentação de seminário. Obrigaram-me a trabalhar um tema livre como forma de desenvolver habilidades discursivas orais. Todos da turma são testados sem o direito de recusar, então, como forma de protesto — e aproveitando que o tema é livre — decidi falar sobre o ânus.

— Aonde quero chegar? — Repliquei a professora colocando minhas mãos nos bolsos da calça e aparentando uma imagem entediada e mal-humorada.

— Sim, tudo bem que o tema é livre, mas havia necessidade de você falar justamente disso? Não achas que és um assunto delicado demais? — Ela criticou com o velho tom de autoridade máxima e erguendo, com frequência, os óculos que vivem a escorregar pelo nariz.

O meu tédio já está no limite. Odeio esses tipos de avaliações e todos sabem disso.

Porra, eu sei falar, caralho! Mas posso optar por uma prova escrita? Não, claro que não. Devo vir aqui, falar e suportar críticas de uma gostosinha de uns vinte e tantos anos que, apesar de ser uma galega atraente, é chata pra burro.

— Professora, a senhora não considera a importância que o ânus tem? — Indago só para sacanear mesmo.

A turma rir em massa, mas contém o sorriso quando a galeguinha joga sua fria encarada sobre todos.

— Charles, você é um ótimo aluno. Suas notas são excelentes, mas várias de suas atitudes são irregulares.

— Irregulares? — A interrompo.

— Sim, irregulares! — Ela afirma e se levanta.

—Veja, por exemplo, a Lívia, que considerou falar sobre a importância da água ou o André, que trouxe para nós as contribuições das algas marinhas para o nosso ecossistema. A Larissa, que, por sua vez, explanou muito bem sobre a relevância que possuem as formigas.

Sinto que ela vai continuar com esse “show comparativo” até me fazer entender que minha “colaboração informativa” é a mais inútil da turma.

— Ok! Entendi! — Digo revirando os olhos e coçando meu cacete com minha mão esquerda que está por dentro do bolso da calça. Os garotos fazem isso com frequência, suspeite quando ver algum com as mãos dentro dos bolsos. Sabe aquele seu amigo que não tira as mãos de lá? Pois é!

— Então você concorda que seu assunto é inapropriado para o momento? — Ela insistiu.

Olho para a turma, alguns estão segurando o riso, outros estão aflitos e a Larissa está com vontade de me bater. Eu odeio esse tipo de atividade!

— Professora, eu até entendo o seu repúdio — reinicio minha fala retirando minhas mãos dos bolsos.

— Entende mesmo? — Ela suspeita.

— Claro, eu entendo. A senhora deve ser do tipo que ignora aqueles que fazem o trabalho sujo — continuo alterando minha voz para um tom mais discursivo e gesticulando como um político.

— Não, não. Eu não faço isso, não ignoro aqueles que fazem o trabalho sujo, não tenho descriminação — ela fala.

Eu não sei bem que tipo de pessoas veio à mente dela, mas vou continuar.

— Pois bem, se isso é verdade, então não me proíba de ressaltar a importância do ânus para nossas vidas. Aquele cuja existência é primordial para esvaziar a merda que produzimos diariamente. Imagine o ânus como um profissional que cuida do equilíbrio do nosso corpo.

— Já chega, Charles! — Ela grita me interrompendo. Acho que agora ela irá pensar muitas vezes antes de me colocar para fazer esse tipo de apresentação.

Estou sacaneando a professora, mas gosto do ânus. Ele é um bom amigo. Pelo menos uma vez por dia ficamos a sós, em um momento muito íntimo, trabalhando juntos para vencer um inimigo mortal e fedorento. Com uma dose de esforço, nos livramos daquela massa comprimida. Como retribuição, o ânus ganha o banho relaxante que merece.

— Por quê? — Finjo-me surpreso com a ordem para encerrar minha fala. Arregalo até mesmo os olhos.

— Você está deixando a turma constrangida! — Ela argumentou.

— Constrangida? Ora, bolas! Todo mundo tem ânus e todo mundo caga. Eu, a senhora, eles, a diretora, os pais deles. Todos! Certo que uns não fazem cagadas apenas pelo ânus, metaforicamente falando. Então, qual o receio? Por que o preconceito? Por que essa “Ânusfobia”?

— Certo, Charles! Certo! Vou considerar o seu desempenho e não o assunto trabalhado, mas, por favor, chega! — A professora implora.

— Turma, obrigado pela sua honrada e valorosa atenção! — Encerro minha apresentação ovacionado com gritos, assovios e palmas. Jovens adoram uma bagaceira.

Sento-me no meu devido e amado lugar e recebo um aperto de mão do André e um beliscão da Larissa.

Instantes depois, a aula de Português encerra.

Lívia e André saem juntos. Um casal completamente apaixonado se formara. Chega a ser lindo.

Fico na sala com minha adorável namorada.

— Você deve levar as coisas a sério, Charl! — Ela me adverte.

— Para que sempre levar as coisas a sério se posso levá-las de várias outras maneiras? — Respondo com um sorriso sarcástico.

— Não me venha com filosofias — ela fala olhando para frente e fazendo o tradicional e fofo biquinho de chateada.

Aproximo minha carteira da dela, coloco minha mão direita em sua cabeça e faço carinhos delicados em seu cabelo. Um gostoso cafuné!

— Por que não consigo ficar zangada com você, Charl? — Ela se vira e olha em meus olhos.

— Porque sou fofo! — Dou um sorrisinho. Ela rir com mais entusiasmo do que eu, mas mata o sorriso e volta a ficar com a face séria.

Então os olhos dela capturam os meus.

Estou e sempre estive consciente de que tenho um compromisso com ela, mas esse compromisso sempre foi, para mim, uma relação carnal e de aparência. Pelo menos até agora.

Ela é linda e isso é ou era o suficiente para querê-la ao meu lado, mas, desde o Luau da minha família, algo dentro de mim cresce insanamente. E, agora, olhando-a nos olhos, sou puxado para o seu íntimo.

O mundo exterior se torna indiferente e inútil. Tudo o que desejo é habitar nesse olhar por mais tempo.

Meu peito sofre violentos golpes, o coração é o agressor. Ele está querendo sair, querendo entrar em contato com o coração que bombeia o sangue da garota que chamo de namorada. O meu coração a quer e sofrerá se não a tiver.

No mundo aparte no qual vagamos por obra da nossa poderosa troca de olhares, conversamos sem o uso das palavras. Os nossos sentimentos se reúnem para travarem o mais importante dos diálogos. A Razão não foi convidada para a reunião. A Paixão foi a primeira a chegar. O Amor ligou e disse que vai se atrasar um pouco, mas irá chegar.

Enquanto a reunião dos sentimentos se sucede, nossos corpos aguardam conversando entre si. Nossas mãos se unem e nossos dedos se entrelaçam. Nossos lábios aguardam, ansiosamente, o veredito. Queremos ser acusados de paixão e punidos com horas de beijos com poucas pausas.

Toda essa tensão me desnorteia.

Sinto medo do que sinto. Sinto medo de deixar de sentir o que sinto. Tudo se resume ao medo de ter e não ter. O medo é o Amor. O amor é o Medo. Por isso tenho medo de amar e o medo de não ser amado.

O amor, para mim, é um assombroso vale desconhecido, que passa a maior parte do dia sobre um nevoeiro intenso que ofusca os olhos. É algo que nunca acreditei, mas que pode existir sem minha crença.

A reunião ainda não havia terminado, mas, por um ato de rebeldia, nossos lábios se encontraram mesmo sem o veredito. Foi o nosso primeiro beijo depois de muitos outros. O primeiro beijo que não foi como os outros. É como comer a mesma comida, só que feita de uma maneira especial. É como o feijão de domingo que teima em ser mais delicioso do que os servidos nos demais dias da semana.

Nossos lábios tornaram a ficar distantes. Os corações muito protestaram.

— O que foi isso? — Ela perguntou assustada.

— Eu não sei! — Estou igualmente assustado.

— Por que me sinto assim, com vontade de chorar apenas com a ideia de ficar longe de você? — Ela continuou a falar enquanto apertava forte minhas mãos.

— Eu não sei. — Minhas pernas ficaram trêmulas.

Larissa começou a chorar levemente.

Olhei para ela, recolhi seu corpo em meu abraço e sufoquei o som do seu choro em meu peito.

Um pressentimento perturbador me veio à cabeça. Algo não muito bom poderia acontecer e esse choro se tornaria mais grave e impossível de sufocar ou conter. Algo poderoso, porém, frágil e delicado me foi confiado. Não tenho experiência para lidar com esse sentimento, mas hei de fazer o melhor.

Ergui a cabeça da Larissa e enxuguei suas lágrimas.

— Não chore! — A confortei.

— Não é minha culpa, apenas me sinto obrigada a chorar!

Olhei para o lado e os alunos já retornavam do intervalo.

Larissa enxugou o restante de suas lágrimas caídas. Afastei minha carteira de volta para o lugar correto.

Todos os alunos retornaram do intervalo e as aulas recomeçaram. Hora e outra eu olhava de lado e lá estava ela com seu sorriso restaurado no rosto.

Em uma dessas minhas olhadas fui agraciado com os seus olhos já me olhando. Cumprimentei-a com um sorriso e ela falou, sem sons, apenas pelo movimento dos lábios, três palavras que consegui facilmente compreender:

“Eu Te Amo!”

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FAG – Capítulo 38

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 38: Deu medinho!

 

Realmente aquele é o Marcos.

Não desejo que Larissa o veja. Isso poderia preocupá-la.

— Larissa! — André chamou pela irmã.

— André? — Larissa estranhou o chamado. Até eu estranhei. Nunca aconteceu dele chamá-la quando estou com ela.

— Mamãe está a sua procura — ele completou.

— Mesmo? — Ela parece cética.

— Vá logo ter com ela — André insistiu.

Larissa enxugou suas lágrimas, disse-me que não demoraria e foi ao encontro da Sra. Mônica que, supostamente, exigia sua presença.

Quando Larissa sumiu de vista, André se aproximou.

— Ele está aqui. — Finalmente entendi o motivo dele querer afastar a irmã.

Voltei a olhar para o local onde havia visto Marcos instantes atrás e não tinha mais ninguém lá. Eu até poderia achar que era coisa da minha cabeça, mas André também o viu.

— Eu notei — respondi.

— Você acha que ele planeja fazer algum mal? — Ele indagou com uma aparente preocupação.

— Não, não. Não acho que Marcos seria capaz de fazer alguma besteira. Acho que ele estava só de passagem.

— Ok! Mas não seja ingênuo, Charles! — Senti sua mão sobre o meu ombro.

— Ingênuo? Eu? — Senti-me julgado.

— Foi ele quem me avisou que Marcos estava aqui.

— Ele quem?

— Seu amigo, Felipe.

— Então era ele que tinha ligado e não a Lívia?

— Ele tentou te ligar, mas não conseguia, então me ligou avisando que o Marcos está nos observando já faz alguns dias e que hoje ele estava nas proximidades. Aliás, como ele sabe disso e como ele descobriu meu número?

Eu dei um sorrisinho de canto.

— Não seja ingênuo, André! — Falei me levantando.

Eu já me acostumei com essa capacidade do Felipe de saber das coisas. Acho que meu irmão o influenciou bastante. Fico puto por saber que Rodrigo optou por ensinar outra pessoa ao invés do irmãozinho.

Rodrigo é muito bem informado, ganha muito dinheiro e tem uma influência esmagadora sobre as pessoas. Ainda me lembro do dia em que — com apenas uma mensagem de texto — conseguiu fazer com que o chefe da Nathalia a liberasse no meio do expediente só para que eles fossem se divertir juntos no Lago das Palmeiras.

Não é qualquer um que tem essa moral. Sem contar o fato dele ter me livrado de uma encrenca na escola e ainda ter comido a diretora.

Ele é meu irmão mais velho, mas é esquisito. Às vezes me pego pensando sobre isso e me bate uma curiosidade de saber quem realmente é o meu irmão. Será ele um espião do governo? Um mafioso? Um terrorista? Sei lá!

— O importante é que ele é nosso aliado — confortei André sobre Felipe.

— Esse cara (Marcos) está com muita raiva de você. E ainda tem um tal de Rafael.

— Rafael? — O interrompi.

— Sim! Felipe mencionou que Marcos e esse Rafael estudam agora na mesma escola e que ambos odeiam você.

Quando André chegou na escola, Rafael já havia sido expulso. É por isso que ele não conhece o traste. Mas é preocupante que esses dois estejam estudando na mesma escola; Rafael já deveria ter terminado o ensino médio, isso significa que reprovou. Enfim, existe a possibilidade de estarem, juntos, conspirando contra mim. Rafael, por causa da Luara; Marcos, por causa da Larissa. Putz! Que coisa complicada!

— Isso realmente é preocupante! — Desabafei.

— Você não acha que eles seriam capazes de fazer algum mal à Larissa, não é? — André perguntou bastante preocupado com a segurança da irmã.

Sinceramente, não posso afirmar que não, mas também não posso ser precipitado e causar pânico. Afinal, são apenas dois caras que perderam suas garotas por causa de mim. Falando assim, até compreendo o quão putinhos eles estão comigo.

— Relaxa, não criemos pânico. Beleza? — Falei com confiança, colocando meu braço direito sobre os ombros dele.

Larissa retornou.

— André, seu mentiroso — Larissa estava se aproximando bufando de raiva, afinal, desde o episódio com a Verônica, ela deseja matar um — mamãe não estava me chamando. Venha cá que vou lhe dar uns tapas, moleque mentiroso.

Olhei para o meu amigo e cunhado André e disse o que um amigo deve dizer numa hora dessas:

— Corre, maluco!

André olhou para mim, sorriu e deu no pé.

Larissa continuava se aproximando com a mesma fúria. Não arrisquei. Corri junto com o André.

Corremos ao redor da casa e subimos em uma árvore e ficamos lá enquanto Larissa passava sob nossos pés nos procurando.

— Ela está brava, hein! — Eu observei.

André sorriu! Eu também senti graça.

— Acho que está na minha hora de ir para casa — falei.

— Não, não. Você não pode ir nesse horário. Já está tarde e meu pai não está em casa para ir te deixar, então é melhor você ficar e passar a noite — André propôs.

Concordei.

— Mas você não poderá ir no quarto da Larissa hoje.

— Por quê?

— Por causa da Verônica. Se ela ver algo estranho, será bem complicado. E acredite, com você passando a noite aqui, ela vai ficar alerta para pegá-los em flagrante e, assim, causar constrangimento a vocês — André explicou.

— Sua irmã odeia tanto assim a Larissa? — Indaguei.

— É um problema meio que de família. Melhor não se intrometer. Em algumas semanas, Verônica retornará para a Espanha e tudo voltará a ser tranquilo como antes.

— Hum!

— Mais uma coisa, não diga para ela que estou namorando — ele fez o inusitado pedido.

— Por que não? E se seus pais disserem?

— Não é que Verônica não goste da Larissa. Verônica, na verdade, não gosta da ideia de que seus irmãos possam ser mais realizados do que ela. Se ela souber que estou feliz com alguém, ela vai procurar um jeito de sabotar minha felicidade. É isso o que ela faz. Quanto aos meus pais, não contei nada a eles, afinal, eu sabia que eles contariam para ela. Vou deixar para contar apenas quando ela partir.

— Sua irmã é uma vadia!

— Mas é minha irmã!

— Claro, desculpe!

De repente, algo atinge André, ele perde o equilíbrio e despenca da árvore.

Ainda bem que a altura não era grande e tinha os arbustos para reprimirem o impacto da queda. 

— Te peguei, miserável! — Berrou Larissa.

Ai meu deus! Vou morrer! Subi feito louco para o mais alto da árvore.

— Desce ou eu corto a árvore — ela ameaçou.

— Pode cortar! — Gritei.

Então a árvore começou a balança.

Puta merda! Ela está mesmo cortando? Onde diabos ela achou um machado?

— André? Ainda está vivo? — Gritei novamente.

— Infelizmente! — Ele respondeu.

Todo esse exagero por causa de uma mentirinha? Ou está descontando a raiva da irmã em nós? Que importa! Se essa árvore cair, eu morrerei, mas se eu descer, serei morto.

— Larissa, mor. Você já pegou o André. Leve ele e o ensine a não mentir mais. Faça isso querida, antes que ele escape — Argumentei.

Foi mal, André. Você será um sacrifício necessário.

— Me dê o machado aqui, deixa que eu boto essa árvore abaixo! — André disse se levantando.

— Crianças! A janta está pronta! — Gritou a Sra. Mônica.

— SENHORA MÔNICA! — Gritei.

André e Larissa começaram a rir. Eu não ri, mas preciso de roupas limpas.

Quando eu desci, vi que não havia machado algum. Ela estava apenas batendo com um pedaço de madeira e a árvore estava balançando por causa que eu estava na parte mais alta que é facilmente influenciada pelo vento. Mas uma coisa é certa, ela derrubou André quando arremessou uma de suas sandálias. Sorte que a queda foi de uma altura pequena.

Eu acho que não é uma boa ideia irritar a Larissa.

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 37

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 37: Nuvens Negras

 

Durante toda a extensão da noite, fui cativo de diversos sonhos. Dentre eles, um horrendo e preocupante pesadelo.

Eu estava acompanhado de minha bela namorada, Larissa. Juntos, estávamos a passear por lindos e floridos jardins. O cenário natural conspirava ao nosso favor.

A natureza, com todos os seus componentes, estava em total harmonia para com aquele doce e mágico momento. Tudo era facilmente comparado aos mais belos momentos descritos em contos românticos.

Contudo, como se fosse uma troca proposital feita em uma cena teatral, o cenário mudou. O sol foi enganado e coberto por nuvens negras, os lindos pássaros — que outrora catavam alegremente — foram substituídos por corvos, e as belas flores perderam suas pétalas.

O oposto do belo se apresentou e trouxe consigo a mais tenebrosa das tempestades, com clarões dos relâmpagos seguidos de trovoadas apavorantes. Tudo o que era agradável foi substituído pelo indesejado, mas, ao menos, eu ainda tinha a Larissa.

Olhei-a e vi seus cabelos molhados caírem sobre os ombros e face. A sua blusa estava colada ao corpo e a água a tornara quase que transparente. Com a mão esquerda, descobri seu rosto por trás dos úmidos fios de cabelo e assisti o desmanchar de sua maquiagem.

Os trovões a deixavam apavorada. Olhei para todos os lados e não havia sequer um único abrigo que poderíamos utilizar. Então, para, entre outras coisas, aliviar o frio, nos abraçamos.

A chuva aumentava cada vez mais e mandava sinais de que não arredaria tão cedo. Foi então que decidi ignorar as condições climáticas. Segurei — com as duas mãos — o rosto da minha companhia e a beijei. Foi, literalmente, o beijo mais molhado de todos.

Curiosamente, durante o beijo, a chuva deu trégua. Nenhuma gota d’água ousava tocar a terra, mas as nuvens negras ainda estavam em formação, mantendo o sol em cárcere. Notando o que aconteceu, ingenuamente atribuí o cessar da chuva ao beijo e acreditei que se continuássemos a nos beijar, a chuva não voltaria.

Nos beijamos por vários minutos até que pude sentir algo úmido escorrer da boca dela para a minha. No princípio, cogitei ser saliva, mas o líquido tinha um gosto estranho e uma textura mais grossa do que a de saliva. Recuei minha boca e cuspi fora o acumulado. Olhei para o chão e fiquei chocado, pois era sangue.

Voltei a olhar para a Larissa e a vi sagrar pela boca. Olhei o seu corpo e havia um ferimento em seu peito. Observei com mais cuidado e vi que existiam mais dois ferimentos, ambos na região do abdômen. Larissa caiu! A chuva retornou feroz e eu acordei completamente assustado, suado e respirando com força e dificuldade.

Quando me dei conta de que se tratava apenas de um pesadelo, aliviei-me.

Após me levantar da cama, fui logo para o banheiro tratar de esfriar a cabeça e o corpo. Depois do banho, retornei para o quarto. Não tive a intenção nem a atitude de vestir algo e fiquei apenas enrolado na toalha.

Fui até a janela, apoiei-me no batente e fiquei a observar.

Em minha observação, bati os olhos em uma figura conhecida. Avistei Marcos do outro lado da rua olhando para mim.

O seu olhar está fixo em mim e deseja-me o mal.

Um ônibus, ao passar pela rua, cortou a nossa troca de olhares. Quando voltei a ter contato visual, percebi que me confundi. O garoto que eu olhava não era o Marcos. É apenas um sujeito da vizinhança que faz um passeio matinal com seu cachorrinho. E ele nem se quer me olhava.

Ainda estava concentrado na janela quando Geórgia adentrou meu quarto com a intenção de continuar com a bronca sobre ontem.

— Olha aqui, Charles. Você não pode ficar me…

Eu olhei para ela sem expressar simpatia no rosto e sem nenhuma consideração ou paciência para escutar o que ela tinha a falar. Então ela não completou a fala.

— Hoje não! — Falei friamente.

Geórgia temeu! Senti que ela se preocupou e até pensou em me perguntar o que estava havendo, mas ela achou melhor se retirar.

Minutos depois, desci para tomar o café da manhã.

Cumprimentei a família como o costume. Fiz minha refeição, avisei que faria uma pequena viagem com a família da Larissa e me retirei para o quarto. Cheguei, fechei a porta e me joguei na cama na esperança de conseguir desfrutar de um sono sem sonhos.

Larissa e família virão me pegar por volta das 14h, sendo assim, tenho a manhã toda para dormir.

Às 12h.

O toque do meu celular teve a ousadia de me acordar, é a Larissa me ligando.

— Alô? Charl?

— Oi! Sou eu!

— Vamos passar aí daqui a pouco, você vai mesmo, né?

— Sim, irei!

— Ah! Que bom! — Ela fala aparentemente alegre com a minha presença na recepção da irmã.

— Por que faz tanta questão que eu vá? Eu poderia conhecer sua irmã quando ela já estivesse na sua casa — resolvi indagar.

— Não, não. Eu quero que ela te veja logo. Que me veja com você — ela respondeu com uma certa insegurança na voz.

Parece que existe uma treta entre elas e eu servirei como um troféu que a Larissa deseja usar para impressionar a irmã mais velha. Isso me lembra a formar que sempre me comportei perante o Rodrigo. Sempre me esforcei para superá-lo e ele sempre tratou de me lembrar que estou abaixo dele, apesar do sujeito aparentemente me amar. Devido a essa possível treta entre elas, fica claro o porquê da Larissa nem sequer ter se dado ao trabalho de falar sobre a irmã antes.

— Ok! Então eu irei! — Confirmei.

—Certo! Estaremos passando na sua casa daqui a pouco. Até!

— Até!

O almoço já deve ter acontecido. Estranho mamãe não ter me chamado.

Desço e vou até a cozinha e encontro minha mãe.

— Mãe, por que a senhora não me acordou para o almoço? — Pergunto enquanto sento-me em uma das cadeiras que ficam ao redor da mesa.

— Hoje cedo você parecia tão aflito, logo imaginei que não teve uma boa noite de sono. Decidi deixar você descansar, mas sua comida está aqui! Lave as mãos enquanto eu a coloco na mesa! — Ela respondeu enquanto mexia nas panelas sobre o fogão.

Lavei minhas mãos e almocei.                       

Fui para o quarto, peguei minha toalha e voltei a usar o banheiro. Depois da ducha, tornei a me refugiar no meu recanto.

O relógio já marca próximo do horário combinado. Já fiz meus preparativos e fico no aguardo da minha carruagem que, por sua vez, não demorou muito a chegar. Desço e encontro mamãe na porta conversando com Larissa, dou um cheiro na bela mulher do meu pai e parto na companhia da minha. Entro no veículo e cumprimento o Sr.Rubens, Sra. Mônica e o André. Acomodo-me no banco traseiro junto com os dois irmãos e partimos.

Durante o trajeto, André não calou a boca nem por um momento. Ficamos sussurrando sobre mulheres e relacionamentos. Ele realmente está empolgado com seu namoro com Lívia. Larissa, por sua vez, não se incomodou com a minha falta de atenção com ela. Na verdade, ela estava ocupada em seus próprios pensamentos.

Ao chegarmos no aeroporto, tratamos logo de nos deslocar para o terminal de desembarque.

— Ali! Olha ali ela! — Disse a Sra. Mônica apontando com o dedo e, em seguida, acenando com as mãos.

Uma moça viu os acenos e começou a se dirigir em nossa direção.

Quando ela chegou mais perto, fui capaz de enxergar os detalhes. É uma jovem garota, com a pele de quem não pega sol, cabelo castanho, liso e longo (até o meio das costas, acho), é da minha altura ou só um pouquinho mais baixa (é mais alta que a Larissa e Mônica), tem um corpo maior e mais desenvolvido do que Larissa (muito gostosa), tem um rostinho limpo e doce. Está trajando uma jaqueta com uma blusa preta por baixo, calça jeans bem ajustada ao corpo e botas da hora. Traz consigo algumas pequenas malas de mão. Creio que as maiores estão aguardando o desembarque.

Não deixo de fazer a comparação, Verônica é tão bonita quanto a irmã. Leva algumas vantagens por já ter o corpo desenvolvido, mas é questão de tempo para Larissa ser igualmente ou até mais gostosa. Ainda mais com o cuidado que ela tem com o corpo, mas, no momento, a irmã mais velha é mais tesuda.

Verônica cumprimenta os pais e os irmãos.

— Este aqui é o Charles, meu namorado — sou apresentado.

— Prazer! — Digo estendendo a mão.

Verônica ignora a minha mão e me abraça.

— O prazer é meu! — Ela me solta e abre um sorriso.

— Vamos? — O Sr. Rubens propôs.

André e eu pegamos as demais malas e colocamos todas no porta-malas do carro. Todos embarcamos e começamos a viagem de volta para a nossa cidade. Sorte a nossa que o carro é de um bom tamanho para poder nos acomodar sem muito aperto.

Por causa do longo voo, Verônica estava bem cansada e dormiu no ombro do irmão durante as horas de estrada.

— Charl? — Larissa sussurrou.

— O quê? — Sussurrei de volta.

— Tome cuidado com ela — fui estranhamente advertido.

— Como assim tomar cuidado? — Solicitei uma explicação.

— Apenas tome cuidado, ok? — Ela disse sem mais detalhes.

— Ok!

Ela me deu um cheiro na bochecha e adormeceu no meu ombro.

Eu já tinha algumas suspeitas, mas agora ficou claro que existe uma treta entre essas irmãs.

Por algum motivo, Larissa não confia na irmã e acredita que ela seja capaz de prejudicá-la de alguma forma. Porém, olhando para a Verônica dormindo, não consigo imaginar que ela seja uma pessoa capaz de prejudicar alguém e muito menos a própria irmã mais nova.

Chegamos na casa da família Boaventura. André e eu ficamos encarregados de levar as malas da Verônica até o quarto de hóspede, o qual foi especialmente restaurado para recebê-la. O restante do pessoal se reuniu na sala e começaram a colocar o papo em dia.

— Hei, André? — Aproveitei que estamos a sós no quarto da recém-chegada para conseguir algumas informações.

— O que foi? — Ele correspondeu.

— Existe algo entre suas irmãs? — Perguntei colocando umas das malas ao lado da cama.

— Como assim? — Ele exigia que eu fosse mais claro enquanto arrastava outra das malas para um canto.

— Não sei. Tipo, Larissa parece ter algumas desconfianças, receios, sei lá.

— Isso não é normal? Afinal, elas são irmãs — ele disse vagamente.

Percebi que não vou conseguir nada do André ou, provavelmente, nem ele sabe o que se sucede entre as lindas moças. Abandonamos as malas no quarto e retornamos para o resto do pessoal.

Chegamos na sala.

— Charl?! — Larissa me chama dando tapinhas no sofá acenando para eu me sentar ao seu lado.

Fui, desconfiadamente, até ela e me coloquei ao seu lado. De imediato, ela segurou minha mão bem mais firme do que o costume. Fiquei sem jeito, afinal, seus pais e irmãos estão presentes, mas parecem não se incomodar com o nosso apego.

— Então, Charles? — Verônica rompeu o silêncio que se sucedera desde minha entrada na roda.

— Oi! — Reagi.

— Parece que minha irmãzinha finalmente deu sorte — ela disse com um sorrisinho mais sarcástico do que os do meu irmão quando queria me sacanear.

— Não entendi! — Falei.

Ela riu e os outros riram mesmo sem entender. A Larissa, claro, não sorriu.

— Mamãe me disse que você é um garoto espetacular. Conseguiu domar essas duas ferinhas — ela se referiu aos irmãos.

Larissa apertou ainda mais forte a minha mão. Ela está com raiva, eu sei quando minha garota fica zangada. Até mesmo André não gostou do modo como Verônica se referiu a eles.

— Eu não fiz nada, eu que tenho sorte de ter André como amigo e de poder namorar uma garota sem igual que é a Larissa — respondi com confiança.

Verônica sorriu!

— Vou preparar algo para o jantar. Hoje é folga da empregada, então devo assumir a cozinha — disse a Sra. Mônica enquanto se retirava da sala.

— Tenho que ir, tenho plantão no hospital hoje — Sr. Rubens também partiu.

André recebeu um telefonema, provavelmente da Lívia, e também se ausentou. Ficamos os três na sala: eu e as duas irmãs.

— Charles, eu até entendo o porquê de minha maninha te escolher como namorado. Até eu gostaria de tomar posse de um garoto atraente como você — Verônica pronunciou sem medir nenhuma das palavras.

— Infelizmente, para você, mana, ele já tem dona! — Larissa entrou na conversa.

— Mesmo? — Verônica insistiu olhando para mim e passando o dedo indicador da mão esquerda no lábio inferior.

Por acaso ela está me paquerando?

— Que tal isso? — Larissa disse e me beijou na frente da irmã.

Verônica sorriu.

— Calma, irmã, não me leve tão a sério! Estou apenas brincando um pouco com você — Verônica declarou.

(Brinque mais) — pensei.

Larissa fechou a cara.

— Ainda tem raiva de mim por causa do Sebastian?

— Sebastian? Que Sebastian? — Entrei no jogo, curioso todo.

— Ah! Então ela não lhe contou, Charles?

— Contou o quê? — Indaguei.

— Cala a boca, Verônica! Por que você não cuida da sua vida? — Larissa se alterou.

— Que Sebastian, Larissa? — Perguntei, mas ela ficou em silêncio.

— O grande amor da vida dela! — Verônica respondeu.

Fiquei em silêncio.

— Ela tem raiva de mim por causa que ele me escolheu ao invés dela — Verônica continuou.

— Você o seduziu, vadia! — Larissa replicou.

— Eu tenho culpa por ser mais desejada pelos homens do que você? — A irmã mais velha cutucou.

Larissa se retirou as presas da sala e foi para o jardim da frente.

— Acho que você deve ir atrás dela, garoto. Ela é sensível e chorona, vá lá oferecer ombro amigo. Estou cansada, então não tenho tempo para você hoje. Vou deixá-la ter você no momento.

Quem essa merda pensa que é?

Levantei-me e fui atrás da minha namorada.

— Larissa? — A encontrei sentada no gramado e me coloquei ao seu lado.

Ela olhou para mim e caiu no meu colo a chorar.

— Quem é Sebastian? — Indaguei.

— Foi um namoradinho que tive — ela respondeu.

— Quando?

— Há uns dois anos.

— Qual a idade dele?

— Agora ele deve ter 19 ou 20.

— Cadê ele?

— Eu não sei e não importa — ela respondeu me abraçando forte.

Passado é passado. Conformei-me com as respostas.

Já é tarde da noite. Devo voltar para a minha casa.

— Eu te amo, Charl! — Larissa declarou enquanto escondia sua face no meu peito.

Acariciei seu cabelo e dei um beijo em sua cabeça.

Por instinto, comecei a olhar ao redor, pois senti-me observado.

Olhei para todos os cantos e no campo de visão da diagonal direita estava alguém, após o gradeado que separa o terreno da casa do mundo lá fora, olhando para nós.

Como estava escuro, tive dificuldade de identificar o sujeito.

Mas era questão de tempo para algum veículo passar e me fornecer luz.

Minhas expectativas foram atendidas e um caminhão, que passara pela rua, iluminou — com seus faróis — a pessoa ali parada e logo o reconheci.

Senti minhas mãos suarem e o ar pesar nos pulmões. O coração se agitou e todo o meu corpo ficou em alerta. Abracei Larissa bem forte com a intenção de lhe garantir segurança. Olhei novamente para o indivíduo e ele ainda está no mesmo local olhando para nós.

O que faz aqui, Marcos? — Pensei em silêncio.

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FAG – Capítulo 36

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 36: Um carro familiar

Já faz um tempo que Geórgia encerrou seus negócios com o velho do Sr. Luís, nosso vizinho. Acho que, de alguma forma, ela criou juízo. Ou algo parecido.

Aquela gostosa dos peitos airbag e bumbum abençoado completou vinte aninhos nesse ano. Eu a vi se transformar em uma mulher invejável e desejável. 

Geórgia terminou o ensino médio e está focada estudando em um pré-vestibular. É muito provável que ela parta ano que vem, pois fiquei sabendo que, se ela conseguir passar no vestibular, o Rodrigo se prontificou a lhe dar apoio financeiro para que ela se mantenha enquanto faz o curso superior na Capital Estadual. Para a minha tristeza.

Embora isso me desanime, estou confiante de que entrarei em sua calcinha antes que ela parta.

Levanto da cama decidido a tomar um banho para sossegar o tesão que aflora com os meus pensamentos sobre a minha prima. Abro a porta do meu quarto e caminho pelo corredor em direção ao banheiro.

Após avançar um pouco, escuto o ranger da porta da Geórgia. Paro e fico a observar, completamente imóvel, como um felino predador que detectou uma possível presa.

Os peitos dela foram as primeiras partes de seu corpo a surgirem, o que não é nenhum espanto. Os grandões estão quase que expostos ao mundo, se não fosse o top que ela usa.

Peitos lindos!

Fiquei babando os peitos dela por tanto tempo que não percebi que ela me notou. Quando dei por mim, Geórgia já me encarava.

— Charles?

— Olá! — Falo e desvio o olhar de seus peitos.

— Irá usar o banheiro? — Ela pergunta enquanto amarra o cabelo.

Ao desviar os olhos dos seios, olhei para baixo. Dei de cara com um short mais curto do que pau de gato.

Controlei-me como pude para não ficar excitado. Estou de calção de malha fina e sem cueca, se meu pau endurecer, ela irá perceber com toda a certeza.

— Pode ir logo, se quiser — falo.

— Estou sem pressa — ela replica — pode ir você.

Após me responder, Geórgia se senta no piso e fica recostada na parede. Olho para seus peitões, para suas coxas, para toda a sua gostosura. Puta que pariu o deus erótico, essa mulher é gostosa pra cacete!

Fui para o banheiro.

A necessidade de descabelar o palhaço falou mais alto.

HORAS DEPOIS…

Ao cair da noite, encontro-me largado no sofá da sala. Meu pai e minha mãe saíram agora a pouco. Foram para uma festa de reencontro com amigos. É um tradicional evento que acontece anualmente, organizada e preservada pela geração deles.

Eu não sei muito bem o que acontece lá. E nem quero saber.

Entediado, levanto-me e vou até a cozinha. Ao entrar no cômodo, encontro minha prima tomando água. Mas não foi isso que me chamou a atenção. Ela está toda produzida.

— Irá sair? — Pergunto.

— Na verdade, irei receber alguém — ela responde suavemente enquanto guarda na geladeira a jarra d’água. — Algum problema?

— Não, não. Não tem problema algum. Namorado? Um lance? Um rolo? (Uma rola?).

— Não. Apenas uma visita — ela responde evasivamente.

Não tive vontade de perguntar mais nada. Afinal, tenho outras coisas para fazer como estudar para as provas da semana que vem.

— Estarei no meu quarto estudando. Tenho que manter as minhas notas no topo, onde sempre estiveram. E sim, estou usando a frase do Light Yagami. Não posso perder para o L, quero dizer, para o André — falo.

— Que cacete você está falando, Charles?

— Sou um otaku, prima! — Exclamo orgulhoso.

— Está com dor no cu?

Na moral, parei contigo!

Geórgia rir. Estava debochando de mim desde o princípio.

Aponto o dedo do meio para ela e me retiro.

Chego no meu quarto, preparo meu material de estudos e mando bala. Fico, como diria o Rick, de Rick and Mory, tranquileba.

Depois de umas duas horas de estudo, sou incomodado por alguns pequenos barulhos provindos do quarto da Geórgia. Na verdade, nem chegam a me incomodar, mas são o suficiente para me fazer querer dar uma espiadinha.

Como um bom tarado deve ser, tratei logo de ir conferir.

Sorrateiramente, chego até a porta do quarto da peituda. Coloco meu olho direito na tentativa de observar algo pela fechadura e descubro que não dá para ver porra nenhuma.

Devo tentar o teto? — Penso.

Não! O quarto é forrado!

Fiquei frustrado.

Sentei ao pé da porta e fiquei a pensar. Adormeci nos meus pensamentos e só voltei para realidade quando a porta abriu pegando-me de surpresa. Como eu estava encostado nela, caí rolando quarto a dentro.

— Charles? — Geórgia sussurrou.

— Que foi? Aconteceu algo? — Indagou um sujeito que não conseguia ver nada porque estava vendado e amarrado na cama.

— Opa, prima, tranquilo? — Não tive nada melhor para falar. Mas tive a decência de sussurrar para o sujeito não me ouvir.

Geórgia puxa-me pela orelha, retira-me do quarto e fecha a porta.

— O que você estava fazendo aqui? Estava me espionando? — Ela está brava.

Não tenho nada para falar.

— Responda, Charles!

Não tenho nada para falar.

— Olha — tento explicar — não faço a mínima ideia. Eu estava ali no meu quarto e agora estou aqui.

— Mas que merda de desculpa foi essa, garoto? Não basta você ter paquerado sua prima, agora deu para espioná-la também?

— Olha, me libere! Eu vou para o meu quarto e você continua com o que estava fazendo. Foi mal, não vou mais fazer isso. Ok?

— Nunca mais faça isso, ouviu, Charles?

Retiro-me de fininho. Minha prima volta para o quarto e tranca a porta.

Puta vacilo esse meu.

Entro no meu quarto, tranco a porta e me jogo na cama.

Procuro o meu celular e o encontro repousando na escrivaninha. Há algumas mensagens, uma da Bianca, outra da Amanda, outra do André e também tem da Larissa. Dou prioridade para as mensagens da minha namorada.

Mensagens:

— Oi?

— Oi, cadê você?

— Charl? Por que não responde?

— Já que não vai me responder, boa noite!

— Ei, é sério, me responda! Minha irmã chega amanhã, você pode nos acompanhar até o aeroporto da cidade vizinha?

— Eu sei que vai fazer isso por mim, então, até amanhã! Não se preocupe, compreendo que deve estar ocupado estudando para as provas. A gente se vê amanhã, beijos!

A irmã?

Na nossa cidade não tem aeroporto, dependemos do aeroporto da cidade vizinha que fica a algumas horas de estrada. É uma cidade de referência industrial bem mais desenvolvida, populosa e violenta.

Confiro as demais mensagens:

— Minha tarde com o Felipe foi ótima. Foi um prazer fazer negócio com você! — Mensagem de Bianca.

— Boa noite, lindo! Sua ruivinha te aguarda ansiosamente. Beijos! — Mensagem da Amanda.

— Hei, mano, minha irmã chega amanhã. Venha conosco recebê-la no aeroporto. Minha mãe faz questão da sua presença. Aí aproveitamos e conversamos um pouco, pois preciso de dicas sobre o namoro. Falou! — Mensagem do André.

Só me dei ao trabalho de responder o André e a Larissa.

Mais uma mensagem chega:

— Hei, vacilão, você vai ver! — Mensagem do Marcos.

O virgem punheteiro ainda sente dores. Não acredito que um dia o chamei de amigo. Estico-me na cama e fico relaxado até ouvir um barulho de carro, deixo o celular em cima da cama e vou até a janela. É o sujeito que estava com a Geórgia indo embora. Não consegui ver direito porque já estava longe, mas acho que conheço aquele carro.

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FAG – Capítulo 35

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 35: Cupido – parte 3/3 ‘Desfecho’.

Voltei para o quarto do André um pouco antes das 5h da manhã. Cheguei e abri a porta bem delicadamente para não acordá-lo.

— Você demorou, hein! Eu já estava quase indo lá te buscar. Mamãe acorda às 5h — ele resmungou.

— Eu achei que ainda estivesse dormindo — comentei entrando e fechando a porta em seguida.

— O calção está colocado do lado errado.

Olhei para abaixo da minha cintura e concordei. O calção deveria estar com o número na frente e não atrás.

— Vocês não… — ele indagou desconfiado.

— Relaxa, não aconteceu!

Ele deitou na cama; e eu, no colchonete. Tratei logo de ajustar o calção do jeito correto.

— Quando acontecer, não me deixe saber. Não quero olhar para a minha irmã e imaginar você dentro dela.

Eu dei um sorrisinho silencioso. E uma gargalhada mentalmente.

— Então, qual nosso próximo passo? — André perguntou entusiasmado.

— Calma, eu já disse que tem uma pessoa que vai nos dar uma força.

— Se fosse você, o que faria? O que você acha que daria certo?

— Na minha primeira tentativa com alguém da escola, eu convidei a garota pra transar.

— Eu soube dessa.

— Pois é!

Ficamos em silêncio.

— Mas eu sempre acreditei que um beijo surpresa resolve — falei.

— Mesmo?

— Eu acho, imagine você chegar na garota e dizer “oi” e no momento que ela for te responder, você dar-lhe um beijo sem aviso. Deve ser bem maneiro.

André ficou pensativo.

— Mas não faça isso. Em filmes funciona, mas na realidade será meio difícil conseguir sucesso com um método maluco desse — falei com firmeza, mas ainda acho que ele ficou com a ideia na cabeça.

— Vamos, hora de levantarmos! O café será servido em alguns minutos. Vá tomar seu banho primeiro, depois eu irei — André falou dando um salto da cama.

— Café? Acho que eu deveria ir para a minha casa.

— Calma, o café vai servir para você conhecer o meu pai e, depois, ele vai te deixar em casa.

Fiquei um pouco nervoso.

Tomei meu banho e André tomou o dele em seguida. Vesti minhas roupas de ontem. Não estou com minhas roupas da escola.

André já começara a se vestir para a escola. Mas, fora o cabelo, o visual continuava o mesmo sem graça de sempre.

— Não, não! Você não vai assim! — Adverti

— Mas eu sempre vou assim — ele disse abrindo os braços.

— Por isso nunca pegou ninguém — resmunguei — vamos mudar isso aí.

— Você entende de moda por acaso? — Ele perguntou meio irônico.

Eu sei me vestir, mas não sou muito bom em vestir outras pessoas.

— Pegue o seu celular! — Ordenei

— Para quê?

— Minha prima vai ajudá-lo a se vestir bacana. Vou dar um telefonema e ela irá te guiar através de vídeo-chamada.

— Você quer que eu fique me vestindo na frente de uma garota?

— Se veste fora da visão da câmera, você só precisa aparecer quando estiver vestido para que ela faça as críticas e lhe dê dicas.

— Hum, ok!

Geórgia é uma especialista no assunto, não tenho outra pessoa em mente para fazer isso. A Larissa também conseguiria, mas ela não pode saber da nossa trama. Liguei para a Geórgia e depois de várias perguntas, ela concordou. Os dois “ficaram no quarto” via internet e eu me retirei.

***

Agora o próximo passo é conseguir informações. Peguei meu celular, procurei o nome dela na agenda e liguei.

— Alô? — Ela pergunta.

— Bianca?

— Sim, sou eu. É você, Charles?

— Você já tinha meu número? — Indaguei confuso.

— Sempre! — Ela disse rindo.

Estranho.

— Então, preciso de um favor — falei.

— O quê?

Bem, esse é o momento para agir com cautela. Eu quero saber se a Lívia tem namorado, mas mesmo que a Lívia não tenha, a Bianca pode mentir e dizer que sim, afinal, ela me quer e vai achar que eu quero a sua amiga fazendo tal pergunta.

Para ela não ter chances de mentir, vou perguntar o nome do namorado da Lívia ao invés de perguntar se ela tem ou não namorado.

Por que assim?

Porque se pergunto apenas se ela tem, fica simples para ela mentir, afinal, só há duas alternativas: SIM OU NÃO. Contudo, se eu pergunto o nome do sujeito de imediato, o cérebro dela não terá tempo para inventar um e, caso não exista um namorado, a sua resposta, por reflexo, será NÃO.

Caso Lívia tenha namorado, ela vai divulgar o nome automaticamente.

Nosso cérebro retém informações que são liberadas automaticamente por simples reflexo: quando uma pessoa pergunta quanto é 2×2, sua resposta será 4, por reflexo, sem nenhuma espécie de cálculo; isso é tão verídico que se alguém disser que sua resposta está errada, você vai parar para refletir, sentido dúvidas em uma coisa que tem certeza.

 É tudo uma questão de respostas por reflexo.

— Qual o nome do namorado da Lívia?

— Namorado? Ela não tem!

Viram só?

— Pode fazê-la topar um encontro com um amigo meu?

— Hum, poder eu até posso, mas…

Lá vem coisa!

— Diga o que quer?

— Quero você, peladinho!

— Tenho namorada e você sabe disso.

— Assim as coisas ficam até melhores.

— E se ao invés de mim eu lhe arrumasse outro?

— Não quero outro!

— Que tal o Felipe?

— Felipe? O Felipe?

— Sim, “O” Felipe!

— Hum, acho difícil. Eu já tentei!

— Eu o consigo para você! Arranje-me o encontro.

— Hum, ok! Mas arranjar um encontro vai ser complicado. Não é assim que as coisas funcionam, não mais. O garoto que deve marcar, então eu vou preparar o terreno e até deixar ela na expectativa. Manda seu garoto convidá-la na hora que o intervalo da escola começar, mas manda ele usar as palavras corretas, Lívia é um pouco tímida, você sabe disso.

Acho que dessa forma também pode funcionar, embora as chances diminuam, pois contar com uma atitude dessas vindo do André é meio complicado, mas irei encorajá-lo.

— Ok! Estamos combinados! — Falei.

— Certo! E o Felipe?

— Vá amanhã à tarde na casa dele. Tudo vai estar certo, pode confiar.

— Hum! Ok!

— Certo! Tchau, Bianca!

— Tchau, meu gostoso! — Ela disse rindo.

Desliguei o celular.

— Oi, mor? — Larissa disse aparecendo segundos depois que encerrei a ligação.

— Olá, meu anjo!

Nos beijamos!

Larissa já está vestida para a escola. Como sempre, linda, né!?

— Vamos, mamãe e papai já estão aguardando para a refeição matinal. Fez os exercícios?

Putz, esqueci!

— Sim!

— Bom garoto! Vamos!

Larissa me guiou até a sala de refeições onde dei de cara com uma enorme mesa com cerca de dez cadeiras e recheada de comida. Mônica e um sujeito estavam ocupando duas das cadeiras.

— Pai, esse é o Charles, meu namorado e, agora, melhor amigo do André — Larissa me apresentou.

O sujeito se levantou. Ele é enorme, alto, forte e vistoso.

— Até entendo você namorar minha linda filha, mas ser amigo do meu garoto? Hum! Você é bem peculiar, meu jovem. Prazer! Sou Rubens Boaventura.

Boaventura? Seu sobrenome que é peculiar, tiozão!

— Prazer, meu nome é Charles Galdino.

— Galdino? — Ele perguntou.

— Sim.

— Por acaso você é parente do Marco Galdino?

— Sim, é meu pai.

— Eu o conheci quando ele foi encaminhado lá para o hospital em que trabalho. Felizmente ele não foi atingido por nenhuma bala naquele infeliz tiroteio, mas ele teve que passar por enxames obrigatórios. Enfim, um bom sujeito. Sente-se conosco para degustarmos juntos esta maravilhosa refeição. Logo após, te deixarei em sua casa, cumprimentarei pessoalmente o seu pai e demonstrarei minha total aprovação quanto ao relacionamento entre nossos filhos.

Então ele conhece o meu pai. Isso é bom ou ruim? Reflito.

Ele é médico? Agora entendo essa voz firme e postura rígida. Parece que deu tudo certo. Tenho carta livre para ficar com a minha dama.

Sento-me ao lado da Larissa e fico observando o Sr. Rubens. Percebo que há uma marca no seu dedo anelar da mão esquerda. Parece que ali deveria haver uma aliança, afinal, ele é casado. Mas ele é médico, talvez ele tire enquanto está no trabalho. Olho para ele e ele devolve o olhar, faço um gesto discreto (coço meu dedo anelar esquerdo) e logo ele percebe que está sem aliança, imediatamente ele esconde as mãos por baixo da mesa.

Estranho isso, bem estranho.

— Volto já! — Ele diz ao mesmo tempo que se retirava da mesa.

Pouco tempo depois ele retorna com sua aliança no dedo. Olha para mim e faz um pequeno movimento com a cabeça como se estivesse me agradecendo ou algo do tipo.

— Cadê o André? — Mônica pergunta.

Segundos após a pergunta, André aparece.

— Uau! — Exclama a mãe dele.

Não foi somente ela que ficou surpreso. Todos ficamos. O cabelo, a calça, a blusa, a jaqueta, o cinto e os sapatos estão em perfeita harmonia.

— Nossa, irmão! Você está um gato! — Larissa fala.

— Se me permite, jovem André, você está lindo — a empregada da casa também concordou.

Até agora eu não a tinha conhecido. É uma jovem mulher de uns trinta e poucos anos. Pele clara, cabelos pretos ondulados maravilhosos. Corpo já desenvolvido, mas o uniforme não deixa a beleza desse corpinho se manifestar totalmente. Ao contrário dos filmes pornográficos, o uniforme de empregada dela não é sex.

— Filho, você está bem charmoso. Isso é coisa sua, Sr.Charles? — perguntou o sogrão.

Sr.Charles?

— Sim, pai! Ele tem sido um ótimo amigo. Queria pedir para o senhor permitir que…

O Sr. Rubens o interrompeu.

— Claro! O Sr.Charles é sempre bem-vindo nesta casa.

Larissa segurou minha mão que estava sobre minha coxa e sorriu para mim.

—Vamos comer! — Disse o pai da minha garota.

Terminada a refeição, O Sr.Rubens me levou para casa.

Conversamos algumas coisas no caminho, mas nada de importância. A não ser um bilhete do Motel das Palmeiras, o mais famoso motel da cidade, que estava entre uma pilha de papéis alocados entre o banco do passageiro e o do motorista. Fingi e ignorei, afinal, não é da minha conta.

Chegamos em casa. Entramos e minha família já estava preste a iniciar a refeição da manhã. Apresentei o pai da Larissa, mas papai já o conhecia desde o hospital e se trataram como velhos conhecidos.

Mamãe o convidou para se juntar a nós, eu percebi que ele ia recusar, afinal, tinha acabado de se alimentar em sua casa, mas, quando Geórgia apareceu, ele ficou parado por alguns segundos olhando-a, então aceitou o convite da mãe e se sentou na mesa conosco.

Ninguém mais percebeu, mas eu notei que ele sentiu desejo pela minha prima. Seus lábios ficaram úmidos e ele serrava os punhos como se estivesse fazendo uma grande força para manter uma fera sobre controle. Achei bem estranho, mas ignorei.

Após a refeição, ele se despediu e foi embora, mas, antes, ainda deu mais uma olhadinha na Geórgia, dessa vez ela também notou.

Fui para o quarto, preparei-me para a escola. E minha rotina prosseguiu.

Cheguei, encontrei Larissa no mesmo local, mas ela não estava sozinha, André estava junto. Aproximei-me.

— Bom dia! — Disse e ambos me cumprimentaram. O portão abriu e entramos na escola.

Quando passamos pelo pátio, vários ou talvez todos os olhares se voltaram para nós. Algumas coisas eram surpresas para eles: primeiro, o fato de o André estar junto comigo. Todos sabem que ele me odeia ou pelo menos me odiava. Segundo, André está mudado e as meninas gostaram da mudança.

O visual bem escolhido, cabelo bem feito, e o fato dele ter boa aparência natural que só precisava ser bem usada fazem dele um partido promissor e desejado. Sem contar que é filho de médico e muito inteligente.

Por um instante, senti-me superado, mas lembrei que não importa, ele nunca vai conseguir ter a garota mais linda da escola, afinal, essa garota é irmã dele — pensei e fiquei rindo por dentro.

Na sala, André sentou na minha frente (antigo lugar do Marcos). Geral estranhou, mas, beleza.

As meninas não paravam de olhar em nossa direção. Larissa não gostou e encarou várias delas de volta, a maioria se conteve. Larissa mete medo!

— Então? — Ele perguntou.

— Você vai convidá-la para sair! — Respondi.

— O quê? — Ele se mostrou nervoso.

— Vai dá tudo certo, basta você chegar nela quando o intervalo começar e fazer o convite. Ela vai até ficar aqui na sala. Já combinei com uma pessoa que vai arrumar tudo.

— Hum!

— Sério mesmo, basta chegar e fazer o convite, mas não vá fazer nenhuma besteira. Lembre-se que ela é tímida.

Nossa conversa em cochichos fazia a galera estranhar. Larissa ficou curiosa para saber e até me perguntou o que tanto conversávamos, mas eu disse que não era nada demais, era só papo de homens. Ela ficou com o biquinho fofo de chateada.

A professora chegou e as aulas começaram.

Bianca me mandou uma mensagem.

—Tudo certo?

— Sim!

— Nossa, André está lindo! Deu vontade de ficar com ele para mim.

— Nem pensar, lembre-se do nosso trato.

— Hum, eu sei. Já falou com o Felipe?

Na verdade, ainda não!

— Não se preocupe! Já falou com a Lívia?

— Sim! Ela suspeita que seja o André. Desde ontem ela suspeita e hoje, quando ela o viu gato desse jeito, ficou até mais animadinha, mas ela é tímida, manda ele ir com cuidado, mas, qualquer coisa, se não der certo, eu o pego para mim.

Ela suspeita? Eu sei que você abriu o bico depois que eu te mandei uma mensagem.

— Contenha-se, garota!

— Estou brincando, meu gostoso!

— Hum! Tchau!

— Tchau!

Bianca cumpriu sua parte do trato. Hora de eu cumprir a minha.

Com a permissão da professora, vou ao banheiro. Chegando lá, faço uma ligação.

— Fala, pequeno Charles!

— Rapaz, eu queria te agradecer pela sua ajuda com o assunto da Lívia e sempre quis te agradecer por ter me protegido naquele tempo.

— Não esquenta, pequeno Charles. Naquela época, seu irmão que tinha me pedido para cuidar de você.

— Mesmo assim, quero agradecer. Estou lhe enviando um presente amanhã à tarde.

— Um presente?

— Sim, receba ela e aproveite.

— Do que você está falando, pequeno Charles?

— Quero que você coma a Bianca.

— O quê? Que papo é esse?

— É um troço que combinamos. Vá, faça isso, não é nenhum sacrifício.

— Você é tão maluco quanto seu irmão, pequeno Charles.

— Então, beleza?

— Darei meu jeito então.

— Cuidado, porque acho que ela vai te dá trabalho.

— Certo!

— Até, Felipe!

— Até, pequeno Cafetão!

Cafetão?

Quando eu ia saindo do banheiro, esbarrei-me com a Amanda. Claro que ela premeditou esse esbarro.

— Oi? — Ela disse.

— Olá! — Respondi.

Ela me olhou de cima a baixo.

— Você é um tesão, Charles!

Olhei para ela de cima a baixo.

— Não posso negar! Você é uma ruiva tesuda!

— Tem certeza que não quer experimentar? — Ela disse colocando a mão esquerda no decote discreto da sua blusa de farda.

Fiquei com tesão. Cheguei a passar a língua pelos lábios.

— Não posso! Tenho que ir — falei.

Ela segurou no meu braço direito.

— Você não pode resistir a seus desejos, Charles. Eu sei o que você quer.

Quando ela me soltou, me afastei e fui para a sala. Amanda é uma ruiva tesuda pra caralho! É uma tentação! — Fiquei pensando.

Cheguei, sentei-me e fiquei aguardando o intervalo.

Hora e outra eu tinha que acalmar o André que ficava cada vez mais tenso. Parecia muito com a minha situação no passado, mas vou me certificar de que ele não faça a mesma besteira que fiz.

— Você chega, diz “oi” e faça o convite, convide para irmos ao cinema. Ela e você, eu e a Larissa. Ter a companhia de uma garota vai mantê-la mais calma. Entendeu?

Depois que eles estiverem juntos, pouco importa que a Larissa descubra que menti naquele tempo. O irmão vai estar feliz e ela também ficará.

O intervalo toca e o pessoal começa a sair da sala. Olho para a Bianca e ela me faz um sinal de positivo. André está nervoso pra caramba.

— É agora garoto, ela está lá, pronta para ti. Aguardando você; vá, mas vá com calma.

Acho que a Bianca também está acalmando a Lívia. Eu não tinha parado para observar, mas a Lívia está gata pra caralho. Aquela garota desajeitada (parecida com o André antigo) se transformou numa formosa e atraente jovem. Até eu fiquei com vontade de pegar.

— Eu vou agora! — André disse.

Fiquei apreensivo olhando-o atravessar a sala em direção a ela. Bianca se afastou um pouco da Lívia. Algumas pessoas ainda estavam na sala, Larissa estava do meu lado sem saber aonde o irmão estava indo.

Passo a passo o meu garoto se aproximava do objetivo. (Eu sei, “meu garoto” soou estranho.)

Eu estava tenso, ele estava tenso, Lívia estava tensa, Bianca também. As pessoas ao redor começaram a notar que algo ia acontecer e também ficaram tensos. A Larissa agarrou no meu braço direito e me perguntou bem tensa:

— É a primeira vez que ele vai falar com ela, não é?

— Sim! — Falei, não tinha mais motivos para mentir.

— Sempre desconfiei!

— Desculpe!

— Não tem problemas, obrigado por ajudar tanto assim o meu maninho.

André se aproximou mais ainda e Larissa apertou meu braço. A tensão tomou conta do ambiente.

Finalmente ele chegou. André e Lívia estão cara a cara. As pessoas, que outrora saiam e saíram da sala, ficaram e retornaram para presenciarem o que estava preste a acontecer.

Só faltou uma música romântica, porque o clima está perfeito, tão perfeito quanto o melhor dos filmes românticos.

— Ele travou? — Larissa me perguntou. Todos estavam se perguntando isso, até eu.

Eles se encaravam olho a olho e isso só aumentava o clima e a tensão na sala.

Porra, vou morrer de ansiedade. Caralho, vou gozar com essa ansiedade! Fala alguma coisa, PORRA!!!

 — Oi? — Ele falou! POoooooooorrrraaaaaa, ELE FALOU!!! Todos se recusavam a piscar os olhos, as respirações cessaram e apenas as batidas dos corações do potencial casal eram escutadas.

— Oi! — Ela respondeu! Pooooooorrrrraaaaa, ELA RESPONDEU!!!

A galera foi à loucura!!! Todos se perguntavam: E AGORA???? E AGORA, PORRAAAA????

Não consegui, fechei os olhos. Era muita ansiedade para o meu coração.

De repente, escutei os gritos de louvores da galera. Assustei-me e pensei: ELE LEVOU UM TAPA!

Larissa me sacudiu.

— Charl, olha! Charl, olha! Abre os olhos e olha!!!

Abri os olhos lentamente e quase tive um infarto.

Olhei para a Larissa e ela estava elétrica dando pequenos saltos de alegria e me sacudindo. Olhei para o público e todos estavam aplaudindo e gritando. Então, finalmente, olhei para o casal e lá estavam eles com seus lábios conectados.

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 34

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 34: Cupido – parte 2/3 ‘Mudanças’.

O deus erótico existe e ele conspira a meu favor!

Minhas esperanças estavam nas últimas. Cheguei a me levantar para ir embora. Porém, antes que eu me retirasse, fui agraciado com uma linda visão: bati meus olhos em um dos monitores do computador do André e lá notei várias fotos da Lívia.

Claro que isso não era o suficiente para confirmar o interesse dele nela, mas já era mais que o suficiente para eu iniciar o meu jogo. Com algumas indiretas e diretas, o garotinho acabou confessando.

— Como você descobriu? — Ele perguntou envergonhado.

— Não foi difícil! — Respondi com confiança.

— Foi o jeito que eu olho para ela na sala?

Você olha para ela?

— Sim, foi exatamente isso. Você não deve olhar muito para uma garota, pois levanta suspeitas.

— Entendo.

Aquele garoto ignorante e agressivo se transformou em um garotinho assustado e envergonhado. Deu-me até uma vontade de rir.

Saber que ele gosta dela vai me fazer poupar muito tempo e energia. Na verdade, eu não tinha ideia de como iria fazê-lo sentir atração por ela se já não estivesse atraído. É um grande alívio para mim.

— Você não vai falar para ninguém, né? — Ele pergunta.

— Posso comer algumas batatinhas? — Pergunto.

— Pode pegar qualquer uma, olhe, tem um pacote aí do seu lado direito — ele disse apontando.

Peguei o pacote de batatinhas, abri e comecei a levar algumas até minha boca. André também pegou um dos pacotes e fez o mesmo, só que ele comia com mais vigor do que eu, como se estivesse comendo para aliviar a tensão. Realmente ele está nervoso.

— Então? Já falou com ela? — Indaguei.

— Com quem?

— Com a Lívia! Com quem mais poderia ser?

— Não, não! Não falei com ela.

— Por que não?

— Não vou te falar sobre minha vida pessoal — ele disse aparentando querer voltar a ser o chato irritante de antes.

— Como você quiser.

Terminei de comer as batatinhas do saco e peguei outro. Esse quarto está infestado de pacotes de batatinhas e salgadinhos.

— Acho melhor você ir embora antes que coma todo o meu suprimento — André fala.

Suprimentos? Que merda de suprimentos? Por acaso está se preparando para um apocalipse zumbi ou algo do tipo? Aliás, quem diabos tem batatinhas e salgadinhos como suprimentos?

— Quer ajuda? — Indaguei.

— Ajuda com o quê?

— Com a Lívia.

— Como assim?

— Posso te ajudar a conquistar ela — afirmei.

— Quem disse que quero conquistar ela?

— Não quer? Então tá! — Falei e fiquei aguardando.

Tenho certeza de que ele vai perguntar se posso mesmo ajudar. Afinal, está mais do que claro que ele se amarra nela. Até parece um pouco comigo na época em que conheci Luara: apaixonado, envergonhado e incubado.

Depois de alguns instantes de silêncio, ele voltou a falar:

— Você pode, sabe, pode mesmo me ajudar? — Ele quase não fala. Quanto orgulho.

— Claro! Sou o mais indicado para te ajudar, olha aqui a gata que eu tô pegando — mostrei-lhe uma foto no celular.

— Hei, essa é minha irmã!

— Eu sei! — Disse rindo e recolhendo o celular. Ele ficou emburrado.

— Então, vai me ajudar? — Ele perguntou.

— Com uma condição! — Falei.

Eu tenho que ajudá-lo de qualquer forma, mas vou ver se consigo algo a mais com esse serviço de cupido.

— Condição? — Ele indagou desconfiado.

— Sim, uma condição.

Não tenho nada em mente no momento.

— Qual?

— Nada no momento, mas fica me devendo uma.

— Hum! Ok!

— Certo! — Falei esticando o braço e apertamos as mãos para confirmarmos nosso acordo.

André ficou estranhamente com um sorrisinho no rosto.

— Por onde começamos? — Ele perguntou ansioso.

— Vamos começar abrindo as janelas desse quarto — falei.

— Por quê?

— Lívia é uma garota cheia de espírito, então você também deve ter um. E como sol é vida, vamos enfiar vida no teu espírito.

Só falei bobagem, na verdade só quero ver a luz do sol neste quarto escuro e abafado do caralho.

Abrimos as janelas e a luz revelou que o quarto estava bem mais bagunçado e imundo do que eu pensava.

— Que merda de quarto! — Exclamei.

André não falou nada, até ele concorda que está mesmo uma merda.

—Vamos limpá-lo! — Exclamei tirando a camisa.

— Por que temos que limpar o quarto e por que diabos está ficando nu aqui?

— Você vai trazê-la para cá em algum momento, então é bom ter um quarto agradável. E não vou ficar nu, porra! Anda, vamos começar.

Começamos a limpar o quarto e muitos minutos se passaram. Larissa notou que já estávamos no quarto a bastante tempo e veio verificar.

Ela bateu na porta.

— Quem é? — Gritou André.

— Sou eu! — Larissa respondeu. André reconheceu a voz.

— O que foi? — Ele indagou.

— Está tudo bem? O que estão fazendo? E essa música aí? Você não matou meu namorado, né?

— Estamos limpando — André respondeu.

— Limpando o quê? — Ela perguntou.

— O quarto! — Ele disse

— Sério? — Ela indagou cética.

— Sério! A propósito, pode trazer alguma coisa para bebermos? Já faz um tempo que não bebo nada — entrei na conversa.

Larissa não respondeu nada.

— Mor? — Gritei.

Ela não respondeu.

Fui até a porta e a abri devagarinho. Uma mão me puxou para fora e depois fechou a porta.

— Hei, o que foi? Tudo bem? — André gritou.

— Só um momento, André. Já ele volta — Larissa falou.

Larissa me empurrou contra a parede.

— Que porra é essa? — Ela perguntou falando baixinho.

— O quê?

— Meu irmão te odeia! E mesmo assim vocês estão limpando o quarto dele que, por sinal, ele nunca limpa, e se divertindo sem camisa ao som de música eletrônica. Que porra é essa?

— Seu irmão não me odeia!

— Claro que odeia. Ele odeia qualquer um que fique com alguma de suas irmãs.

— Irmãs?

— Sim, não me diga que não te falei isso?

— Não, você não me falou. Achei que seu único irmão era o André.

— Aff! Mas não tem importância, ela pouco conviveu conosco. Mora com nossos tios na Espanha.

— Como é o nome dela?

— Verônica, ela é nossa irmã mais velha, apenas alguns anos a mais, tem 21. Enfim, como fez essa mágica em fazer o meu irmão gostar de você e limpar o quarto?

Se chama B.U.C.E.T.A – pensei rindo mentalmente. Mas acabei rindo um pouco na real.

— O quê? Por que está rindo?

— Acho que você já pode me soltar — comentei.

Ela olhou e percebeu que estava com sua mão direita sobre meu peitoral suado.

— Nossa! — Ela exclamou.

— O quê?

— Já tá ficando definido.

Fiquei quase com vergonha quando ela falou isso.

Larissa desceu a mão do meu peito, passando pelos morrinhos do meu abdômen e continuou até colocar alguns dedos dentro da minha calça. Senti meu pênis ser levemente cutucado por suas unhas. Então ela me puxou e me encostou no seu corpo.

— Gostoso! — Ela disse suspirando.

Fiquei excitado.

— Eu poderia te comer aqui e agora — ela continuou.

O quê? — Pensei.

— Hei!? — André gritou. Pelos sons de seus passos, ele está a caminho da porta.

Larissa me soltou pouco antes dele abrir a porta.

— Então? Vamos logo acabar com isso, ainda falta muita coisa — André falou.

— Vou pegar algo para vocês beberem — Larissa disse e saiu, mas não antes de me dar uma olhadinha bem safadinha.

Nossa, ela é linda e perigosa.

— Para de olhar para o bumbum da minha irmã — André resmungou ao me notar encarando o rebolado da jovem.

Eu sorri mentalmente.

— Vamos logo com isso! — Exclamei entrando no quarto.

Em poucos minutos Larissa trouxe um lanchinho.

ALGUM TEMPO DEPOIS…

Levou algumas horas, mas deixamos o quarto uma beleza. Estando limpo, é um quarto de dar inveja. Grande e bem mobilhado.

— Pronto, perfeito! — Falei suspirando.

— Até que ficou bacana — meu cunhado comentou.

— Agora é a sua vez! – Afirmei.

— Minha vez? Do quê?

— Você deve fazer algumas mudanças no visual. Seu cabelo é bacana, mas precisa de um corte adequado. Também devemos cuidar dessa pele pálida de tanto ficar em um quarto escuro e, principalmente, mudar o seu modo desajeitado de se vestir.

— Vai tomar no cu! — Reclamou.

— Esse é o espírito! Vamos lá.

— Pra onde?

— Procurar um salão para cuidar do seu cabelo.

— Nem a pau eu vou!

— Sério? Tá bom — fiz papel de desinteressado. 

— Ok! Vamos! Mas já é quase noite

— Então vamos logo!

Depois de um bom tempo no salão, deu certo.

Quando voltamos para a casa dele, já era noite. Ao entrarmos na sala, lá estavam a Larissa e a mãe dela nos aguardando.

— Até que enfim chegaram! — Exclamou Larissa.

— Nossa! Gostei do cabelo, filho! — A mãe de André se manifestou.

André ficou envergonhado. Pediu licença e foi, segundo ele, tomar um banho.

Fiquei na sala com as duas. É a primeira vez que vejo a mãe da Larissa.

Já namoramos a um bom tempo, mas eu nunca cheguei a conhecer a mamãe e nem o papai dela.

— Então? — A mãe perguntou com aquelas torces fingidas apenas para chamar a atenção.

— Então, mãe! Esse é o Charles, meu namorado! E Charles, essa é a minha mãe, Mônica — Larissa fez as apresentações.

— Muito prazer, dona Mônica! — Falei segurando o máximo a timidez.

Ela deve ter uns 40 anos, mas com a juventude de uma mulher nos auge dos vinte e tantos anos.

— Então você é o sujeito que tem dado motivos para a minha filha sempre andar com esse sorriso no rosto e, agora, é também o responsável por colocar o complicado André na linha? Com certeza o prazer é todo meu, mas não precisa me chamar de “dona”. Chame apenas de Mônica — ela disse rindo levemente.

Eu dei um sorrisinho só para parecer simpático.

— Bem, vou deixar vocês a sós. Mas, Charles, acho que já é tarde para você ir para casa, meu marido não está aqui com o carro dele e o meu se encontra na oficina; então você pode dormir aqui se quiser. Temos quarto de hóspede, mas ele estar a muito tempo sem uso, então não vai lhe servir bem, mas você pode dormir no quarto do André, temos alguns colchonetes de acampamentos e você pode usar um.

Eu pensei em recusar, pois dormir assim na casa de outra pessoa nunca foi a minha praia. Porém, quando olhei para a Larissa, para o rostinho lindo dela, o seu corpo delicioso e, ao lembrar da garota quente que ela é, não pude recusar tamanha oportunidade de passar uma noite embaixo do mesmo teto que ela.

— Muita gentileza sua, vou apenas avisar aos meus pais. Obrigado! — Respondi e agradeci.

— Você é sempre bem-vindo nesta casa — dona Mônica comentou e se retirou em seguida.

 Olhei para a Larissa e trocamos um olhar carregado de segundas intenções. E depois ela seguiu a mãe.

Fui até o quarto do André lhe contar a novidade. Ele aceitou de bom grado. O que já não é mais estranho, pois estamos trabalhando muito bem em sua jornada para conquistar a Lívia e ele está entusiasmado.

Tomei um banho, André me emprestou um calção esportivo e uma camiseta. Jantamos em seu quarto, porque o horário da janta da família passara antes de chegarmos em casa, jogamos um pouco de vídeo game e nos deitamos.

— Charles?

— Sim?

— Acha que ela tem namorado?

— Não sei!

— Como vamos descobrir?

—Não se preocupe, conheço alguém que irá nos ajudar.

— Quem?

— Relaxa!

Ficamos em silêncio por um instante.

— Charles?

— Sim?

— Valeu, cara!

— O quê?

— Você fez uma enorme mudança na minha vida em apenas uma tarde. Agradeço por isso, fazia tempo que minha mãe não me elogiava. Nem minhas boas notas estavam mais agradando-a. Então, sou grato a você.

— Não foi nada cara, afinal, você é o meu cunhadinho e somos amigos.

— Amigos? — Ele perguntou surpreso.

— Sim!

— Eu nunca tive amigos. — Ele disse.

No fim das contas, André não é tão diferente de mim.

— Agora tem. — Falei.

— Valeu, amigo! — Ele disse.

Ficamos em silêncio por mais um instante. O relógio falta pouco para marcar duas horas da manhã, ou madrugada, para os boêmios.

— Ei, Charles?

— O quê?

— Pode ir lá no quarto dela, se quiser. Mamãe já está dormindo e tem sono pesado.

— Sério? — Perguntei me levantando.

— Sério, vai lá cara, só não faça bobagens, hein!

— Valeu, cara! — Agradeci e dei no pé.

Atravessei a casa e cheguei na porta do quarto dela. Quando eu ia bater, a porta se abriu.

— Você demorou, hein! Vamos, entre! — Larissa disse.

Entrei e ela trancou a porta travando-a a fechadura.

Larissa está em um vestidinho de seda verde-fraco bem fino e curto. É tão fino que consigo ver sua pequena calcinha verde. O decote extravagante e justo aperta seus seios lindos. O belo cabelo solto e os pés descalços me deixam ainda mais louco. Ela se senta na cama.

— Tire o calção, a camisa e venha, Charl!

Faço como o ordenado. Aproximo-me da cama e Larissa se deita. Deito-me por cima dela e começo a beijá-la.

Enquanto beijo a deliciosa boquinha dela, levo minha mão direita até sua coxa esquerda e aperto-a bem firme. Larissa suspira. Subo minha mão por baixo do vestidinho, chego na cinturinha dela e vou até seu seio esquerdo e apalpo-o. Larissa solta suspiros mais fortes.

— Fique em pé! — Ordeno.

Larissa fica de pé e eu também me levanto. Afasto a alça direita do seu vestido até escorregar pelo seu braço direito e faço o mesmo com a alça esquerda. O vestidinho cai aos seus pés e eu fico diante do corpinho quase nu dessa linda garota.

— Gostosa! — Digo. Ela dá um sorrisinho.

Sem nada falar, ela pôs suas mãos nos meus ombros e fez força para que eu me abaixasse.

Fiquei de joelhos.

Cara a cara com sua calcinha, movi minhas mãos para desatar os nós que seguram a peça em seu corpo, mas quando toquei nela, Larissa deu tapas nas minhas mãos.

— Não, não. Use apenas a boca. — Ela instruiu.

Olhei para ela e ela me deu mais um sorrisinho.

Desatei ambos os nós usando apenas a boca, então a pequenina calcinha também caiu. Fiquei diante de uma linda, lisa e claramente apertada bucetinha. Não deu outra, caí de boca. No momento em que minha língua tocou seu clitóris, suas coxas apertaram minha cabeça e ela gemeu.

Suas mãos grudaram nos meus cabelos. Ela botou tanta força que cheguei a pensar que queria enfiar meu rosto nela.

Igualmente animado, minha língua subia e descia entre seus lábios vaginais. Separando-os como se fosse gelatina. Sua buceta foi ficando mais molhada a cada lambida. Quando mamava seu clitóris, ela gemia o meu nome.

Depois de um enorme gemido dela, parei e a encarei.

—Que foi? Continue! — Ela disse.

Derrubei-a na cama, separei suas coxas e voltei a massagear com a boca esta bucetinha gostosa.

Coloquei dois dedos sobre o clitóris e comecei a estimulá-lo. Suas coxas me apertaram novamente e ela puxou forte meus cabelos e voltando a gemer bastante. De repente, ela cruzou suas pernas em volta do meu pescoço, colocou as duas mãos na minha cabeça e me puxou com muito mais força.

— Vamos! Mais forte! — Ela ordenava.

Quase entrei nela. Minha língua começou a ganhar espaço e a entrar fundo. Larissa gemeu tão alto dessa vez que, se o quarto não fosse bem isolado acusticamente, até mesmo o André ou sua mãe teria escutado.

Um rio se formava entre suas pernas. A língua entrava fundo e os dedos se movimentavam rapidamente. Seu corpo começou a tremer e ela começou a gritar meu nome entre gemidos abafados; a garota colocou suas mãos na própria boca porque já não estava mais aguentando. Suas pernas abriram libertando minha cabeça. Olhei para ela e aumentei a velocidade dos dedos sobre o clitóris e, momentos depois, aconteceu! Ela gozou!

Os panos sobre a cama ficaram encharcados. Larissa, que estava esticada e totalmente exausta, olhou-me.

— Venha, deite-se comigo, Charl!

Deitei-me ao seu lado e ficamos olhando um para o outro. Ela passou a mão no lado direito do meu rosto.

— Na próxima você me terá, está bem? — Ela disse.

Olhei para ela. É tão linda!

— Agora, vamos. Sua vez de gozar!

Deitado, olhei para o teto e aguardei. Senti ela tirando minha cueca e beijando minha barriga. Depois senti ela pegando o meu pau que estava estourando de duro. Continuei olhando para o teto até que minha visão começou a falhar quando senti algo gelado e quente ao mesmo tempo entre as pernas.

Antes dos meus olhos revirarem por completo de tanto prazer, ainda pude ver a cabeça dela subido e descendo entre minhas pernas. Depois disso fechei-os e o meu corpo começou a formigar.

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 33

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 33: Cupido – parte 1/3 ‘Abordagem’.

O Luau dos Galdinos foi lindo. Na semana seguinte, ocorreu o Luau das Palmeiras. Foi magnífico e, mais uma vez, sucesso na região.

Durante e depois das festividades, Larissa e eu vivemos nossos dias de namorados tranquilamente até que, um dia, já impaciente, desejou falar com o irmão sobre o suposto relacionamento dele com a Lívia.

Estou preocupado porque, afinal, esse relacionamento não existe; ele não passa de uma mentira que inventei para acalmá-la em uma situação complicada. E se descobrir que menti, ela vai ficar bem chateada e puta comigo.

Hoje, na escola, ela disse que estava convencida a falar com o irmão. Com um pouco de sorte, consegui convencê-la a me deixar falar com ele antes. Usei o argumento de que homens só falam dessas coisas com outros homens. Ela não concordou muito com a ideia no início, afinal, eu e o André não somos nem um pouco chegados; mas ela consentiu em me deixar fazer isso.

Acabei de almoçar e estou sentado na minha cadeira de escritório — que gosto pra caralho — e olhando da janela do meu quarto. Vejo o Sr. Luís deitado em uma rede na varanda de sua casa fumando um cigarro. Do outro lado da rua tem uns garis sentados à sombra de algumas árvores, cada qual degustando a sua apetitosa quentinha.

Olho para baixo e vejo mamãe e papai indo em direção aos sujeitos levando jarras de sucos e copos. Aqui na nossa pacata cidade as pessoas, em sua maioria, são solidárias umas com as outras.

Continuo observando o movimento até que o barulho da porta do meu quarto abrindo rouba-me a atenção.

— Oi?

— Oi, Geórgia!

— Posso entrar?

— Entre.

Volto a olhar o mundo lá fora ignorando a minha convidada inesperada.

Geórgia senta na minha cama. Pois só há uma cadeira no meu quarto e eu estou com a bunda nela.

— O que você está fazendo? — Ela pergunta.

— Olhando.

— Olhando o quê?

— Qualquer coisa.

— Ah!

Ela fica em silêncio por alguns instantes.

— Ei, Charles!?

Viro-me e olho para ela. 

— O quê?

Ela olha para o lado com a expressão de quem está pensando calmamente se deve prosseguir a fala ou não.

Então ela dá um suspiro.

— Não é nada, tchau! — Ela fala e sai do quarto.

Fiquei sem entender nada, mas não me preocupei. Apenas voltei a olhar pela janela.

— Iaew, filhão! — Gritou papai quando retornava com a mamãe.

— Iaew, pai! — Respondi com uma voz sem muito entusiasmo.

— Que foi? Está triste? Já perdeu a garota? — Ele gritou lá de baixo.

Ele não devia falar essas coisas para toda a vizinhança ouvir.

— Que nada, pai!

Ele sorriu, a mãe sorriu, o Sr. Luís sorriu, os garis sorriram e todos que escutaram o diálogo sorriram. Mais uma vergonha para a conta.

Tirei minha presença da janela e a joguei na cama afundando meu rosto no travesseiro e me forçando a pensar.

Logo devo ir ter com André e não tenho a mínima ideia do tipo de conversa que se sucederá.

Fico na escuridão da dúvida até que uma pequena luz acende na minha cabeça. Tiro o celular do bolso, digito e envio uma mensagem para o meu irmão.

— Irmão? — Envio com a esperança dele me responder de imediato.

— Diga! — Ele responde rapidamente.

— Preciso de uma coisa — envio.

— Ok! Quer uma puta nova ou mais experiente?

— O quê? Do que tu tá falando? Quero o contato do Felipe!

— Pequeno Charles, você curte é?

— Vá tomar no cu! — Irrito-me com ele. — Vai me passar ou não?

— Ok! Vou lhe mandar o contato.

— Obrigado!

— De nada, maninho! Use camisinha ou diga para ele usar.

— Vá tomar no cu!

— kkkk

Esse sujeito me tira do sério.

Vou ao banheiro e retorno após alguns poucos minutos. Digito uma mensagem e envio para o Felipe.

— Iaew? — Digo.

— Fala, pequeno Charles!

— Como sabe que sou eu?

— Rodrigo acabou de me passar seu número e avisou que você iria entrar em contato. Ele também mencionou um papo de camisinha.

— É frescura dele! Quero lhe perguntar uma coisa.

— Pode perguntar, pequeno Charles!

— Chegou a conhecer a Lívia?

— A que estuda com você?

— Sim! Ela mesma.

— Claro que conheci. Por quê?

— Ela gosta de homens?

— Sim, está querendo pegar é? Mas ouvi dizer que você namora a Larissa.

— Não, não estou querendo pegar. É um amigo que quer. Como faço para chegar nela? Tipo, é para um amigo.

— Rapaz, a Bianca é a pessoa que mais pode te ajudar nessa. Elas são bem amigas.

— Beleza.

— Ei, pequeno Charles, foda o que aconteceu com a Luara, velho!

— Pois é! Tem alguma informação dela?

— Não, mas tenho do culpado. Se quiser, a gente faz uma surpresa para ele.

— Ok! Depois fazemos isso. Valeu, Felipe!

— Na hora, pequeno Charles!

Pelo menos agora sei que ela gosta de homens. Já é alguma coisa. Devo entrar em contato com a Bianca para que ela me ajude, mas primeiro devo falar com o André e ver se ele tem interesse na Lívia. Se ele não tiver, devo fazê-lo ter custe o que custar.

Coloco uma camisa e saio rumo à casa da Larissa para falar com o irmão dela.

Em alguns minutos, chego ao meu destino. Toco a campainha e Larissa aparece para me receber.

— Oi? — Ela me cumprimenta abrindo o portão.

— Oi! — Correspondo e dou-lhe um selinho.

— Um selinho? Vem cá, me beija de verdade — ela disse me puxando para dentro do jardim da casa.

A coisa estava ficando séria.

— Eita! — Falei suspirando após o beijo.

Ela apenas sorriu.

Que garota linda!

Larissa me guiou até a porta do quarto do André.

— Tem certeza? — Ela indagou.

— Sim, não se preocupe — dei outro selinho nela; ela me olhou com a carinha de brava e saiu.

Que garota linda!

Quando ela me virou as costas dei-lhe uma tapinha no bumbum. Ela me olhou, deu um sorrisinho e continuou andando até sumir de vista.

Que rebolado gostoso!

Bom, agora é a hora! Levantei meu braço, fechei a mão e dei golpes na porta.

— Quem é? — Gritou André?

— Sou eu, Charles!

— Errou de quarto! O quarto da Larissa é do outro lado da casa.

— Não estou procurando por ela.

— Então vá embora!

Esse cara é chato pra caramba. Desgraçado, fdp do caralho!

— Precisamos conversar — insisto.

— Eu acho que não.

— Sério, me deixe entrar.

— Cai fora, cara!

— Pau no cu! — Perco a paciência.

— Vai me ofender agora? Primitivo idiota — ele reage.

— Idiota é você, nerd punheteiro do caralho. E sim, estou pegando sua irmã mesmo. Tem raiva de mim por causa disso? Que se foda. Pau no cu!

— Logo minha irmã vai se dar conta de que você não é digno dela.

— Digno é meu pau no teu cu. Abre a porra da porta!

— Vou ligar para o meu pai.

Ferrou!

— Ei, André? — Acalmo-me.

— Já estou discando os números.

O babaca é do tempo de discar números?

— Salva a porra do número na agenda do celular, fresco! — Falo.

— Eu faço o que eu quiser. Estou ligando!

Ferrou!

— Se não abrir essa porta, eu vou contar para sua irmã — ameaço.

— Contar o quê?

É só um blefe.

O segredo é atacar a curiosidade. E como todo mundo tem algo a esconder, provavelmente irá funcionar.

 — Já estou indo contar.

— Espera! — Ele grita destrancando a porta e colando o olho na pequena abertura.

— Vai me deixar entrar? — Pergunto.

— Diga o que vai contar a ela?

— O teu segredo.

— Meu segredo?

— Sim, você pode esconder de todo mundo, menos de mim.

É apenas um blefe. Não sei de porra nenhuma, mas, pela expressão dele, parece que tem coisa.

— Diga o que é! — Ele fala aparentando estar preocupado.

— Me deixe entrar e conversaremos no seu quarto.

— Ok! Entre, mas deixe os sapatos aí fora.

— Por quê?

— Quer entrar ou não?

Tiro os meus sapatos e entro.

É um quarto cuja iluminação provida do sol é zero. É tudo escuro com várias telas de computadores interligadas e vários pacotes de salgadinhos e batatinhas espalhados por tudo quanto é canto, uns abertos e outros fechados.

— Pode sentar em qualquer lugar! — Ele fala.

Como se eu tivesse muitas opções.

— Que merda de quarto maluco é esse? — Faço uma crítica.

Ele me olha com a cara fechada.

— Fale ou caia fora! — Ele fala curto e grosso.

Eu não tinha ideia do que falar. Tentei enrolar para ganhar tempo.

— Cara, na moral, porque você me odeia? — Pergunto.

— Eu não te odeio. Só não gosto da sua existência. Você deveria se desmontar logo e voltar a ser poeira cósmica.

Que porra é essa?

— Tem inveja de mim por causa das minhas notas ou receio por eu ser o namorado da sua irmã?

— Inveja? Minhas notas são tão boas quanto as suas e te supero em física e química.

— Manjo na matemática, mané! Sabe o que isso significa?

— O quê?

— Que sou foda e tu deve sentar na minha “Pitágora” — falei dando um sorrisinho.

— Não entendi! — Ele disse.

Cara, ele não entendeu? Alguém entendeu a referência?

— Deixa para lá! — Falei chateado por ele não ter entendido a piada.

— Então, se não tem nada para falar, vá embora!

Eu já estava sem opção mesmo, então me levantei com a intenção de ir embora; e foi nessa hora que bati os olhos em um dos monitores do computador maluco desse cara e lá estava uma aba aberta com várias fotos da Lívia.

Dei um sorrisinho maligno e me sentei novamente.

— Está rindo do quê? — Ele perguntou.

Dei mais um sorrisinho.

— Sente-se, pequeno André — falei todo confiante — temos muito o que conversar.

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FAG – Capítulo 32

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 32: O Lual dos Galdinos – parte 2/2

Uma vez trancando no banheiro com a minha prima, Diana Galdino, diversas coisas poderiam acontecer. Poderíamos nos pegar infinitamente, pois, como eu disse antes, ela é uma garota com atributos agradáveis. Ainda tem muito potencial para desenvolver, mas já é incrível.

— Me mostra — ela fala de repente.

— Mostrar? O quê?

Ela faz cara de poucos-amigos deixando claro sua impaciência comigo. Diana se aproximou o suficiente, seus cabelos loiros, sua pele de galega e seu aroma de tesão manifestado me deixam paralisado.

— Bota o pau pra fora — minha prima ordena sem escrúpulos.

Tratei logo de obedecer.

Mesmo um pouco envergonhando, só um pouco mesmo, coloquei o meu garoto para fora. Ele balançou no ar e depois ficou em posição de sentido, como um bom e fiel soldado.

Diana o olhou atenciosamente. Se eu não estiver louco, acho que ela está analisando-o nos mínimos detalhes, como se procurasse algo. Contudo, fico calmo, eu sei que não tenho gonorreia ou outra coisa do tipo, afinal, não se pega DST transando com tijolos. Eu acho.

— Bom — ela rompe o silêncio e se afasta.

Sem entender nada, primeiro guardo o pau e depois trato logo de perguntar o que ela estava procurando.

— Um pau compatível e interessante o suficiente — Diana respondeu tranquilamente ao passar por mim e destrancar a porta.

Um pau compatível? Que porra é essa?

— Como assim “um pau compatível”? Compatível com o quê? — Pergunto dando o espaço necessário para a garota conseguir abrir a porta do banheiro.

Ela abriu e foi saindo do banheiro.

Segurei em seu ombro.

— Que foi? — Indagou-me secamente.

— O que foi isso que acabou de acontecer? Você disse que queria falar comigo no banheiro assim que todos saíssem da casa, achei que… — não encontrei palavras para continuar.

— Achou o que, Charles? Que íamos nos beijar? Que eu iria dar para você?

Tipo isso. Sabe como é, né?

— Não, mas é que, sabe, não entendi porra nenhuma — reclamo — compatível com o quê?

A galega suspirou como quem buscasse as últimas gotas de paciência. Por fim, olhou-me com foco.

— Eu gosto da minha — falou apontando para baixo.

— Da sua o quê? — Indago.

Ela aponta para baixo novamente.

— O quê? — Fico sem entender.

Ela volta a respirar fundo e chega a revirar os olhos de tamanha impaciência.

— Da minha buceta, cacete! — Esbraveja.

— Ah!

— Idiota lento — ela resmunga. — De qualquer forma, amo a minha buceta e como terei que preencher ela em breve, estou à procura de um pênis compatível para início de conversa.

É o quê? Ela está procurando um pau que seja compatível com a buceta dela? Que porra é essa? Só tem doido nessa família? Mas, de qualquer forma, o meu é compatível? Se for grande demais é só falar que corto um pedaço.

— Entendi — falo tranquilamente — mas, e então, achou o meu compatível?

— Um dia saberá — Diana fala já me dando as costas e se afastando de mim.

Com o fôlego recuperado, o pau guardado e após aguardar um tempo no banheiro, segui pelo corredor rumo à escada. Diana, a essa altura, já deve ter saído da casa. Fiquei pensando nela. Acho que deve ser muito show ficar com uma garota tão decidida quanto ela. Apesar de ser prima.

Quando comecei a descer a escada, escutei vozes e risos vindo da cozinha. Pelo visto, ainda tinha gente na casa.

Na medida em que me aproximei, pude distinguir o diálogo dos ruídos.

— E foi assim que terminou o Luau do ano passado — uma das pessoas afirma.

— Não dar para imaginar a cena sem rir — a outra pessoa fala entre risos.

As duas vozes riem.

Quando meto a cara na cozinha, vejo Larissa e Nicolas.

— Ah! — ela exclama — Oi, Charl! – Corre alegremente até mim e me agarra o pescoço.

Enquanto minha namorada me aperta, olho, por cima do seu ombro, para o sujeito. Nicolas está tranquilamente bebendo um suco olhando para não sei onde. Espera, esse filho da puta está olhando para a bunda da minha garota.

— Está atrasado, primo Charles! — Ele comenta com sua tradicional voz serena. Meio que imitando o jeito de falar do meu irmão. — Até Diana já foi.

Este último comentário, além de desnecessário, foi intencional. Eu acho.

Nicolas suspeitou de algo?

— Charl, seu primo contou umas coisas hilárias sobre você — Larissa comentou sorridente. — É verdade que você vomitou em cima da sua comida no Luau do ano passado?

Filho da puta.

— Aconteceu — respondo evasivamente. — Então primo, minha namorada não é uma garota incrível? — Confesso que fiz de propósito, para marcar território.

Nicolas terminou de tomar o suco, não sem deixar um pouquinho no copo — uma mania de gente fresca — e o repousou sobre a mesa.

— Concordo — ele comentou caminhando na nossa direção — então, vamos logo? Diana já nos aguarda no carro.

Felipe ficou responsável de nos levar até o Lago. Apesar da nossa cidade ser pequena, é uma caminhada que pode ser chata às vezes.

Pouca conversa aconteceu durante o caminho. Nicolas foi sentado no banco da frente. Larissa, Diana e eu no banco de trás. Apesar de acompanhado da minha linda namorada, não pude evitar de pensar no que acontecera agora a pouco entre minha prima e eu.

Chegando no Lago, todos desceram do carro e foram para onde o pessoal se encontra reunido. O local está lindo, bem decorado e com uma fogueira enorme queimando. Muita comida e uma banda local tocando, cortesia do meu avô. Ele não veio, mas providenciou um agrado.

Durante o evento, muitas conversas rolaram. Cada um dos adultos gastava sua saliva para falar sobre suas vidas no último ano. Quando chegou a vez dos meus pais, gastaram quase todo o tempo falando do Rodrigo. Que ele havia arrumado um emprego na Capital Nacional e já estava ganhando bem, afinal, o filho da mãe tem um Mustang 69. Cacete!

Rodrigo, apesar de agraciado com os elogios, pouco se manifestou. Ficou tranquilo e quase calado, o que não é de práxis. Talvez seja a ausência da Nathalia, não sei.

— E o Charles? Cresceu, hein — comentou um dos meus tios. Os demais adultos seguiram o exemplo. Em pouco tempo, passei a ser o assunto da conversa da família, pela primeira vez na vida.

— Mudou muito — minha mãe comentou — e olha essa jovem, não é linda?

Minha mãe fala da Larissa. Esta ficou tomate de vergonha, todos olhando para ela e lhe descarregando elogios. Sófia ainda a chamou de “futura nora”. O que achei muito pesado, pois ainda é cedo para isso. Mas, minha namorada, por outro lado, parece que gostou da fala de minha mãe.

Depois que o assunto tornou a mudar, senti vontade de sair um pouco do grupão. Toquei em Larissa e fiz o gesto, ela entendeu. Nos levantamos e saímos praticamente sem sermos notados.

À medida em que nos afastávamos, o som das vozes e da banda ficava diminuído. Ao caminharmos descalços na areia, sob um belo luar, o clima previa um romance. Larissa repousou a cabeça no meu ombro esquerdo e me agarrou o braço, caminhamos assim por algum tempo. Em silêncio, a contemplar a Lua e as estrelas.

Depois de um tempo, paramos. Olhamos para trás e só conseguimos ver um pequeno ponto ardente bem distante, é a fogueira. Longe e sozinhos, caímos na areia. Ainda a contemplarmos o luar.

— Sua família é incrível — ela comentou alegre.

Fiquei em silêncio, mas segurei sua mão para lhe dar uma resposta positiva sem dizer uma única palavra. Ela parece ter entendido, e resolveu usar meu peito como travesseiro. Aninhou-se como uma gatinha.

Fiquei esfregando suas costas com carinho. O tempo foi passando e a intensidade do carinho aumentou, quando dei por mim, minha mão tocava na carne nua de suas costas. Nossos lábios, à essa altura, unidos mais do que nunca.

Durante uma pausa para recuperarmos o fôlego, fiquei a fitar a grande bola iluminada no céu. E meus pensamentos fugiram da minha cabeça. Olhei de canto de olho na direção do meu peito, vi ela com a cabeça repousada nele e concentrada na atividade de ficar fazendo círculos no meu peito com a ponta do dedo.

Minha mão direita, sem eu perceber, já lhe fazia carinho na cabeça. Como quem amansa um gatinho. Minha mão esquerda me servia de travesseiro.

Tornei a olhar para a Lua e senti um arrepio. E se um dia a Larissa estiver tão longe de mim quanto aquela bola ali?

Olhei novamente para ela e, dessa vez, seus olhos me fitavam. Tomei até um pequeno e discreto susto em ver que ela já me observava com seus grandes e belos olhos. Pensei em desviar o olhar por instinto, mas não o fiz. Não conseguiria nem se quisesse.

Ficamos a nos encarar. Não demorou e ela esticou um sorriso no rosto. Quando fui sorrir também, minha boca abriu de uma só fez e esbravejou um denso gemido de prazer. Larissa invadiu minhas vestes.

Meu corpo todo estremeceu. Com o queixo apoiado no meu peito, ainda me encarando e com o sorriso esticado no rosto, sua mão, lá embaixo, me tocava uma punheta bem gostosa.

Sua mão do tamanho exato, com toda a maciez do mundo, tocando a pele nua do meu pau e o estimulando numa velocidade deliciosa. Sem apertar, mas sem deixar de proporcionar a pressão necessária, Larissa puxava toda a pele para baixo e eu podia sentir a cabecinha sendo descoberta. Depois, voltava a ser coberta.

Punheta é uma das coisas mais gostosas que há e, quando é feita por outra pessoa, ainda mais uma linda e desejada garota, fica ainda mais incrível.

Gozei. Gozei tudo o que tinha que gozar. E foi incrível. Minhas pernas estremeceram e os dedos dos meus pés, coitados, quase se deram nós.

— Adoro a carinha que faz quando goza — Larissa comenta enquanto limpa a mão na minha camisa.

Não dei tempo para ela reagir, num vulto, reverti as posições e ela ficou por baixo. Invadi o seu vestido, dei um olá ao passar pela calcinha e toquei em sua buceta. Para a minha feliz surpresa, ela já estava molhadinha.

Foi como tocar papel molhado.

Quis gemer, mas lhe tapei a boca com beijos.

Caprichei na massagem, mexi os dedos. Os girei com capricho e fiz eles tremerem em alta velocidade. Larissa abriu os braços na areia, parecia querer desenhar um anjo erótico. Seus olhos encaravam a Lua e seu corpo era meu.

Com malícia, lhe tirei a calcinha. Ela permitiu mesmo sem nada dizer.

Beijei sua testa, sua boca, seus seios, sua barriga e depositei dois longos chupões, um em cada coxa. Por fim, namorei sua buceta.

Limpa, cheirosa, molhada, piscando e louca de tesão. Foi assim que a minha língua e meus lábios encontraram a intimidade dela. Dei as mais insanas lambidas, lambidas molhadas, fortes e intensas. Minha língua passava separando os lábios vaginais até chegar no clitóris. Uma vez nele, meus lábios o beijavam fazendo biquinho no fim.

— Charl! — Ela gemia o meu nome. Não uma, mas várias vezes. Algumas vezes quase sem voz. Apenas o ar dos seus gemidos.

Gozou com a minha boca, exatamente como deveria.

Subi para seu rosto, nos beijamos.

Mas acontece que, ao subir para beijá-la, meu corpo caiu entre suas coxas. No meio do clima, e loucos de tesão, nos encaramos brevemente. Por instinto, segurei o meu pau. Ela, creio que também por instinto, separou bem mais as coxas.

Pude sentir claramente quando a cabeça do meu pau lhe tocou na buceta molhada.

Esfreguei de cima para baixo. De baixo para cima. Meu pau ficou indo e voltando separando seus lábios vaginais, até que parou diante de uma abertura.

É só eu empurrar e ela será minha.

— Empurre e seja meu — ela falou.

Quando reuni as forças e o fôlego necessário para penetrá-la, olhamos para o lado e vimos duas silhuetas vindo em nossa direção. Rapidamente nos vestimos e nos levantamos.

Demorou um pouco para nos alcançarem, e, por conta da distância, eles provavelmente não viram nada além de duas pessoas deitadas na areia.

— Olá, crianças! — É o meu pai.

Minha mãe é a dona da outra silhueta.

Os dois se sentaram perto de nós. Minha mãe tratou logo de puxar assunto com a Larissa. E eu, por outro lado, após trocar algumas ideias com o meu velho, deitei na areia e fiquei a encarar a Lua que quase foi testemunha do fim de duas virgindades.

Quase.

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FAG – Capítulo 31

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Capítulo 31: Luau dos Galdinos – parte 1/2

ALGUNS MESES DEPOIS

A Cidade das Palmeiras pode até não ser uma grande cidade e rica como a cidade vizinha ou a Capital Estadual. Na verdade, a nossa cidade é uma das menores e mais humildes da região. Contudo, temos algo que as outras não têm: o majestoso Lago das Palmeiras.

O Lago das Palmeiras é o lugar mais lindo da redondeza, talvez até do país, pena que ainda não recebeu o merecido reconhecimento. Afinal, nossa cidade ainda não está no mapa dos grandes pontos turísticos do país. Eles que perdem.

O país pode ainda não o conhecer, mas a vizinhança sim. E há um motivo especial para que muitas pessoas sejam atraídas anualmente para a nossa cidade: o Luau das Palmeiras. Três dias seguidos de festa no Lago, encerrando com um magnífico Luau na última noite.

Enfim.

A minha família, assim como outras da nossa cidade, possui uma tradição anual que antecede o grande Luau das Palmeiras. Se chama “O Luau dos Galdinos”.

Para nós, funciona como uma prévia para o grande evento da cidade. É onde os membros da nossa família e amigos se reúnem para uma noite de Luau no lago. É quase um Natal ou um Reveillon para nós. E, semelhante a esses, só ocorre uma vez ao ano.

— Charles? Posso entrar? — É a minha prima Geórgia.

— Pode.

Enquanto minha prima entra no quarto, fico focado na minha tarefa de arrumar espaço para pôr alguns colchões no chão. Como meu ex- e minúsculo quarto foi transformado em uma dispensa, nesse ano terei que dividir o meu novo quarto com os meus primos, que irão chegar para as festividades da família.

— Deu certo? Irá caber todos? — Geórgia indaga.

— Tem que caber — respondo vagamente — já organizou o seu?

Minha prima irá dividir o quarto com as outras primas.

— Sim — o tio Marco já foi pegar o pessoal junto com o Rodrigo. Aquele outro, que anda com o Rodrigo, foi junto num terceiro carro. Acho que será o suficiente para trazer o pessoal — Geórgia comenta.

Como na nossa cidade não tem aeroporto, dependemos de uma cidade vizinha, que fica a umas quatro a cinco horas de viagem. Há outras cidades mais perto, mas nenhuma tão desenvolvida.

— O nome do outro é Felipe — falo. O vovô virá dessa vez?

— Acho que não.

— Entendo.

O pai do meu pai, meu avô, Rodholfo Galdino, foi quem iniciou o tradicional encontro anual da família Galdino, mas, desde que a vovó faleceu, ele nunca mais participou. Isso já tem anos.

— Como está sendo a nova idade de 18 anos? — Geórgia indaga.

— Ainda estou me acostumando.

— Quando chegar aos meus 20, sentirá saudades dos seus 18. — Ela brinca. — Então, irá trazer a namorada?

— Fiz o convite — falo vagamente. Realmente estou mais preocupado em organizar esses colchões e todo o resto do espaço do quarto que sobrar.

Meu plano é deixar o colchão do Nicolas (um ano mais novo do que eu) o mais distante da minha cama. Ele é meu primo e tal, mas sempre o achei esquisito. A irmã (18) dele, por outro lado, é bem interessante; apesar de ser alguns meses mais velha do que eu.

— Vou indo! — Geórgia se retira do quarto.

Continuo com os meus afazeres.

ALGUMAS HORAS DEPOIS

Arrumei o quarto o melhor que pude. Reservei lugar para todos e garanti o meu espaço. Estou deitado na minha cama, mas me levanto assim que ouço o comboio de carros parando na frente de casa. Corro para a janela.

Muita gente desce dos veículos. Meus tios e tias. Primos e primas.

A primeira que vejo é a Liliane (19 anos). Branca de cabelos negros, ondulados até o meio das costas. É bem robusta de corpo, coxas grossas e peitos durinhos. Porém, da fruta que eu gosto, ela chupa até o caroço.

O outro a descer de um dos carros é o Maxuel (20 anos), o mais vaidoso dos primos. Só perde para o meu irmão Rodrigo (27). Max, não curte bucetas. Ele gosta mesmo é de pica grande.

Os demais já entraram na casa.

Retiro-me da janela e fico na minha cama aguardando as pestes.

O primeiro a chegar e a entrar no quarto sem sequer bater na porta é o irmão do Maxuel, Nicolas (17). O carinha que eu disse agora a pouco que é esquisito.

— Olá, primo Charles Galdino — ele me cumprimenta com um entusiasmo fora do comum — sou eu, o Nicolas Galdino.

Detalhe sobre o Nicolas: ele ama ser um Galdino. Sempre que tiver oportunidade, ele irá deixar bem claro que é um Galdino. Não há nenhum outro que tenha tamanho amor pelo sobrenome da família.

Apesar de ser apenas um ano mais novo do que eu, o acho bem mais infantil.

Guilherme (13 anos), irmão mais novo da Liliane, e Erick (15 anos) entram no quarto logo em seguida. Erick é irmão da Bianca (17 anos), uma linda negra dos cabelos cacheados. Maxuel foi o último a chegar.

Como o quarto ficou cheio demais, decidi cair fora.

Ao passar pelo corredor, passei em frente ao quarto da Geórgia. A porta está fechada, mas pude escutar as vozes das garotas. Não corri o risco de espiar. Continuei seguindo o meu caminho. Ao chegar nas escadas, comecei a descer degrau por degrau com o olhar no vazio.

De repente, no meio da escada, deparei-me com uma pessoa subindo enquanto eu descia. Ela levantou a cabeça e nossos olhares se cruzaram. Ela é galega, cabelos loiros, lábios volumosos e um olhar penetrante.

— Olá, Charles — ela me cumprimentou passando ao meu lado.

— Olá, Diana — a cumprimentei de volta.

Ela seguiu subindo a escada e eu fiquei alguns segundos olhando para ela. Quando me dei conta de que estava abobalhado pela garota, dei um leve tapa na cara para voltar à razão. Tornei a descer a escada.

Diana Galdino (18), é a irmã do Nicolas e do Max. Diferente das outras Galdinos, ela sempre teve uma presença mais densa. Ano passado eu já tinha percebido isso, mas, nesse ano, está muito mais espantosa. Ela é quente, sem dúvida.

Chegando no lado de fora de casa, encontrei meu pai, meu irmão e os meus tios já de saída para o Lago. A limpeza e decoração do espaço do evento fica a cargo dos homens e mulheres sem afinidade com a cozinha, já as mulheres e homens com habilidades culinárias cuidam da comida.

Subo no carro e sigo junto com eles para o Lago. Meus primos haverão de ir assim que organizarem suas coisas lá no quarto.

Depois de alguns minutos, os demais primos chegaram no Lago para ajudar. Todos, menos o pequeno Guilherme e o Max, que sempre preferem ajudar na cozinha.

— Fala, Charles, bacana — Nicolas chega no local onde estou a cavar o chão para enfiar a coluna central da grande fogueira.

— Tranquilo — falo evasivamente.

— Bacana tantos Galdinos em um só lugar, dar até para sentir a vibração no ar — Nicolas comenta como se ser Galdino fosse alguma coisa incrível.

Na cabeça do meu primo, a família Galdino é poderosa, influente, dona da porra toda. E ele se acha incrivelmente importante por ser um Galdino. Como se fosse herdeiro de algum império. Mas, mesmo com toda a loucura dele, confesso que deve ser bacana acreditar fazer parte de uma família importante.

Contudo, a nossa família é simples. Talvez o mais sortudo seja o meu irmão, que tem um Mustang 69, e olha lá. Pois ele só tem isso mesmo. Se bem que os irmãos do meu pai também vivem uma vida tranquila, nada de luxo, mas tranquila. Já a tia Priscila Galdino, irmã do pai e mãe do Nicolas, é uma advogada de carreira. Talvez seja a mais bem-sucedida da família.

— É assim que se fala, pequeno Nicolas — Rodrigo surge de repente — tens que ter orgulho do nome da nossa família. Um dia o mundo irá conhecê-lo. Lhe garanto!

Ótimo, outro sonhador.

De fininho, afasto-me dos dois otimistas e procuro outra tarefa. Deixo a fogueira com eles.

O Luau dos Galdinos é amanhã. Não há tempo a perder com sonhos malucos e tal, prefiro ser realista. Dessa forma, decido ir para junto do pai, ajudá-lo por lá.

NO DIA SEGUINTE

Faltam minutos para o pôr do Sol. E, quando iniciar o pôr do Sol, o evento anual da família Galdino começa.

— Charles, vamos, estão todos já indo para o Lago — gritou o Erick batendo na porta do banheiro.

— Vá! Irei logo em seguida — gritei de volta.

Assim que escutei os sons dos passos do Erick sumirem descendo as escadas, abri a porta do banheiro e olhei para um lado e outro. Parece que não há mais ninguém na casa.

Voltei a trancar a porta.

— Pronto, todos já se foram — falei.

— Ótimo — Diana respondeu se aproximando de mim. Como eu disse antes, ela é quente.

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FAG – Capítulo 30

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Capítulo 30: Conflitos

Poucas coisas são melhores do que começar o dia beijando.

Eu estava tão entretido com os deliciosos lábios da Larissa que não percebi a aproximação de uma pessoa em particular. Como o campo de visão dela estava voltado para o local exato, Larissa foi quem primeiro notou que tinha alguém perto e cessou o beijo imediatamente.

— Mar… Marcos? — Disse ela entre gaguejos direcionando o olhar por cima do meu ombro esquerdo.

Senti um frio na barriga. Uma sensação do tipo “fudeu!”

Virei-me para olhar o sujeito e lá estava ele, parado a poucos metros de nós. Marcos observava incrédulo. Seus olhos refletiam uma mistura de surpresa e raiva. Sinto que qualquer coisa que eu diga será inútil, então, não serei o primeiro a falar.

— Sério? — Ele falou. Não foi bem uma pergunta, mas sim uma ironia.

— Desculpe por não ter contado antes — tentei algo.

— Desde quando? — Ele perguntou.

— Algumas semanas.

— Quando eu fui na sua casa lhe pedir conselhos…

— Sim, já estávamos juntos.

— E mesmo assim me fez ter esperanças — ele disse virando a cabeça para o lado e mordendo os lábios. Notei que também cerrou os punhos.

— Marcos, olha… — tentei falar, mas ele me interrompeu.

— Cala a boca! – Ele exclamou.

— Marcos, calma! — Larissa tentou acalmá-lo.

— Ele continuou olhando para os lados, mordendo os lábios, dando passos para trás e para frente e passando as mãos na cabeça.

— Que merda, cara! Que merda! — Ele exclamou novamente.

— Podemos conversar? Nós três? — Larissa indagou.

— Conversar? Conversar sobre o quê? Não tem nada para conversarmos. Vocês dois se merecem. Que merda! Qual é? Não podiam ter me falado desde o início, porra? — Ele respondeu com o tom alterado.

— Você não precisa falar assim com ela — reclamei.

— Eu falo do jeito que eu quiser.

Levantei-me num pulo.

— Fale novamente com ela dessa forma que te arrebento a cara — ameacei.

— Depois da facada vem a surra, é? — Ele soltou mais uma ironia.

— Qual é? Não seja criança. Podemos sentar e conversar. Podemos continuar nossa amizade. Olha, quando você me disse que gostava dela, nós já estávamos juntos e tal.

— Você é um idiota, Charles! Não acredito que um dia te chamei de amigo.

— Posso até ser um idiota, mas eu não posso mudar o que há entre mim e ela só para te agradar — argumentei.

— Você fala como se ela fosse importante para você.

— Claro que ela é.

— Assim como a Luara era? — Ele joga baixo.

Respirei fundo para não voar na garganta dele. Filho da puta.

— Você não precisa falar da Luara, Marcos — falei tentando manter a calma.

— Você vivia pregando que ela era o amor da sua vida, a pessoa mais importante e tal, e depois que ela morreu salvando a merda da tua vida, você a esqueceu rapidinho.

Não consegui mais me conter. Aproximei-me o suficiente e desferi um cruzado de direita na cara do desgraçado. Ele caiu no chão, subi em cima dele e comecei a socá-lo.

— Ela não morreu! — Eu berrava enquanto batia nele.

Ele também me acertava alguns socos, mas eu acertava mais.

Larissa se desesperou e começou a gritar. O pessoal da escola escutou os gritos, muitos alunos atravessaram a avenida, uns para assistir e outros para apartarem a bagaceira.

Puxaram Marcos para um lado; e eu, para outro.

 — Babaca! — Marcos gritava.

Eu não respondi nada porque Larissa estava na minha frente olhando intensamente nos meus olhos.

— Não diga mais nada, Charles. Já chega! — Ela ordenou.

— Babaca! — Marcos continuou.

— Me soltem! — Ordenei para os garotos que me seguravam.

Limpei a poeira da minha roupa e peguei minha mochila.

— Charl, você está sagrando, temos que limpar isso antes que o sangue caia no seu olho — Larissa se preocupou.

Soltaram o Marcos também e ele cuspiu sangue no chão, mas, mesmo com a boca ensanguentada, ele continuou com suas provocações.

— Cuidado para não morrer também, Larissa. Se isso acontecer, você será substituída assim como a outra.

Larissa olhou para mim, respirou fundo e se virou para o Marcos.

— Marcos, vá tomar no cu! — Ela esbravejou sem nenhum pudor deixando a todos, inclusive a mim, boquiabertos.

Geral ficou em silêncio, até eu. A jovem e sempre calma Larissa falando algo do tipo. A coisa ficou séria.

— Meninos, por favor, me ajudem a levar o Charl para a enfermaria da escola. E levem aquele babaca ali também, por favor!

Os garotos acataram o pedido dela e assim fizeram. Levaram-me, mesmo eu dizendo que podia andar sozinho.

INSTANTES DEPOIS

Após me remendarem na enfermaria, a diretora me convocou e tive que ir à sua sala. Achei que levaria bronca, mas ela apenas ofereceu o confortável sofá para eu tirar um cochilo até meu pai chegar.

Ela foi boazinha comigo.

Segundo ela, meu pai vem me pegar assim que possível. E eu poderei aguardar aqui, sossegado.

A diretora acabou tendo que sair, foi convocada para uma reunião na prefeitura. Só retornará no turno da tarde. Sendo assim, sou o dono interino da sala.

Minutos se passaram e eu acabei ficando entediado. Deitei-me no sofá e, quando eu estava preste a cair no sono, escutei a porta ranger. Estava sendo aberta.

— Oi? — Disse a intrusa.

— Oi.

— Posso entrar? — Ela perguntou.

— Fique à vontade,

Ela entrou e fechou a porta.

— A diretora teve que sair, só retornará no turno da tarde — informei de imediato.

— Eu sei — ela disse e se sentou em uma poltrona que fica de frente para o sofá.

— Então veio curtir o clima agradável da sala? — Indaguei.

— Isso também — ela respondeu enquanto cruzava as pernas.

Ela está usando uma saia preta que, quando em pé, fica na altura dos joelhos. Mas, assim que sentou e cruzou as pernas, a saia levantou revelando mais da metade de suas lindas coxas.

— A coisa foi feia lá fora — ela comentou de repente.

— Sim. Uma pena ter acontecido daquela forma — comentei sem interesse no assunto.

— Enfim — disse ela — prazer, Amanda!

Eu estou deitado olhando para o forro da sala. Meu braço direito está cruzando na minha testa e minha mão esquerda sobre minha barriga. Minhas pernas estão cruzadas. Ou seja, minha atenção, até agora, não estava totalmente na garota, fora uma breve olhada há alguns segundos.

Resolvi ficar sentado no sofá e correspondi:

— Prazer, sou Charles!

— Parece que isso vai inchar um pouco — ela falou apontando para o meu supercilio.

— Um pouco.

— Espero que não fique cicatriz. Isso seria uma pena para o seu rostinho lindo.

Fiquei em alerta após a fala dela e a olhei mais detalhadamente.

Parda, ruiva, baixa, mas não tão baixa. Peso bem distribuído para a altura. Hum! Ela é gostosinha. Vestida com uma saia colada preta, sapatilhas de mesma cor e a blusa-farda da escola. 

— É linda! — Pensei em voz alta.

— Obrigada — ela riu.

Ops! Falei demais.

Fiquei babando pelas coxas delas, não consegui tirar os olhos.

— O que achou? — Ela perguntou.

— Do quê?

— Você não para de olhar para as minhas pernas. Gostou?

Eu poderia olhar para o lado e me fingir de idiota. Poderia, do verbo “não vou”.

— São lindas! Mas você está vendo essas mãos? — Falei erguendo minhas mãos no ar.

— Vai dizer que quer pegar nas minhas pernas?

Era isso, mas perdeu a graça.

— O que veio fazer aqui, de fato? — Indaguei.

— Conhecer você — Amanda respondeu de imediato.

— Eu já te vi pela escola — comento.

— Sim, somos ambos do 2º ano, turmas diferentes. Desde o ano passado eu te observo, mas você é complicado. Muito fechado e tal. Fica difícil se aproximar.

— Entendo.

— Podemos nos conhecer melhor? — Ela fez a proposta.

Fiquei tentado. Essa ruivinha parece ser bem deliciosa. É ousada e provocadora. Eu estou com uma grande vontade de fazê-la gozar aqui e agora.

— Tenho namorada.

— Eu sei. Toda a escola já sabe depois daquela confusão. Mas não me importo em dividir você.

Puta merda! — Pensei.

Eu já ia dar uma resposta à altura quando Larissa entrou na sala.

Ela ficou parada olhando para mim e para a Amanda.

Fiquei nervoso pra caramba.

— Oi? — A cumprimentei tentando passar o ar de tranquilidade — Larissa, essa é …

— Eu sei quem ela é — disse Larissa.

— Olá, Larissa! — Amanda a cumprimenta.

— Olá, Amanda! — Larissa corresponde.

Eu não sei qual dos dois cumprimentos foi o mais falso.

— Você tem algo para resolver com a diretora, Amanda? — Larissa perguntou.

— Não, não. Soube que ela só virá à tarde.

—Entendo. Poderia me deixar a sós com o meu namorado? Se não for incômodo.

— Claro! Tchau, Charles!

Amanda levantou-se e caminhou até a porta que Larissa já deixara aberta.

— Tchau, Larissa!

— Tchau, Amanda!

Amanda saiu e Larissa fechou a porta.

— Ela tem lindas pernas, não é, Charl? — Larissa perguntou com um tom desconfiado.

— Não sei, nem olhei.

— Sei.

Ela se sentou na poltrona e começou a conversa.

— Você deseja falar algo sobre a Luara?           

Respirei fundo por alguns segundos.

— Não vou mentir para você. Eu gostava dela.

— Isso a escola toda sabe, me conte uma novidade.

— Que novidade?

— Tens contato com ela?

— Eu? Não.

— Como pode afirmar que ela ainda está viva?

— Apenas acho.

— Você ainda gosta dela?

— Gosto, não só eu, mas todos gostam dela.

— Não se faça de idiota, não estou para brincadeira — ela reclamou — você ainda a ama?

— Você não pode fazer isso comigo, Larissa. Não pode me fazer responder isso. Olha, eu estou com você aqui e agora. Estamos juntos, o passado é passado.

Larissa refletiu por um instante.

—Tem razão! Eu não tenho o direito de pressionar você. Desculpe-me.

— Ainda vamos correr hoje no fim da tarde?

Ela sorriu.

— Não, meu bobinho. Hoje vamos descansar deitados na sua cama.

— Como assim?

— Hoje eu irei dormir na sua casa, se você permitir.

— Claro! Mas e seus pais?

— Vou dizer que irei dormir na casa de uma amiga.

— Danadinha você.

— Não pense que entrará em mim — ela disse rindo.

— Sério? — Falei rindo para disfarçar o desânimo.

— Você teve a sua chance e não quis, agora vai ter que esperar.

— Você é má.

— Venha cá, quero um beijo.

Fui até ela e nos beijamos na poltrona da sala da diretora da escola. Você já fez isso? É maneiro! Experimente!

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 29

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 29: O seu bobinho.

Não conseguiria descrever nem se eu quisesse.

Eu até gostaria de pôr em palavras o que se sucedeu naquele quarto, naquela ocasião providenciada pelo destino a serviço do deus erótico, que influencia nossas vidas.

Mas, não dar.

Tudo o que posso dizer é que consegui beijar no lugar que eu desejava, abaixo do umbigo dela. Todas as células de seu delicioso corpo reagiram quando meus lábios tocaram sua pele. Com bastante habilidade, fui capaz de desabotoar os botões daquele shortinho usando apenas a boca.

Assim que desabotoei o short, saquei logo que ela estava entrando no clima. E confirmei a vontade dela no momento que suas coxas relaxaram e sua respiração se tornou ofegante. Naquela altura, minhas intenções instintivas não poderiam ser mais claras: quis comê-la. Mas eu estava decidido a brincar com ela sem precisar despi-la completamente.

Não cheguei a beijar em sua boca. Eu fiquei em dúvida se tinha a liberdade para tal coisa.

Passei alguns minutos cuidando daquele corpo maravilhoso. Arranquei dela suspiros, gemidos tímidos e muita surpresa. No fim, algo aconteceu. Ela apertava os lençóis da cama com tanta força que eu achava que iria rasgá-los; e seus gemidos de prazer e de total aceitação do que estava acontecendo eram verídicos.

Depois de tudo, dei-lhe alguns segundos para recuperar o fôlego.

— Uau! — Ela exclamou.

— Gostou, pelo visto — comentei com malícia.

— Charles, ninguém pode saber disso — ela falou bastante apreensiva.

— Ninguém saberá.

— E isso não pode mais acontecer, entendeu?

Fiquei frustrado. Achei que ela já marcaria uma próxima. Contudo, até entendo a preocupação dela. Mas algo me diz que suas palavras não condizem com o seu real desejo.

Mesmo assim, não posso insistir.

Eu tenho namorada agora, acho que não posso ficar fazendo essas coisas, mesmo que meu tesão pela Geórgia seja gigantesco. Afinal, ela é o meu sonho de consumo, sempre foi.

Apenas concordei com um aceno de cabeça e me retirei do quarto em seguida.

UMA SEMANA DEPOIS

Acordo antes do despertador tocar. Salto da cama, faço meus alongamentos e os exercícios matinais (100 flexões de braços, 100 abdominais e 100 agachamentos). Essa rotina de exercícios tem dado resultado, sinto-me leve e cheio de energia durante o dia, além do meu corpo estar manifestando amadurecimento aos poucos. Mas devo isso à Larissa, ela que insistiu para eu cuidar da saúde física e não ser um sedentário.

Depois de suar bastante, entro no banheiro.

Tomo um banho delicioso e lavo bem o pau, claro. Por falar em pau, eu gosto do meu. É bem imponente com uma leve curva na extremidade, nada muito perceptível, mas, creio, que dentro de uma buceta, essa curva provoca uma sensação bem deliciosa. Quando duro, aparecem as veias e ficam bem visíveis, já que ele é branco, ou seria galego? Enfim, da cabecinha rosada. 

Após o banho, retorno para o quarto. Visto-me e desço para a cozinha.

— Bom dia, filho — Sófia Galdino, minha mãe, saúda-me.

— Bom dia, mãe!

— Bom dia, Charlão — agora foi o papai.

— Bom dia, pai!

— Bom dia, Charles. — Geórgia me cumprimenta, mas apenas para cumprir tabela, sem nenhuma empolgação. Ela mudou bastante comigo após o acontecido. Ela nem se quer me chama mais de “Charlito”. Vai ver ela finalmente percebeu que cresci e está evitando a tentação que eu sou.

(Risos mentais calientes).

— Bom dia, Geórgia.

— Aqui está o seu “café delicado” — diz minha mãe ao trazer consigo uma bandeja e a colocando na mesa.

Todos dão risadas.

Sófia adora tirar sarro da minha nova dieta alimentar. Foi o papai que apelidou meu café da manhã de “café delicado” e acabou pegando.

— Fique sabendo que estou feliz em ver que você já se preocupa tanto com a saúde — minha mãe disse tentando me confortar após a piada.

— Então vamos lá, hora de agradecer pelo pão de cada dia — Marco Galdino fala puxando o momento de agradecimento matinal ao Todo Poderoso.

Meu pai se tornou bem mais religioso após se envolver em um tiroteio no trabalho e escapado ileso.

Concluída a prece, degustamos a refeição.

Após me alimentar, subi para o meu quarto, escovei meus dentes, peguei a mochila, dei tchau para a mãe e fui para o carro onde meu pai e minha prima já aguardavam. Geórgia terminou o ensino médio ano passado, agora está fazendo um pré-vestibular para fazer uma prova importante no fim do ano. Se ela passar, irá estudar fora.

— Bom dia, Marcão! — Gritou o vizinho, o barrigudo do seu Luís.

— Bom dia, Luisão! — Respondeu o pai.

Sempre que isso acontece, Geórgia vira o rosto. Deve se ressentir de um dia ter feito coisas com o velho Luís.

Após o cumprimento dos vizinhos, seguimos o nosso caminho.

Após descer do carro e me despedir do pai, fui para o local de sempre. Larissa já estava lá sentada observando o movimento no portão da escola. Cheguei por trás e dei um beijo na cabeça dela.

— Bom dia, meu sol! — Falei.

— Bom dia, mor! — Larissa respondeu inclinando a cabeça para trás para me ver.

Lembram do famoso beijo do homem aranha? Foi quase isso, nossas faces estavam invertidas uma em relação a outra.

Sentei ao lado dela e assim ficamos.

— Ele logo vai chegar aqui — Larissa quebrou o silêncio.

— Eu sei — respondi.

— O que faremos? — Ela indagou.

— Contaremos tudo.

— Vamos assumir nosso namoro?

— Não vejo motivo para ficarmos escondendo isso. Ele terá que entender, mesmo que seja difícil. Aliás, tem algum problema com isso? Tem vergonha de as pessoas saberem que você namora comigo?

— Charl?

— O quê?

— Você é um bobo!

— Por quê?

— Você não percebeu nada?

— Perceber o quê?

Ela sorriu.

— Você acha que você é sortudo por me ter, está estampado na sua cara isso. Mas o contrário também é verdade — Larissa comenta.

— Como assim?

— Acho que você não percebeu nada mesmo, seu bobo — ela disse rindo e bagunçando o meu cabelo.

— Do que você está falando, Larissa? — Perguntei confuso.

— Você é desejado por muitas —disse ela abraçando seus joelhos e apoiando o queixo neles.

— Eu?

— Sim, elas não falam para você, mas, nas rodas de meninas, o seu nome é o mais comentado.

— Ah! Isso porque sou um idiota — falei rindo.

— Mas isso só faz você ser mais fofo — Larissa comentou aparentemente chateada.

— Mas Larissa… — Tentei falar, mas ela me cortou.

— Você é lindo! Olha só você, esse seu cabelo com esses fios grandes, rebeldes e delicados. Seu rosto com todos os componentes em total harmonia. Sua boca pequena com esses lábios tentadores. Seus olhos…, esses olhos que despertam paixão e fazem qualquer uma querer se aventurar com você. O seu jeito de se expressar, sua voz, o seu carisma que do nada apareceu. Sua pele bem cuidada. Você se tornou um garoto vaidoso e é inteligente, suas notas são as melhores da escola. Ninguém atrai tantos ouvintes quanto você nas rodas de conversa no intervalo. As pessoas só têm medo de revelar, mas elas amam sua presença. Seu jeito conservado, misterioso e fechado é o que impede delas estarem aqui, ao seu redor, sentadas com você ao invés de mim. E falta pouco para você ter 18 anos e até as garotas mais maduras passarem a vir atrás de você. Então deixa de se fazer de bobo, idiota!

Assim que ela terminou de desabafar, me dei conta de que estou perto de completar os 18 anos. Larissa já completou há algumas semanas. E também fiquei pasmado com todo o resto que acabei de ouvir.

Senti uma sensação estranha dentro de mim. Um orgulho idiota e tratei logo de esmagar esse sentimento. Não quero esse sentimento besta que só cabe aos metidos. Olhei para Larissa e ela estava na mesma posição, abraçando seus joelhos e repousando seu queixo neles. Ela estava com um biquinho de chateada e insegura.

Cheguei perto dela e lhe dei um cheirinho atrás da orelha.

— Isso tudo é bobagem, e mesmo que fosse verdade, não faria diferença. Então, olhe para mim, deixe-me contemplar a beleza que fui abençoado para ter como namorada.

Ela riu e me olhou.

— Você é um bobinho, sabia?

— O seu bobinho!

Nos beijamos.

Nossos lábios ainda estavam juntos quando Marcos apareceu.

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FAG – Capítulo 28

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 28: Seja uma boa menina!

O último final de semana foi bem agitado.

Primeiro, recebi uma visita inusitada da Larissa. A gente se entendeu e até começamos uma brincadeirinha caliente na minha cama. E aconteceu que ela me pediu em namoro. Foi tipo um milagre na minha vida, uma linda garota pedindo para namorar comigo. Por aquilo eu realmente não esperava.

Antes que eu pudesse respondê-la, meu irmão surgiu, seguido da nossa prima Geórgia. Mais visitas inusitadas que acabaram enchendo o meu quarto. No fim das contas, Larissa ficou chateada comigo e foi embora.

Pensei até em desistir, mas o deus erótico me deu motivação para ir atrás dela. O danado até me providenciou um belo Mustang 69. Quando a encontrei, tratei de fazer as pazes e acetei o seu pedido de namoro. Eu agora tenho uma namorada, dá para acreditar?

Estamos namorando há três dias. Mas ninguém sabe disso, além de nós dois. Ainda não veio a público, mas é só uma questão de tempo para que o pessoal fique sabendo, já que estamos bem mais próximos do que antes. Aposto que já tem muita gente suspeitando.

O Marcos é a minha grande preocupação. Ele tem uma queda pela Larissa e ainda não tivemos uma oportunidade para conversarmos. O sujeito está fora da cidade com os pais, só volta semana que vem.

Contei para Larissa sobre ele e ela também ficou preocupada. Não será nada fácil contar isso a ele. Eu até pensei em ligar para contar tudo, mas Larissa acha melhor que eu trate do assunto pessoalmente. Eu concordei.

Quanto ao meu irmão, ele foi embora na segunda.

Fiquei sabendo depois que ele veio à procura da Nathalia, mas ela já havia partido para cursar Medicina na Capital. Foi a primeira vez que vi o meu irmão frustrado. Parecia até um passageiro que perdeu o voo por causa de segundos de atraso.

Pelo o que é do meu conhecimento, ele não teve relações com a Geórgia e nem com ninguém da cidade. O que é bastante incomum.

Geórgia, por sua vez, não ficou nada triste ou indiferente com isso. Na verdade, ela pareceu não estar com nenhuma intenção de se deitar com o Rodrigo. A relação deles, no último fim de semana, foi a de dois grandes amigos. Só conversaram, saíram pela cidade e se divertiram como primos e amigos. Nada de erótico aconteceu, não que eu saiba.

Hoje é quarta-feira. São 14h. Uma tarde calma e mais quente que o normal. Já tive que tomar dois banhos. Estou deitado só esperando a Larissa me mandar mensagem. Geralmente a gente tecla pela tarde, mas as conversas bacanas só acontecem à noite, se é que me entendem.

Com a demora da Larissa, acabo ficando com fome e decido descer até a cozinha para preparar algo. Deixo o celular em cima da cama.

Saindo do meu quarto, vou andando pelo corredor e, ao passar em frente a porta do quarto da minha prima, vejo-a entreaberta. Como sempre, dou uma espiada.

— Que foi? — Ela perguntou no momento em que me viu pondo a cara para espiar.

— Ops! — Fico constrangido por ter sido pego em flagrante.

— Pode entrar, se quiser — ela fala.

Fico sem entender. Geórgia me convidou para entrar no quarto dela?

Obrigado, deus erótico.

Entro.

— O que foi? — Pergunto desconfiado.

— Você me acha bonita, Charlito? Seja sincero!

Eu engasguei.

— Charlito? O que foi? Ei? — Perguntava ela enquanto dava tapas nas minhas costas para me ajudar a desengasgar.

— Beleza, beleza! — Falei recuperando o ar.

— Você me deu um susto — ela comenta aliviada.

Levei alguns segundos para me recompor.

— Então, sou atraente?

— Está me perguntando se te acho, tipo, sei lá, tipo…

— Não se faça de desentendido!

Ela ficou em pé na minha frente e a olhei detalhadamente. Muito detalhadamente mesmo. Está vestida num shortinho jeans desfiado muito curto, com uma blusa regata laranja de um time de basquete estadunidense, seus cabelos cacheados e molhados após o banho estão soltos e seus pés estão numa linda chinela branca com detalhes azul. Sua pele macia e bem cuidada embeleza ainda mais todo o conjunto. Tanto a blusa e o shortinho estão justos com seu corpo bem moldado.

Geórgia é incrivelmente gostosa. É a mais gostosa que há por essas bandas. É impossível que Rodrigo não quis comê-la. Com certeza ele está apaixonado mesmo pela Nathalia.

— Sim! — Respondi.

— Sim o quê?

— Você é linda, maravilhosa! Adoro os seus seios, teu bumbum é maravilhoso e teus cachos são fodas de lindos. Eu te acho gostosa e te venero sempre que posso lá no banheiro.

Ela riu.

— Você chama qualquer uma de gostosa, não é?

— Ei, Geórgia?

— Que foi?

— Posso beijar um pouquinho abaixo do seu umbigo?

— O quê?

— Você entendeu.

— Claro que não. Hum!

— Só um pouco, não seja ruim comigo.

— Charles, se aquiete. Sou sua prima. Hum!

— E eu agradeço todo dia por ter uma prima tão linda assim em casa.

— Você acha que vai conseguir algo com esses elogios baratos? — Ela disse meio que sorrindo.

Aproximei-me dela. Apesar de ser mais novo, sou mais alto. Aproximei-me tanto que ela teve que dar uns passinhos para trás, até que o espaço acabou e ela caiu sentada na cama.

— Char…Char… Charles, o que tá fazendo?

Curvei-me até chegar perto do ouvido dela.

— E se eu também morder seu lindo bumbum? — Falei baixinho.

— Char… Charles, sou sua prima. E sou mais velha que você.

Eu a olhei nos olhos.

— Alguém já te fez gozar sem precisar lhe tirar a roupa?

Ela ficou sem jeito e não conseguiu falar.

Afastei-me dela e fui até a porta do quarto, ela ficou na cama apenas olhando como se fosse uma garotinha inocente. Até parece que é a sua primeira vez novamente.

Cheguei na porta do quarto e a tranquei. Voltei o olhar para ela e disse:

— Deite-se na cama e levante um pouco a blusa. Primeiro irei satisfazer os meus desejos depois, cuido dos seus, mas prometo que também desfrutará da primeira etapa.

Geórgia ficou olhando para mim, parada, suando frio, tremendo.

Ela deitou-se na cama e levantou a blusa laranja como o ordenado.

Caminhei a passos lentos até ela.

Cheguei na cama e subi. Fiquei por cima e a olhei. Aproximei meu rosto do dela. Encarei-a e ela me encarou. A garota está anestesiada e realmente parece uma garotinha indefesa que está se entregando aos caprichos de um devasso.

Deslizei minha mão subindo pela coxa esquerda dela, passando entre as duas coxas por cima da buceta e deslizando barriga acima, atravessei no meio dos belos seios e alcancei seu queixo o segurando firme. Encostei meu nariz no dela e falei baixinho:

— Seja uma boa menina!

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 27

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 27: Namorada – parte 2/2

 

Puta que pariu, que carro é esse?! Máquina potente e glamorosa. Cada pisada no acelerador faz com que seja conjurado o rugido do mais feroz e belo dos animais. Sinto-me extremamente poderoso guiando esta estupenda criação do homem. Sinto-me invencível, arrogante, mesquinho e gostoso. Sinto que perco minha humildade a cada segundo que fico aqui sentado neste luxuoso banco de couro.

A cidade presta louvores com seus olhares a esta beleza motorizada. Admiração e inveja pairam no ar. Esse é o mal de cidade pequena. A Cidade das Palmeiras não é acostumada com esses luxos, pois, sendo sincero, nossa cidade, apesar de bela, não tem nada de riqueza.

Fico tão entusiasmado com o meu bem-estar momentâneo que quase esqueço da minha missão: encontrar a Larissa e fazer as pazes.

Por sorte, assim que viro mais uma esquina, avisto o rabo lindo dela de longe. Pense numa bundinha que acho top. Dá vontade de dar uns tapas.

Encosto o carro ao lado dela.

— Olá, princesa — falo sorrindo.

— Charl? — Ela se assusta — O que você está…, aliás, que carro é esse?

— Vamos, entre — faço o convite.

— Não! Não quero papo com você. E tenho que ir na casa da Lívia — Larissa faz birra e sai andando.

Começo a segui-la.

— Acho que o assunto do seu irmão pode esperar — falo — temos algo mais importante para tratarmos.

— Como assim? — Ela para novamente.

— Sério, entre aqui. Quero te levar a um lugar.

— Que lugar, Charles?

— Um lugar digno — respondo enigmaticamente.

— Um ligar digno? — A garota fica confusa.

— Você vai querer descobrir ou não? — Dou um ultimato.

Ela olha para um lado e para o outro. Respira fundo meio que lutando contra o próprio orgulho.

— Ok! Eu vou, mas saiba que ainda estou muito chateada com você.

— Certo. Eu entendo — falo com um sorriso discreto.

Ela deu a volta no carro e entrou.

— Caramba, esse carro é tão lindo — ela não consegue conter a surpresa ao entrar.

Apenas dei mais um sorrisinho discreto e voltei a colocar a máquina para andar.

Nosso destino é o Lago das Palmeiras, o lugar mais lindo da nossa cidade e região. Inclusive, é um ponto turístico regional em época de férias de verão. Lá é onde a magia acontece. E, como é um sábado pela manhã, estará praticamente vazio. O movimento geralmente só começa pela tarde; sendo assim, teremos um pouco de privacidade.

— Qual o seu plano, Charles? — Larissa perguntou.

— Fiquei tanto tempo admirado com o nosso lance que esqueci que você ainda é nova na cidade.

— Já faz mais de um ano que estou aqui. Não diria que ainda sou “nova na cidade” — ela resmungou. Ainda está chateada comigo.

— Conhece o Lago das Palmeiras então?

— Fui uma vez com meus pais, lembra que contei? Mas não cheguei a entrar no lago.

— Então ainda é nova na cidade — comento dando uma leve gargalhada.

Larissa sorriu, discretamente, mas sorriu.

— Charl, você é um merda — ela disparou de repente — mas é um merda fofo.

Olhei para ela.

— Desculpe! — Exclamei.

— Eu que devo desculpas, afinal, qualquer garoto da sua idade olharia para aquele par de peitos — ela comenta fazendo cara feia.

Apenas sorri do que ela disse.

Ela percebeu que eu sorria, colocou sua mão esquerda na minha coxa direita e apertou-a me machucando com suas unhas, depois chegou perto do meu ouvido e disse baixinho:

— Faça aquilo de novo que te mato!

— Contanto que seja de prazer, eu aceito essa morte — brinco.

Ela sorriu e deu uma leve mordida na minha orelha direita. Chega arrepiou os cabelos do cu.

— Você é um tarado, Charl! O meu tarado! 

Chegamos ao lago.

— Quer entrar na água comigo? — Faço o convite.

— Eu não estou com roupas de banho.

— Nem eu.

Ela riu novamente. Nossa, sério mesmo, esse Mustang 69 é lindo pra cacete, mas o sorriso da Larissa é muito mais belo.

— Sério, Charl. Não posso entrar no lago assim.

— Tire a calça.

— Quer que eu fique só de calcinha?

— Adoraria!

Ela riu.

— Mas e se alguém me ver? Se fosse ao menos um biquíni.

— Não há ninguém por aqui no momento e, mesmo assim, é um local de banho; é normal pessoas andarem com poucas roupas aqui.

— Tá, vou tirar minha calça, mas olhe para lá.

— Vou logo para o lago, espero você lá.

— Certo.

Desci do carro e caminhei em direção ao lago. Tirei minha calça e camisa no caminho. Fiquei apenas com a roupa íntima. Uma única peça de roupa.

Entrei na água, que está agradável, e dei alguns mergulhos. O sol está moderado e o silêncio emoldura o belo cenário. Todas as barraquinhas de vendas estão fechadas, só abrirão pela tarde. O local está deserto, só há duas figuras aqui: eu e a minha dama.

Dou mais um mergulho e, quando retorno para a superfície, vejo ela caminhando em minha direção.

Sem sua blusa, descalça e sem a calça jeans, mas com um troço azul enrolado na cintura dela que impediu que eu contemplasse sua calcinha. Seu sutiã azul me fez crer que sua calcinha tem a mesma cor.

De qualquer forma, ela está linda.

Suas coxas são bem mais claras que as partes de seu corpo que ficam expostas ao sol. Sua barriguinha OMG!!!! Coisa mais linda!!! Ela é maravilhosa!!!

O jeito delicado que ela pisa na areia em cada passo, com suas mãos de lado ajudando-a a se equilibrar, é super, mega fofo.

Ela entra na água e chega perto de mim.

— Pronto! — Disse ela com um sorrisinho.

— Onde arranjou esse pano?

— Estava no carro. Não tem problema eu usar, né?

(Claro que tem, quero a calcinha.)

— Não, sem problemas. Agora, venha cá! — A puxei para perto e a beijei.

Coloquei minha mão direita em sua nuca, para assim poder ditar a velocidade e intensidade do beijo. A minha mão esquerda ficou de plantão em sua perfeita cinturinha, só aguardando a oportunidade de palpa-lhe o bumbum, mas ela foi mais rápida.

Não conseguindo pegar no bumbum dela, contentei-me com os beijos.

De repente senti um calafrio pelo corpo. A sensação foi provocada porque ela estava apertando o meu bumbum. Não reclamei e fiz o mesmo. O beijo continuou por um tempo.

— Charl?

— Larissa?

Nós dois estávamos ofegantes, drogados pela adrenalina da emoção. Nossos corpos estavam quase ocupando o mesmo espaço de tão colados. Eu a olhava nos olhos e ela me devolvia o olhar.

Nossas respirações estão rebeldes, nossos corações estão carnavalescos, todas as células dos nossos corpos torcem para se unirem e juntos realizarem uma festa ardente de paixão. Até o sol se colocara ao nosso favor, se escondeu atrás de uma nuvem para nos dar privacidade e, ao mesmo tempo, a luminosidade correta.

O vento trouxe os cantos de todos os pássaros da redondeza e o som do balançar das grandes árvores, formando, assim, uma “sinfonia” exclusiva para nós. Meu cérebro formou a frase a mando do coração e a boca ficou com a obrigação de repassar a mensagem.

A emoção do momento me fez pensar poeticamente; mas confesso que não deixei de pensar sobre quanto tempo ela aguentaria prender o fôlego em um boquete submerso.

 — Larissa? — Comecei.

— Sim? — Respondeu ela com brilhos nos olhos e com o rosto apreensivo. Senti seu coração acelerar mais forte e mais feroz do que o motor da máquina estacionada logo ali.

Segurei delicadamente seu rosto. Coloquei cada uma de minhas mãos em suas bochechas. Dei um selinho em sua testa, depois, em sua boca. Tomei ar e falei:

— Claro! Eu aceito ser seu namorado!

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FAG – Capítulo 26

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 26: Namorada – parte 1/2

Depois que ela bateu a porta do meu quarto, deitei-me apoiando todo o corpo no chão. Fiquei olhando para o teto e imaginando o porquê do deus erótico me sacanear tanto assim.

Primeiro, ele me faz ficar ereto e, depois, me faz brochar; é uma puta sacanagem. Ele dá a vontade, mas tira a possibilidade. Endurece o pau e leva a buceta embora.

Pensei em deixar tudo isso para trás, esquecer essa história com a Larissa; é muito complicado lidar com todos esses imprevistos que parecem vir de propósito só para atrapalhar a minha vida de desgraçado virgem.

Vou ficar aqui, deitado, apenas relaxando. Não me importo com o resto.

Relaxei de boa.

No meu quarto tem uma prateleira com vários livros e objetos. Os livros contam cerca de 150 a 200 unidades, gosto deles, pelo menos de colecioná-los. Leio vários, não todos. Eles estão organizados por assuntos. Opto, frequentemente, por ler apenas os de história e filosofia. Embora, há algum tempo, eu tenha passado a ler sobre outras áreas. Literatura fantástica até que tem seus encantos. A psicologia também é uma área deliciosa, foi desses livros que tirei muitas informações úteis para lidar com o dia a dia.

Lispector é uma mulher misteriosa, ela e Shakespeare fazem o par romântico de minhas leituras favoritas. Arthur Conan Doyle completa o meu triângulo amoroso. Em dois anos, pretendo chegar a 300 unidades. Que assim seja.

Larissa já deve ter se afastado da minha casa, provavelmente já está a poucas quadras da casa da Lívia. Todo o meu enredo irá desabar e o final desta minha história será um caos. Que saco! — Suspiro e jogo todo o meu corpo para o lado.

Levanto-me e puxo a cadeira até a escrivaninha, pego papel e caneta e começo a desenhar.

Passei quatro meses desenvolvendo essa habilidade apenas para poder desenhar uma imagem que abriga na minha mente. Ainda não estou bom o suficiente, preciso de mais treino.

Talvez, no futuro, eu vire um mangaká (de hentai, claro!) assim poderei criar histórias eróticas para meu deleite e, nessas histórias, o Charles poderá ser o maior pegador. Vai ser uma história bem melhor do que essa vida real chata e sem bucetas disponíveis para mim.

Viajo em meus pensamentos enquanto rabisco a folha de papel.

Um vento invade meu quarto utilizando a janela como acesso. O danado arremessa minha folha de papel no chão. Levanto-me para pegá-la. Abaixo-me, recolho o papel e um pequeno objeto que também estava caído no piso; olho com cuidado e me dou conta de que é a ave do colar da Larissa.

Recebo uma dose de adrenalina no sangue (e no pênis), algo dentro de mim não quer desistir.

Retiro-me correndo do meu quarto. Desço as escadas e encontro Geórgia e Rodrigo na sala.

— Você está muito atrasado, pequeno Charles — comentou Rodrigo.

— A garota já deve estar longe — continuou Geórgia.

Do que eles estão falando? Aff! Tá tão óbvio assim?

Não falo nada. Passo calado por eles e alcanço a porta.

— Pequeno Charles? — Chama-me Rodrigo.

— O que foi?

— Pegue! — Disse ele jogando um objeto.

— O que é?

— São chaves. Vão ajudar você — ele respondeu.

— Você acha que um carro resolve minha situação? — Indago.

— Um carro não, mas “o” carro sim — ele respondeu rindo. — Vai ajudá-lo a alcançá-la.

Eu não entendi, mas como estou sem tempo, apenas agradeci e dei tchau!

Cheguei até a rua e fiquei procurando a linda BMW do meu irmão, mas não consegui encontrá-la.

Apertei o botão do alarme e logo um veículo se entregou, olhei na direção do barulho e descobri que não é uma BMW, é a porra de um MUSTANG 69. Um carrão do caralho. Deu-me uma vontade louca de bater uma punheta para ele.

Todo preto, brilhando. Entrei na máquina e o liguei. O motorzão se apresentou como o rugir de um leão; muito top cara, muito top! Cavalguei-o pelas ruas da cidade à captura de minha donzela fugida.

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FAG – Capítulo 25

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 25: Dois Galdinos e um tapa.

Virei-me de imediato para ver quem entrara no meu quarto com tanta liberdade.

— Olha só — falou o invasor — então é isso! 

Saí rapidamente de cima da Larissa e fiquei espantando com a figura que se apresentou diante de nós. De muitas pessoas, essa era uma das poucas que eu queria aqui e agora.

— Quando você iria me contar sobre isso? — Ele indagou.

Nunca. Não sou obrigado a nada.

— Charl? — Larissa puxou a minha camisa. Ela está um pouco envergonhada, eu diria.

— Calma, eu resolvo isso — falei.

— Olá, Larissa! — O invasor lhe dirigiu a palavra.

— Oi! — Ela respondeu timidamente.

Afinal, por que estou surpreso? Fora a mamãe, que entra onde quer na hora que quer e foda-se todo mundo, apenas duas pessoas entrariam assim tão descaradamente no meu quarto, uma delas é o meu pai. A outra, o antigo dono.

— Devia bater antes de entrar — reclamo.

— Preciso bater para entrar no meu próprio quarto? — Ele retrucou.

— Meu quarto! Meu quarto! — Deixei claro.

Enquanto o debate pelo quarto continuava, Larissa me puxou pela camisa e perguntou quem era o sujeito com quem eu batia boca fervorosamente.

Ele acabou escutando a pergunta e, como sempre, se intrometeu:

— Olá, Larissa, prazer! Sou o seu cunhado, irmão mais velho do pequeno Charles! Meu nome é Rodrigo Galdino — ele se apresentou se aproximando e estendo a mão para a Larissa.

Cunhado?

Larissa segurou a mão dele.

— Prazer — disse ela.

Exagerado como sempre, ele beijou as costas da mão dela antes de soltá-la.

— Charl, como ele sabe o meu nome? — Larissa perguntou.

— Ele apenas sabe, não se incomode com isso — respondo.

Pensando em silêncio, notei que minha situação é a seguinte: preciso me livrar do meu irmão nos próximos cinco minutos. Mais do que isso, ele acaba se tornando cada vez mais agradável e pode ocorrer de Larissa começar a me comparar negativamente com ele.

Passei um bom tempo da minha infância estudando esse cara, por isso sei que, quanto mais tempo ele ficar perto da Larissa, pior para mim. Não quero que ela fique com a sensação de que escolheu o irmão errado.

— Então, por que não me disse que estava namorando uma garota tão linda, pequeno Charles?

Aí vem ele! Começou com um elogio inocente. Ele sabe muito bem que ainda não somos namorados, mas fingiu não saber apenas para ter a oportunidade de elogiar ela indiretamente.

O foda é que ela gostou.

Qual a resposta que devo dar? Se eu assumir o namoro, ganharei pontos com ela, mas, em contrapartida, não sei bem se quero namorar alguém no momento. Um namoro agora me traria problemas, e ainda tem o Marcos.

Minha alternativa mais viável, claro, é mudar de assunto.

— O que veio fazer aqui, Rodrigo? — Pergunto.

— Estou passeando — ele respondeu. — Tirei folga das minhas obrigações e decidi visitar minha família e ver meu irmãozinho. Acabei dando sorte e conheci também a adorável garota dele. — Ele fala com malícia no olhar.

Olho para Larissa, suas bochechas estão coradas.

Esse filho da puta!

— Por que nunca me falou sobre seu irmão, Charles? — Indagou Larissa.

Ela disse “Charles” e não “Charl”. Isso é um mau sinal. Mais uma investida do Rodrigo e eu serei descartado desta conversa. E é exatamente o que ele quer fazer.

Por que diabos ele tá paquerando a garota que está com o irmão dele? Só pode tá querendo me provocar. E tá conseguindo.

— Larissa? — Ele a chamou.

Devo interver agora ou já era. Mas não tenho nenhuma ideia.

De repente, mais uma figura adentra no meu quarto. Geórgia.

— Olá, Rodrigo! — Disse ela.

Ufa! Salvo pelo gongo. — Relaxei.

— Charles, essa é a sua prima? — Indagou Larissa.

Fudeu!

Rodrigo percebeu que tinha algo errado e resolveu atacar.

— Larissa, essa é a nossa prima, Geórgia. Mas creio que o pequeno Charles já tenha apresentado vocês. — Disse ele.

Geórgia veio em nossa direção.

— Prazer, Geórgia!

— Prazer, Larissa!

O clima ficou pesado para mim. Larissa me beliscava as costas com muita raiva. Mas sorria para os demais presentes no quarto.

Rodrigo já preparava o próximo ataque. Olhei para o relógio, quase cinco minutos. Tenho que tirar ele daqui agora.

— Larissa… — disse ele até eu interrompê-lo.

— Nat! — Falei.

Só falei “Nat” e ele entendeu que me referia à Nathalia, e logo sessou sua fala. Geórgia, às vezes, é ciumenta e violenta, e odeia todas que se envolve com o Rodrigo. Ela não sabe que ele e Nathalia estão tendo um caso novamente. Joguei a sigla, ele logo notou o perigo e se calou.

 Xeque-mate, babaca!

Não demorou muito para Rodrigo arrumar uma desculpa e sair do quarto. Geórgia saiu logo em seguida. Talvez tenha ido dar para ele.

O problema é que acabei ficando sozinho com uma garota muito furiosa.

— Então aquela é a sua prima? — Perguntou ela com os braços cruzados e de cara fechada.

— Sim.

Fui atingido por um forte tapa. Muito mais forte que os tapas da Luara. Meu rosto foi jogado para o lado e senti arder pra caralho.

Larissa se virou e andou em direção à porta.

— Idiota, tarado! Pensa que não vi você olhando para os peitos dela? Seu tarado! — Ela esbravejou.

— Para aonde você está indo? — Perguntei.

— Vou na casa da Lívia perguntar se ela terminou com o meu irmão, pois ele está isolado do mundo como sempre e já esperei demais. E, além do mais, não é da tua conta!

Ela bateu a porta e partiu.

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FAG – Capítulo 24

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 24: Quando tudo ia bem…

Estou deitado na minha cama. É um sábado. Um calmo e tedioso sábado.

Já faz três dias desde o episódio com a Larissa. Já faz três dias que não a vejo; já faz três dias que não temos nenhum tipo de contato. Nem mesmo ir à escola ela tem ido. Pergunto-me se ela está doente ou simplesmente não quer ver a minha cara.

Eu posso superar isso!

Posso superar o fato de que perdi a maior oportunidade na minha vida de comer alguém.

Em meio a toda essa decepção, sinto orgulho de não ter colocado meus desejos carnais acima dos sentimentos de uma mulher. Fui homem por não a ter usado naquelas condições.

Que nada!

Baboseira minha!

Acredito que não aconteceu porque fui fraco, eu não fui homem o suficiente. Fiquei inseguro diante da oportunidade real de comer alguém. Inventei uma desculpa qualquer e saí correndo como uma criancinha assustada. Sou um cão que muito late. Fui fraco!

Mesmo assim, posso suportar essa decepção.

Posso suportar a ausência da Larissa. Afinal, já me acostumei com a ausência das pessoas.

Porém, Marcos parece não conseguir. Vive me chamando para ir até a casa dela ver como ela está. Eu sempre invento uma desculpa. Desculpas que devem ser mais elaboradas a cada dia, mas sei que um dia elas não mais servirão.

Ele realmente gosta dela e não sei qual seria a reação dele caso descobrisse o que aconteceu entre nós.

Estou confuso, muito confuso. Eu a quero, mas não sei como prosseguir.

Não tenho sequer a face dela para contemplar, muito menos para me desculpar. Sem contar a possibilidade de ela já ter descoberto que menti sobre o caso do irmão com a Lívia. Se ela tiver descoberto isso, o jogo acabou para mim.

Preciso descobrir se fui descoberto.

Estou decidido! Vou falar com a Larissa.

Arrumo-me com o intuito de fazer uma visita a ela. Minha intenção é avaliar a situação; saber o tamanho do estrago e saber se ainda tem reparo.

Vou para o banheiro, ligo o chuveiro – estou tenso demais para me masturbar – masturbo-me para aliviar a tensão para assim me masturbar relaxado. Termino o meu banho e volto para o quarto.

Visto-me e estou quase pronto, faltam apenas o perfume e a coragem.

— Charlinho? — Mamãe me chama.

— Sim, mãe?

— Você tem visita. Mando subir ou digo para te esperar na sala?

Conversar no meu quarto é sem dúvida a melhor opção, não importa com quem seja. Provavelmente deve ser o Marcos mesmo.

— Pode dizer para subir aqui, mãe! — Grito.

— Tá bom!

Ouço passos avançando sobre os degraus da escada. Passos leves e sincronizados. Fico confuso porque geralmente os garotos não caminham assim. Parece se tratar de um caminhado mais delicado do que o caminhado do Marcos ou de qualquer outro garoto da minha idade. Se for um garoto, deve ser uma criança bem leve, por isso não tem peso nos passos.

Pauso minhas deduções para continuar me perfumando. 

Ouço batidas na porta.

— Pode entrar! Está aberta! — Digo.

A maçaneta da porta se movimenta e a prancha de madeira se desloca dando espaço para penetrarem no meu quarto.

Não me incomodo em virar-me para verificar de quem se trata. Estou com minha atenção voltada para os botões da minha camisa.

A porta volta a ser fechada e uma voz me convoca:

— Oi, Charl?

Minha atenção abandona os botões, pois descubro de quem se trata minha visita e me surpreendo por ser ela.

Viro-me.

— Olá!

Fico parado olhando-a.

— Não vai me oferecer assento?

— Ca..ca…claro. Venha, sente-se aqui.

— Na sua cama?

— Algum problema?

— Não.

Ela se senta na minha cama e sento-me na única cadeira que tem no meu quarto. É uma cadeira de escritório giratória que uso para me sentar perto da escrivaninha ou para ficar usando como veículo para ir de um lado ao outro do quarto.

— Então…. — Tento falar, mas ela me interrompe.

— Me desculpe, Charl! Me desculpe por aquele dia!

Isso eu não esperava.

— Tudo bem, não se preocupe.

— Você tinha razão. Eu estava fora de mim. Agradeço por você ter sido atencioso comigo e não ter se aproveitado.

Na verdade, eu bem que queria. Faltou foi coragem. Eu acho.

— Não foi nada.

Ficamos em silêncio.

Larissa está bem vestida, como sempre. Usa uma blusa regata bege, calça jeans escura. Sua blusa está colocada por dentro da calça. Um lindo cinto preto de couro e uma sapatilha azul escuro completam a vestimenta. Seus lindos e longos cabelos pretos e uma linda, porém, nada exagerada maquiagem complementam o look da ninfa posta em minha presença.

Ela ainda traz consigo uma pequena bolsa de lado na cor azul-escuro. Olhando-a com um pouco mais de atenção, percebo que ela não está usando brincos; mas usa um colar com uma insígnia de ave e as unhas de suas mãos estão pintadas de preto. Ela está irresistível como sempre.

— Ainda gosta de mim? — Ela quebrou o silêncio.

— Por que não gostaria?

— Por eu ter te expulsado, sei lá.

— Esqueça o passado, Larissa.

Levantei-me e fui em sua direção. Fiquei em sua frente. Curvei-me colocando minhas mãos em suas coxas. Ficamos cara a cara, olho no olho.

— Senti saudades desses lábios — falei.

— Mes.. mes.. mesmo? — Indagou-me já começando a ficar vermelha.

— Mesmo. Deu até vontade de te beijar — comentei.

— Você pode me beijar, se quiser.

Joguei minha cabeça para frente lentamente. Quando nossas bocas ficaram próximas o suficiente, ela fechou os olhos e ficou na expectativa. Toquei meus lábios nos dela, mas parei aí mesmo. Ela, percebendo a minha hesitação, abriu os olhos e me flagrou admirando-a.

— Que foi, Charl? Vai dizer que agora não pode me beijar também?

— Você é linda! – Elogiei.

Ela ficou corada e seus grandes e profundos olhos brilharam.

— Posso começar pelos seus pés? — Perguntei.

— O quê?

— Quero beijar seus pés.

— Am? Eu hein! Que estranho, mas se você quer, tá bom!

Ela fez movimento para tirar as sapatilhas, mas eu a impedi de imediato.

— Ué, você não disse que queria beijar os meus pés? — Ela protestou.

— Eu mesmo tiro as suas sapatilhas.

Após fazer uma cara de desconfiada, ela relaxou.

Ajoelhei-me diante dela e peguei seu pé esquerdo. Tirei sua sapatilha e, em seguida, fiz o mesmo com o direito.

Com os dois pés nus, peguei primeiro o esquerdo e o massageei delicadamente, apertando com carinho cada ponto sensível dele. Larissa demostrou gostar. Depois fiz o mesmo com o pé direito e ela logo se deitou na minha cama relaxando e curtindo.

Peguei seus dois pés lindos, com as unhas bem-feitas e quadradas, e dei muitos selinhos neles. Quando dei por mim, estava excitado.

— Ei, Charl?

— Sim?

— Isso é muito bom.

— Eu sei.

Continuei meu namoro com os pés dela.

— Charl, vem cá!

O jeitinho com o qual ela me chamou me deu arrepios, levantei-me quase que de imediato.

— Estou aqui — falei deitando sobre ela.

Ela esfregou com carinho o lado direito do meu rosto enquanto me encarava com intensidade.

— Como é o seu sobrenome?

— Galdino!

— Charles Galdino?

— Sim.

Ela continuou a acariciar o meu rosto e depois os meus cabelos.

— Você é lindo, Charles Galdino!

Confesso que fiquei com alguma vergonha.

— Você é mais! – Respondi e lhe dei um selinho.

Do selinho, partimos para um beijo mais longo. Longo, profundo e bem envolvente. A danada se empolgou tanto que até deu uma apertada no meu bumbum. Quando senti o aperto, parei o beijo e a encarei. Ela sorriu e pediu desculpas. Disse que sua mão estava tarada hoje. Eu sorri e continuamos o beijo.

Depois dos pegas, ficamos deitados juntinhos. Ela acariciando o meu rosto; e eu, os seus cabelos.

— Charl?

— Sim?

— Quer ser meu namorado?

Tipo, uau! Foi essa a minha reação.

Como assim ser o namorado de alguém? E ainda mais desta gata? Uma explosão de sentimentos acontece dentro de mim, mas não sei dizer se é de felicidade ou de pânico.

Antes que eu pudesse reagir, alguém entra no quarto.

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FAG – Capítulo 23

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 23: Não pode ser por impulso!

Foi tudo tão repentino.

Rápido como a queda de um raio, um incêndio em uma fábrica de produtos inflamáveis ou uma avalanche do caralho.

Foi tudo surpreendente avassalador e rápido demais.

Foi a primeira vez que fiz alguém gozar.

Foi a primeira vez que alguém me fez gozar.

Na parte em que eu estava no chão – após ser nocauteado por um sexo oral magnífico – eu já estava mais que satisfeito. Mas ela, a doce e maravilhosamente gostosa Larissa, me ofereceu uma nova proposta: tirar-lhe a virgindade.

Confesso que foi uma proposta tentadora, mas eu não poderia aceitar. Não naquelas condições.

Era a minha primeira vez nesse mundo dos prazeres carnais e, provavelmente, também era a primeira vez dela. Não poderia ocorrer daquela forma. Seria um ato condicionado pelo calor do momento e, com certeza, ela iria repensar e se arrepender dias depois. Seria algo trágico; então, eu não poderia de forma alguma me aproveitar de uma garota “fora de si” e embriagada de tesão.

Ainda lembro do diálogo que se sucedeu ontem na casa dela:

— Você não quer? — Ela perguntou surpresa após minha recusa.

— Não é que eu não queira…é que…

— Fala sério! Não me acha atraente o suficiente?

— Claro que você é atraente. Você é linda, Larissa!

— Linda?

— Tá, tá… Você é linda e gostosa.

— Então por que não me quer?

— Isso não é certo, estamos agindo por impulso. Você está agindo por impulso. Não deve entregar sua virgindade por impulso.

— Mas eu sei o que estou fazendo, Charl!

— Sabe?

— Sim, eu sei.

— Então qual é o meu sobrenome, Larissa?

— Seu sobrenome?

— Sim, meu sobrenome. Qual é?

Ela pensou por um tempo.

— Eu não sei — respondeu um pouco envergonhada.

— Viu? Quer entregar sua virgindade para um cara que você nem se quer sabe o sobrenome?

Ela saiu imediatamente de cima de mim, sentou-se na cama, abaixou a cabeça e, escondendo o rosto com as mãos, começou a chorar.

Eu me levantei e me vesti. Depois me aproximei. Sentei ao seu lado e a abracei.

— Vamos com calma, tá? Se um dia tiver que acontecer, faremos do jeito certo. — Falei.

— Charl?

— Sim, pode falar.

— Você poderia ir embora?

Fiquei de cara com tal pedido, mas não fiz drama. Levantei-me da cama e fui logo calçando os meus sapatos. Retornei até ela e depositei um beijinho em sua testa. Retirei-me logo a seguir em silêncio. Assim que eu passei pela porta, e instantes antes de fechá-la completamente, pude escutar o choro dela.

Fechei a porta com um aperto no peito e fui embora.

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FAG – Capítulo 22

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 22: Uma boca mágica.

Sim, eu sei, esperei por esse momento a vida inteira. Mas confesso que estou surpreso e até um pouco assustado com esse pedido repentino: uma linda garota pedindo pelo meu pau?

Eu jamais imaginara uma garota pedindo pelo meu pau. Mas aconteceu! Uma das mais lindas da minha escola e até mesmo da minha cidade está aqui, exigindo tê-lo e, claro, não tenho nenhuma intenção de decepcioná-la. Quer meu pau, neném? Pois terá o meu pau!

Recuo alguns passos até sair da cama e fico em pé. Ela continua sentada na cama olhando para mim. Desabotoo o botão da minha calça e desço o zíper vagarosamente. Ela prende o olhar.

É fácil perceber que é a primeira vez que ela verá um ao vivo. Também é fácil notar que ela tem muitas fantasias na cabeça. É uma jovem garota que deseja experimentar — há tempos — os prazeres da vida. Assim como eu.

Livre de todas as amarras, desço minha calça revelando uma cueca box azul-escuro. Uma linda cueca que parece ter sido especialmente escolhida para este momento, apenas parece. Larissa prende ainda mais o olhar. Inspira fortemente até encher os pulmões de ar e expira com sua mão esquerda no peito, como se o coração lhe quisesse saltar para fora.

— Vai, abaixa a cueca! — Pediu ela. Não foi bem um pedido, mas quem se importa com o tom em uma hora como essa?!

Coloco meus polegares em suas posições e faço força para baixo, libertando — em poucos instantes — meu brinquedo há muito tempo excitado que balança no ar antes de ficar parado, ereto.

Larissa já não pisca mais. Olhou com um olhar fixo para o meu pau enquanto ele balançava fazendo sua entrada.

Ela me ignora completamente. Toda a sua atenção agora pertence ao meu órgão sexual. A bela jovem coloca sua língua para fora e fica passando-a pelos lábios como uma leoa faminta.

— Ele é lindo! — Diz ela com uma voz diferente.

— Você acha? — Pergunto.

— Sem dúvidas. Essas veias. Essa ponta rosada, seu formato, grossura e tamanho. Parece os dos filmes que assisto. Nossa, estou louca, Charl! Quero você!

Ouço essas palavras e passo até a suspeitar de que é um sonho.

Ela começa a engatinhar sobre a cama até mim. Fico parado sem reação, apenas observando aquela leoa faminta vindo em minha direção.

Tudo parece estar em câmera lenta. Cada centímetro que ela avança me faz ficar ainda mais excitado e ansioso para descobrir o que ela fará quando me alcançar.

Será que ela vai, finalmente, me masturbar? Acho que ela vai me masturbar. Com certeza ela vai fazer isso. Tocar uma bela e gostosa punheta em mim.

Eu achei mesmo que ela iria me masturbar, mas eu estava completamente enganado.

A predadora chega até mim. Eu a olho de cima para baixo. Ela olha-me de baixo para cima. Seu olhar começa a revelar sua intenção. Ó, não! Ela vai mesmo fazer o que estou pensando?

Fico surpreso com o que ela aparenta querer fazer, mas não tardia para ela me provar e me tirar todas as dúvidas.

Foi como um susto daqueles bem aplicados. Foi como um tiro a queima roupa ou como um golpe de espada bem executado. Uma sensação de prazer se espalhou rapidamente pelo meu corpo, um prazer que eu jamais sentira antes. Equivalia a mais de cem punhetas, não, a mais de duzentas punhetas. É o prazer dos prazeres. Senti algo gelado, meio quente, sei lá; olhei para cima e soltei um gemido involuntário. Fechei os olhos que já não me serviam para enxergar, estavam revirados. Os dedos dos meus pés se contorcem. Minhas pernas, trêmulas, mal me sustentam em pé.

Estou no céu!

Olho para baixo e descubro que tenho um deus entre as pernas, que está sendo adorado por uma serva dedicada que se presta de joelhos diante dele.

Larissa, sem pudor algum, está com meu brinquedo em sua boca. Ela está me chupando. Chupando mesmo, e não parece querer me agradar, ao contrário, ela realmente quer isso e está se divertindo. É mais pelo seu bel-prazer do que pelo meu. Mas não me importo de ser usado dessa forma, ainda mais quando estou sendo chupado.

Coloco minha mão em sua cabeça e começo a ditar o ritmo. Puxo e empurro sua cabeça. Não seguro os gemidos de tamanho prazer. Ela tira sua boca e começa a me masturbar.

Olho-a e ela me olha. A troca de olhares mais safada do mundo acontece. Ela volta a me chupar. Punheta, boquete, punheta, boquete. Ela fica nisso por minutos até que, digo pelo olhar, que estou preste a gozar; Larissa entende o recado e usa sua boca novamente. Seus lábios abocanham a cabecinha rosada e percorre todo o corpo do meu pênis e retorna.

Fico louco de tesão. Não consigo mais segurar. Ela vai me fazer gozar.

— Larissa, eu — tento avisá-la, mas minha fala não saiu mais do que isso.

Ela não demonstra nenhuma preocupação e começa a ir mais rápido.

— Larissa, não vou — tento falar novamente — conseguir segu…

Ela continua.

— Eu vou… PUTA MERDA!!!!

Gozo como jamais gozei antes.

Ela segura tudo na boca e continua a me chupar.

Apesar de ter amado quando ela me chupava, não sinto a mesma sensação de prazer após gozar. Na verdade, tô louco para que ela pare. Meu pau ficou sensível após o gozo e, toda vez que ela chupa a cabecinha, provoca calafrios e arrepios gostosos, mas torturantes.

Depois de uns instantes, ela me liberta. Despenco para trás. No chão.

Fico olhando-a. Ela me olha por um momento, mas não fala nada. Sua boca está ocupada. A linda deusa da boca mágica se levanta para ir ao banheiro do seu quarto. Continuo deitado no chão, exausto.

Depois de alguns minutos, ela retorna vestida apenas em um roupão que se usa após o banho. Senta sobre mim e começa a me beijar. Meu pênis conversa com sua bucetinha, eles se tocam e percebo que ela está sem calcinha. Fico excitado em meros segundos.

— Você está… — tento falar.

— Sim, tirei a calcinha!

Nossa!

— Charl?

— Sim?

— Me coma!

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FAG – Capítulo 21

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 21: Um dedo de exagero.

— O que você disse? — Indagou-me Larissa com uma raiva implícita.

— Eu… — não faço ideia do que falar.

— Eu o quê? Não consegue falar? Quero que vá embora da minha casa, agora!

— Mas, Larissa…

— Eu já disse, vá embora! Tarado, idiota!

Que merda! Estraguei mais uma oportunidade de comer alguém.

Por que diabos eu fui falar que estava olhando os peitos da minha prima? E ainda fui falar isso para a Larissa, puta que pariu, Charles!

Ela realmente está puta da vida! Melhor eu ir.

Viro-me para ir embora.

Não, não posso deixar as coisas assim.
Deve haver alguma solução. Alguma desculpa. Se eu disser que foi uma piada, ela pode até acreditar, mas ficará desconfiada.

Caso eu apenas peça desculpas, vou comprovar que sou um tarado.

Dessa forma, creio que o método mais eficiente de sair dessa enrascada é fazê-la esquecer isso ou ter outra coisa… um outro assunto para lhe ocupar a mente. – Penso em silêncio.

— Anda, depressa! Vá embora daqui! Vá ver os peitos da sua prima! — Ela grita furiosa.

— Tá, estou indo.

— Já vai tarde!

Estou decidido, devo lhe dar um assunto mais chocante do que o fato de eu ser tarado na minha prima.

— Eu vou embora, mas quero lhe contar uma coisa depois.

— Coisa? Que coisa?

Bingo! Peguei ela. Fisguei sua atenção. É tão simples pescar alguém usando sua curiosidade como isca.

— Depois lhe conto. Disse para eu ir embora e estou indo.

— Calma. Digo, primeiro me diga o que quer me dizer — disse ela aparentando estar mais dócil.

— Eu não sei se devo lhe contar. Melhor eu ir embora — digo e seguro a maçaneta da porta.

— Espere, Charl!

Charl? Ela caiu direitinho.

— O que quer de mim, Larissa?

— Quero que me conte, aqui e agora. Por favor!

Nossa, esse método é mais eficiente do que pensei. Mas agora tenho que ter algo chocante para contar, senão ela se voltará novamente contra mim duas vezes mais furiosa.

— Ok! Prometa-me que isso ficará entre nós.

“Dê o peso da promessa ao que for falar, e a pessoa irá se sentir privilegiada por escutar.” Assim dizia o meu irmão.

— Tá, eu prometo. Venha, senta aqui — ela me convida para sentar em sua cama.

Cama? De expulso para convidado a sentar em sua cama? Tremenda reviravolta.

Sento-me ao seu lado. Ela respira fundo e olha nos meus olhos como se fosse através deles que as palavras sairiam.

— Sou toda ouvidos, Charl.
Consegui reverter a situação e agora algo bem mais importante lhe ocupada a mente. Derrotei a ira dela usando sua curiosidade. Agora, tenho que alimentar essa curiosidade com algo que não permita que a sua ira retorne.

O que devo contar-lhe?

Não tenho muito tempo para pensar em algo sofisticado, mas sei que garotas gostam de fofocas, principalmente amorosas.

Não posso contar que o Marcos é afim dela. Isso pode despertar um pequeno interesse nela ou pode fazê-la se sentir disputada, e isso complicaria as coisas para mim. “As pessoas se tornam mais exigentes quando possuem opções.” Outra coisa que o meu irmão dizia.

Falar sobre o Marcos está fora de questão. Qual outro caso amoroso lhe chamaria a atenção?

Não pode ser de alguém qualquer. Tem que ser de alguém próximo.

Mas não existe nenhum caso. Tenho que inventar um!

Sobre quem?

Posso inventar que o Marcos estar afim de alguém, mas isso seria um bom motivo para ela se aproximar mais ainda dele procurando saber de quem se trata; e iria acabar descobrindo que esse alguém é ela, assim eu acabaria por ganhar concorrência. Isso seria ruim.

Devo pensar em outra pessoa.

— Se não vai falar nada, pode ir embora — disse Larissa já se levantando da cama.

Não tenho mais tempo para pensar…

— É o seu irmão — falo.

— O quê? Meu irmão?

— Sim, o seu irmão André.

Ela voltou a se sentar na cama e agora bem mais perto de mim e com total atenção.

— O que tem o meu irmão?

Se eu disser que ele tá afim de alguém, pode ser que seja um choque, mas não grande o suficiente. Devo ir além. Devo dizer que ele já tá pegando.

— Ele tá tendo um caso.

Funcionou como o esperado. Ela ficou claramente chocada e inclinada a esquecer sobre os peitos da minha prima. Claro, ela vai fazer mais perguntas, e deverei criar uma falsa história amorosa sobre o irmão.

— Sério? Meu irmão? Com quem?

— Não posso dizer.

Na verdade, só estou ganhando tempo para pensar em um nome, afinal, eu sei que ela não vai desistir até ter um.

— Ah! Por favor, me diga, Charl — disse ela passando a mão com carinho no meu braço.

— É a Lívia.

— Lívia? Da nossa turma?

— Sim, ela mesma.

— Nossa, estou chocada!

Claro que tá. — Pensei em silêncio me vangloriando.

— Me espera aqui, Charl. Vou falar com André e já voltou — disse ela entusiasmada.

Opa! Acho que não pensei muito bem nesse detalhe.

Ela vai já descobrir a minha mentira e sua buceta estará para sempre fechada para mim.

Devo impedi-la.

— Espere, Larissa — digo segurando-lhe o braço esquerdo.

— O que foi, Charl?

— Você não pode falar com ele sobre isso.

— Por que não? É meu irmão.

— Exatamente. É seu irmão e você sabe que ele é um garoto muito fechado e tal.

— E o que isso tem a ver?

— Se ele ainda não te contou, é porque ele quer manter isso em segredo por enquanto.

— Mas ele é meu irmão.

— Sim, e é por isso que você deve dar privacidade para ele. Ele com certeza vai te contar quando estiver preparado, mas se você o indagar agora, ele pode ficar confuso e inseguro; vai terminar o relacionamento e voltar a ficar fechado para o mundo. Creio que você não quer que isso aconteça com o seu querido irmão.

— Você tem razão — ela fica pensativa.

— Tá bom. Não vou falar nada a respeito disso com ele. Vou esperar por ele.

— Boa decisão!

— Mas eu posso falar com a Lívia, né? Afinal, ela agora é a minha cunhadinha

— Larissa fala animada.

Que garota insistente.

— Claro que não! — Exclamo.

— Por que não?

— Se você falar com ela, ela vai falar com o seu irmão e vai dar na mesma.

— Mas eu quero saber sobre o que acontece na vida do meu irmãozinho. Me importo com ele.

— Você tá mais preocupada em saciar sua curiosidade do que com a felicidade do seu irmão. Isso é ridículo. Contenha-se, garota!

— Tem razão. Não vou me meter — disse ela baixando a cabeça.
Acho que consegui enrolar, por enquanto. Hora de ver os resultados.

— Acho que já vou — falo.

— Para onde?

— Para casa.

— Mas ainda tá cedo, você poderia ficar mais um pouco. Ainda não aproveitamos nada.

Bem, parece que funcionou perfeitamente.

— Devo mesmo ficar? — Faço cu doce.

— Por que não?

Nem respondi, já não aguentava mais ficar perto dela sem beijar sua boca.

Aproximei-me, agarrei ela pelo meio e lhe taquei um beijo gostoso da porra.

Parti para cima dela com tanto entusiasmo que acabamos caindo sobre o colchão. Eu por cima dela.

Passamos um bom tempo na macia e cheirosa cama do quarto dela. Cada beijo mais longo e mais gostoso do que o outro.

Depois de alguns minutos, já estávamos quentes de desejo. Avancei e tirei seus braços do vestidinho libertando seus seios. Comecei a chupá-los como se fossem duas deliciosas bolas de sorvete. Dei várias mordidinhas nos bicos e os apertei bastante. Ela suspirava de tesão.
Enquanto dava carinho aos seios dela, me empolguei com seus suspiros de prazer e com o jeitinho picante que ela segurava meus cabelos. Desci minha mão para o meio de suas coxas suadas e ultrapassei a pequena calcinha.

Encontrei uma bucetinha lisa e com um caliente início de excitação. Assim que fiz uns mimos com as pontinhas dos meus dedos, a buceta encharcou-se.

— Charl, me faça gozar! — Ela implorou com uma voz ofegante.

Não poderia negar tal pedido. Acelerei a velocidade dos meus dedos e os fiz tremer sobre seu clitóris e entre seus lábios vaginais. Larissa ficou com a buceta completamente melada em poucos segundos.

Em meio a tanto líquido, meus dedos escorregaram e penetraram um pouquinho dentro dela, mas encontrei uma resistência e, assim que forcei, Larissa reagiu segurando no meu pulso.
Toquei no hímen dela.

Recuei a mão. Mas pretendo retornar aqui em um outro momento, e, dessa vez, não será com os dedos.

De qualquer forma, continuo afim de enfiar meus dedos nela. E, apesar de não poder ser na buceta, lembro-me que existem outros lugares.

Peguei-a violentamente e a virei sobre a cama. Levantei o vestido. Preparei o meu dedo do meio, dei uma cuspida boa nele e aproximei de seu bumbum. Com a outra mão, separei uma de suas nádegas e então aproximei o dedo de seu cuzinho que já estava piscando.
Assim que toquei no buraquinho e forcei um pouco, o corpo dela reagiu dando um pequeno tremelique. 

— Devo parar? — Perguntei.

— Não, idiota!

Fui forçando a barra e cuspindo quando necessário. Com um pouquinho de luta, consegui enfiar todo o meu dedo no cu dela. Retirei tudo e enfiei novamente. E, a cada estocada, ficava mais fácil.

— Mais rápido! — Ela ordenou.

Aumentei a velocidade das dedadas. O cuzinho dela se abriu todo para o meu dedo e sua buceta transbordava de tesão. Seus gemidos passaram de leves suspiros para quase gritos de prazer, tive até que empurrar a cabeça dela nas almofadas para abafá-los.

Enquanto meu dedo castigava seu cuzinho, aproveitei para lhe dar beijinhos na nuca.

Sem aviso prévio. Ela gozou!

Seu corpo tremeu como se tivesse tendo uma convulsão. Ela se virou, ficou esticando as pernas, apertando seus seios e levantando as costas do colchão.

Afastei-me e observei a cena que parecia uma possessão demoníaca.

Gostei disso.

Acabo de notar que me divirto ao ver alguém gozando.

— Charl, me dê seu pau! —Ela disse de repente.

— O quê?

— Agora!

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FAG – Capítulo 20

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 20: Falei o que não devia.

Toda vez, após uma boa gozada numa punheta, eu aproveito para refletir sobre a existência de um deus erótico.

Por muitas vezes eu concordei e descordei da ideia de sua existência. Mas, como um bom deus deve sempre fazer, às vezes ele se manifesta. Não em carne e osso, mas por obras e acontecimentos de natureza erótica.

E acho que ele finalmente está atendendo às minhas preces. Tipo, passei vários anos correndo atrás de garotas e não obtive sucesso algum. E agora cá estou em um dilema erótico: vou até Larissa para ver sua calcinha ou até Geórgia para ver seus peitos? É uma escolha difícil para uma cabecinha de pau virgem como a minha.

— Vai vir ou não, Charlito? — Grita Geórgia já impaciente.

Talvez eu possa ver os peitos dela e depois ir para a casa da Larissa. Acho que não faz mal um pequeno atraso.

É isso aew! Essa é a escolha certa a fazer!

Ando em alta velocidade em direção ao quarto da minha prima e tesão de sempre.

Peitos, quero ver peitos!

Chego até a porta — que se encontra entreaberta — e adentro no quarto.

Meus olhos a detecta de imediato com suas costas nuas e tentando inutilmente abrir o sutiã.

É a cena mais linda que eu já vi, fora a dela fazendo xixi.

Cara, aquilo me fez gozar litros.

Enfim, história para outra hora.

— Anda, idiota. Me ajude! — Disse ela ao me ver parado apenas babando.

— Ok!

Aproximo-me dela por trás e começo a tentar desprender seu sutiã.

Realmente está preso, mas consigo abri-lo em pouco tempo.

Olhei na internet que os homens penam muito para tirar isso das mulheres, o que acaba com o tesão. Sendo assim, decidi aprender as artimanhas desse troço. Treinei usando os sutiãs da mãe e os da Geórgia. Virei craque em abrir sutiãs.

— Obrigado, Charlito! — Disse ela se virando.

Uaauuuu!!! Que lindos peitos!

— De de de nanadaada — fico todo bugado ao encarar suas tetas magníficas.

— Por que tá gaguejando? — Ela pergunta, mas então nota que estou vendo seus seios. — Seu tarado! — Disse ela cobrindo-os com os braços.

— A culpa é sua! — Falo. — Agora, tenho que ir.

Dou-lhes as costas para sair do quarto e pegar o beco rumo à casa da Larissa.

— Ei, Charlito!

— Diga?

— Aonde você vai? Você não tem costume de sair à noite e muito menos de se arrumar tão bem assim. Arranjou namorada?

— Não, só vou sair com uns amigos. Tchau! — Sou evasivo. Se eu contar para ela que estou pegando alguém, com certeza vai ficar de piadinhas comigo.

— Tchau!

Mas o que é estranho disso tudo é que, do nada, Geórgia ficou mais interessada em saber sobre minha vida pessoal. Sem contar que acho que ela poderia ter conseguido tirar o sutiã sem a minha ajuda.

Ao pensar nisso, acabo lembrando dela enquanto desço as escadas. A Geórgia de hoje nem se compara com aquela que o meu irmão comia. Ela cresceu, está chegando aos vinte anos e tá estupenda de gata. Santo deus erótico, quero muito meter o pau nela.

Quando saio de casa, percebo que estou cerca de 15 minutos atrasado. E isso é uma droga.

Saio correndo pelas calçadas como um cão desesperado.

— Olá, Charles! — Nathalia me cumprimenta assim que passo em frente à lanchonete em que ela trabalha.

— Olá! — A cumprimento rapidamente na esperança de poder continuar o meu caminho.

— Charles, pode vir aqui, por favor?! — A ruiva deusa me chama.

Puta merda! Todo mundo vai me atrapalhar hoje?

Se fosse outra pessoa, eu diria que não poderia. Mas, cara, é a Nathalia! Uma deusa entre nós humanos. Como recusar um pedido dessa perfeição? Se ela me pedisse o cu, juro, eu dava!

Mudo o meu trajeto e caminho até a ruiva.

— Charles, sabe quando seu irmão volta para cá? — Ela me pergunta na lata.

— Não, eu não sei.

— Pode pedir para ele me ligar? Preciso muito falar com ele.

Aquele filho da mãe! Nasceu com o cu virado para a lua, só pode. Todas babam por aquele projeto de satã mal-amado.

— Claro! — Respondo.

— Obrigada! — Ela abre um lindo sorriso como agradecimento. — Ah, você tá todo bonitinho hoje, vai a um encontro?

— Não, não. Vou sair com uns amigos.

— Sei! — Nathalia faz uma carinha de suspeita. — Então vá lá, tchau, Charles!

— Até mais.

Volto para a minha jornada, agora ainda mais atrasado.

Cara, tô muito afim de pegar na bucetinha dela. Será que ela vai deixar? Também quero receber uma punheta, quem sabe. Só sei que vou tentar chupar aqueles seios durinhos que ela tem. Putz, só de pensar nela já fico de pau duro.

Tenho que tomar cuidado, porque estou correndo e se o meu pau ficar muito excitado, vou acabar tropeçando nele e caindo.

Falta pouco. Mais dois quarteirões e chego lá.

Vou passando pela pracinha que tem perto da casa dela e observo algumas pessoas. Tenho o costume de olhar rosto por rosto. É uma mania dos solitários. É uma tentativa de encontrar alguém com uma vida mais deprimente do que as nossas.

Uma velha, um velho. Um casal com o filhote. Namorados, crianças, cachorros, gatos, Rafael, vendedores de pipocas e guloseimas. Sorveteiros… 

Rafael?

O filho da puta arrombado do caralho que causou aquele acidente trágico que ferrou com a Luara. O que diabos ele faz aqui? Mora por perto?

Eu devia dar uma surra nesse corno.

Mas já estou muito atrasado.

Finalmente consigo chegar na casa da Larissa. Quando levanto a mão para tocar a campainha, uma voz no interfone me faz parar.

 — Não aperte a campainha! Irá alertar o meu irmão — disse Larissa.

— Tá bom.

— Estou indo aí. Espere!

— Ok — falo.

Ela chega em poucos minutos.

— Venha, entremos em silêncio. Ele fica a noite toda no quarto.

— Ele não sabe que eu iria vir? — Pergunto.

— Claro que não. Ele é até mais ciumento do que o meu pai.

O irmão da Larissa é o André, que também estuda conosco. Eles são gêmeos. Mas ela é mais gostosa.

Entramos sorrateiramente pelo jardim da casa. Passamos pela enorme e bem mobilhada sala e partimos para o quarto dela que fica consideravelmente longe do quarto do irmão.

Entramos e ela tranca a porta.

Ela tá vestida com um lindo, leve e curto vestido preto. Parece com aqueles de dormir, mas realmente é um vestido para se usar por aí. Usa também uma pantufa muito fofa de cor branca. Os cabelos lisos e negros caem pelos ombros. Nada de brinco nas orelhas e sem exageros na maquiagem. Ela está simples e adoravelmente bela.

— Agora sim, podemos ficar à vontade. Os quartos daqui são bem isolados acusticamente e quase nada pode se ouvir lá fora do que se passa aqui dentro — ela explica.

— Tá certo.

— Você demorou hein, Charl! — A garota meio que resmunga.

— Um pouco — falo meio aéreo. Tô focado demais no decote dela.

— Por que demorou tanto?

— Ah, é que tive que ver os peitos da minha prima primeiro.

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FAG – Capítulo 19

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 19: Quem comerá quem?!

O mundo está diferente, sinto que ele mudou, ao menos para mim.

Beijei a primeira garota e agora estou com a sensação de que lhe devo um favor ou algo do tipo.

Sinto-me na obrigação de lhe oferecer ajuda e atenção sempre que ela necessitar. Sinto-me estranho e obrigatoriamente amarrado. Isso é, em todos os aspectos, desagradável. O que devo fazer agora? Nunca cheguei nessa fase.

Larissa é uma linda e inteligente garota e, acima de tudo, gostosa pra caralho. Ela não me forçou a fazer nenhuma promessa ou contrato de compromisso, na verdade, esse “sentir amarrado” não deve passar de pura paranoia minha. Acho que ando assistindo muito filme besta de comédia romântica.

O nosso caso, entre Larissa e eu, por enquanto, só pertence a nós. Ninguém mais sabe o que rolou e o que rola entre a gente.

Nem mesmo o Marcos.

Larissa disse que era melhor deixarmos tudo em segredo para evitarmos complicações. Só não sei que complicações são essas e nem o porquê de ela tanto temer. Mas, para ser sincero, nem me importo em saber. Afinal, estou pegando alguém. O resto não me interessa e, se continuar assim, logo poderei comê-la.

Espero que isso aconteça.

Hoje vou até a casa dela. Seus pais estarão fora e ela me fez o inusitado, porém bem recebido convite. Terei mais ou menos três horas para desfrutar daquela criatura deliciosa e de seu corpinho de ninfa.

Já estamos nisso há quatro semanas e tenho consciência de que não irei comê-la hoje – ainda é cedo – mas irei ao menos ver sua calcinha, é minha meta para esta noite: ver como aquela monumental garota fica apenas de roupa íntima. 

Ao aproximar da noite, trato logo de tomar um banho bem delicado. Fico mais tempo no chuveiro do que o costume. E a minha prima deliciosa, gostosa, tesuda Geórgia não deixa de notar que algo está acontecendo, ou melhor, que está para acontecer.

— Por que está demorando tanto no banho, Charlito? Não me diga que ainda está se masturbando — pergunta Geórgia.

Ela precisa falar assim?

Falando assim, até parece que sou um tarado.

— Claro que estou! — Sou irônico. — Quem manda você deixar a portar aberta enquanto se veste?! Acabo ficando com a imagem desse seu bumbum gostoso na cabeça — respondo.

— O quê? O que você disse, Charlito? — Ela parece ter ficado com raiva.

Merda! Que merda foi essa que falei?!

— Diga, Charlito! O que foi que você disse?! Ande, diga novamente!  

Agora lascou foi tudo.

— Por acaso você falou algo sobre o meu bumbum?

— Querida prima, deixe-me terminar o banho. Por favor!

— Você é um tarado. Um tarado — disse ela antes de sair da porta do banheiro.

Terminei o banho e abri a porta bem devagarinho para espiar se a Geórgia se fazia presente.

Não, ela não está por perto.

Corri para meu quarto. Entrei e tranquei a porta.

Ufa! Que sufoco.

Que pena que agora ela vai tomar mais cuidado e fechar a porta do seu quarto toda vez que for se vestir. Logo não poderei mais contemplar aquele bumbum gostoso.

Começo a me arrumar para ir ao encontro de Larissa.

Minutos depois, recebo uma mensagem da mesma:

— E então, você vem?

— Claro que vou — respondo.

— Venha às 19h em ponto. Pai e mãe só voltam depois das 22h.

— Ok. Chegarei no horário.

Até, Charl! E não esquece de pôr muito perfume. Perfume masculino é tudo de bom.

Danadinha. Até!

Olho para a hora na tela do celular. Faltam cinco minutos para às 18h. Demoro uns 20 minutos para chegar até a casa da Larissa. Então devo sair de casa às 18h40.

Volto a me arrumar.

18h:20.

Estou pronto! Bem vestido e muito cheiroso.

— Charlito? — Diz a Geórgia batendo na porta.

— Que foi? Não é sobre seu bumbum, é?

— Não, seu tarado! Tem um menino te procurando. Vou mandá-lo subir.

Um menino? Me procurando? Isso não é nada comum.

— É um menino mesmo, né? — Pergunto.

— Como assim se é um menino mesmo, Charlito?

— Ele olhou para seus lindos peitos?

— Vá se ferrar, seu tarado! Vou mandá-lo entrar.

Que garota estressada.

Ouço batidas, destranco a porta e giro a maçaneta; uma figurinha adentra no meu quarto.

— Olá, Charles! — Diz o visitante.

— Olá, Marcos!

— Quero falar com você, por isso vim aqui.

Óbvio!

— Pois bem, pode falar!

Tranco a porta, ofereço assento ao meu visitante e sento-me na minha cama. Estou preocupado com o horário. Não posso me atrasar para ver a Larissa e já são 18h:25.

— Charles, somos amigos, né?

— Sim, somos.

— Quero confessar uma coisa pra você.

— Marcos, você até que é bonitinho, mas gosto de garotas.

— Não é isso, Charles. Aliás, que papo é esse?

— É brincadeira. (Não é não).

— Tá bom, falando sério. Eu estou gostando de alguém e preciso da sua ajuda.

— Eu sou virgem como você, não tenho nenhum conselho que preste.

— Deixa de piadas, Charles. Me ajude, por favor!

— Ok! Vou fazer o que posso. Pois bem, comece me dizendo quem é a garota.

— É a Larissa.

Opa! Calma aí, ele disse Larissa?

Claro que ele disse Larissa. Mas é a minha Larissa?

Claro que é a minha Larissa. Por que ele quer a minha Larissa?

Claro que ele quer a minha Larissa, pois, além de todo mundo querer ela, ele não sabe que ela já é minha.

— A Larissa? — Pergunto.

— Sim, a Larissa. Estou muito apaixonado. Já faz um tempo que estou sentindo algo por ela e não consigo tirá-la da cabeça.

Eu também não consigo. — Penso em silêncio.

— Você já falou com ela, Marcos?

— Ainda não, não tive coragem e, mesmo assim, acho que ela está ficando com alguém.

Sim, comigo. Chupa!

— O que devo fazer, Charles?

Deve parar de almejar a mulher do próximo. É pecado, ó infeliz!

— Não, sei cara. Talvez você devesse falar com ela.

Já são 18h40. Estou atrasado!

— Certo, Charles. Vou falar com ela. Obrigado, cara!

— Tamo junto. Agora terei que sair. Vou te acompanhar até a porta.

— Claro.

— Até amanhã, Marcos!

—Ei, Charles… Tua prima é gostosa pra caramba, cara!

Primeiro a Larissa e agora minha prima? Vou te matar, ó infeliz!

— Sim, ela é linda. Até amanhã, Marcos!

— Até, Charles!

Fecho a porta e fico observando pela janela até o Marcos sumir de vista.

Devo me apressar para chegar na casa da Larissa no horário marcado para não perder nem um segundo desta rara oportunidade. Se eu aguardar mais um minuto, chegarei atrasado.

Quando abro a porta para sair, ouço uma voz atrás de mim.

— Charlito! — Geórgia me grita lá do alto da escada.

Viro-me.

— Que foi Geórgia?

— Pode vir até meu quarto me ajudar a tirar esse sutiã? Ficou preso e não abre.

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Faça Alguém Gozar!

FAG – Capítulo 18

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 18: Liberte sua safadeza.

Melado, muito melado.

Quente, muito quente.

Sem sentido, muito sem sentido.

Gostoso, muito gostoso.

Então isso é um beijo?

Depois de muitos anos, depois de muito treino no espelho e depois de muitas tentativas, finalmente consegui beijar alguém. Até que é algo tão gostoso quanto eu imaginava. Mas, e agora? Devo parar? Devo esperar ela querer parar? Devo colocar minha língua na boca dela?

São tantas dúvidas.

E as minhas mãos? Onde as coloco? Não posso deixá-las pairando no ar. Acho que devo colocá-las na cintura dela ou em seu bumbum, nas costas ou na nuca? São muitas dúvidas.

Enquanto não me decido sobre em qual lugar pôr as mãos, irei me concentrar em não bater meus dentes nos dela.

Já sei! Irei colocar as minhas mãos nas costas dela. Depois irei subir a mão direita até a nuca e descer a esquerda numa velocidade menor até a bunda. Legal! Boa ideia, Charles!

Minhas mãos começam suas jornadas distintas. A mão direita sobe seguindo a coluna até a nuca da Larissa. Já a minha mão esquerda desce — seguindo a mesma coluna — até a bunda dessa gostosa.

A direita chega primeiro ao seu destino. Aperto-lhe a nuca e pressiono sua boca contra a minha tornando, assim, o beijo mais quente e forte. Tanto que dar até para sentir sua respiração ofegante. A esquerda, por sua vez, continua sua descida sem nenhuma interferência.

Enfim, encontro as montanhas da felicidade. Minha mão esquerda sobe os dois morros firmes e se posiciona sobre a nádega direita da garota. Ela parece não se importar. Aperto-lhe firme a nádega – com tanta força que seus calcanhares abandonam o chão – ela respirou fundo roubando-me o oxigênio.

No mesmo instante em que ela liberou o grande fôlego, ela levantou a perna direita, puxei-a pela coxa e a segurei do meu lado numa posição bem sacana e pressionei meu peito contra os seus seios até suas costas colidirem ferozmente com a prateleira de livros logo atrás. No calor do momento produzido entre nossos dois corpos ardentes de tesão, nossas línguas se chocaram.

O que começou sendo um simples beijo se transformou em uma preliminar de nível. Soltei-me, me libertei. Ela soltou-se, se libertou.

Coloquei minhas mãos sob sua blusa e comecei a esfregar suas costas; e ela, a arranhar as minhas. Fui no pescoço dela deixar umas marcar de chupadas e mordidas. E, quando mordi de leve sua orelha, ela gemeu sutilmente.

Mudei o local das mãos. Apertei forte os seus seios durinhos e ouvi outro gemido – um pouco mais forte – então ela olhou nos meus olhos e ficamos olho a olho por uns cinco segundos. Até que ela sorriu.

Nossa, aquele sorriso picante e repleto de intenções impuras me atingiu em cheio e libertou uma fera dentro de mim. Perdi o controle. Puxei-a com força e a joguei na prateleira de costa para mim e cheguei firme atrás dela apertando suas nádegas. Os apertos foram tão firmes que apenas as pontas de seus calçados ainda tocavam o chão. Dei beijos sacanas em sua nuca que distribuíram arrepios por todo o seu corpo.

Com ela ainda de costas, encostei meu pênis duro no bumbum dela – ainda dentro da calça – e comecei a esfregar, por baixo da blusa, sua linda barriguinha. Aos poucos, fui escorregando a minha mão. Encontrei a borda de sua calça, meus dedos insistiram e avançaram. Entraram, aos poucos, dentro de suas vestes. Pude sentir o calor através das pontas de meus dedos. Ela está ansiosa, sentindo tesão.

Encontrei sua calcinha, tecido fino, foi fácil entrar nela. Está molhado, úmido, é um pedacinho de carne bem molhadinho. É a bucetinha dela. Escorreguei ainda mais a minha mão. É uma divisória, parece um córrego, um córrego transbordando. Quando vibrei meus dedos entre seus lábios vaginais, Larissa gemeu gostoso de maneira involuntária.

Esse está sendo o meu primeiro fica, a primeira vez que beijo uma garota e, por sorte, a primeira vez em que toco em uma buceta de verdade. Tudo dentro de mim está duro e ansioso, eu a quero.

Fiz um gesto, com o dedo, com a intenção de penetrar sua bucetinha, mas ela deteve meu ato dando-me um “não”. Eu me contive um pouco. Recuei minhas mãos e pedi para ela ficar novamente de frente para mim. Ela virou-se.

Acho que acelerei demais as coisas, vai ver ela ainda é virgem e chegar assim enfiando o dedo na garota talvez seja impróprio para a situação. Foi frustrante ter sido impedido quando estava tão perto, mas, tudo bem, ela tem seus motivos.

— O que foi, Charl? — Ela perguntou assim que me viu reflexivo.

— Charl? — Indaguei.

— Sim, é fofo. Vou te chamar assim.

Não sou fã de apelidos, mas, por deus, olhem este rostinho. Como não aceitar que ela me chame assim?

— Tá, como quiser — dou uma de emburrado.

— Então? Por que paramos? — Larissa indaga.

— Não paramos.

— Não?

— Não! Me dê suas mãos — falo.

Ela me deu suas mãos com uma certa desconfiança. Segurei-as e olhei cada uma com a máxima atenção.

— O que está procurando em minhas mãos, Charl?

— Elas servem — comento.

— Servem para quê?

Não a respondi. Apenas desabotoei minhas calças e libertei meu pênis.

— Venha, quero que me faça gozar — falei sem escrúpulos.

— O quê? — Ela reagiu.

— Me masturbe! — Expliquei.

— De jeito nenhum! Eu não vou fazer isso — ela protestou.

— Você não sabe, né? – Fiz cara de provocação.

— Claro que… quero dizer…— não vou te responder isso. Hum! — Larissa cruzou os braços e fez biquinho.

Eu sorri. Não tive como conter o riso.

— Tá rindo do que, Charles?

— Não é Charl?

— Estou zangada com você.

Coloquei meu pau para dentro e fechei minhas vestes.

— Vamos voltar para a sala, Larissa.

— Não, eu não quero ir.

— Por quê?

—  Acho que quero fazer isso aí em você — ela disse virando o rosto.

— Não precisa, Larissa. Vamos para a sala — insisti.

— Não. Eu não vou. Venha, quero fazer você gozar.

— O pau é meu, ver se não enche! Vamos para sala.

Caminhei até a porta da biblioteca e olhei para trás, ela ainda estava lá: parada chateada e um pouco triste. Acho que acabei pegando pesado. Respirei fundo reconhecendo a minha babaquice e resolvo me redimir.

— Desculpe – falei — Vamos? — Estendi-lhe a mão gentilmente.

Ela primeiro descruzou os braços desfazendo o biquinho de brava colocando em seu lugar um sorriso jovial, depois veio correndo até mim e segurou meu braço.

— Você beija bem, Charl! — Ela elogiou.

Dei-lhe um beijo em sua bochecha e sussurrei perto de seu ouvido:

— Gostei da sua bucetinha, Larissa. Agora vamos!

— Tarado! – A jovem comentou dando uma risadinha — Sim, vamos!

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FAG – Capítulo 17

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 17: Aconteceu.

UM ANO DEPOIS

Ainda sinto quando me recordo daquele dia. É difícil lembrar daquela sequência trágica de acontecimentos sem derramar lágrimas. Contudo, o mais difícil é não saber o que aconteceu depois.

Tudo o que eu sei é que a Luara foi socorrida e levada para o hospital da cidade. No entanto, como o hospital local não tinha a estrutura adequada para a gravidade do estado dela, seus pais, bons de condição, a levaram para a Capital Estadual, de lá, após estabilizada, foi transferida para outro local. Falam até em fora do país. Ninguém mais soube de nada. Ninguém!

Luara e sua família simplesmente sumiram.

Toda a escola ficou comovida, afinal, Luara era muito querida e popular. Muitos choraram como se ela tivesse morrido, mas ninguém sabia ao certo, nem mesmo a diretora conseguiu contato com a família.

Talvez ela tenha morrido, pois já se passou um ano e ela nunca mais entrou em contato. Nem com suas amigas, nem com ninguém. Ela não se ausentaria dessa forma, a não ser que não tivesse escolha.

Todos ficaram tristes com o que aconteceu, mas ninguém ficou mais triste do que eu. Sofri bastante. Ainda sofro. Passei dias sem comer, beber, tomar banho ou sair do quarto. Papai e mamãe ficaram bastante preocupados. Até Geórgia veio me consolar. Foi a primeira vez que fiquei tão perto dos seios dela.

Meu irmão ligou, conversou bastante comigo e, depois de um tempo, recomecei. Eu tinha que recomeçar. Compreendi que ainda sou jovem, não posso ficar em um estado de depressão. Não posso ficar de luto por uma pessoa que eu tenho certeza que ainda está viva. Ela precisa estar! 

Depois daquele dia, a galera da escola parou de implicar comigo. Acabei me dissolvendo no meio do povão e me misturando até me tornar comum. Coisa que o tempo faz com tudo e com todos.

Passei de ano sem dificuldades. E agora estou pronto para começar o 2º ano ensino médio, e farei 18 anos em alguns meses. Acabei ganhando algumas companhias que posso chamar de amizades: Larissa, a novata do ano passado; e Marcos, o garoto que senta na minha frente. 

Enfim…

Quando se chega ao fim do 1º ano do médio, vem a grande questão: “quem ainda é virgem? E quem está pronto para deixar de ser?”

As conversas agora passam a ter um conteúdo mais erótico. E deve ser por isso que minha popularidade vem aumentando, afinal, quando se trata de putaria, eu sou um deus.

No intervalo, as minas e os cabras se reúnem numa roda para dialogarem, e geralmente sou convocado para participar das conversas. Quando estou na roda, sou o centro das atenções. Todos me dão ouvidos, aliás, é só falar de buceta e cacete que automaticamente todos ficam atentos. Mas quando a roda termina, volto a ter apenas duas amizades.

Por mim, tudo bem. Assim é melhor.

Na semana passada, Larissa me mandou umas mensagens impactantes. Primeiro perguntou o que eu achava do corpo dela. É um corpo lindo e gostoso, que terá 18 aninhos em algumas semanas. Eu respondi que achava lindo. Aí ela perguntou por que eu nunca dei em cima dela. Na verdade, depois da Luara, eu não tinha mais pensado nisso.

Até agora.

Já havia se passado mais de um ano e ela já deve ter se recuperado e seguido com a vida. Ao menos é nisso que quero acreditar, ao invés de acreditar na possibilidade de que ela esteja morta. Sendo assim, acho que devo seguir com a segunda vida que ela me deu.

Não respondi nada para a Larissa naquela vez. Fui dormir e a deixei no vácuo.

Hoje é segunda-feira, pretendo recomeçar a partir de hoje. Recomeçar a minha missão de vida: Comer bucetas. É isso aí!

Ou pelo menos tentar.

Levanto-me da cama e vou para o banheiro, tomo banho depois de três jornadas de punhetas. Saio do banheiro e decido ir dá uma espiadinha no quarto da Geórgia, ela deve estar penteando o cabelo e nua, como sempre.

Acertei! Ela está nua, com sua atenção voltada para o espelho. Uau! Que bunda linda. Duas grandes montanhas companheiras. Lindas que só.

Punhetinha rápida ao voltar para o banheiro.

Termino o banho e vou para o quarto. Checo minhas mensagens; sim, agora recebo mensagens. Uma da Larissa e uma do Marcos, ambas de “bom dia”. Isso é legal! Respondo os dois com a mesma saudação.

Após me vestir, desço para a cozinha onde o café da manhã me aguarda. Quando chego, vejo que todos já estão presentes.

— Bom dia, Charlinho! — Berra Geórgia.

— Bom dia — respondo.

— Você parece feliz hoje, filho — observou mamãe.

— Um novo dia, mãe — respondo com um sorriso idiota.

— Vai transar? — Papai brinca, eu acho.

Fico constrangido e todos gargalham.

Após terminar o café, Geórgia sobe a escada para realizar a higiene bucal. Em instantes, torna a descer os degraus. Ela senta no sofá da sala e fica esperando. Agora, sempre meu pai nos leva para a escola.

Alguns minutos depois já estou sentado no banco da frente, onde me sinto importante. Deixamos a minha prima na escola dela e seguimos para a minha. Meu pai sempre com o papo e perguntas de homem dele. Respondo na medida do possível.

Chegamos!

Despeço-me do meu pai e desço do carro. Caminho direto para o meu local de sempre, onde Larissa e Marcos já me aguardam. Ficamos sentados conversando e aguardando o portão abrir.

— Como foi o final de semana de vocês? — Indaga Larissa.

— O meu foi comum. Joguei muito vídeo game — respondeu Marcos.

— Foi ótimo — respondi.

— E o seu, Larissa? — Perguntou Marcos.

— Ah! Bem, o meu foi fantástico. Fui ao Lago das Palmeiras com meus pais; e no domingo, ao cinema depois da missa — respondeu Larissa com todo o seu charme.

Ficamos conversando até o portão abrir. Caminhamos até a faixa de pedestre e aguardamos o sinal ficar verde para nós. Depois do acidente envolvendo a Luara, o local ganhou sinalização.

Entramos na escola, na nossa sala e sentamos nos nossos lugares. Eu no canto, Marcos na minha frente e a Larissa na fila do lado. Ficamos sempre bem próximos. As aulas começam.

O intervalo chega.

A roda da putaria começa a ser formada, Marcos já foi para lá. Quando faço o movimento com a intenção de ir me juntar a eles, Larissa segura o meu braço.

— Preciso falar com você — disse ela.

Olhei para a mão dela me segurando e depois para seu intenso olhar.

— Claro — respondi.

— Não aqui. Vamos para um lugar mais reservado.

— Sem problemas — respondi estranhando.

Ela me guiou para a biblioteca da escola que, além de ficar do outro lado do prédio, costuma ficar sempre vazia no intervalo e em qualquer outro momento. A galera não curti muito ler. Apenas quando recebem trabalhos de classe.

Ao entrarmos na biblioteca, a garota segue para o fundo, para detrás das prateleiras. Eu a sigo sem fazer perguntas. Quando ela finalmente para, noto que estamos completamente escondidos.

— Então. O que deseja falar comigo? — Perguntei.

— Você é muito lerdo — ela resmunga.

— O quê?

— Eu quero que você me beije — ela respondeu.

Fiquei parado. Parado mesmo. Quase infarto. É a primeira vez que alguém me pede um beijo. Eu sempre esperei e almejei por esse momento, e agora que ele chegou, não sei o que fazer. Como que eu faço isso, caralho?

— Você me escutou? — Ela questiona.

— Sim, escutei — respondi.

— Então? Vai me beijar?

— Não, eu não posso — respondi com uma dor no peito.

— Por que não? — Ela perguntou meio supressa.

— Porque sou um babaca, virgem e tarado. Se eu te beijar, vou desejá-la nua.

— Eu sei.

— Sabe? — indaguei. — Como assim?

— Eu te observo desde o primeiro dia que te vi e também ouço suas conversas naquele grupinho na hora do intervalo, tudo o que sai da sua boca é erótico. Não é difícil notar o quão tarado você é — ela fala contendo o riso.

Minha nossa, que linda! Esse rostinho macio, esse sorriso inocente, porém, indecente na mesma intensidade. Quem não a conhece de perto, pode jurar que ela tem vocação para ser freira. Mas quem se aproxima o suficiente, consegue ver a malícia que se esconde em cada olhar inofensivo e em cada canto desse sorriso puro.

— Licença! — Exclamo.

— O quê?

Antes que ela reagisse, eu a beijei.

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FAG – Capítulo 16

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 16: Amo um idiota tarado.

Sempre fui arrogante, uma arrogante metida. Sempre soube que sou dona de uma aparência agradável. Sou linda, eu sei e sempre busquei tirar vantagem disso.

Colocar todos, principalmente os garotos, aos meus pés é algo que adoro fazer e faço bem. Namorar o “manda chuva” é o que faço com frequência.

Até um tempo atrás, Rafael era o manda chuva da vez. Brusco, forte e intimidador. Eu gostava disso nele. Gosto da sensação de poder. Sinto-me protegida perto desse tipo de pessoa e ele era meu, literalmente. O controlava fácil. Algumas palavras e beijinhos e tudo certo.

Claro que por ele ser “macho”, ele vivia insistindo por sexo, mas nem ele nem outro vai conseguir isso facilmente. Não comigo.

Nesse jogo de amar é importante, principalmente, não amar. Tudo tem que ser sintético, falso, líquido. Se apaixonar é idiotice. Já aprendi isso vendo minhas irmãs, primas e amigas sofrendo por causa do tal “amor”. Por isso tomei a decisão de não amar. Jamais!

Tudo sempre foi bem na minha vida. Eu controlava, dominava e eles não notavam isso. São bobos. São virgens bobos. Nenhum que conheci era digno de ser meu “amor”, se é que vou amar um dia.

Claro que não vou!

Pelo menos era isso no que eu acreditava…

Mas… eu conheci alguém.

Conheci um garoto. Ele é um bocó. Um idiota. A primeira coisa que ele me perguntou foi se eu queria transar com ele. Caramba! Ele poderia ter perguntado um monte de coisas, tipo o meu nome, mas, não, em vez disso, ele pergunta se quero fazer sexo com ele. Um virgem, que é até mais novo do que eu, falando em sexo. Lasquei um tapa na cara do idiota.

Fui para casa e falei para a minha mãe. Ela foi comigo para a escola no dia seguinte e conseguimos fazer a diretora punir o miserável. Foi suspenso por uma semana. Depois disso, os dias na escola estavam normais. No entanto, não sei como, senti falta daquele garoto que senta no canto do fundo da sala. Eu mal o conhecia, mas senti falta dele.

A única coisa que eu lembrava era da voz dele e da maciez de seu rosto que senti quando lhe dei o tapa. Fiquei fora de mim, viajei em alucinações e, em uma noite qualquer, mandei-lhe uma mensagem. Teclamos um pouco e ele vai e me pergunta se sou virgem. Certo que eu tinha perguntado para ele primeiro, mas isso não dá o direito de ele perguntar também. Onde já se viu, hum?!

Teclamos mais vezes. Sem perceber, eu passei a esperar o chegar de todas as noites para poder trocar mensagens com ele. Se tornou tipo um ritual sagrado para mim e eu aguardava ansiosamente uma mensagem dele.

Após o período de suspensão, quando ele finalmente voltaria para a escola, eu fiquei ansiosa. Queria muito revê-lo. Naquele dia fui bem mais produzida para a escola. Cheguei até um pouco mais tarde, mas quando entrei na sala, vi meu namorado (na época, Rafael) surrando-o.

O idiota virgem simplesmente dizia que tinha me possuído mesmo isso sendo mentira, e não negava mesmo levando muitos socos na cara. Achei bonito, achei lindo, na verdade, o fato dele preferir apanhar do que negar suas fantasias comigo. Mesmo sendo apenas fantasias.

Separei a briga, e outros ajudaram a tirar o Rafael da sala.  Olhei para o garoto que estava com o rosto coberto de sangue e perguntei se ele era idiota. Eu tinha que ser dura, não queria que ele notasse que eu estava tendo uma queda por ele.

Olhou-me por um momento e me chamou de linda. Confesso que fiquei com vontade de beijá-lo, mas não podia, não quero me apaixonar. Então ele vai e me pergunta se sou virgem, dou-lhe um tapa e me retiro da sala.

Que garoto ousado, eu gosto dele. Merda! Eu gosto dele!

Não tive escolha, eu não queria me apaixonar, ainda mais por um idiota.

Terminei com o Rafael.

Tudo começou muito antes de eu notar que havia começado. Não sei bem ao certo, talvez seja apenas ilusão, ou intuição. Mas eu me apaixonei por um idiota; e hoje vi esse idiota parado na rota de colisão com um carro. Meu coração ordenou e meu corpo agiu para salvá-lo.

Agora, não sinto mais meu corpo, não consigo abrir os olhos; mas escuto a voz do idiota chamando por mim.

Ele está chorando?

Eu queria poder vê-lo, ver aquele rostinho fofo. Queria poder dar mais um tapa nele e beijá-lo em seguida. Eu apenas quero que ele me abrace. Ele é totalmente o oposto de um garoto forte fisicamente, mas, não sei explicar, eu acho que me sentiria mais segura nos braços dele.

Mas isso não vai acontecer.

Vou morrer aqui, sozinha. Sem poder dizer para o único que amei que o amo. No entanto, aonde quer que eu vá, eu levarei você em minha alma, Charlinho. E lá eu vou te esperar. Mesmo você jamais sabendo disso, meu tarado! 

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FAG – Capítulo 15

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 15: Um sentimento não erótico.

Vejo Larissa entrar pelo portão da escola e sumir do campo da minha visão.

— Bem, acho que já é hora de entrar — falo em voz alta.

Coloco minha mão esquerda no chão para servir de apoio enquanto me levanto e, em pequenos segundos, fiquei em pé. Bati a terra do meu traseiro e comecei a caminhar em direção à escola. Um passo de cada vez, sem nenhum afobamento.

É larga a avenida que separa meu ponto de observação matinal e a escola na qual estudo. Os carros passam com frequência. Sempre velozes. Eles esquecem, ou não se importam, com o detalhe de que aqui é um ponto escolar.

Toda vez redobro minha atenção nesse trecho. Sempre tomo todo o cuidado para não ser atingido por algum veículo que queira tentar contra a minha vida. Não tem uma única manhã que eu não preste a máxima atenção nesse momento. Eu sempre estou atento.

Mas hoje não foi assim.

Após os meus primeiros passos na avenida, escuto uma voz gritando pelo meu nome. Uma voz que parece sedenta de raiva e o dono dela provavelmente me quer fazer o mal. Olhei para trás e notei a figura do Rafael. Sim, o corno que me bateu um bocado de vezes e que me prometeu a morte. Quando ele percebeu que o notei, partiu em minha captura.

Eu corri, claro!

Atravessei a perigosa avenida correndo às cegas. Por pouco um carro não me pegou no primeiro instante, consegui dar um pulinho para frente, que me fez sair da rota de colisão, mas, para o meu azar, escapei de um para cair na frente de outro.

Um segundo carro vem veloz na minha direção. Estou paralisado pelo medo que senti após ter escapado por pouco do carro anterior, ainda estou recuperando o fôlego. Sem tem o que fazer para alterar o meu trágico destino, fico apenas olhando o carro se aproximando. Não vou conseguir me mexer mesmo. Vou morrer sem foder! 

Quando o carro chega, fecho os olhos e aceito a morte. Mas, no mesmo momento, meu corpo é arremessado para fora da zona de colisão. Escuto uma batida forte. Alguém trocou de lugar comigo.

O trânsito todo parou após a batida. As pessoas correram em direção ao corpo abatido pelo veículo. Gritavam por socorro e vários ligavam para a emergência, polícia e o diabo a quatro.

Eu me levantei, meio atordoado, com alguns arranhões com os quais não me importei. Tudo o que me interessava era saber quem tinha salvo a minha vida e se estava bem. Caminhei cambaleando até a multidão e, depois de muito empurrar as pessoas, consegui chegar perto do corpo estirado no chão. Para a minha surpresa, não é um salvador. É uma salvadora.

Seu corpo está jogado na pista. Dá para notar com apenas uma olhada que seus ossos estão acabados. Seu rosto tem sangue, tanto sangue que até seus cabelos estão sendo tingidos de vermelho. Fico em estado de choque. Era para ser eu ali.

Lágrimas involuntárias escorreram pelo meu rosto assim que reconheci a minha salvadora. Aproximo-me dela.  Do que sobrou dela.

— Por que fez isso? — pergunto em lágrimas de desespero.

Não tenho nenhuma resposta, ela não está consciente. Mas eu não me importo e insisto em perguntar. Eu estou desesperado, estou mesmo.

— Por que fez isso? — pergunto aos berros.

Alguns adultos, vendo o meu estado abalado e abeira de um colapso, decidem me afastar do corpo dela, eles perceberam que estou em choque. Contudo, não quero sair daqui. Eu quero ficar perto dela!

— Me soltem! — grito.

Meus pedidos não são ouvidos e sou arrastado para longe dela, para longe da minha salvadora, para longe da minha Luara.

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FAG – Capítulo 14

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 14: Segunda rima com bunda.

Já estou quase no fim da adolescência, e nunca fui convidado para conversar com uma garota. Essa situação é uma tremenda novidade na minha vida, por isso estou muito nervoso. Mas, por outro lado, também estou com uma sensação de felicidade interna. Até parece que já tenho uma transa garantida. Calma, Charles. É apenas uma conversa. Talvez seja apenas uma piada dela para zoar com a sua cara. Então, tenha calma.

Passo metade da noite me remexendo na cama, meus pensamentos de ansiedade não me deixaram dormir fácil. Quando fui pegar no sono, já estava quase de manhã. Meu celular tocou o despertador. Pronto, manhã de segunda-feira. Praticamente não dormir.

Levanto-me e corro para o banheiro. Punheta, sabonete, chuveiro, escova, creme dental, pia, punheta, chuveiro, toalha, punheta, chuveiro, toalha. Corro para o quarto o mais depressa possível.

Visto-me como o costume, só que dessa vez uso mais gel no cabelo e me banho de perfume. Fiz as unhas ontem à noite, no meio da noite enquanto a insônia de ansiedade me consumia. Pintei com base. Estou vaidoso, muito vaidoso.

Fui para a cozinha tomar meu café. Papai e mamãe já estão na mesa. Geórgia ainda não veio do quarto. Nossa, pela primeira vez, em muito tempo, eu estou aqui primeiro do que ela.

— O que foi, Charlinho? — perguntou mamãe.

— O que foi o quê, mãe?

— Você está todo arrumadinho, cheiroso e ainda acordou bem cedo. Tem algo a contar para a mamãe?

— Não, mãe. Só estou querendo ir pra escola mesmo. Acordei com vontade hoje. Só isso.

Minha mãe olhou para o meu pai e ambos deram um sorrisinho muito estranho, como se soubessem de algo além do que estou revelando.

— Como é o nome da garota, Charlão? — Indagou-me o pai na lata.

— Que garota, pai? Não tem garota nenhuma.

Eles sorriram novamente. Não estão acreditando em mim, certeza. Isso aqui ficou estranho. Essas perguntas… não é exagero dizer que estou quase ficando constrangido. Olho para a escada e vejo Geórgia descendo. Que garota linda! Essa calça que ela está usando colada ao seu corpo é demais. Deixa-a ainda mais gostosa.

Ah, como eu gostaria de colocar a cabecinha da minha rola na entrada da bucetinha dela e empurrar gostoso. Acho que gozaria na quinta ou sexta metida. Ela é gostosa demais. Não tem mais gostosa. E essa bunda agora, hum, é volumosa e o sexo anal com certeza é delicioso.

Ela vem e senta à mesa.

— Hum, pequeno Charles tá bonitão hoje. Vai pegar alguém? — Geórgia comentou com o mesmo sorrisinho da mamãe e papai.

Sim, é você quem quero pegar. Sua puta do caralho. Não fica me zoando, bucetuda que amo homenagear com umas punhetas. 

— Vocês podem parar com isso? — Reclamo.

Todos sorriram.

Fiquei encabulado. Peguei minhas coisas, dei tchau.

— Quer carona para a escola, filhão?

— Não, pai. Tá cedo, vou caminhando mesmo.

— Vai encontrar com ela no caminho não é, Charlão? — ele insiste.

— Que isso, pai?! Nada disso. Tchau!

Minha família gosta de pegar no meu pé. Odeio isso.

Saio de casa e começo o meu trajeto para a escola. Fico observando todas as beldades que levantam cedo para irem à escola ou fazer caminhada. Essas minas, todas gostosas, mas nenhuma é minha. Trágico.

— Oi, Charles, tá bonito hoje — gritou Nathalia quando passei na frente de sua casa.

Acenei, dei um sorriso meio sem graça e segui em frente. Nathalia é muito gata, mas eu reconheço que é muita areia para o meu caminhãozinho. Muita areia mesmo.

Finalmente chego onde fica a escola da minha prima. Hoje ela não está lá, afinal, eu saí primeiro de casa.

Essas garotas da escola dela são demais, aposto que todas fodem muito. Cada bucetão disponível. Queria ter estudado aqui. Talvez eu teria tido mais sorte aqui do que lá naquela escola.

Continuo caminhando. Vejo as mulheres com seus cachorros. Os garis limpando as ruas. As padarias funcionando a todo vapor. O pessoal indo para a escola ou trabalho. A polícia fazendo sua primeira ronda do dia. Os gatos indo dormir. Os passarinhos dividindo o estrelato dos cantos junto com os galos. O sol, ah o sol, surgindo no horizonte. Está tão lindo que parece até que veio para me desejar sorte. Vou precisar.

Vamos ver o que sei sobre a Larissa:

 É gata;

 É gostosa;

 É inteligente;

 Temos a mesma idade, apesar de ela ser alguns meses mais velha;

 Veio de uma cidade vizinha;

 Seu irmão é o outro novato, André;

André e ela são gêmeos; tenho até que tomar cuidado para não tentar comer a pessoa errada;

É gata;

É gostosa;

Cabelos negros, lisos e grandes;

É quase tão linda quanto a Luara, ou mais.

É gata e gostosa.

Ah! Luara, como eu gosto daquela menina. Pena que ela me odeia. Fiquei meses correndo atrás dela, mas, no fim, não consegui nada além de vários insultos. E ainda não descobri se ela é virgem ou não. Enfim, gosto muito dela, mas não vou ficar babando quem não me quer. Estou crescendo, vou deixar de ser besta.

Chego na escola.

Como sempre, fico do outro lado da rua aguardando os portões abrirem e o pessoal entrar. As pessoas já não se importam com a minha presença, acho que alguns nem sabem mais meu nome ou se ainda estudo nesta escola. Melhor assim. Gosto da solidão porque ela não me machuca, não mente para mim e nem me abandona. Ela é mais leal do que qualquer companhia.

Pena que não dar para meter na escuridão.

Luara chegou. Linda como sempre. Não sei como um anjo como ela conseguiu a permissão para andar no meio de nós humanos. Os portões abriram e todos começaram a entrar.

— Oi, Charles — disse uma voz atrás de mim que me fez arrepiar até os pelos do cu de tão gostosa.

Virei-me para espiar quem era e vi a Larissa com um sorriso lindo de matar no rosto.

— Oi, oi, oi, Larissa — me embolei no oi.

Ela se sentou ao me lado.

— Agora eu entendi o motivo de você sempre ficar aqui antes da entrada. É uma cena engraçada assistir a todas aquelas pessoas brigando para entrarem naquele portão — Larissa comenta.

— Concordo, é uma cena engraçada. Mas o que faz aqui, Larissa?

— Eu? Ah, eu te observo há dias, Charles. Sei que você sempre fica aqui. Então decidi vir aqui também. Não posso?

— Sim, claro. Não posso impedir as pessoas de ficarem aqui também — falo sem jeito.

Ela sorriu.

— Você é uma figura, Charles. Estou ansiosa para te conhecer. Mas, agora, vou entrar, nos vemos lá dentro.

— Até mais — respondi.

Eu não faço a mínima ideia do que está acontecendo. Não sei o motivo dessa gatinha querer me conhecer. Não sou rico, nem famoso, muito menos popular. Sou apenas um tarado que vive se metendo em confusão. Ela, por outro lado, é facilmente top 5 da cidade na sua faixa-etária, é uma garota linda e com certeza será uma mulher tão bela quanto a Nathalia, ou mais.

Enfim, não sei de nada, só sei que a bunda da Larissa é linda. 

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FAG – Capítulo 13

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 13: deus erótico

ALGUNS MESES DEPOIS

Felipe estava certo quando avisou que seria expulso junto com o Rafael.
Desde quando o valentão teve o nariz quebrado e recebeu a expulsão, a escola ficou bem mais tranquila. No entanto, o posto de chefão/valentão da escola ficou vazio. E não faltaram candidatos para a vaga. Aconteceu que a escola virou uma zona repleta de gangues de adolescentes que ainda fedem à puberdade.

O episódio do soco no nariz do Rafael foi o assunto mais comentado durante semanas. Até o meu nome não saia da boca do pessoal. Mas como a memória desse povo é duvidosa, logo fui sendo esquecido, para a minha alegria e paz. Já não suportava mais tantos olhares diferentes dirigidos a mim.

Estamos no segundo semestre do ano. Acabamos de entrar na terceira semana após as férias de meio do ano. A minha sala continua quase a mesma, apenas com dois acréscimos: um novato e uma novata. E duas saídas, uns garotinhos que mal lembro.

Durante os meses anteriores, tentei seguir o conselho do Felipe e me aproximei da Luara. Pelo menos foi o que tentei. Mas ela me odeia, eu acho. Então passei a observar a Lívia, a garota ‘ultranerd’. Também não deu muito certo.

Como uma medida desesperada, tentei com outras de outras séries. Todas se fecharam para mim. Então aceitei o meu destino: NÃO TEM BUCETA NESSE MUNDO PARA O CHARLES.

Fora o guri que senta na minha frente, ninguém mais conversa comigo. O que é normal para mim.

Todas as noites antes de dormir, tento descobrir o motivo de tanta solidão. Não sou um cara feio, sou bem gostosinho, na verdade. Tenho excelentes notas e até possuo uma boa lábia, ao menos eu acho, mas as minas não me querem.

Isso é foda! Será que vou passar a vida toda na punheta? Que destino cruel!
Pelo menos uma coisa boa aconteceu nesses últimos meses: a Geórgia parou com aqueles encontros estranhos com o tarado do Sr.Luís. Essa garota fica mais gostosa a cada segundo. Até parece que existe um ‘deus erótico’ que cuida dela; e por falar nela, no próximo mês ela irá atingir a cobiçada idade de 19 anos.

Nathalia me manda mensagens de vez em quando. Ela tenta arrancar de mim informações sobre o Rodrigo. Digo o que sei, o que não é muito. Mas me esforço, pois adoro receber suas mensagens, já que são as únicas que tenho recebido fora as da operadora.

Já o meu irmão, ele me liga pelo menos uma vez a cada duas semanas. Às vezes me liga toda semana. Sempre interessado em saber se já fiz alguém gozar. O filho da puta ainda insiste em me arrumar uma xoxota. Não aceito. Só como o que consigo por conta própria.

Isso não inclui os alimentos, claro!

Já que amanhã terei aula, melhor eu me recolher. Coloco o celular de lado, levanto e caminho até o banheiro. Punheta, chuveiro, creme dental, escova, toalha, cama, punheta.
Ligo o ventilador na velocidade máxima, apago a luz, deito-me e fecho os olhos. De repente, no meio da escuridão que domina o meu quarto, surge um clarão. É meu celular. Checo o troço e vejo que recebi uma mensagem de um número que não consta na minha agenda:

— Oi?

Não sei quem é, e nem como conseguiu o meu número. Eu nunca sei. Mas, por ter mandado mensagem para mim, só pode ter sido engano. Vou responder.

— Olá?

—     Você é o Charles?

Não, sou a pomba do divino.

— Sim, e quem é você?

—   Meu nome é Larissa. Estudamos juntos. 😊

Não entendi a carinha. Qualquer pessoa normal não estaria feliz em estudar comigo. Mas essa Larissa é a novata que chegou agora no segundo semestre.

Deve ser por isso que ela fala comigo, ela é leiga sobre o Charles. Porém, na moral, ela é meiga e gostosinha. Eu até já bati umas para ela. Nunca cheguei nela porque já me acostumei com meu destino solitário e já imaginava mais um fora.

— Ah, sim. Lembro de você. Você é a novata.

— Sim, rsrs. Sou eu mesma. Você já estava dormindo?

— Não.

— Posso te fazer uma pergunta, Charles?

— Sim, pode.

— Você pode conversar comigo amanhã?

Calma aí, que merda é essa?! Uma garota (que tem buceta) quer conversar comigo? Essa merda tem algo errado. Não é possível.

Como não tenho certeza se isso é sério — acho mais fácil que seja uma pegadinha —, irei ficar na defensiva:

— Não sei. Não gosto de conversar com as pessoas. Isso me irrita.

— Entendo.

Ufa! Escapei.— Mas, Charles, você poderia abrir uma exceção? Por mim.

Puta que pariu. Quê porra é essa? Só essa mensagem é o suficiente para eu bater umas quinze punhetas.

— Ok! Eu converso com você, já que insiste. Mas se você for chata e me irritar, vai ficar falando sozinha.

— Tá bom. Então até amanhã.

— Até.

Repouso o meu celular na cama e fico olhando para o teto pensando.

O que a gostosinha novata quer comigo? Isso é coisa do Rodrigo? Não, acho que não. Enfim, vou ali no banheiro fazer o que devo fazer. Afinal, as mãos adoram fazer alguém gozar.

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FAG – Capítulo 12

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 12: Luara, solteira?

Rodrigo foi embora um dia após o meu aniversário. Foi boa a passagem dele por aqui. Aprendi muitas coisas novas, inclusive a guiar um carro. Certo que não deu tempo para pegar muita coisa, mas foi o suficiente para continuar praticando quando o meu pai permitir.

Enquanto ele esteve aqui, juro que eu achava que ele iria pegar todas, mas era apenas a Nathalia por quem ele procurava. Será que ele finalmente foi domado? Admito que imaginar essa possibilidade me provocou risos.

Não tem sequer dois anos que ele foi morar fora, mas parece que foi tempo o suficiente para ele mudar bastante, em todos os aspectos. Rodrigo sempre foi um cara sinistro, no entanto, está ainda mais. Sem contar com o fato de estar cheio da grana. Todo mundo notou, porém, ninguém perguntou nada sobre isso a ele.

Eu confesso que queria muito saber tudo sobre esses dois últimos anos dele, mas sei que só saberei se ele decidir me contar um dia.

O que será que ele tem feito?

UMA SEMANA DEPOIS

Passei a última semana inteira saindo cedo de casa como se fosse para a escola, mas — como eu estava suspenso — ficava perambulando na praça ou ia para as locadoras de videogames. Minha mãe não podia saber que eu tinha sido suspenso novamente, mas a minha suspenção acabou e amanhã preciso voltar para a escola.

Viro-me para o lado, estico o braço e pego o meu celular sem me levantar da cama. Procuro os contatos e encontro o da Luara, carinhosamente o salvei com muitos emojis fofos. Bateu até uma vontade de mandar mensagem para ela. Devo mandar? Claro que não. A última vez que tivemos contato, ela me bateu e me chamou de idiota. E ainda tem o namorado dela…

— EITA PORRA! — Gritei tão alto que a mãe gritou de volta perguntando o motivo do meu grito.

 — NADA NÃO, MÃE — respondi.

— POIS TE CALA, FÍ DUMA ÉGUA! — mãe falou com todo o carinho. Pelo som da voz dela, deve estar no quarto da Geórgia.

O motivo do meu grito repentino é que lembrei que a Luara tem um namorado e que ele quer me matar.

Puta merda, vou morrer!

Não irei para a escola amanhã, nem fodendo. Ninguém vai me fazer ir para a escola. Irei até desligar o celular para o alarme não ter nem chance de funcionar.

Pronto, vou dormir.

Sem escola, está decidido!

— ACORDAAA fí de uma égua! Tu vai se atrasar pra escola, cu de preguiça — Berrou a mãe puxando o meu lençol.

— Eu não vou para escola — respondi com cara de bravo.

— Mas por quê? — Indagou a mãe.

— Porque eu não quero.

Ela sorriu, eu sorri. Peguei uns tapas, fui para o banho, me vesti, tomei café e fui para a escola.

Eu estava decidido a não ir para a escola. Meu plano era ir para qualquer outro lugar, assim como fiz durante a última semana. Mas, para o meu azar, meu pai chegou bem na hora em que eu saia de casa.

— Vamos, filho! Vou te deixar na escola hoje – ele disse.

Meu pai tirou um Jetta branco semana passada. Rodrigo deu uma força. Há tempos não vejo o velho tão feliz. Vai até me deixar na escola, para o meu azar.

Entrei no carro e seguimos. Fiquei olhando para as gatinhas, todas elas com bucetinhas lindas, com o mel escorrendo entre suas pernas. Como eu desejo comer todas.

Papai notou meu foco nas garotas e iniciou uma conversa estranha:

— Então, filhão! Já comeu alguma?

Mas que porra de pergunta é essa, caralho?!

— O quê, pai?

— Não se faça de bobo, garoto. Responda pro seu pai, sim ou não?

Se eu disser não, ele vai sorrir de mim, mas se eu disser sim, ele vai me encher de outras perguntas. Então…

— Não, ainda não.

Ele sorriu. Eu sabia que ele iria sorrir. Que merda!

— Seu momento vai chegar, filhão. Mas lembre-se, use camisinha. Ok?

— Tá — respondi.

Chegamos na escola. Ainda bem que chegamos. Preferia morrer do que continuar com essa conversa.

—Tchau, filhão!

— Tchau, pai!

Fiquei olhando meu pai virar a esquina e virei-me rumo ao portão da escola. Todos olhavam para mim. Todos, até o vigia.

“Ele voltou”; “Ele veio mesmo”; “Ele tá lascado” — eram os sussurros que eu ouvia.

Entrei.

Passei pelo pátio da escola e lá estava o mesmo cenário: todos olhando para mim e sussurrando.

— Senhor Charles, venha aqui por favor — disse a Diretora.

Que porra de senhor?!

Encaminhei-me para a diretoria.

— Entre e feche a porta — ela disse.

Fiz como ela ordenou, me sentei e aguardei ela encerrar uma conversa com um funcionário da escola que acabara de entrar. Após encerrar a conversa, ela voltou-se para mim:

— Senhor Charles, eu espero que você leve a sério dessa vez. Se você se meter em mais uma confusão, terei que expulsá-lo. Entendeu?

— Sim, senhora!

— Muito bem! Pode ir para a sua sala de aula. A propósito, cadê seu irmão?

— Ele voltou para a Capital.

— Ah! Sim, tudo bem, pode ir.

A safada sente falta do Rodrigo. Até que ela está bem produzida hoje, está gostosona naquela saia que, apesar de cobri os joelhos, a deixa muito gata.

O pátio agora está vazio. Todos estão em aula. Chego na minha sala e peço ao professor autorização para entrar. Ele a concede, e eu entro. Vou para o meu lugar de sempre. Todos olham para mim, alguns tentam não ser notados, outros olham sem esconder.

A primeira aula termina, o professor muda.

A segunda e a terceira aula também passam e finalmente chega o intervalo. A hora que vão libertar o Rafael de sua sala chegou. Ele virá direto para cá. Aposto.

Um sujeito que senta na minha frente virou-se para mim de repente.

— Ei, cara? — disse ele.

— Oi — respondi desconfiado.

— Você devia ter mudado de escola ou de turno.

— Por quê? — indago.

— Ora, você sabe o motivo. Rafael vai te matar, cara! Ainda mais agora que a Luara terminou com ele por sua causa.

— O quê? Luara, solteira? — Indaguei com um sorriso no rosto.

— Sim, ela terminou com o Rafael por que ele é agressivo demais e tal. Enfim, cara, vai logo para a sala da diretoria ou você vai morrer. É sério! Fica lá até o intervalo terminar — alertou-me o meu novo conhecido.

— Agradeço a preocupação, mas não vou me esconder feito covarde — respondi.

— O funeral é seu — ele disse e voltou a sentar normalmente na carteira ficando de costas para mim.

Poucos segundos após o diálogo com o meu colega de turma, eles entraram na sala. Rafael e sua gangue parecem determinados e cheios de ódio. Vieram me pegar.

A escola toda correu para a minha sala com o intuito de ver o sangue. O meu novo conhecido se afastou e em poucos instantes fiquei cercado pelos elementos.

— Lembra de mim, otário? — questionou Rafael.

— Como esquecer da cara mais feia da escola — respondi.

A galera gritou e isso deixou o puto mais puto ainda.  Rafael preparou o soco que partiu quase que imediatamente em direção ao meu rosto. Fechei os olhos e aguardei o impacto.

Mas não aconteceu.

O que houve?

Quando abri os olhos, vi que alguém estava segurando no pulso do desgraçado.

É um cara, daqueles bem misteriosos mesmo, deve ser do 3º ano. Cabelo liso e grande, usando alguns acessórios de roqueiro e com o olhar muito tranquilo. Esse cara hilário segurou o pulso do Rafael me livrando de um soco.

— O que você quer, Felipe? — perguntou Rafael para o sujeito que me salvou.

— Eu? Nada. Mas não acha injusto implicar com os menores, Rafinha? — o cara falou cheio de classe. Mas, espera aí, eu conheço esse jeito de agir.

— Saia da frente, Felipe. Ou você vai ver! — Rafael o ameaçou.

— Se ainda quiser seu nariz intacto, deixe o pequeno Charles em paz!

Pequeno Charles? Ele disse “pequeno Charles”?

— Rafael sorriu e partiu para cima do Felipe.

Foi tudo tão rápido que todo mundo se assustou. Quando percebemos, o nariz do Rafael estava sangrando muito, provavelmente quebrou. Foi um único soco, um veloz, preciso e forte soco dado por Felipe.

— Seu filho da puta, você quebrou meu nariz! — berrou Rafael enquanto tentava conter o sangramento usando as mãos.

— Peguem esse filho da puta! — Ordenou Rafael para seus comparsas.

— É melhor vocês irem para suas salas, meus pequenos colegas — Felipe aconselhou os membros da gangue do Rafael.

Após segundos de silêncio, todos fugiram correndo.

— Se você encostar um dedo no meu amigo, Rafael — disse Felipe com um tom sinistro e ameaçador — eu pego você!

Rafael não falou nada, apenas se retirou da sala enquanto a multidão gritava eufórica. Todos estavam em êxtase com os acontecimentos.

— Porque me ajudou? — Indaguei.

Ele não parecia interessado em me dar uma explicação, apenas chegou perto de mim e disse o mais baixo possível, para que somente eu o escutasse:

— A Luara está solteira. Eu serei expulso e o Rafael também. Então, aproveite! — Ele se afastou com um sorriso carismático no rosto. — Seu irmão mandou lembranças, pequeno Charles!

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FAG – Capítulo 11

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 11: Eu não vou esperar você aprender a amar.

— O quê? — Perguntei, mas eu já havia entendido muito bem e, sendo sincero, uma foda com a Geórgia como presente de aniversário não seria ruim.

— Eu perguntei se você quer transar com a Geórgia. Eu sei que você deseja isso há muito tempo e já é hora de você deixar de ser virgem. Então, se quiser, eu posso falar com ela.

É claro que já chegou a hora de eu deixar de ser virgem, caralho!

Como ele sabe que desejo trepar com a Geórgia? Eu cometi algum vacilo nas minhas espiadas? Ou deixei estampado na minha cara essa intenção? Não, eu não cometeria erros desse tipo. Sou um tarado incubado profissional, as minas só descobrem que quero comê-las quando eu digo — ao menos eu creio nisso. Então como ele descobriu? Mais importante, devo aceitar? Claro que devo, né?!

— Não sei — respondi com a voz fina.

Rodrigo percebeu que eu viajava em meus pensamentos.

— Relaxa, pequeno Charles. Ela não sabe disso, você sabe esconder bem suas intenções. Quase me engana, mas sou seu irmão mais velho. Claro que vou saber de suas intenções, não é? — disse ele sorrindo.

Não tem essa de irmão mais velho saber das coisas do nada. Ele só pode ter me pegado espiando-os trepando, não tem outra alternativa.

— Então, pequeno Charles. Você vai querer?

É claro que quero!

É bem provável que o Rodrigo convença a Geórgia. Ele consegue fazer isso com as pessoas. Mas não posso depender do meu irmão para colocar meu pau em bucetas. Eu não seria homem se aceitasse isso, seria como se ele me masturbasse de forma indireta através de uma buceta comandada. Eu gozaria tendo o sorriso irônico dele em mente e, ainda, teria que lembrar pelo resto da vida que minha primeira trepada foi caridade do meu irmão; e isso soa mal.

— Não. O que é isso, Rodrigo? Geórgia é nossa prima — falei fingindo inocência e pureza.

Ele sorriu e tomou um gole da água que repousava em um copo sobre a mesa que um garçom aleatório deixou aqui agora a pouco.

— Lembra da Bruna? — Ele perguntou.

Bruna era a melhor amiga da Geórgia. Elas romperam a amizade após a Geórgia descobrir que ela vivia trepando com o Rodrigo. Um dia, ela os pegou no ato. Bruna estava de boca no pau do Rodrigo na cama da minha prima.

— Sim, eu lembro — respondi.

— Que tal ela? — Ele insistiu.

Puta merda, seu cafetão do caralho. Eu arrumo buceta sozinho, caralho!

Ou pelo menos tentarei.

— Não, irmão. Eu não estou pronto para isso — falei com um sorrisinho (forçado pra caralho) no rosto.

Ele sorriu novamente.

— Como quiser, pequeno Charles.

Nathalia finalmente retornou.

Ela está linda em um short branco que vai até um pouco antes de suas coxas e uma blusinha verde-claro meio folgada, mas com estilo. Seu cabelo ruivo agora está solto, e a maquiagem está bem desenhada. A rasteirinha nos pés completa essa imagem monumental de mulher. Que gostosa!

— Demorei? — Ela perguntou.

— Não — respondi tomando a frente.

— Vamos? — Perguntou Rodrigo.

— Vamos! — Respondemos em coro.

Rodrigo foi pagar a conta e entramos na máquina. Dessa vez fui para o banco de trás. Nathalia herdou meu assento na frente. Lógico, ela tem buceta.

A viagem foi repleta de conversa fiada. Fiquei olhando para as pernas da Nathália. Elas são claras, as coxas são limpas sem nenhuma marca. O shortinho parece mais curto com ela sentada. Está bem apertado, eu consigo até ter noção da divisão da bucetinha dela. Como eu adoraria chupar essa mulher.

— Então, Nathalia — disse Rodrigo.

Eu já sabia que esse era o ponto de partida para o papo que busca uma transa, então coloquei meus fones de ouvidos e fingi tá escutando música para dar a eles a sensação de privacidade.

— Ainda está namorando? — Rodrigo continuou.

— Não, terminei já faz alguns meses.

— Ah! Que pena!

—Sério? Eu sei que você ficou feliz em saber que estou solteira — disse Nathalia com um sorrisinho.

Nossa, ela é ousada.

— Não faria diferença caso não fosse — replicou Rodrigo.

Nathalia sorriu.

Ela olhou pelo espelho para ver se eu estava ouvindo a conversa. Fingi está ouvindo música, até balancei a cabeça como se estivesse seguindo ritmos de batidas, mas não tinha música alguma.

— Acho que, com toda a história que já temos, não seja necessário mais rodeio entre nós. Por isso, quero uma conversa direta e aberta, porque, sinceramente, isso tem ficado chato para mim — Nathalia disse — Enfim, você me quer, não é Rodrigo? — Perguntou Nathalia.

— Ok! Sem rodeio — Rodrigo respondeu. — E sim, você acertou! Eu a quero!

Nunca tinha presenciado um silêncio tão intenso em um local com mais de duas pessoas presentes. Eu conseguia sentir o estalo das pedrinhas quando os pneus do carro passavam por cima delas. Até que, para a minha saúde mental, a ruiva tornou a falar:

— Que fique claro: você não conseguiu, eu que quis!

— O quê?

— Na época em que ficamos pela primeira vez. Eu quem quis, não foi você que conseguiu me conquistar. Você se acha o conquistador, mas saiba que não funciona comigo. Você me intimida, não vou negar. Eu gosto de você, muito. Mas saiba que você não me consegue, sou eu que decido — disse Nathalia com uma postura completamente diferente da Nathalia tímida de momentos atrás.

— Eu nunca tentei te conquistar.

— Claro que tentou. Olha só o que está fazendo neste momento. Eu sei que o Charles ainda tem receio do lago.

Tenho receio porque tenho trauma. Quase morri afogado lá uma vez. Quando era criança, meu irmão me levou para nadar com ele, me pós sobre seus ombros. Mas acabou se distraindo com umas gatinhas. Após trocar olhares e sorrisos com ele, elas mergulharam. Ele esqueceu que eu estava em seus ombros e mergulhou junto. Nunca bebi tanta água de uma só vez na minha vida.

Rodrigo sorriu.

— Eu confesso — disse ele sorrindo.

Nathalia abriu um pequeno sorriso voltando a aparentar timidez.

Chegamos no lago. Rodrigo estacionou o carro e virou-se para ela.

— Vou ser sincero. Eu tenho uma afeição especial por você. Mas hoje, neste momento, eu a desejo. Quero ficar entre suas pernas sem nenhum compromisso, mas quero que saiba que se um dia eu amar alguém, esse alguém só poderá ser você — Rodrigo falou com firmeza. — No entanto, sobre este momento, como você disse antes: você decide!

Não houve a menor demora para a jovem e bela mulher responder àquelas palavras intensas.

— Rodrigo, eu te desejo tanto quanto me desejas. Se estou aqui neste carro é porque quero que aconteça novamente. Mas eu não sei se você é capaz de amar alguém, portanto, não ache que vou ficar te esperando.

Rodrigo olhou para mim.

— Vou ficar no carro — respondi.

Os dois saíram e foram para o lago. A área está deserta hoje, afinal, é uma segunda-feira.

Fiquei no carro observando a paisagem linda que se manifesta diante dos meus olhos. De longe, vi Nathália tirando seu short e ficando só em uma pequena calcinha vermelha e seu sutiã da mesma cor. Rodrigo também se despiu e ambos entraram na água.

Eles se afastaram o suficiente, estariam longe demais para qualquer outra pessoa, mas, como eu disse antes, meus olhos são treinados para identificar e visualizar sacanagem à distância. Pelos movimentos deles, ficou fácil para eu notar que estavam se comendo gostoso na água.

Olhei para o lado e para o outro, não tem ninguém. E, égua, esse carro é muito foda! Tão foda que me dar tesão.

Eita, dá tesão mesmo!

Com um movimento ágil, pulo do banco de trás para o do motorista, passo minhas mãos carinhosamente sobre o volante como se fosse a barriguinha de uma mulher. Decidido e não mais resistindo, botei o pau para fora.

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FAG – Capítulo 10

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 10: Segredos

– Como assim você a comeu? — Indaguei não crendo no que ele disse.

— O que você acha que aconteceu, pequeno Charles? — Ele fez uma cara esnobe. — Acha que eu coloquei sal nela, peguei um garfo e uma faca, cortei um pedaço, levei à boca e mastiguei antes de engolir?! Você não é tão inocente assim, pequeno Charles!

— Puta merda! Você mete em todo buraco que encontra — resmunguei.

— Falou o garotinho que coloca margarina nos buraquinhos dos tijolos para usar como vaginas.

Puta merda, como ele sabe sobre isso?

Fiquei calado depois dessa. Ele sorriu quando percebeu que recuei na conversa.

— Calma, pequeno Charles. Todo mundo faz isso.

— Sério? — Perguntei com um ridículo alívio estampado no rosto.

— Não, você é o único grande tarado que faz tal coisa — disse soltando gargalhadas.

Continuamos caminhando, dessa vez em silêncio. Assim que entramos no estacionamento da escola, Rodrigo tirou do bolso do paletó um mini controle e fez uso dele desativando um alarme.

Caralho, meu irmão já tem um carro! — pensei.

Olhei atentamente para ver qual o carro que emitiu o som do alarme sendo desativado. Minha esperança era que fosse algum daqueles carros de R$20 mil.

R$20 mil uma ova!

É uma BMW X6 de cor branca. Essa máquina custa uns R$500 mil brincando.

— Puta merda, Rodrigo! Quê porra é essa, maluco? — Perguntei berrando mesmo.

— Gostou, pequeno Charles?

— É seu?

— Sim, maninho. Vai, entra logo do outro lado.

Corri feito abestado. Vou entrar em uma BMW, maluco! Conheço sobre carros por que é o meu segundo hobby favorito, fora as punhetas.

Rodrigo entrou na máquina depois de mim e partimos.

Deslizamos no asfalto. A cidade toda admira o lindo carro que nos camuflava com seus vidros escuros. Puta merda, queria que o povo me visse aqui! Paramos em uma lanchonete/restaurante chamando atenção. Cidade pequena é assim. Descemos e nos sentamos em uma mesa.

Logo a garçonete se aproximou. É a Nathalia, sobrinha do senhor Luís, o vizinho tarado. Uma ruiva de 19 anos com os olhos esverdeados. Seu corpo não é tão avantajado quanto o da Geórgia, mas é uma falsa magra deliciosa. É inteligente, passou no vestibular e vai cursar medicina na Capital Estadual no próximo semestre.

— Posso ajudá-los, senhores? — Perguntou a deusa grega com a sua voz meiga.

— Não precisa essa formalidade, Nathy — Respondeu Rodrigo com seu sorriso carismático de sempre.

Nathalia ficou vermelha e não consegue encará-lo.

— Faz muito tempo, Rodrigo — ela comenta entre gaguejos.

— Só um pouco, mas você mudou bastante. Desculpe, mas não consigo tirar os olhos da sua boca — falou Rodrigo focando os olhos nos dela como se tivesse tentando hipnotizá-la.

E o pior é que funcionou. Nathalia deu um sorrisinho tímido abaixando os braços com suas mãos juntas segurando o bloco de papel.

— Por favor, vou querer o especial da casa e creio que o pequeno Charles vai desejar o mesmo — disse Rodrigo com uma postura mais rígida, porém, ainda assim, simpático.

— Certo. Peço que, encarecida, aguardem um instante! — Nathalia fala ainda evitando encarar o meu irmão.

Deu-me vontade de vomitar vendo essa cena.

— Como sabia que eu queria o mesmo que você? — Pergunto assim que a moça se afasta.

— Você queria escolher algo diferente, pequeno Charles? — Ele perguntou me olhando nos olhos enquanto sua boca se escondia atrás de suas mãos com os cotovelos apoiados na mesa. Não tente me paquerar filho da p@#$!

— Não, deixa assim — respondi olhando para o lado, por sorte, na direção do carro.

— Certo, mas a pergunta que você realmente quer me fazer é como eu consegui o carro, não é? — Ele indagou.

Ele está correto, não sei como, mas ele está. Quero mesmo perguntar isso, mas não vou. Não mais. Eu me recuso a dar esse gostinho para ele, já que tem uma mania muito irritante de sempre querer está sabendo de tudo como se previsse os acontecimentos e lesse pensamentos.

— Eu não — respondi — não me importo.

Ele sorriu e depois disso ficamos em silêncio por um tempo. Ele, discretamente, observava as coisas e as pessoas ao seu redor. Eu, discretamente, o observava. De algum modo, meu irmão parece estar preocupado ou, no mínimo, atento demais. Como se quisesse notar alguém se aproximando com antecedência, se fosse o caso de alguém se aproximar.

— Por que voltou, Rodrigo? Achei que só voltaria depois de uns dois anos. Mas veio antes. Você não tinha dito que não viria de ano em ano para não aumentar os gastos e nem te desconcentrar dos estudos?

— Prioridades, pequeno Charles — ele respondeu, dessa vez, sem um pingo de simpatia, desfazendo o sorriso e sem me olhar nos olhos.

Que estranho.

— Mas não se preocupe, vamos apenas aproveitar esse tempo juntos, certo, maninho?! — Meu irmão mudou novamente a expressão facial voltando a manifestar o sorriso carismático.

Foi estranho, mas, na moral, eu amo meu irmão e estou feliz por ele está aqui, mesmo sabendo que ele está escondendo algo. Nathalia chega com nossos pedidos.

— Aqui estão, senhores! Desculpem pela demora!

Na verdade, foi bem rápido.

— Sem formalidades, Nathy! — Meu irmão volta a pedir para que ela não seja formal com ele.

Nathalia sorriu novamente.

— Força do hábito — a linda mulher explica.

— Você ainda gosta de nadar, Nathy? — Rodrigo indaga.

— Sim, claro, eu amo nadar. Por quê?

— Meu maninho quer ir ao Lago das Palmeiras (ponto turístico da cidade, lindo que só). Ele não é um bom nadador e eu não posso entrar com ele hoje. Você poderia nos acompanhar?

Que puto, eu não disse que quero ir ao lago. Vou protestar e negar. Não vou servir de isca nessa paquera dele. Vou falar agora.

— Vou aproveitar o caminho para ensinar o pequeno Charles a dirigir um carro. Vai ser legal, vamos? — Rodrigo faz o convite.

Droga, ele me pegou, não posso mais protestar.

— Eu bem que queria, mas tenho que trabalhar o dia todo hoje, pois tenho que tirar o horário de uma amiga também que não poderá vir — Nathalia responde.

Rodrigo pediu para a ruiva linda esperar um pouco, pegou o celular do paletó, digitou uma mensagem e enviou. A gata e eu ficamos apenas a observar em total e sincrônico silêncio. Em poucos segundos, ele recebeu uma mensagem. Deve ser a resposta da mensagem que ele enviara.

— Pronto! — ele exclama. — Agora você tem o resto do dia livre.

— Como assim? – Ela questiona bem confusa.

Realmente, como assim?

— Olhe para atrás! — Meu irmão fala balançando a mão e acenando para alguém.

É o chefe da Nathalia sorrindo e acenando de volta. De alguma forma, Rodrigo conseguiu convencer o chefe dela a lhe dar o resto do dia de folga, mesmo com um bom movimento no estabelecimento e já com uma funcionária faltosa. O mais incrível foi que bastou uma simples mensagem de celular. O que será que ele escreveu?

— Você pode recusar e ir para casa descansar se quiser — Rodrigo dar outra opção.

Nathalia sorriu e ficou bastante vermelha.

— Eu vou com vocês, mas comam primeiro! — Ela respondeu.

— Fez a escolha certa. Eu e o pequeno Charles somos gratos por sua companhia.

Nathalia se retirou após nos informar que iria trocar de roupa. Rodrigo e eu começamos a degustar o lanche. Enquanto eu comia, olhava para ele. Como diabos ele consegue fazer essas coisas?

— Amanhã é o seu aniversário, pequeno Charles? — Rodrigo questiona me pegando de surpresa no meio dos meus pensamentos.

— Sim, amanhã somo mais um ano de vida — respondo todo orgulhoso, mesmo sabendo que ele já está com seus 25.

— Meu irmãozinho tá crescendo! — Ele exclama. — Então, você, por acaso, deseja ter uma noite com a Geórgia como presente?

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FAG – Capítulo 09

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 09: Rodrigo, o meu irmão mais velho.

Acredito que, neste ano, passei mais tempo aqui na sala da diretora do que em qualquer outro lugar da escola.

A excelentíssima professora Isabela, uma perua de trinta e cinco anos e gostosa está ali no telefone ligando para os meus pais. Ou seja, irei me ferrar de novo.

Enfio o algodão mais fundo no meu nariz para estancar o sangramento. A enfermeira da escola disse que não quebrou, para a minha sorte.

Nossa! Que coxas lindas, hein! Eu comeria essa diretora sorrindo, e ela fica ainda mais tentadora usando essas saias apertadas. Assim os alunos não se concentram. Eu, por exemplo, já estou de pau duro.

— Pronto, sr. Charles, já liguei para a sua casa e seu responsável está a caminho — ela informa — irei sair por um momento, aguarde aqui! 

Que porra de sr. Charles? 

— Ok! — resmungo.

Ela saiu enquanto eu encarava seu rabão gostoso. Cerca de vinte minutos se passaram, o que pareceu ser duas décadas de puro tédio, até que a porta foi novamente aberta, é a diretora retornando.

— Pronto, sr. Charles, aqui está o seu responsável.

Que porra de sr. Charles, caralho?!

— Olá, pequeno Charles. — Falou a figura que entrou na sala.

Você?!

— Olá, irmão! — Cumprimento o sujeito. 

Meu irmão Rodrigo havia viajado para estudar, mas, por algum motivo, aqui está ele na minha frente. 

— Por que está aqui? — Pergunto.

— Estou aqui para limpar a sua barra, irmãozinho — ele responde com um sorrisinho escroto.

— Limpar a minha barra?!

— Sorte a sua que eu estava perto do telefone lá de casa. Atendi e ouvi a história toda — ele explica — você é um virgem tarado e encrenqueiro, pequeno Charles.

—Tomar no cu, caralho! — reajo.

Meu irmão tem o dom de me tirar do sério. Esse puto nasceu com o cu virado para a lua e tem a sorte para comer todas as bucetas que ele encontra pela frente. Passou o rodo na cidade toda. Comeu primas, colegas, amigas, vizinhas, professoras e uma prefeita.

— Então, diretora, o que irá acontecer com o meu querido irmão? — Rodrigo pergunta.

— Não sei, senhor Rodrigo, o caso dele é grave e já tem histórico de encrencas. Talvez seja necessário a expulsão — respondeu a puta do caralho.

— Pequeno Charles, — Rodrigo fala — você poderia esperar lá fora por um instante? 

— Por quê? — indago.

— Saia!

Retiro-me da sala.

Rodrigo é um puto com o cu arrombado do caralho, mas ele tem presença, é intimador, macho alfa, dominador. Um pau no cu, isso sim.

Sentei-me em um banco perto da diretoria. Ainda está em horário de aula, por isso não tem muitos alunos vagando pelo pátio. 

Depois de alguns minutos, a porta da diretoria foi aberta e a diretora me chamou. Entro na sala e vejo o Rodrigo sentado com um sorriso simpático, porém, falso, no rosto.

— Sr. Charles, — a diretora fala — conversei com o seu irmão e ele argumentou que seus comportamentos irregulares são frutos de traumas da infância, portanto, não irei expulsar você desta vez, mas cumprirá uma semana de suspensão.

Que porra de sr. Charles?!

E que mané traumas de infância?

— Então é isso, pequeno Charles. Vamos embora! Obrigado, diretora! — Rodrigo se despede com um estranho sorriso no rosto.

— Até mais, sr. Charles; foi um prazer, sr. Rodrigo! — A diretora fala com um sorriso mais estranho ainda. 

Já é intervalo.

Passamos pelo pátio principal da escola e todas as garotas e mulheres olhavam para a gente. Além dos homens e garotos também, mas as moças olhavam de um modo mais singular, mais específico. Eram olhares de desejo.

— Você está famoso, pequeno Charles! — Rodrigo comenta com um sorriso sarcástico.  

Eu sou jovem, mas sou consciente. É verdade que eu sou o assunto do momento, mas uma parte desses olhares, principalmente das moças, não são para mim. Rodrigo exala uma energia que faz as garotas e mulheres ficarem molhadas só de trocarem olhares com ele.

Além de se vestir muito bem, ele tem um corpo esculpido, mas não marombado, e seu rosto moreno claro é esteticamente lindo. Seu sorriso é perfeito, que merda de papo estranho é esse meu?! Ele é vaidoso e sua barba é delicadamente lapidada em seu rosto. Seu cabelo sabe se comporta em sua cabeça, é macio e delicadamente cuidado. Ele é do tipo que troca a base da unha de três em três dias.

Ele tem inúmeras qualidades físicas, mas o ponto mais forte dele é o seu carisma. As garotas da minha escola babam e nem se quer tentam disfarçar. Essas putas do caralho. Rodrigo pau no cu.

— Então, pequeno Charles, onde deseja ir? — Perguntou ele ainda com esse sorriso falso no rosto.

— Nós não vamos para casa? 

— Ainda está em horário de aula. Caso você apareça cedo em casa, mamãe irá desconfiar.

— Como assim?

— Pequeno Charles, mamãe não precisa saber disso. Ela já teve decepção demais com você — ele explicou com um sorriso ainda mais largo.

— Mas a diretora não vai falar com ela? — Pergunto todo ingênuo.

Rodrigo soltou um gargalhada. 

Por que tá sorrindo, pau no cu?!

— Não se preocupe, pequeno Charles, a diretora não irá falar nada para a mamãe ou para o papai.

— Como assim? Por que ela não vai falar, Rodrigo? 

— Porque eu comi ela!

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FAG – Capítulo 08

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 08: Eu comi ela!

O namorado da Luara?

 Ela tem namorado?

 E é esse brutamontes aqui?

Puta merda, fodeu!

Isso explica a presença dele, a desses outros caras de cu e a apreensão das pessoas ao redor. Arrumei uma baita de uma confusão.

Eu não fazia ideia de que ela tinha namorado. E logo esse cara? Eles estão em cinco. Vou morrer, certeza!

E virgem!

Que merda!

Olhei ao redor, todo mundo está parado só observando e desejando ver o sangue rolar. 

Cadê a Luara? Será que os pais dela a transferiram mesmo de escola? Bem que eu poderia ter perguntado ontem na conversa que tivemos pelo Whatsapp.

Pensando bem, ela até que poderia ter me avisado sobre esse tal Rafael. Assim eu estaria precavido e não estaria encurralado dessa forma.

Ah, Luara, tão linda! Queria te ver novamente. Cadê você?

— Estou falando com você, otário — ele fala engrossando a voz.

Ah, é! Volto para a realidade. Bem, tenho que rebater a essas ofensas ou terei mais um motivo para zoarem de mim. Se eu continuar com fama de bocó, não comerei ninguém. Tenho que reagir. 

— Você está me ouvindo, sua merdinha? — Ele ataca novamente.

— Eu comi sua namorada e ela é bem gostosa! — Falo em voz alta.

Um clima assassino pairou sobre a classe. As pessoas ficaram pasmas com as palavras que saíram da minha boca. Até eu fiquei.  Rafael serrou os punhos. Acho que ele vai me matar.

Um, dois, três, quatro… Foram os socos seguidos que recebi. Toda a minha cabeça lateja, sinto o gosto de sangue. É do meu nariz? Estou tonto. Droga, meu nariz dói! Por que estão todos assustados?

— Você comeu quem, filho da puta? — Ele perguntou com uma das mãos no meu pescoço e a outra levantada com o punho fechado apontado para a minha cara.

— Eu já disse, sua namorada — respondi.

Foram mais três fortes socos até alguém interromper o massacre. O sangue atrapalhava minha visão. Eu apenas pude ver uma figura borrada tentando conter o corno raivoso. Era a Luara, a garota que eu supostamente comi.

Mais pessoas chegaram para ajudar, tarde, por sinal, incluindo professores e outros funcionários da escola. Rafael foi retirado da sala. Dava para escutar seus gritos “vou te matar, sua merdinha, eu vou te matar”. Levantei a mão e apontei o dedo do meio para ele e o mandei socar no cu. Foi então que recebi um tapa no rosto. Luara me bateu. O mais importante, ela me tocou com suas mãos.

— Você é um idiota! — Luara grita comigo.

— E você é linda! — Falo.

— O quê?

— Então? Você é ou não é virgem? — Indago.

Peguei outro tapa.

Na moral, como eu queria aquelas mãos dentro da minha calça.

Luara saiu toda zangada.

Que rebolado sex!

Os professores me socorreram e fui levado para a enfermaria. Meus pais foram chamados novamente.

Que belo retorno esse meu.

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FAG – Capítulo 07

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 07: Conspirações

O teto desabou assim que eu passava sobre a cozinha da casa. Os destroços se espalharam pelo chão e eu tombei sobre uma grande mesa, o que pode ter amenizado um pouco o impacto da queda. Já o barulho, nem se fala, foi enorme!

— Puta que pariu – exclamo após cair a ficha sobre a minha situação.

Meu tornozelo emite uma dor. Com pressa, procuro verificar o que aconteceu. Consigo mexê-lo, menos mal. Mas está torcido e estou com alguns cortes nas pernas, mãos e braços.

Devo cair fora imediatamente, pois o velho provavelmente acordou com o barulho e logo estará aqui. Também devo me apressar porque é questão de tempo para os vizinhos curiosos cercarem a casa.

Com uma dose de dificuldade, consigo ficar em pé. Ouço os passos do velho se aproximando. Corro até a janela mais próxima, tento abri-la, mas não obtenho êxito. O Senhor Luís já fica no meu encalço, é questão de segundos para ele chegar aqui na cozinha.

Vacilei.

O dono da casa chega na cozinha e para na porta. Parece está observando o estrago. Estou embaixo da mesa. Sorte a minha que a lâmpada tombou junto deixando o cômodo escuro.

Pisando de maneira cautelosa sobre os escombros, o velho entra na cozinha. Está vindo em direção à mesa. Está perto, muito perto. Acho que ele sabe que tem alguém aqui. Merda! Não posso peidar agora, nem pensar, caia fora, vontade do caralho! Ele alcança a mesa.

Tomei no cu.

O senhor Luís empurra os escombros de cima do móvel e vejo seus joelhos flexionarem, ele vai se abaixar.

Não abaixa, filho da puta!

Fecho os olhos, não quero ver. De repente, barulhos de pedaços de telhas sendo esmagados me fazem reabri-los. Ele está saindo da cozinha. Claro, foi atrás de uma lanterna. É a minha chance!

Corro, como posso, até a porta da cozinha, atravesso a casa até chegar na porta principal. A chave se encontra na fechadura. Fuga facilitada. Retiro-me da casa, mas já existe movimentação ao redor. Para que não me percebam, atiro-me nas moitas que cercam a propriedade, rastejo-me que nem soldado de infantaria nas trincheiras. Alcanço o cercado que limita o terreno, pulo. Chego no território seguro.

Percebo a minha mãe e Geórgia na frente de casa observando o movimento, dou a volta pelos fundos. Entro no meu quarto, tiro as roupas sujas, apanho uma toalha úmida, limpo meus cortes e então me deito. Tomarei banho após a adrenalina passar.

Pego no sono que nem percebo. Quando me dou conta, o celular já está com o despertador fazendo barulho. Desligo o aplicativo e volto a me deitar olhando para o teto. O meu tornozelo lateja, está dolorido. Só não dói mais do que o pensamento de ter que voltar para a escola hoje. Não tenho escolha. Levanto-me, tomo banho e me arrumo. Escolho uma camisa de mangas longas para esconder os cortes. Chego na cozinha na tranquilidade, me esforçando para não mancar.

Todos já estão tomando café, inclusive o pai. Dou bom dia cumprimentando a todos, puxo uma cadeira e sento-me.

— Você escutou o movimento de ontem, Charles? – Meu pai pergunta.

— Que movimento? – minto.

— Caramba, você tem um sono pesado! – Geórgia comenta.

Dou um sorriso de canto e nada mais. Pergunto o que havia acontecido, só para sustentar a mentira de que não sei de nada. A mãe conta a história com detalhes e com alguns exageros.

O boato que rolava na vizinhança era de que se tratava de assalto ou até mesmo da visita de alienígenas. O papo rolou durante todo o café. Eu até estava escutando a conversa, mas minha imaginação trabalhava em recuperar a cena da Geórgia fazendo striptease. Essa mulher é gostosa demais. Confesso que estou feliz em saber que o velho Luís não mete nela.

Termino meu café e subo as escadas para escovar os dentes e pegar a mochila. Instantes depois, desço as escadas novamente. Passo pela minha mãe e pelo meu pai, dou tchau e saio de casa.

Partiu, escola.

O mesmo trajeto de sempre. Fico observando as meninas, todas deusas, a maioria sem cabaço ou querendo quebrar. Essa é a minha análise erótica que faço delas. Chego mais cedo que o normal, o portão ainda está fechado. Sento-me um pouco distante e fico observando.

Luara chega, linda como sempre, talvez até mais linda. O sinal toca e os portões são abertos. O mesmo alvoroço de sempre. Os mesmos idiotas de sempre. Se entalando no portão como sempre.

Depois de uns minutos, o fluxo fica mais calmo. Minha hora de entrar. Ao entrar na escola, percebo olhares dirigidos à minha pessoa. Não alguns olhares, são muitos olhares, talvez, todos os olhares. Além disso, eles estão falando uns com os outros em voz bem baixa. Estão conspirando sobre algo.

Caminho cabisbaixo até minha sala. As meninas se afastam quando passo e os meninos endurecem os ombros para tombarem comigo. Avanço mesmo assim. Chego na sala e procuro meu lugar estratégico. Sento, apoio meus braços na carteira e repouso minha cabeça. Fico assim por alguns minutos até ser incomodado.

— Ei, você – diz um garoto que parece liderar uma gangue que o acompanha.

— O que foi? – respondo.

— Você é o Charles? – Ele pergunta.

É um cara alto, mal-encarado e com um bom porte físico. Se não me engano, deve ser do 3º ano. Mas só não entendo o porquê dele está aqui falando comigo. E por que esses caras que estão com ele estão me encarando dessa forma? Parece que estão com raiva. E por que todo mundo da sala está agindo assim, apreensivos? Está acontecendo algo?

— Sim, meu nome é Charles – respondo — e você?

— Meu nome é Rafael. Eu sou o namorado da Luara!

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FAG – Capítulo 06

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Capítulo 06: Não, ainda não fiz.

Mais de três minutos, foi o tempo que fiquei parado olhando para a tela do celular e lendo aqueles caracteres de modo tão curioso e chocado que muito se assemelha à maneira como os garotos ficam quando olham pela primeira vez para o próprio gozo.

E agora? O que faço? Devo responder? Porém, responder o quê? E antes disso, por que a garota que eu, descaradamente e em público, convidei para transar me mandou uma mensagem? Isso tem alguma procedência maligna? Ela deseja se vingar, me xingar ou efetuar algum tipo de plano maquiavélico?!

De qualquer modo, não existe uma outra forma para eu conseguir respostas para as minhas questões. Tenho que arriscar e responder, o que mais poderia acontecer? Ela não vai poder se vingar pelo celular. Ou vai?

— Olá! Eu estou bem. E você? – Envio o texto.

Digitando…

Eita porra! Ela está digitando, caralho! O que eu faço? Eita, caralho, tenho que sair da conversa. Vamos, celular idiota, não é hora de travar. Puta merda, vamos! Ufa! Respiro fundo para tentar fazer as batidas do meu coração desacelerarem.

— Estou bem. Obrigada!

Pronto, é o meu limite! Não faço ideia do que escrever agora. Dessa forma, acho que além de tarado, ela vai começar a acreditar que sou um idiota e babaca por não interagir e a deixar no vácuo. O problema é que se eu mandar alguma mensagem, com certeza darei mais motivos para ela me achar um tarado e idiota. Porque tenho um impulso muito forte de fazer e falar merdas.

Alguns minutos se passaram. Nada. Coloco o celular de volta na mesinha ao lado e volto a me deitar. Que travesseiro gostoso, cara! Que delícia. Droga, cobertor burro, prende logo no meu pé, cacete! Ah, isso, melhorou! Quê? Mensagem nova? Levanto-me em um pulo e agarro o celular. Luara, vejo o nome do contato já salvo.

— Te expulsaram da escola? Não apareceu mais.

Ora, bolas!

— Quase isso.

— Ah tá!

— Pois é.

— Na verdade, eu ouvi dizer que vc foi suspenso. 

Então por que diabos pergunta?

— Isso é verdade, fui suspenso por uma semana.

— Foi por causa daquilo, não foi?

— Provavelmente.

— Hum!

Mais alguns minutos se passaram sem diálogo. Até que o celular apitou novamente anunciando uma nova mensagem dela.

— Você já fez?

— O quê?

— Aquilo que me convidou para fazer.

Tá interessada, jovem?

O que está acontecendo aqui? É uma armadilha? Uma pegadinha? O que está rolando? Não é ela, tenho certeza. Deve ser alguém me pregando uma peça.

— É você mesmo? – Indaguei.

— Ué, claro! Por quê?

— Hum!

— Olha aí, sou eu. (Foto)

Puta que pariu!

Ela me mandou uma selfie, está aninhada na cama. O rostinho lavado, sem nenhuma maquiagem. Fora a zona capturada pela foto, o resto do ambiente está escuro. Deu para ver um pedacinho da alça do vestidinho dela de dormir, o que foi o suficiente para eu imaginar uma peça de roupa leve, solta, fina e curta. E que boquinha é essa, caramba?!

Subiu em mim um desejo de perguntar qual a cor da calcinha dela. Será que ela me responderia? Calma, Charles! Não faça merda mais uma vez. E a pergunta que ela fez, qual será a resposta que darei?

Digo que já fiz para pagar de experiente no assunto? Mas pode ser que ela não se sinta à vontade. E se eu falar a verdade e contar que sou virgem? Talvez ela passe a me ver como uma criança que só tem foba e nada mais. Ou fique segura por saber que estamos na mesma situação. Isso se ela também for virgem. Será que é?

— Charles? – Ela se incomoda com a demora.

— Não, ainda não fiz. – Respondo.

— Ah!

Acho que ganhei o direito de perguntar também.

— E você?

— Não acho adequado eu responder isso. Boa noite!

Quê? Que merda!

Fico tão bolado que nem respondo o boa noite. Coloco o celular de volta na mesinha e volto a me deitar. Cobertor burro, ah, isso! Bom garoto! Puta merda, agora ela sabe sobre a minha intimidade, ou melhor, da não existência dela. Olho novamente para o celular para verificar a hora, meia noite. Deito-me e fecho os olhos.

Isso foi a dobradiça de uma porta? Foi do quarto da Geórgia. Acho que ela irá lá novamente. Levanto-me e vou até a janela do meu quarto. Lá está ela, saindo de casa sorrateiramente direto para a casa do vizinho em um vestido preto extremamente fino, leve e curto que ela usa para dormir. E que também poderia usar para apimentar uma transa. O que parece ser o caso.

Saio igualmente sorrateiramente de casa e sigo o rastro da minha prima, sendo mais preciso, sigo seu aroma doce impregnado no ar. Pulo o cercado que separa o terreno da minha casa com o terreno vizinho e me aproximo da janela do quarto do velho tarado. 

Fechada! 

Muito bem, eis aqui um problema que me empata de ver uma cena erótica. Mas, como nada me empata de ver uma cena erótica, irei dar um jeito. O telhado, irei subir. Isso, agora é só alcançar ali e, deu certo! Quando o assunto é ser tarado, sou um gênio. Só não consigo arrumar uma maneira de praticar o ato com alguém, mas estou tentando.

Falando em praticar, fiquei sabendo que tem uns guris do bairro que possuem um sistema de solidariedade sexual (troca-troca). Não curto essa prática. Não me imagino dando o cu, mas desejo toda a felicidade para aqueles que gostam de dar. 

Uma vez no telhado, ando com toda a cautela até localizar o quarto do sujeito. Separo um pouco as telhas para ter contato visual com o interior do local. Por sorte, não tem forro. Poucas casas na minha cidade têm esse luxo.

O senhor Luís está deitado e despido na cama. Geórgia está em cima dele, em pé. Como ela pode dar para uma coisa dessas? Barrigão cheio de pelos que supera o cara do comercial das carnes, “não sei o que boi”; o velho Luís tem mais de cinquenta anos e é feio que dói.

Santo dinheiro!

Geórgia, em pé, tira a calcinha vermelha sem tirar o vestidinho, o velho tarado se esforça para levantar o pau enferrujado. Minha prima começa a fazer um tipo de dança sensual (vai matar o coitado do coração), passa as mãos pelo seu corpinho e levanta o vestido, aperta os belos seios. Gostosa!

Fica de costas para o sujeito e se curva, o velho nem pisca, esfola o pau numa punheta frenética enquanto foca o olhar na buceta e no cuzinho abertos da minha prima. Ela o provocou por mais uns minutos e logo ele gozou. O velho sofreu de uma sonolência imediata que o fez dormir. Tudo não durou vinte minutos. Minha prima pega o dinheiro em cima da mesinha ao lado da cama, veste a calcinha e se retira do quarto.

Ué? Ela não dar para ele?! Opa, gozei!

Vejo Geórgia voltando para casa. Espero alguns minutos após ela entrar, fecho a abertura que fiz no telhado para assistir a cena lá dentro e então começo a me mover pelo telhado em direção ao mesmo local por onde subi. Avanço lentamente tomando cuidado onde piso. Opa, a telha quebrou. Deve ser por que pisei no meio…

— EITA PORRA! – Gritei.

Foi tudo muito rápido. Uma sequência de estalos seguido de um estrondoso barulho. Meu corpo entrou em queda livre. Junto com telhas, madeira, folhas, tudo o que estava em cima da parte do teto onde eu me encontrava.

Para a minha desgraça, o teto desabou. 

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FAG – Capítulo 05

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 05: Mensagem

Lá fora está uma manhã feia de domingo. Digo isso para não sentir inveja de quem está lá gozando de liberdade e aproveitando o dia. Diferente da minha atual situação. Hoje é o sexto dia que estou trancafiado no meu quarto cumprindo pena. Faz parte do castigo que minha mãe me aplicou, fora as porradas que levei.

Já assisti a todos os meus DVDs de filmes, já passei o olhar em todas as minhas HQs e não posso usar o celular. Sendo assim, desde sexta que não tenho mais nada para me entreter e me tirar do tédio. O motivo de ter sido castigado e surrado pela minha mãe: convidei, em público, uma coleguinha de turma para transar. Mas não acho que teria sido diferente se eu tivesse pedido em particular.

Depois do convite muito premeditado que fiz, ela saiu correndo. Mas não antes de marcar o meu rosto com uma forte bofetada. Doeu tanto que até hoje a minha cara arde. No entanto, foi muito legal sentir a pele dela tocando na minha.

Em suma, na manhã do dia seguinte, ela apareceu na escola e trouxe consigo a mãe. As duas se parecem tanto que quase eu não soube dizer quem era quem quando as vi de longe. Tal gostosa, tal gostosinha. Enfim, aconteceu que fui convocado pela direção da escola. Meus pais foram chamados e a história foi exposta.

Quando cheguei em casa, levei uma bela surra da minha envergonhada mãe. Tapas na orelha e cintadas na bunda. Já o meu pai teve uma conversa de homem comigo, após Sófia obrigá-lo. Ainda no fim daquele dia, Rodrigo me ligou e disse: — “Ah, moleque! Botei fé! Destemido, macho alfa. Chamou logo para os finalmente, sem enrolação. Não aprovo o método, que poderia ter sido melhor, mas a intenção foi maravilhosa.” Não entendi nada do que ele disse, mas parece que não estava me repreendendo.

Enfim.

Amanhã poderei retornar à escola, mas não sei se ainda quero ir.

Não tenho coragem alguma para encarar a Luara. Aliás, nem sei se ela ainda estuda lá. Pois pode ser que os pais dela a tenham mudado de escola, de turma ou de turno. Não sei, só sei que dificilmente ainda estaremos na mesma turma. Não sei se isso é bom ou ruim.

Geórgia soube do ocorrido e até tirou sarro da minha cara perguntando o que eu faria se a garota tivesse aceitado o meu convite. Acho que minha prima pensa que não dou conta do recado.

Como minha mãe tomou meu celular, não pude usar ele para ver as fotos das minhas musas. Ainda bem que tirei o cartão de memória antes dela me tomar o aparelho, porque senão mais tapas na orelha eu iria pegar. Sófia Galdino não quer um tarado na família. O que é estranho, porque a família Galdino é uma família de tarados, ao meu ver.

Por falar na minha prima, ontem flagrei Geórgia saindo na surdina, altas horas, e indo para a casa ao lado. Acho que ela foi dar a buceta para o senhor Luís. Ele é um coroa que curte as novinhas. Oferece dinheiro e agrados para elas em troca de favores sexuais. Deve ser por isso que a minha prima só anda com roupas da hora; ela diz para a minha mãe que garante um dinheiro revendendo uns produtos aí de uma tal de cosméticos.

Sei bem qual o produto que ela anda vendendo.

— Ah, se eu tivesse grana!

Mas acho que eu não dava dinheiro para transar. Certa vez vi uma fala de um dos irmãos daquele seriado de demônios, uns que andam em um carro preto e caçam fantasmas, que gostei muito. Se não me engano, foi o menor deles que disse que não paga por sexo. Dou mó valor para esse princípio de vida.

Pensando bem, sabe, até que essa minha vida de presidiário teve suas vantagens. Hoje, pela tarde, eu estava saindo do quarto para beber água e, ao passar pelo corredor onde fica o banheiro de uso livre do segundo piso da casa, a porta do mesmo estava entreaberta; escutei o choque da água do chuveiro entrando em colisão com algo sólido, no caso, o corpo de uma pessoa.

Era a Geórgia no banho.

Fiquei parado observando pela pequena falha de privacidade que ela cometeu e, pela primeira vez, consegui ver a buceta dela. É depilada, gordinha e realmente é como nos filmes. Meu pinto até tremeu.

Sorte a minha que ela estava com espuma no rosto. Assim pude observar mais um pouco. Minha nossa, que rabo gostoso, seios deliciosos. Acabo me decidindo mais ainda: irei comê-la!

O resto do domingo passa que nem vejo, depois do almoço, durmo sem planos para o futuro. Quando acordo, levanto e vou até a janela. Assim que afasto as persianas, a escuridão da noite se apresenta.

Caminho até o banheiro. Antes do banho, bato umas punhetas homenageando a minha prima. Após o banho, me visto no quarto antes de descer para a cozinha. Lá encontro o pessoal já jantando. Sento calado, após cumprimentar a todos, e degusto a minha refeição. No fim, ajudo a lavar os pratos e a limpar a mesa.

— Tome — minha mãe fala enquanto estende a mão. É o meu celular.

Recolho o aparelho com enorme felicidade, mas não a expresso. Vai que ela veja minha felicidade como sendo uma afronta e reconsidere. Subo para o quarto, ligo o aparelho e coloco para tocar músicas. Ponho o fone de ouvido, deito olhando para o teto e assim fico.

Não faço nem questão de verificar minhas redes sociais, pois, tecnicamente, não as tenho, uma vez que só fiz as contas, coloquei fotos de desenho no perfil e só as uso para olhar os perfis das garotas. E as mensagens de whatsapp… praticamente não recebo. Não tenho amigos para isso. Só uso por causa do grupo da família.

Relaxado e ouvindo boas músicas, fecho os olhos lentamente para potencializar o deleite musical. No entanto, assim que fecho os olhos completamente, a imagem nítida da Luara surge.

 — Puta que pariu! — Exclamo em voz alta.

Como diabos que pude falar aquela merda para ela?! Eu já não tinha chances, agora é que não tenho mesmo. E o pior, estou com vergonha dela e de todos na escola. Como irei dar às caras por lá amanhã? Com certeza todos já me chamam de tarado, maníaco etc.

— Ah, foda-se! Já foi! — Decido não mais pensar no assunto.

Paro com a música, programo o alarme no celular, após aposentar obrigatoriamente o despertador tradicional depois de dá-lhe uma porrada numa certa manhã, e o coloco sobre uma mesinha que fica ao lado da minha cama. Viro-me para o lado da parede e aninho minha cabeça no travesseiro. Fecho os olhos.

Já quase pegando no sono, uma coisa muita estranha me fez despertar. Abro os olhos de imediato ao escutar o som de notificação de mensagem que meu celular emitiu. O grupo da família é silenciado, assim como mãe, pai, Geórgia e Rodrigo. Então é uma mensagem privada de outra pessoa. Quem é?

Viro-me para onde está o celular, só faltou uma trilha sonora de filme de suspense para acompanhar a cena da minha aproximação cautelosa e desconfiada ao aparelho. Olhei por cima e vi “1 mensagem enviada por…” não tenho esse número salvo e não sei a quem pertence.

Desenho a senha de desbloqueio. Abro o aplicativo whatsapp. Vejo a conversa em questão e clico em cima.

— Oi, Charles? Aqui é a Luara! Tudo bem com vc?

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FAG – Capítulo 04

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 04: O que devo falar?

 É ela, com certeza é ela! – Exclamo mentalmente. É a garota que vi antes na entrada da escola. E, caramba, ela é realmente muito linda! Aqueles cabelos que parecem flutuar no ar, seu rostinho de mimosa e seu ar sereno formam uma figura maravilhosamente gostosa de contemplar. 

Meus olhos estão cravados nela e se recusam a piscar. Desço minha visão pelo seu corpo, acompanho a blusa preta até chegar na calça desbotada da mesma cor, quando chego em seus pés, encontro umas botas lindas, também com a cor escura. Pelo tamanho delas, seus pés são pequenos. Ah, como eu adoraria vê-los!

Perco totalmente a noção do tempo. Que se foda o tempo! Por mim, que pare neste exato momento para todo o sempre. Fico completamente parado observando aquela obra divina sentada de maneira tranquila do outro lado da sala, apenas essa experiência já me faz sentir que minha vida valeu a pena.

Olha só ela, aqueles pés, aquelas pernas, aquelas coxas, tudo do jeitinho que encanta. Aquela cintura e aqueles seios, minha nossa! Aquele cabelo, aqueles ombros, aquele pescoço que imagino o quão cheiroso e macio deve ser. E aquela boca, caramba, que boca! Que belo nariz e que lindos olhos!

Olhos?

Num susto daqueles, noto que nossos olhares estão se cruzando. Quase que de imediato, abaixei a minha cabeça na maior rapidez possível. Droga! Ela percebeu? Claro que ela percebeu, droga! Mas talvez não. Ou, talvez sim. Que merda! Ela percebeu!

Que merda! 

Que gata!

Não dar, não consigo levantar a cabeça para verificar se ela ainda está olhando. Mas se eu levantar a cabeça, posso descobrir se ela percebeu ou não. Talvez tenha sido apenas coincidência. Que merda, ela percebeu!

Meu dilema começa a me corromper, até que a professora finalmente apareceu. Ela é jovem, acho que não chega a ter mais de vinte e cinco anos; é uma gata. Galega, olhos claros, loira de farmácia e deve fazer academia, pois tem um rabão escoltado por duas coxas potentes. Com toda a certeza irei gravar na mente e descontar no banheiro quando chegar em casa.

A aula começa. 

Como é o costume no primeiro dia de aula, a professora propôs as apresentações. E começou com a nerd que senta na frente, na fila do meio. Eu já havia percebido que os nerds sentam na frente, mas ‘o’ ou ‘a’ ‘ultranerd’ é quem, além de sentar na frente, senta na fila do meio.

Só prestei atenção no nome, se chama Lívia. O resto não fiz questão de atentar. Mas até que ela é razoável. Cabelos negros cacheados e um corpo desenvolvido para a idade, o problema é que ela usa roupas folgadonas demais e dispensa um toque de vaidade, como um pó no rosto; sem isso, ela fica com uma face abatida, sem cuidados.

Depois de algumas outras pessoas se apresentarem, as atenções voltaram para mim. É a minha vez.

Levantei-me.

— Meu nome é Charles, tenho dezesseis anos, eu estudava na Escola de Ensino Fundamental Norte. E é só isso mermo. — Sento-me.

Foi só o que consegui falar, mas por eu ter usado propositalmente o “r” no “mesmo”, arranquei alguns risos da galera. Até mesmo ela, a dama de preto, sorriu.

Ganhei o dia!

Fiquei ansioso aguardando a vez dela que parecia não chegar. Quero saber seu nome, sua idade, e qualquer outra informação. Quero muito saber quem é ela. Apesar de demorar, o momento finalmente chegou. A linda garota fica de pé.

Ouvi sua voz como se fosse um anjo tocando flauta. Anestesiado, pude ainda captar que seu nome é Luara, no entanto, ela tem dezessete anos. E assim que ela falou a idade, a frustração tomou conta de mim de tal forma que não consegui ouvir o resto de sua apresentação. Pois o meu irmão uma vez me disse que garotas só querem garotos mais velhos.

Depois das apresentações, a aula transcorre. Chega ao ponto no qual a professora começa a escrever no quadro; e nós, nos cadernos — e tudo fica bem silencioso. Hora e outra dou uma espiada na Luara e vejo como ela prende a mecha dos seus cabelos atrás da orelha esquerda todas as vezes que ela escapa. Ainda sentindo-me frustrado.

Mas, mesmo ciente da minha condição de mais novo, o tempo que fiquei olhando-a me deu coragem para ignorar esse detalhe. Decidido a arriscar, passo as aulas seguintes e todo o intervalo pensando em uma estratégia para chegar nela.

Devo chegar no romantismo ou no jeito de quem não quer nada?! Chego com uma voz confiante ao estilo Antônio Bandeira, ou menos? De qualquer forma, só há mais uma aula e devo falar com ela na hora da saída.

Mas o que devo falar?!

A hora se aproxima.

Começo a ficar nervoso. Minhas pernas, de modo involuntário, ficam agitadas e meu estômago decide borbulhar provocando um friozinho dramático na minha barriga. Como se não bastasse, minha respiração fica mais pesada a cada segundo que o relógio avança.

Até que o momento chega.

O sinal toca.

Hora da saída!

É agora, porra! 

Vamos, pernas, funcionem!

Luara, junto com todo o resto da sala, se retira. Eu, por outro lado, fico travado na minha carteira. Mas tenho total consciência de que devo me mover, que devo ir atrás dela. Só assim poderei ter alguma chance.  Movam-se, pernas! Vamos!

Com um esforço, consigo finalmente me levantar. Saio correndo da sala e atravesso o enorme pátio o mais rápido possível. Lá, um pouco distante, quase na saída da escola, enxergo a Luara. Apresso-me mais ainda, até que finalmente a alcanço e toco em seu ombro direito. Na mesma hora, ela para e se vira ficando de frente para mim.

— Pois não? — Ela indaga.

Puta que pariu, perto demais! Vou morrer, caralho! E agora, o que faço? Minhas pernas, não sinto minhas pernas. Eu vou cair, devo segurar nela? Estou morrendo? Por que o ar está pesado? Não consigo encher meus pulmões. Não estou sabendo mais como se faz para respirar. Vou morrer! Meu deus, que rostinho lindo. Quero gozar!

Droga, fale alguma coisa, Charles!

— Oi? — Ela chama a minha atenção. — Quer algo? 

Vamos, cara, diga algo. 

Vamos, boca, vamos!

Faço o maior dos esforços para retomar a voz.

 Respiro fundo.

— Você gostaria de transar comigo?

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FAG – Capítulo 03

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 03: É ela!

Da minha casa até a escola gasto uns 30 minutos caminhando. Sendo que caminho lentamente para poder observar com detalhes algumas garotas com quem cruzo no caminho.

Apesar da Cidade das Palmeiras ser uma pequena cidade, ela é recheada de belas mulheres de todas as idades.

Além das gatas com as quais cruzo no percurso para a escola, sou abençoado mais ainda quando passo em frente ao Centro de Ensino Médio Norte, onde Geórgia estuda.

Todas as vezes que passo, mesmo distante — uma vez que caminho pela calçada do lado oposto da rua — a vejo aguardando a abertura dos portões enquanto conversa com suas deliciosas amiguinhas. Elas são umas delícias, mas a minha prima ofusca todas.

Geórgia é tipo um avião carregado de mel. Uma lata de leite ninho, pela qual me arriscaria comer todas as madrugadas escondido da mãe. Minha prima é boa demais!

Mas nem tudo são flores. Além das amiguinhas, também percebo os olhares sedentos que os garotos lançam para ela.  Como sou macho e tenho pinto, reconheço bem as intenções daqueles olhares.

Os merdas desejam muito meter na Geórgia e isso me deixa extremamente incomodado, pois sou o único que deve preencher o vazio que o Rodrigo deixou. E aposto que ela percebe os olhares, mas fingi que não ou, pior, se diverte com a situação.

Viro a esquina e deixo a escola da Geórgia para trás. Uma pena eu não ter conseguido vaga nela.

Ao me aproximar da minha escola, o Centro de Ensino Médio Oeste, fico me perguntando como será a minha turma desse ano. Como serão os professores, os novos colegas, os novos livros. Mas, na verdade, fico me enganando com essas indagações, pois o que quero mesmo saber é com quantas e com quais gatas gostosas irei estudar.

Para a maioria das pessoas, ano novo é sinônimo de novas oportunidades e recomeços, porém, para mim, ano novo significa mais uma chance para deixar de ser virgem. Afinal, estou cansado de escravizar a minha mão.

Finalmente chego na escola.

O portão principal acabara de ser aberto, mas prefiro não entrar logo. Fico distante assistindo aos matutos entrando todos de uma vez, até se apertarem na entrada provocando um verdadeiro caos. Sento-me no meio fio, do outro lado da avenida e contemplo a cena. Olhando rosto por rosto até que…

— Uau! — Exclamo em voz alta.

Meus olhos detectam uma obra divina em meio aos humanos, é uma jovem garota belíssima. Seus longos cabelos negros e lisos flutuam no ar, sua tonalidade de pele claramente bronzeada revela que passou as férias em algum lugar com praia. Seus peitos pequenos, provavelmente durinhos, assim como o projeto de bumbum empinado. Ela é toda distribuída e com lindas curvas. Estou distante, mas meus olhos são incrivelmente treinados. Sua vestimenta é preta, tudo preto. Fico demasiadamente assustado com tamanha formosura, afinal, garotas como essa só tem no Instagram.

Perco-a de vista assim que ela adentra no prédio. 

Levanto-me e atravesso a avenida correndo para me juntar aos matutos na entrada. 

Demorei muito para entrar e acabei perdendo-a de vista. Já ela, por outro lado, entrou fácil porque é gata. Moleque é bicho besta, abre passagem que nem o Moisés para a garota passar quando é bonita.

A escola tem doze salas de aula. Não é pequena e, consequentemente, não será fácil achar a moça que vi agora a pouco, ainda mais sem saber a série que ela cursa.

Sem saber por onde procurar, tomo a decisão de cuidar disso depois e começo a procurar pela minha sala.

Fui colocado na sala onze. Adentro cabisbaixo com a tradicional vergonha de primeiro dia. Sento-me na última carteira da primeira fileira e fico de cabeça repousada sobre os meus braços.

Fico ouvindo um monte de baboseiras. São os metidos a popular que não calam a porra da boca por nada.

Fico na minha.

Quinze minutos se passam e nada de um professor aparecer. Acho que eles, os professores, estão dando um tempo extra para que os alunos coloquem a conversa em dia ou algo parecido.

No ano passado eu estudava na Escola de Ensino Fundamental Norte. Sendo assim, além de eu ser um novato aqui, não conheço nenhum dos outros novatos. Incrível como muita coisa muda ao se estudar em um lado diferente da cidade, mesmo não sendo uma cidade grande.

Após alguns minutos de cabeça baixa, decido me arriscar. Quero dar uma espiada na turma, vê se tem algumas gatinhas, pelo menos. Ergo timidamente a cabeça, tento capturar as cenas que ocorrem na sala sem chamar atenção.

Vou passando meu olhar por todo mundo. Noto uns nerds, deduzo isso de maneira muito superficial por causa dos óculos; uns entrosados badboys, por causa das pulseiras de espinhos e outros acessórios exóticos; umas patricinhas com suas máscaras de maquiagem e tal. Continuo a olhar até que, no meio da minha averiguação, meus olhos travam numa pessoa sentada do outro lado da sala.

Meu deus! — Exclamo em silêncio

Não acredito! 

É ela!

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FAG – Capítulo 02

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 02: São seis da manhã.

Lembro que gozei umas três vezes antes de pegar no sono ontem. E isso acabou me proporcionando um sono maravilhoso, bem relaxado e tranquilo. Tudo graças à minha prima Geórgia.

Enquanto eu estimulava o “Malaquias” com minha mão direita, a esquerda segurava o meu celular e passava as fotos da minha galeria. Sempre baixo ou tiro print das fotos dos perfis da Geórgia e de suas postagens nas redes sociais. Uso-as como inspiração nesses momentos únicos. A minha favorita é uma na qual ela está em uma saia amarela, bem colada e curta. Foi uma foto que ela tirou de frente ao espelho, em uma pose que divulgou bem seu esplêndido bumbum.

— Que lindos seios! — Comento ao tirar o sutiã dela, antes de apalpá-los com toda a minha vontade. Faço força para juntá-los cada vez mais e esfregá-los um no outro, com meu rosto balançando entre eles. Mordisco os biquinhos salientes, mordo-os à medida que o fogo do meu tesão aumenta.

— Isso, Charles, continue assim! Eu sou toda sua, realize comigo todos os seus desejos eróticos — ela fala ofegante — me use, me fode!

DRIM! DRIM! — O despertador toca e me traz para a realidade.

— Merda, outro sonho! — Esbravejo após desligar o despertador. Olho para o relógio, são seis da manhã e as aulas deste ano irão começar hoje. Viro-me para o outro lado e faço um esforço enorme para tentar retomar o sonho.

Não tive sucesso.

Levanto-me e caminho rumo ao banheiro que fica no corredor do piso superior da casa. Banheiro este que eu dividia com Rodrigo e Geórgia, mas, agora, somente com a Geórgia.

(Risos mentais calientes)

— Cara! — exclamo após gozar. — Tenho que diminuir o número de masturbações diárias, 12 é demais!

Após o banho, volto para o quarto.

— CHARLEEES! — Essa é a minha mãe gritando. —  VEM LOGO TOMAR O SEU CAFÉ, MENINO!

— TÔ INDO! — Grito de volta.

Enquanto me arrumo, escuto o bater de porta vindo do corredor. Deve ser a Geórgia saindo do seu quarto e indo para a cozinha tomar o café da manhã. Minha suspeita se confirma quando escuto o som de passos descendo a escada.

Minha prima mora conosco desde quando eu era um pivete que ainda mijava na cama. Sua mãe — que é minha tia e irmã da minha mãe — faleceu; e seu pai não é registrado. Não sabemos nada sobre ele e nem quem é. Enfim, acho que ela perdeu a virgindade com o meu irmão.

Após amarrar os cadarços, levanto-me e vou até o grande espelho que tenho no quarto. Dou mais uma olhada em mim mesmo e me conformo com o que vejo, não há mais nada que possa ser feito. Decidido, parto rumo à cozinha.

Assim que entro no cômodo — e após dar bom dia para a minha mãe e minha prima — a primeira coisa que meus olhos detectam é a maravilhosa, divina e gostosa Geórgia colocando um pãozinho em sua boca e mastigando-o delicadamente.

A cena transcorreu em câmera lenta em minha mente e não demorou para que eu começasse a sentir um formigamento entre as pernas.

Antes do meu pau ficar duro a ponto de todas perceberem, sento-me à mesa e degusto a minha refeição matinal.

Assim que termina de comer e de lavar a louça que utilizou, Geórgia sobe as escadas, provavelmente para escovar os dentes, e desce minutos depois portando sua mochila e já pronta para sair.

— Tchau, tia! Tchau, Charlito! — Geórgia se despede ao se retirar.

Notaram o apelido que ele me deu? “Charlito”, pois é, acho esquisito.

— Tchau! — Mãe e eu respondemos em coro.

Minha prima já está no último ano do ensino médio. Dizem que é nesse ponto onde rola as putarias. Pena que ainda estou no primeiro ano. Ainda faltam mais dois anos para os momentos de glória.

Falta pouco.

Após terminar de tomar o meu café, subo as escadas, faço a higiene bucal, pego a minha mochila e torno a descer os degraus.

Passo pela cozinha e me despeço da minha mãe. Quando saio e avanço algumas dezenas de metros, olho para trás e vejo o carro do meu pai chegando em casa.

Ele trabalha de vigia noturno para a prefeitura, o nome dele é Antônio Marco. Os vizinhos e os íntimos o chamam de Marcão. Já a minha linda mãe se chama Sófia; nome muito lindo, por sinal.

Aceno dando tchau para o meu pai mesmo ele estando longe demais para notar. Satisfeito, volto a olhar para frente e sigo o meu caminho rumo ao primeiro dia de aula com a máxima esperança de encontrar umas lindas coleguinhas de turma.

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FAG – Capítulo 01

Faça Alguém Gozar!

Capítulo 01: Só mais cinco minutinhos.

Eu gosto do modo que esta almofada trata a minha cabeça. É um encaixe macio e suave, como se fosse um ato de amor entre duas pessoas extremamente apaixonadas. Dessa forma, consigo ficar com meus olhos fixados no teto branco que está repleto de manchas disformes.

Estamos num sábado, mais precisamente numa manhã de sábado. Lá fora está nublado. As nuvens pesadas — com suas tonalidades em escalas de cinza e azul — parecem estar estacionadas sobre a cidade. Eu particularmente adoro quando o clima fica assim, combina com a minha vida entediante.

Adoro porque posso ficar como estou agora: deitado na grande cama que herdei do meu irmão mais velho, Rodrigo. Pude abandonar a minha minúscula cama de solteiro depois que ele foi morar na Capital Nacional por conta dos estudos. A nossa diferença de idade é de quase nove anos. Diferença o suficiente para me deprimir todas as vezes que imagino o quanto de coisas legais ele já pôde e pode fazer, dentre elas, foder gostoso por aí. Principalmente com a Geórgia, nossa prima.

Com uma suspeita frequência, os dois se trancavam neste quarto para, segundo eles, estudar. E isso acontecia sempre que nossos pais não estavam em casa. Talvez você esteja se perguntando como eu sei disso, pois bem, eu ficava alerta todas as vezes que nossos pais saiam de casa. Quando Rodrigo e Geórgia se trancavam no quarto, eu me posicionava atrás da porta e ficava escutando tudo o que podia.

— Um dia ainda irão nos pegar nisso – era a voz da Geórgia.

— Não acha interessante essa possibilidade? – Rodrigo indagava.

Não sei o porquê, mas suas vozes soavam ofegantes.

— Está louco?! – Geórgia reagia com uma certa alegria na fala, suspeita por conta das risadinhas que a acompanhavam.

— Só mais cinco minutinhos – Rodrigo comentava.

— Tá! Mas cuidado para não gozar dentro de mim de novo.

Estar ali, atrás da porta, escutando todos os sons que eram produzidos dentro do quarto, era muito melhor do que filmes pornográficos. Eu ficava tão empolgado que batia muitas punhetas violentas e gozava duas, três, até mesmo quatro vezes, enquanto o Rodrigo só gozava uma; que fraco ele!

De todos os meus sonhos e desejos, comer a Geórgia é o maior de todos, o mais ousado e aparentemente o mais difícil de realizar.

Minha prima é uma jovem garota próxima dos seus 19 anos. Uma baita de uma morena, com cabelos cacheados que vão um pouco além da metade de suas costas. Dona de um olhar intenso que se origina de belíssimos olhos castanho-claros. Tem lábios carnudos, que aposto que ela os usava para chupar o Rodrigo de todas as formas; coxas que causam inveja em várias e uma cintura que faz muitos babarem e terem os mais libidinosos pensamentos. No entanto, de todas as suas virtudes, que não são poucas, a mais destacada é o par de seios prepotentes, firmes e volumosos que faltam saltar do sutiã. Em suma, a Geórgia é uma garota gostosa pra caralho!

Estou no ápice da adolescência e sinto dentro de mim um formigamento muito intenso, o qual me faz levar a mão até meu pau várias vezes durante o dia. Não paro de sentir vontade de gozar. Gozar se tornou um vício, acredito. E todas as vezes que vejo Geórgia, o formigamento é instantâneo, tenho que vir correndo para o quarto ou ir para o banheiro.

Em suma, apesar de ainda ser um mísero garoto virgem, pretendo herdar do meu irmão muito mais do que um quarto e uma cama.

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